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Jornal Folha Regional

Capoeira passa a integrar as aulas de história e cultura após nova lei em Minas Gerais

Capoeira passa a integrar as aulas de história e cultura após nova lei em Minas Gerais – Foto: reprodução

A riqueza cultural e histórica da capoeira ganhou um reforço institucional de peso no ambiente escolar. Foi publicada na edição do Diário Oficial Minas Gerais a Lei 25.900, que determina a inclusão da capoeira como parte integrante dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira nas redes de ensino do estado. O texto foi oficialmente sancionado pelo governador Mateus Simões (PSD).

Com a nova legislação, a prática e a história da capoeira passam a ser formalmente reconhecidas como expressões culturais fundamentais na construção e na identidade da sociedade brasileira.

Origem do projeto e aplicação nas salas de aula

A nova lei é fruto do Projeto de Lei (PL) 1.546/23, de autoria da deputada Macaé Evaristo (PT). A proposta recebeu o aval dos parlamentares e foi aprovada em maio no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com as diretrizes da normativa, o estudo da capoeira nos ensinos fundamental e médio deverá priorizar a vivência prática e teórica. Para isso, o texto recomenda, preferencialmente, a participação de mestres e profissionais renomados da área no ambiente escolar. No entanto, o texto sancionado não estipula regras rígidas ou critérios específicos para a contratação ou atuação desses especialistas no cotidiano das instituições.

Alteração em lei e foco na educação patrimonial

Além de consolidar a capoeira na grade curricular, a medida traz modificações na antiga Lei 15.476, de 2005, que já regulamentava a inserção de temas voltados para a cidadania nas escolas mineiras.

Com a atualização, o currículo passa a englobar também a educação patrimonial. O objetivo central é exaltar e preservar as heranças e contribuições das tradições afro-brasileiras para a identidade de Minas Gerais, consolidando a capoeira como um dos pilares desse resgate histórico.

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher – Foto: Sumaia Vilela

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Prefeitura de Guapé suspende aulas após avaliação das condições das estradas

Prefeitura de Guapé suspende aulas após avaliação das condições das estradas – Foto: arquivo/Jornal Folha Regional

A Prefeitura de Guapé (MG) decidiu suspender as aulas nas redes municipal e estadual de ensino nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2026, como medida preventiva diante das condições precárias das estradas rurais, fortemente afetadas pelas chuvas intensas registradas nos últimos dias. A suspensão não se aplica às creches municipais e ao Pré-Escolar Sonho Meu, que seguirão funcionando normalmente.

A decisão foi definida após avaliação técnica realizada de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Estradas e Transportes, Defesa Civil, diretores escolares e a Administração Municipal. Segundo a prefeitura, o objetivo principal é garantir a segurança dos estudantes e dos profissionais da educação, especialmente daqueles que dependem do transporte escolar.

Os impactos das chuvas já haviam provocado transtornos no início do ano letivo. Na semana anterior, alunos da zona rural deixaram de comparecer às aulas após um ônibus do transporte escolar não conseguir realizar a travessia pela Balsa de Araúna, no lado da cidade. Durante a tentativa de acesso, o veículo patinou e acabou atolando na rampa de terra que dá acesso à balsa, impossibilitando a travessia no horário previsto.

De acordo com a prefeitura, a situação foi agravada pelo baixo nível do Lago de Furnas e pelo volume de chuvas acima da média, que comprometeu as condições do local. Sem conseguir seguir viagem, os estudantes retornaram às suas casas, frustrando famílias que dependem exclusivamente do transporte escolar.

A administração municipal informou ainda que a manutenção do porto e do acesso à balsa é responsabilidade da empresa que opera a travessia, mas destacou que, assim que tomou conhecimento do problema, acionou os responsáveis e iniciou serviços de manutenção no local, com o uso de máquinas. O ônibus foi retirado com segurança e não houve registro de feridos.

Segundo o Executivo, uma nova avaliação das condições das estradas será realizada na quarta-feira (11) para definir se as aulas poderão ser retomadas. A prefeitura também garantiu que os dias letivos suspensos serão repostos, conforme ajustes no calendário escolar.

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Governo de Minas lançou, na última terça-feira (12/8), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o projeto Defesa Civil nas Escolas, que vai promover a cultura de prevenção e autoproteção na rede estadual, formando alunos, educadores e comunidades mais preparados para lidar com situações de risco e desastre.

O lançamento do projeto ocorreu durante o “Seminário Estadual de Autoproteção nas Escolas: educação e prevenção desde os primeiros passos”, realizado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec) para fomentar o diálogo e compartilhar boas práticas voltadas à segurança no ambiente escolar, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), a Polícia Militar (PMMG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O projeto Defesa Civil nas Escolas, que faz parte do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil – Eixo Educação, será apoiado por um material pedagógico estratégico, com jogos, dinâmicas, estudos de caso e atividades práticas adaptadas à realidade local.

“Quando envolvemos crianças e adolescentes na autoproteção, eles se tornam multiplicadores de uma cultura que salva vidas. Essa parceria entre Defesa Civil e Secretaria de Educação é uma mudança de paradigma que transforma comportamentos e protege famílias inteiras”, explicou o chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.

A proposta é que as atividades do programa sejam integradas aos componentes curriculares existentes, sem comprometer a carga horária escolar. Ainda em 2025, 1.323 escolas estaduais que possuem turmas de 4º ano receberão formação para educadores e gestores, que aplicarão a metodologia a partir de 2026. O processo de expansão para o ensino médio também já está em andamento.

“Para além de abrir oportunidades de vida, a educação pode salvar vidas. Quando unimos a autoproteção e a preparação para desastres ao ensino, formamos jovens capazes de cuidar de si e de proteger os outros”,  explicou o secretário de Estado de Educação de Minas, Rossiele Soares.

Além do lançamento do projeto, o seminário dá início a uma capacitação on-line destinada a professores, pedagogos e agentes de proteção e defesa civil. A ação une conhecimento técnico e competência pedagógica para garantir que a cultura de prevenção seja fortalecida de forma contínua e sustentável em todo o estado.

Representantes mineiros na Conferência Nacional pelo Meio Ambiente

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Ao encerrar o encontro, a presidente do Servas e primeira-dama de Minas Gerais, Christiana Renault, anunciou o vencedor da etapa estadual que representará os mineiros na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (VI CNIJMA). O projeto desenvolvido pelos alunos da Escola Coronel Nicolau Sampaio, do município de Diogo de Vasconcelos, foi escolhido para representar Minas Gerais na etapa nacional, prevista para acontecer de 6 a 11/10, em Goiânia (GO).

“É com muito entusiasmo que eu vejo uma inciativa como esta, levar a Defesa Civil para cada individuo está no lema da instituição. Cada um precisa se preocupar em se autoproteger e proteger a quem está à nossa volta”, destacou Christiana Renault, ao parabenizar os alunos vencedores e reconhecer a importância do projeto Defesa Civil nas Escolas 

Palestras e iniciativas de referência

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

O seminário promove palestras com representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e coordenadores de programas de defesa civil dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Também foram apresentadas iniciativas de referência, como o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis, o Programa de Educação Ambiental (Progea), o Bombeiro nas Escolas, a Política Intersetorial para Redução do Risco de Acidentes e Desastres, o Programa Chuá, o Cemig nas Escolas e as ações do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc/MPMG).

Câmara aprova uso da Bíblia como material didático nas escolas de Divinópolis

Câmara Municipal de Divinópolis – Foto: reprodução

A Câmara de Divinópolis aprovou um projeto que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático, ou seja, um material complementar de ensino, nas escolas públicas e particulares da cidade.

O projeto, de autoria do vereador Matheus Dias (Avante), foi aprovado na terça-feira (5) com 12 votos favoráveis.

“Do ponto de vista histórico e cultural, a Bíblia influenciou profundamente a arte, a literatura, a filosofia, o direito e diversos aspectos da civilização ocidental, sendo a sua leitura indispensável para compreendermos o mundo em que vivemos”, explicou o vereador Matheus Dias.

Segundo o projeto, o objetivo é que a Bíblia seja usada para disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo. A proposta defende ainda que “a Bíblia é, além de um livro cristão, um livro histórico com descrições precisas de um tempo longínquo.”

O projeto define que:

  • As histórias bíblicas devem auxiliar projetos escolares nas áreas de história, literatura, ensino religioso, artes e filosofia, além de outras atividades pedagógicas complementares;
  • Nenhum aluno poderá ser obrigado a participar das atividades relacionadas à Lei, garantindo a liberdade religiosa conforme a Constituição Federal;
  • Caberá ao Poder Executivo definir critérios e estratégias para viabilizar o uso da Bíblia;

Emenda modificativa negada

A vereadora Kell Silva (PV) propôs uma emenda para incluir livros de outras religiões como material paradidático, além da Bíblia Sagrada. A proposta foi rejeitada.

“Utilizei meus conhecimentos enquanto historiadora, como mestra e doutora na área de História Social da Cultura para abranger esse projeto. Visto que a Bíblia já é um material paradidático utilizado por nós professores, principalmente quando lidamos com matérias que estão relacionadas ao Império Romano, o surgimento do Cristianismo. Então ela já é base para a gente utilizar alguns textos”, explica a vereadora.

A emenda propunha incluir textos como a Torá (judaísmo), o Livro dos Espíritos, o Livro de Mórmon, os Tripitaka (budismo), além de cantos e rezas de religiões de matriz africana e de povos originários, dentre outros. Kell defende que era importante ampliar o projeto para combater principalmente o crime de intolerância religiosa.

“Como professora, educadora, mestre e doutora, acredito que a escola é um espaço de desconstrução e construção de uma consciência social abrangente. Quanto mais conhecimento, menos ignorância e mais abertura ao diálogo. Lamentavelmente essa postura não foi demonstrada pelos meus colegas vereadores”, completou a vereadora, que votou contra o projeto de lei.

O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) afirmou que Divinópolis, com mais de 235 mil habitantes, enfrenta problemas crônicos na saúde, educação e infraestrutura, que exigem ações mais responsáveis e propositivas. Mesmo criticando o projeto, o vereador votou a favor.

“Sou católico, mas eu não posso levar o meu catolicismo para o plenário. Nós precisamos enfrentar problemas estruturais da cidade, não levar para o plenário discussões de cunho pessoal. Nós temos que ter responsabilidade com a população, e mais que tudo, nós temos que ter respeito às outras pessoas que não são cristãs.”

O projeto aprovado na Câmara segue para sanção do prefeito Gleidson Azevedo (Novo).

Via: G1

Rede Municipal de Ensino de São José da Barra fortalece protocolos de segurança escolar

Rede Municipal de Ensino de São José da Barra fortalece protocolos de segurança escolar – Foto: reprodução

Na manhã desta quarta-feira (6), um homem foi até a Escola Municipal Professora Maria Aparecida Passos, localizada no Centro de São José da Barra (MG), para deixar sua esposa, que buscaria a filha ao final do turno matutino, e seguiu para o trabalho.

Durante sua permanência na escola, a mulher procurou a assistente social e a psicóloga da área da Educação, relatando que estava enfrentando situações e problemas delicados dentro de casa, que estavam afetando seu bem-estar emocional. Diante do relato, a direção da escola acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Militar para acompanharem o caso.

Próximo ao horário de saída dos alunos, o homem retornou à escola e, de forma educada, utilizou o interfone para solicitar a liberação da filha. Contudo, devido à situação sensível relatada pela mãe, a criança não foi liberada naquele momento, e o pai também não teve acesso às dependências internas da unidade.

O homem foi encaminhado à Unidade de Saúde, onde recebeu atendimento médico imediato e foi medicado. De acordo com a secretária de Saúde, Flávia Queiroz, ele estava sob efeito de medicamentos, mas não apresentava risco. A diretora da escola, Ana Paula Figueiredo, foi informada de que a liberação das crianças poderia ser feita normalmente. A Polícia Militar permaneceu no local para reforçar a segurança.

A mulher foi conduzida ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde recebeu acolhimento e foram tomadas medidas de apoio e proteção para ela e sua filha.

A Prefeitura de São José da Barra reforçou que todas as escolas da rede municipal contam com sistemas de interfone e controle rigoroso de entrada, permitindo o acesso apenas de pessoas autorizadas. A Polícia Militar realiza rondas constantes no entorno escolar, e, desde o início da gestão 2025–2028, a Marinha do Brasil também foi acionada para ações de presença nos ambientes educacionais.

Além disso, a Administração Municipal está trabalhando com planejamento e responsabilidade para ampliar as medidas de segurança nas escolas. Entre as iniciativas em estudo está a contratação de porteiros treinados, prevista para o orçamento de 2026 — uma vez que não havia dotação orçamentária para essa ação em 2025.

A Prefeitura destaca que a segurança dos alunos é prioridade absoluta. Todas as medidas adotadas visam garantir um ambiente escolar cada vez mais protegido, proporcionando mais tranquilidade para pais, mães e responsáveis.

A direção da Escola Professora Maria Aparecida Passos esclarece que, em nenhum momento, qualquer pessoa com potencial de risco teve acesso ao prédio e que boatos que circularam sobre o caso não correspondem à realidade.

Escolas estaduais de Passos realizam assembleias para discutir adesão ao modelo cívico-militar

 Passos conta com uma unidade de escola cívico-militar: o Colégio Tiradentes – Foto: Reprodução Instagram

Seguindo o movimento que vem ocorrendo em todo o Estado de São Paulo, escolas estaduais de Passos (MG) iniciaram nesta semana assembleias com pais e responsáveis para discutir a possível adesão ao modelo cívico-militar de ensino.

As primeiras consultas aconteceram nas escolas Dulce Ferreira de Souza (conhecida como Polivalente) e Professora Júlia Kubitschek. Até o fechamento desta reportagem, o resultado das votações ainda não havia sido divulgado pelas instituições.

A próxima escola a realizar a assembleia será a Escola Estadual São José, com consulta prevista para o dia 14 de julho.

Vale destacar que Passos já conta com uma instituição que adota o modelo cívico-militar: o Colégio Tiradentes. Em apoio à expansão do modelo, o Governo de Minas Gerais elaborou uma cartilha com orientações sobre o funcionamento da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e as escolas que optarem pela mudança.

O que são escolas cívico-militares?

O modelo de escola cívico-militar foi implementado nacionalmente em 2019 por meio do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), coordenado pelos ministérios da Educação e da Defesa. A proposta prevê a atuação de militares da reserva nas áreas de gestão administrativa, disciplina e apoio à organização escolar, enquanto professores civis continuam responsáveis pelo conteúdo pedagógico.

Entre os principais objetivos do modelo estão a melhoria do ambiente escolar, a redução de casos de violência e evasão, e o fortalecimento de valores como respeito, responsabilidade e civismo. De acordo com dados do governo federal, o programa chegou a contemplar mais de 200 escolas em todo o país até 2022.

Com a extinção do programa federal em 2023, vários estados — incluindo Minas Gerais — optaram por manter ou expandir o modelo por meio de iniciativas próprias. Em estados como Paraná e São Paulo, centenas de escolas passaram a funcionar com base em programas estaduais de gestão cívico-militar.

Apesar de contar com o apoio de parte da comunidade escolar, o modelo também é alvo de críticas por suposta militarização da educação e por questionamentos sobre sua real eficácia no desempenho acadêmico dos alunos.

Com informações de Verboaria

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – Foto: divulgação

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou, nesta quinta-feira (10/7), durante solenidade realizada na Escola Estadual Maria Floripes Nascimento Alves, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a aquisição de 32 mil Chromebooks, que serão utilizados por estudantes de escolas do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) em todo o estado.

A entrega dos equipamentos marca mais um passo do Governo de Minas para ampliar o acesso à tecnologia e modernizar o ensino na educação estadual, que conta também com uma plataforma educacional exclusiva elaborada pelo Google.

Os equipamentos, adquiridos com investimento de R$ 57 milhões em recursos do Programa Escola em Tempo Integral, serão usados em atividades dentro das unidades escolares.

A iniciativa tem como objetivo promover a cultura digital, enriquecer a formação dos estudantes e apoiar práticas pedagógicas mais inovadoras e colaborativas.

O vice-governador Mateus Simões ressaltou a importância do programa, que vai equipar as escolas com tecnologia, melhorando a qualidade da educação e a preparação dos alunos para o mercado de trabalho. “Só neste programa da aquisição dos Chromebooks, nós estamos adquirindo 32 mil equipamentos, que são suficientes para cobrirmos quase a totalidade do nosso ensino em tempo integral profissionalizado”, disse.

“A decisão do Governo de Minas é garantir que em cada uma das escolas, seja aqui, na Região Metropolitana, seja no Vale do Jequitinhonha, possa ser fornecida a melhor solução pedagógica disponível e a tecnologia mais atualizada para que os nossos alunos possam ser os melhores e com condições de, assim, mudar a vida deles e das suas famílias”, destacou o vice-governador.

Ao todo, serão contempladas 1.097 escolas estaduais que oferecem o modelo EMTI. Os dispositivos escolhidos são Chromebooks, modelo amplamente utilizado em instituições de ensino no Brasil e no mundo, reconhecido por sua eficiência, segurança e acessibilidade.

Inclusão digital e inovação pedagógica

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – Foto: divulgação

Os computadores contam com o sistema operacional ChromeOS, que oferece armazenamento em nuvem e proteção contra ameaças virtuais, por meio do recurso Sandbox.

Os equipamentos também incluem recursos de acessibilidade, como lupa, alto contraste e leitor de tela (ChromeVox), garantindo uma experiência inclusiva para todos os estudantes.

Cada aparelho será configurado com acesso individualizado por meio do e-mail corporativo dos alunos, o que permitirá a criação de ambientes personalizados e seguros, com acesso às plataformas educacionais e às ferramentas do Google Workspace for Education — como Google Docs, Sheets, Meet e outras soluções que favorecem o aprendizado colaborativo.

“A aquisição dos Chromebooks representa mais um passo concreto na construção de uma escola pública conectada com o presente e preparada para o futuro. Estamos fortalecendo a cultura digital e dando aos nossos estudantes as ferramentas necessárias para aprender, criar e se desenvolver em um mundo cada vez mais tecnológico”, destaca a secretária de Estado Adjunta da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), Fernanda Neves.

Tecnologia a serviço da aprendizagem

A entrega dos Chromebooks reforça a estratégia do Governo de Minas, por meio da SEE/MG, de equipar a rede estadual com soluções tecnológicas que melhorem o cotidiano escolar de alunos, professores e gestores.

A chegada dos equipamentos é aguardada com muita ansiedade pelos alunos da rede estadual de ensino, uma vez que irá proporcionar uma melhora das condições de estudo.

“Receber o computador é muito importante, principalmente nos meus estudos, porque vai facilitar muito acessar a plataforma de aulas disponibilizadas pelo governo, ver a nota da redação e assistir as vídeos-aulas. Acredito que vai ajudar bastante todos os alunos da escola”, comemorou a estudante Rayca Karoline.

Rayka cursa o segundo ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Floripes Nascimento Alves, uma das instituições contempladas pelo programa.

Em 2023, o Estado distribuiu 65 mil notebooks para professores e especialistas do ensino médio, com um investimento de R$ 123,3 milhões. Já em fevereiro deste ano, mais de 3 mil diretores de escolas receberam Chromebooks para apoiar a gestão pedagógica e administrativa das unidades.

Modernização e equidade

No mesmo mês, a plataforma educacional Google Workspace for Education Plus passou a estar disponível. Com investimento de R$ 30,6 milhões, a parceria beneficia cerca de 245 mil servidores e mais de 1,36 milhão de estudantes matriculados nos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A plataforma oferece uma variedade de ferramentas tecnológicas avançadas que transformam o aprendizado digital, promovendo um ambiente colaborativo onde estudantes e professores podem interagir de forma mais eficaz. Além disso, com recursos de inteligência artificial, a plataforma fornece dados e informações que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem.

Além da parceria com o Google, o Governo de Minas já investiu quase R$ 460 milhões na renovação do parque tecnológico das escolas. Foram entregues mais de 79 mil desktops, 5 mil notebooks e mais de 11 mil pontos de wi-fi já foram instalados.

Educação financeira será obrigatória nas escolas com novo programa do MEC

Educação financeira será obrigatória nas escolas com novo programa do MEC – Foto: reprodução

O Ministério da Educação lançou oficialmente o Programa Na Ponta do Lápis, voltado à inclusão de temas como educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária no currículo da educação básica. A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (9), por meio da Portaria MEC nº 502/2025.

O programa busca consolidar esses conhecimentos como temas transversais previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com o objetivo de promover cidadania crítica, inclusão social e fortalecimento da democracia desde os primeiros anos escolares.

Objetivos e eixos do programa

O “Na Ponta do Lápis” será implementado em parceria com estados e municípios, de forma voluntária, e contempla cinco eixos de ação:

  • Governança Interfederativa e Articulação nos Territórios
  • Orientação Curricular
  • Formação de Profissionais da Educação
  • Boas Práticas
  • Monitoramento e Avaliação

Entre os objetivos centrais estão:

  • Coordenação das iniciativas federais voltadas à educação financeira
  • Formação continuada de professores e gestores escolares
  • Desenvolvimento de materiais pedagógicos e plataformas de avaliação
  • Promoção de equidade e respeito à diversidade regional e cultural

Adesão e participação

A adesão ao programa será voluntária e deve ser feita por meio de termo assinado pelo chefe do Executivo de cada ente federativo. Os governos participantes deverão indicar coordenadores técnicos, compartilhar dados com o MEC e elaborar planos de trabalho específicos.

O programa também contará com um Comitê Estratégico composto por representantes de diversos órgãos do governo federal, como o Banco Central, Receita Federal, Ministério da Previdência, SUSEP, CVM e Caixa Econômica Federal, além de representantes estaduais e municipais de educação.

Práticas e avaliações

Além das formações e materiais didáticos, o MEC organizará ações como as Olimpíadas de Educação Financeira, Fiscal, Previdenciária e Securitária e implementará um Ciclo Anual de Avaliação das Aprendizagens, com apoio de plataformas virtuais e pesquisas bienais sobre as experiências de professores e estudantes.

A portaria completa pode ser consultada no site do DOU.

Governo de Minas lança competição Mestres da Merenda para valorizar as cantineiras das escolas da rede estadual

Governo de Minas lança competição Mestres da Merenda para valorizar as cantineiras das escolas da rede estadual - Foto: divulgação
Governo de Minas lança competição Mestres da Merenda para valorizar as cantineiras das escolas da rede estadual – Foto: divulgação

Elas chegam antes do primeiro sinal bater, com olhos atentos e mãos que carregam o tempero na medida certa. As cantineiras das mais de 3,4 mil escolas estaduais de Minas não apenas alimentam os estudantes, mas também nutrem futuros.

Para prestigiar as profissionais que transformam ingredientes simples em refeições cheias de afeto, o Governo de Minas anunciou, nesta sexta-feira (6/6), o programa de TV Mestres da Merenda, com estreia na Rede Minas, uma competição culinária voltada às Auxiliares de Serviços da Educação Básica (ASBs) da rede estadual de ensino.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) e vai premiar receitas criativas, nutritivas e inspiradas na culinária mineira, elaboradas por servidoras que, mesmo fora da sala de aula, também ensinam, com cuidado, compromisso e sabor.

“A cantina é um lugar afetivo dentro das nossas escolas. E o programa Mestres da Merenda é uma oportunidade de mostrar o carinho e a dedicação das Auxiliares de Serviços da Educação Básica, que são parte essencial do funcionamento das escolas. Hoje, a merenda em Minas tem um equilíbrio nutricional de qualidade e nós temos muito orgulho de como essas profissionais fazem nossos alunos felizes”, ressaltou o vice-governador Mateus Simões.

Ao todo, serão distribuídos R$ 30 mil em prêmios, sendo R$ 15 mil para a vencedora, R$ 10 mil para o segundo lugar e R$ 5 mil para a terceira colocada. A competição também reforça o vínculo entre a alimentação escolar e a cultura mineira, conectando o cotidiano das escolas à campanha Cozinha Mineira Patrimônio, coordenada pelo Governo de Minas. Ingredientes como milho, mandioca, fubá e polvilho ganham destaque, valorizando o que há de mais autêntico na culinária do estado.

“Mais do que uma competição, o Mestres da Merenda é uma política pública de valorização da alimentação escolar como instrumento pedagógico e cultural”, destacou o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga.

A auxiliar de serviço da Educação Básica, Tatiana Virgílio aprovou o projeto.“É muito interessante e curioso. Ao mesmo tempo que mostrará nosso trabalho, também mostrará para os nossos alunos o quão rica é a nossa merenda hoje”, afirmou.

Governo de Minas lança competição Mestres da Merenda para valorizar as cantineiras das escolas da rede estadual – Foto: divulgação

Inscrições e etapas

As inscrições vão de 6 a 20/6, pelo site do Mestres da Merenda. Para participar, é necessário preencher um formulário com dados pessoais e profissionais, apresentar a receita e enviar um vídeo caseiro com o prato pronto, além de uma carta de autorização assinada pela direção da escola.

Todas as etapas foram planejadas para destacar o trabalho das profissionais e sua contribuição para a alimentação e o bem-estar dos estudantes. Na primeira fase, serão selecionados 47 representantes, uma por Superintendência Regional de Ensino (SRE), com base em critérios como criatividade, adequação ao cardápio escolar e qualidade do vídeo.

Na sequência, as semifinalistas se enfrentarão presencialmente em seis cidades-polo: Belo Horizonte, Montes Claros, Governador Valadares, Varginha, Uberlândia e Juiz de Fora. Um júri técnico escolherá os três melhores pratos de cada polo, totalizando 18 finalistas.

A etapa final do programa de TV será gravada em Belo Horizonte e, ao longo de 13 episódios, as participantes passarão por duas fases eliminatórias e uma semifinal, até a grande final com três participantes. Todas as participantes terão transporte, hospedagem, alimentação e mentoria com chefs profissionais garantidos.

O Mestres da Merenda estreia na Rede Minas no dia 11/9, com episódios de 30 minutos exibidos às quintas-feiras. O programa será apresentado por uma personalidade mineira e contará com chefs convidados como jurados.

Políticas públicas de alimentação escolar

Desde o início da atual gestão, o Governo de Minas já investiu quase R$ 2 bilhões em alimentação escolar, com R$ 405,7 milhões previstos para 2025. Em 2023, foi estabelecido o valor mínimo de R$ 51,2 mil por escola para compra de alimentos, garantindo cardápios mais fartos, mesmo em unidades com menor número de estudantes.

A SEE/MG também intensificou a compra de alimentos da agricultura familiar, superando a exigência legal de 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), escolas passaram a receber um mapa da produção local para facilitar o planejamento e garantir alimentos frescos e regionais.

Outro avanço importante foi a contratação de nutricionistas em 2021 para todas as SREs, responsáveis por orientar cardápios, supervisionar o preparo e capacitar as cantineiras em boas práticas de alimentação escolar.

Produção e parcerias

O Mestres da Merenda é uma produção da CasaCult, viabilizada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O programa conta com patrocínio da Cemig e com o apoio das Secretarias de Estado de Comunicação (Secom) e Educação, além da Emater-MG e da Rede Minas. 

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