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Jornal Folha Regional

Itaú de Minas está entre as cidades com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026

Itaú de Minas está entre as cidades com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026 – Foto: reprodução

Itaú de Minas aparece entre os municípios com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A cidade alcançou 69,46 pontos e ocupa a 60ª posição nacional, além de figurar entre os melhores resultados de Minas Gerais.

O levantamento avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais, sem considerar critérios econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB). A proposta do índice é medir se os serviços públicos e as políticas sociais realmente impactam a vida da população.

Além da posição de destaque no ranking geral, Itaú de Minas também obteve um dos melhores desempenhos do estado na dimensão de Necessidades Humanas Básicas, atingindo 87,25 pontos — o segundo melhor resultado de Minas Gerais. Esse eixo analisa condições relacionadas a moradia, saneamento, segurança alimentar e infraestrutura essencial.

O IPS aponta que o desempenho do município reflete avanços significativos no acesso da população a serviços básicos e na melhoria das condições estruturais.

O Sul de Minas, como um todo, teve forte presença entre os municípios mais bem avaliados do país. A região concentra cidades com altos índices de desenvolvimento social e qualidade de vida. O principal destaque regional foi Córrego do Bom Jesus, que alcançou 70,23 pontos, ocupando a 28ª colocação nacional e o 2º melhor resultado mineiro.

Também aparecem entre os melhores desempenhos da região São João da Mata, com 69,40 pontos (66º lugar nacional), Lavras, com 69,32 pontos (69º), e Itajubá, que registrou 68,79 pontos e aparece na 106ª posição do Brasil.

Melhores cidades do Sul de Minas no IPS Brasil 2026

  • Córrego do Bom Jesus – 70,23
  • Itaú de Minas – 69,46
  • São João da Mata – 69,39
  • Lavras – 69,32
  • Itajubá – 68,79

Na outra ponta do ranking regional aparecem Campestre (58,08), Maria da Fé (58,83), Carvalhos (59,08), Pedralva (59,22) e Delfim Moreira (59,58).

O levantamento também mostrou destaque regional em áreas específicas. Em Necessidades Humanas Básicas, depois de Itaú de Minas, aparecem São Bento Abade (86,97 pontos), São Tomás de Aquino (86,84), Itumirim (86,36) e Ribeirão Vermelho (85,97).

Já entre os menores desempenhos nessa dimensão estão Aiuruoca (72,72), Gonçalves (72,98), Poço Fundo (73,33), Wenceslau Braz (73,38) e Bocaina de Minas (73,42).

Na dimensão de Fundamentos do Bem-estar — que considera saúde, educação, meio ambiente e acesso à informação — os maiores destaques regionais foram Poços de Caldas (76,68), Extrema (75,44), Itajubá (75,34), São Lourenço (74,77) e Cambuí (74,68).

Os menores resultados nesse eixo ficaram com Claraval (61,39), Passa Vinte (61,68), Capetinga (62,13), Carmo da Cachoeira (62,14) e Carrancas (62,32).

O IPS Brasil 2026 também analisou a dimensão de Oportunidades, relacionada à inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior. Nesse indicador, São João da Mata lidera regionalmente com 58,81 pontos, seguido por São Sebastião do Rio Verde (54,97), Córrego do Bom Jesus (54,27), Jesuânia (52,87) e Santana do Jacaré (52,77).

Já os menores desempenhos foram registrados em Campestre (33,64), Munhoz (34,68), Andradas (35,40), Maria da Fé (35,43) e Carmo de Minas (35,67).

Segundo o IPS, municípios de menor porte ainda enfrentam mais dificuldades relacionadas à inclusão e ao acesso a serviços mais complexos, especialmente na dimensão de Oportunidades.

Minas Gerais aparece na 5ª colocação nacional em qualidade de vida, com média de 64,66 pontos, acima da média brasileira, que ficou em 63,40.

São Sebastião do Paraíso atinge 1º lugar em Minas Gerais como a cidade mais segura do Estado

Paraíso atinge 1º lugar em Minas Gerais como a cidade mais segura do Estado – Foto: Divulgação/PMSSP

São Sebastião do Paraíso aparece como a cidade mais segura de Minas Gerais no Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA) 2026. Os dados foram apresentados pela economista Rita Mundim durante palestra realizada no RH Experience, evento promovido pela Unimed, Sicoob Nossocredito e Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (ACISSP).

O encontro ocorreu na última sexta-feira, no teatro da associação, reunindo empresários, profissionais e representantes da comunidade para discutir indicadores ligados à gestão pública e desenvolvimento regional.

Durante a apresentação, Rita Mundim destacou o desempenho de São Sebastião do Paraíso no eixo de Segurança Pública. O município alcançou 73,71 pontos no indicador, garantindo a primeira colocação entre os 853 municípios mineiros avaliados e o segundo lugar no ranking nacional, que analisou 5.568 cidades brasileiras.

Segundo a economista, os números refletem a eficiência das políticas públicas implementadas no município, especialmente em ações voltadas à prevenção da violência, proteção da população e fortalecimento institucional da segurança pública.

O levantamento também mostrou vantagem significativa de Paraíso em relação a outros municípios da região e grandes centros urbanos. Enquanto São Sebastião do Paraíso atingiu 73,71 pontos, Belo Horizonte registrou 63,45, Franca (SP) obteve 68,44 e Passos alcançou 54,51 pontos no mesmo indicador.

Rita Mundim ressaltou ainda que o desempenho da segurança pública teve papel decisivo na colocação geral do município no IGMA 2026. No ranking consolidado de gestão pública, São Sebastião do Paraíso conquistou a quarta posição em Minas Gerais, com 60,91 pontos, superando inclusive Belo Horizonte, que somou 59,39.

Apesar de áreas como Saúde, Educação e Infraestrutura também apresentarem resultados positivos, a especialista apontou a Segurança Pública como o principal diferencial competitivo do município atualmente.

De acordo com a análise apresentada no RH Experience, o resultado evidencia a efetividade do planejamento institucional e dos investimentos realizados pelo município, consolidando São Sebastião do Paraíso como referência estadual e nacional em gestão pública voltada à segurança e qualidade de vida da população.

Governo de Minas entrega 47 novos veículos para fiscalização e gestão ambiental no estado

Governo de Minas entrega 47 novos veículos para fiscalização e gestão ambiental no estado – Foto: Robson Santos/SEMAD

Governo de Minas entregou 47 novos veículos para fortalecer a capacidade operacional das equipes responsáveis por fiscalização, monitoramento e gestão ambiental no estado, nesta segunda-feira (9/3), em Belo Horizonte.

Os automóveis estão sendo direcionados ao Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), dentro do projeto de renovação da frota utilizada pelos órgãos ambientais em Minas Gerais. Nesta primeira etapa da iniciativa, os 47 veículos foram adquiridos ao investimento de R$ 9,4 milhões, viabilizado por meio de recursos provenientes de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a mineradora Vale.

A renovação da frota prevê a substituição gradual de veículos antigos por modelos mais modernos e tecnologicamente seguros, garantindo maior conforto e segurança para condutores e passageiros, ampliando a disponibilidade da frota para as atividades institucionais.

Os novos veículos também ampliam a autonomia das equipes técnicas que atuam em campo em diferentes regiões do estado, contribuindo para maior agilidade nas ações de fiscalização, monitoramento e acompanhamento de empreendimentos, conforme frisou Lyssandro Norton, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, (Semad).

“É importantíssimo equipar as nossas forças públicas, que já são extremamente dedicadas à prestação de serviços à sociedade mineira. Para que, com incremento às ações de fiscalização e monitoramento, nós possamos transmitir à sociedade mineira mais segurança e maior previsibilidade em relação às questões climáticas”, destacou Lyssandro Norton.

Ainda em 2026, está prevista a continuidade da modernização da frota, com novas aquisições destinadas ao Núcleo de Emergências Ambientais, incluindo quatro caminhonetes, além de utilitários voltados ao transporte de cargas.

Fiscalização

Governo de Minas entrega 47 novos veículos para fiscalização e gestão ambiental no estado – Foto: Robson Santos/SEMAD

Os veículos serão distribuídos entre órgãos como a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que receberá 34 carros, sendo 13 de passeio e 21 caminhonetes. Esses automóveis ampliarão as condições operacionais das equipes responsáveis pelo acompanhamento de barragens de mineração, especialmente aquelas inseridas na Lei Estadual nº 23.291/2019 (Mar de Lama Nunca Mais), que estabelece regras mais rígidas de segurança para essas estruturas. 

A nova frota também permitirá intensificar as vistorias em empreendimentos minerários paralisados ou abandonados, acompanhar processos de remediação de áreas contaminadas e fiscalizar empreendimentos em processo de licenciamento ambiental.

O presidente da Feam, Edson de Resende, celebrou as entregas dos novos carros. “No caso da Feam, os veículos serão muito úteis para os nossos serviços de vistoria. Essa renovação traz uma economia também, pois os veículos novos tendem a dar menos problemas para manutenção”.

Atualmente, a Feam acompanha o processo de descaracterização de barragens construídas pelo método de alteamento a montante. Das 54 estruturas inicialmente identificadas, 25 já foram descaracterizadas, enquanto as demais seguem em processo de acompanhamento técnico. Somente em 2025, foram realizadas 85 fiscalizações nessas estruturas.

A Semad será contemplada com nove veículos, dois de passeio, seis caminhonetes e uma van de carga, enquanto os outros quatro veículos irão para o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), um de passeio e três caminhonetes.

Governo de Minas entrega 47 novos veículos para fiscalização e gestão ambiental no estado – Foto: Robson Santos/SEMAD

Os novos veículos do Igam serão utilizados em atividades relacionadas à Segurança de Barragens de Acumulação de Água, conduzidas pela Gerência de Segurança de Barragens e Sistemas Hídricos (Gesih), em conformidade com a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010). Os veículos também darão suporte às equipes de hidrometria, responsáveis pelo monitoramento hidrometeorológico e pela modernização das estações de monitoramento em todo o estado.

“A entrega desses veículos vem para reforçar toda a estrutura do Sisema, especialmente no caso do Igam. Estamos recebendo veículos que vão dar apoio à Gesih, para que nossa equipe possa estar apta a exercer suas funções de fiscalização, como também os veículos de hidrometria, esse importante serviço que nós prestamos à sociedade mineira, ao acompanhar a vazão dos nossos corpos hídricos”, afirmou o diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca.

As ações contribuem para o cumprimento de metas de programas estratégicos como Progestão e Qualiágua, voltados ao monitoramento e à divulgação de dados sobre a qualidade da água em Minas Gerais.

Minas Gerais é o segundo estado mais procurado para viagens no Brasil; região do Lago de Furnas se destaca entre os destinos

Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: reprodução

Em 2024, Minas Gerais consolidou-se como o segundo estado mais procurado do país para viagens domésticas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado recebeu 10,2% de todas as viagens com pernoite realizadas no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo (21,9%) e à frente da Bahia (10%).

Entre os destinos mineiros em alta, a região do Lago de Furnas, conhecida como o “Mar de Minas”, vem ganhando cada vez mais destaque no cenário turístico nacional. Municípios como São José da Barra e Capitólio têm atraído visitantes em busca de paisagens naturais, passeios náuticos e turismo de aventura, além da hospitalidade e da culinária típicas da região.

A pesquisa indica que, embora o volume total de viagens tenha se mantido estável em relação a 2023, os gastos dos turistas cresceram 11,7%, refletindo o interesse por experiências de maior valor agregado. O estudo também mostra que os principais motivos das viagens estão ligados à cultura e à gastronomia, que apresentaram um crescimento de 24,4%, sendo o único tipo de lazer com aumento contínuo nos últimos anos.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o resultado reafirma a força e a diversidade do turismo mineiro. Segundo ela, “Minas oferece uma combinação única de história, cultura, natureza e gastronomia, e o investimento em políticas públicas voltadas ao setor tem mostrado resultados concretos na geração de renda e no fortalecimento das economias locais”.

Outro dado que chama atenção é o crescimento de 40% no uso do avião desde 2020, representando 14,7% das viagens em 2024. Embora ainda não seja o meio de transporte mais utilizado, o aumento demonstra uma tendência de valorização de deslocamentos mais rápidos e de longo alcance.

De acordo com a Tabela 7266 da PNAD, os três principais destinos do turismo nacional — São Paulo, Minas Gerais e Bahia — concentraram juntos mais de 42% de todas as viagens realizadas no país. Em Minas, destinos ligados à natureza, como o Lago de Furnas, seguem impulsionando o turismo regional e consolidando o estado como uma das referências em viagens de lazer no Brasil.

Minas Gerais aprova Rede de Atenção Oftalmológica com investimentos de R$ 67 milhões em recursos estaduais

Minas Gerais aprova Rede de Atenção Oftalmológica com investimentos de R$ 67 milhões em recursos estaduais – Foto: divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) realizaram, na última quarta-feira (11), a 319ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais (CIB-SUS/MG). O encontro aconteceu no auditório do Cosems-MG, em Belo Horizonte, com o objetivo de fortalecer a governança e pactuar estratégias para aprimorar o SUS no estado.

Um dos principais destaques foi a aprovação das regras de financiamento da Rede de Atenção Oftalmológica no âmbito do SUS/MG. Serão destinados R$67 milhões em recursos estaduais para qualificar e ampliar o acesso da população aos serviços especializados, com foco em consultas, exames e cirurgias, como catarata e retina.

“Esse é mais um passo na construção da Rede de Oftalmologia, com a perspectiva de implementação nos territórios. Esse momento de encontro é fundamental para alinhar as ações e garantir que todos tenham clareza sobre o que está sendo feito e como está sendo feito”, afirmou a secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Lopes.

A proposta aprovada integra a estratégia de regionalização da atenção especializada, com o objetivo de oferecer atendimento mais próximo ao cidadão e reduzir filas e deslocamentos. “A política contempla a organização da rede em articulação com a Atenção Primária à Saúde, promovendo maior resolutividade e integração entre os níveis de atenção”, acrescentou Poliana.

A secretária também abordou o processo de revisão normativa para publicação de um novo decreto estadual, voltado à simplificação da prestação de contas. “Nossa expectativa é apresentar esse avanço em uma das próximas reuniões. Isso permitirá uma gestão mais eficiente dos recursos financeiros”, comentou.

O presidente do Cosems-MG, Edivaldo Farias da Silva Filho, destacou a participação ativa do Conselho e das equipes técnicas na construção do novo decreto. “Vemos com bons olhos, pois acreditamos que isso permitirá aos municípios uma alocação mais eficiente dos recursos. Participamos diretamente da elaboração, com o entendimento de que haverá melhorias na prestação de contas, respeitando as necessidades locais e evitando engessamentos”, pontuou.

A reunião também tratou de temas como o financiamento da Atenção Primária à Saúde, a organização da assistência hospitalar e ambulatorial, o fortalecimento da assistência farmacêutica e ações voltadas à regulação do acesso e transporte eletivo.

Entre os destaques, foram apresentados os resultados dos indicadores estabelecidos pela Resolução SES nº 9.635/2024, que regulamenta o financiamento continuado da Atenção Primária. Também foi discutido o documento orientador para a revisão do Plano Diretor de Regionalização (PDR), com foco em 2025.

Outro ponto relevante foi a apresentação da Nota Técnica nº 10/2025, com diretrizes para a linha de cuidado à pessoa adulta com sobrepeso e obesidade no SUS/MG.

A análise do cenário epidemiológico dos vírus respiratórios em Minas Gerais também foi tema de debate, considerando seu impacto na organização dos serviços nos territórios. Foi aprovada a alteração no cronograma de financiamento das ações emergenciais contra doenças respiratórias, com ênfase nas arboviroses.

A reunião deliberou, ainda, sobre o cronograma de adesão aos Sistemas Regionais de Transporte Eletivo para 2025, no âmbito da política Transporta SUS-MG, e sobre a habilitação de Unidades de Suporte Avançado do Samu 192 para o uso de trombolíticos na macrorregião Oeste.

Também foram atualizadas normas da Rede de Atenção à Saúde Bucal e alteradas resoluções relativas ao financiamento de investimentos em Centros de Especialidades Odontológicas e Unidades Básicas de Saúde.

Minas Santa 2025: Governo lança terceira edição do programa que transforma o estado em grande destino de fé, arte e natureza

Minas Santa 2025: Governo lança terceira edição do programa que transforma o estado em grande destino de fé, arte e natureza - Foto: divulgação
Minas Santa 2025: Governo lança terceira edição do programa que transforma o estado em grande destino de fé, arte e natureza – Foto: divulgação

Para consolidar Minas como principal destino turístico brasileiro e convidar mineiros e visitantes a terem experiências únicas durante a Semana Santa, o vice-governador Mateus Simões lançou, nesta quarta-feira (19/3), a terceira edição do programa Minas Santa.

Em evento realizado no Museu Mineiro, o vice-governador detalhou a importância do Minas Santa como um destino que também impulsiona a economia a partir dos roteiros de fé, sendo alguns deles expressões centenárias da cultura mineira.

O programa apresenta ações que abrangem os 853 municípios e mais de mil distritos. Isso inclui celebrações católicas, suas procissões e encenações da Paixão de Cristo, passando pela arte e música gospel, até as expressões culturais afro-mineiras, como a Feitura do Cordão de São Francisco do Quilombo Pena Branca, em São Francisco, no Vale do Jequitinhonha, que acontece há mais de 60 anos.

“São 550 mil visitantes sendo esperados na Semana Santa e R$ 5,5 bilhões circulando na economia do turismo religioso. A Semana Santa é o nosso período de maior atração de visitantes de fora, bate todos os recordes de outros períodos do ano em Minas Gerais. O que nós temos feito é organizar o estado para que isso possa se potencializar. Temos seis rotas turísticas bem organizadas para poder dar suporte para esse momento”, disse o vice-governador.

“A nossa expectativa é que a gente tenha não só o turismo religioso convencional, como procissões, vias sacras e apresentações gospel, mas também o turismo de contemplação, de natureza, a experiência da cozinha mineira em todo o estado. Estamos falando de 700 atrações já cadastradas para o Minas Santa deste ano”, avaliou Mateus Simões.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, aproveitou a oportunidade para fazer um chamado aos turistas, lembrando que o Minas Santa é um programa voltado não apenas aos mineiros, mas aos visitantes de todas as partes do mundo.

“Minas é a alma do Brasil e revela essa alma em suas festas, sua arte, sua fé e suas paisagens. O Minas Santa é um convite para viver essa experiência. Nosso estado está preparado para receber todos com hospitalidade e beleza. É a fé que move, a arte que inspira e a natureza que acolhe. Um programa feito para o mineiro, para o brasileiro e para o mundo”, destacou Leônidas Oliveira.

O lançamento do Minas Santa 2025 também contou com a presença da secretária-adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza; do presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), João Paulo Martins; do presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS), Sérgio Rodrigo Reis; do presidente da Fundação de Artes de Ouro Preto (Faop), Wirley Reis; do pró-reitor de Comunicação do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, Padre Wagner Colegario; e do pastor Fábio Lacerda, da Igreja Batista da Lagoinha.

Como aperitivo da programação, o grupo Áurea Musical, de São João del-Rei, realizou uma apresentação de músicas sacras, em meio à representação de personagens bíblicos das procissões e dos tradicionais anjos barrocos de Ouro Preto.

Programação

O Minas Santa 2025 terá programação em todo o estado até o Dia da Inconfidência (21/4). As ações incluem procissões, feitura de tapetes devocionais e cordões, shows, visitas a igrejas e museus, além de eventos como o seminário Bens Culturais e Turismo da Fé (9 e 10/4, em Mariana), a apresentação Ritos da Fé Mineira (18/4, em Belo Horizonte) e o musical Cante Comigo: Lázaros (19/4, também na capital).

A Procissão da Guarda Romana, em Diamantina, a Encomendação das Almas, em Manga, e a tradicional Folia das Almas da Canastra, em Delfinópolis, também estão no roteiro.

O cadastro das Celebrações e Ritos da Quaresma e Semana Santa, organizado pelo Iepha-MG, já conta com 679 manifestações até o momento. Todos os detalhes da programação serão disponibilizados no site www.minasgerais.com.br.

Rotas de turismo e fé

Além das celebrações religiosas, o Minas Santa convida os visitantes a percorrerem rotas turísticas que integram fé, arte, cozinha mineira, natureza e cultura, como os santuários e os caminhos de peregrinação em Caeté, Congonhas, Mariana, Tiradentes e São João del-Rei. Na Rota das Artes, que abrange Belo Horizonte, Brumadinho (Inhotim), Ouro Preto e Sabará, museus e ateliês revelam a riqueza artística mineira.

As regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal, cujos Modos de Fazer foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, como Canastra, Serro e Campo das Vertentes, atraem turistas de todo o país. Experiências nos territórios dos cafés e dos vinhos mineiros, nas regiões do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro e do Campo das Vertentes, também chamam atenção dos visitantes.

Outros destinos imperdíveis são a Cordilheira do Espinhaço, São Thomé das Letras e Mantiqueira de Minas, no Sul do estado; Delfinópolis, com as Cachoeiras da Canastra, na Zona da Mata; e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas, com suas cavernas imensas, arte rupestre milenar e paisagens sagradas.

Minas Santa em números

Em 2024, cerca de 500 mil pessoas visitaram Minas Gerais durante a Semana Santa. O turismo religioso, ao longo de todo o ano, movimenta aproximadamente R$ 5 bilhões no estado, sendo um dos principais vetores de geração de emprego, renda e desenvolvimento.

Em nível internacional, Minas atraiu turistas de diversos países em 2024, com o Chile se destacando como a principal origem dos visitantes estrangeiros.

Realização e parcerias

O Minas Santa é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG, do Iepha-MG, da Fundação Clóvis Salgado e da Faop, com apoio da Cemig, Federação dos Circuitos Turísticos (Fecitur), Associação Mineira de Municípios (AMM), da Rede Estadual de Gestores Municipais de Cultura e Turismo e Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.

As ações do Minas Santa também integram o Ano Mineiro das Artes (AMA). O portfólio com celebrações das cidades e mais informações podem ser acessadas em www.minasgerais.com.br

Governo de Minas entrega novos helicópteros para resgate aeromédico e de emergência no estado

Reforço do Suporte Aéreo Avançado de Vida garante mais agilidade no transporte de pacientes e operações de resgate e salvamento

Governo de Minas entrega novos helicópteros para resgate aeromédico e de emergência no estado - Foto: divulgação
Governo de Minas entrega novos helicópteros para resgate aeromédico e de emergência no estado – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema participou, nesta sexta-feira (14/2), na base do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), em Belo Horizonte, da entrega de dois helicópteros para reforçar o atendimento aeromédico e de emergência no estado.

As aeronaves do modelo EC145-D3 foram adquiridas por R$ 164 milhões (R$ 82 milhões cada), com recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES), e vão fortalecer a capacidade de resposta em situações de urgência e emergência, garantindo mais agilidade no transporte de pacientes e em operações de resgate e salvamento, por meio do Suporte Aéreo Avançado de Vida (Saav).

O Saav é resultado da parceria entre Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), CBMMG e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A SES-MG é responsável pela aquisição e manutenção das aeronaves, enquanto o CBMMG fornece pilotos, copilotos e operadores aerotáticos especializados em salvamento, garantindo a segurança e eficiência das operações.

Ao lado do secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, e da comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, o governador de Minas Gerais destacou o compromisso do Estado ao levar a saúde para todos os mineiros.

“Esses helicópteros vão permitir mais agilidade no atendimento e transporte dos pacientes. São poucos minutos que fazem toda a diferença para uma vida. O que temos feito é levar o Samu para o interior pois, antigamente, as pessoas dependiam muito da capital”, declarou Romeu Zema.

“O Governo de Minas está atuando muito para que isso não aconteça mais e os mineiros possam ter um atendimento em suas cidades, ou evitando muito deslocamento”, explicou o governador.

Minas Gerais é o maior prestador de serviço aeromédico do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. A escolha das bases de operação do Saav leva em conta diversos fatores estratégicos, como a infraestrutura aeroportuária, a presença de batalhões do CBMMG, a densidade populacional e a distribuição geográfica do estado, garantindo que o serviço beneficie o maior número possível de mineiros.

Governo de Minas entrega novos helicópteros para resgate aeromédico e de emergência no estado - Foto: divulgação
Governo de Minas entrega novos helicópteros para resgate aeromédico e de emergência no estado – Foto: divulgação

“Hoje é uma vitória para nós, resultado de um trabalho de excelência feito em prol do nosso bem mais vitorioso: a vida. Por isso, agradeço ao governador Romeu Zema por acreditar no nosso trabalho”, afirmou a coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan.

O secretário de Saúde lembrou que o reforço no serviço aeromédico se insere na estratégia do Estado do alcance da cobertura do Samu, alavancado em Minas desde 2019.

“A entrega dos helicópteros hoje faz parte do projeto do governador de levar o Samu para qualquer região do estado. Quando o governador chegou, Minas Gerais tinha 50% de cobertura. O objetivo é que, neste ano, Minas tenha 100% de cobertura do Samu terrestre. Isso é histórico para o nosso estado”, ressaltou Fábio Baccheretti.

Ampliação da cobertura e renovação da frota

Seguindo o planejamento estratégico para distribuição e operacionalização das aeronaves, um dos helicópteros entrará em operação imediata na base do Saav em Varginha, no Sul de Minas, enquanto o outro será utilizado para treinamentos da tripulação até meados de 2025, quando passará a operar em Belo Horizonte.

A previsão é que, até o final do ano, todas as cinco novas aeronaves adquiridas pelo Estado estejam distribuídas entre as bases já existentes do Saav no interior, localizadas em Uberaba, Montes Claros e Varginha, e operacionalizem duas novas bases, em Juiz de Fora e Governador Valadares.

Com essas duas novas bases, a cobertura no estado chegará a 100% para resgate aeromédico e de emergência.

Essas aeronaves do Saav realizam atendimentos pré-hospitalares, transferências inter-hospitalares via SUS Fácil, transporte de órgãos e tecidos para transplantes, resgates em áreas de difícil acesso e apoio às forças estaduais de saúde. O serviço atende a toda a população mineira.

Com a chegada dos novos helicópteros, a frota do Saav passa a contar com oito aeronaves, sendo seis helicópteros e dois aviões. Esse incremento possibilita a substituição dos modelos mais antigos e a ampliação da cobertura do serviço aeromédico no estado.

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema anunciou, na quarta-feira (12), o investimento de R$ 210,7 milhões do Governo de Minas para ampliar as coberturas vacinais no estado, com destaque para a intensificação da vacinação contra a febre amarela.

O valor foi pactuado durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) do Sistema Único de Saúde (SUS-MG) e será destinado ao Programa Mineiro de Imunizações (PMI).

O objetivo da nova estratégia – detalhada durante o encontro semanal da Sala de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) – é garantir que todos os municípios tenham condições de ampliar a vacinação, protegendo a população contra as doenças preveníveis.

O governador destacou o trabalho e investimentos do Governo do Estado para diminuir os casos de arboviroses como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e a febre amarela.

“Nossa Secretaria de Saúde está na linha de frente do enfrentamento às arboviroses e tem dado todo suporte, apoio e orientação para que possamos fazer esse combate de forma efetiva e como foi visto em diversas frentes. Lembrando a questão da conscientização da população, das crianças, que é de fundamental importância e um trabalho contínuo”, enfatizou Romeu Zema.

Distribuição dos recursos

Em 2025, serão liberados R$ 105,3 milhões, com uma primeira parcela de R$ 41,9 milhões. Os repasses vão do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais.

O financiamento, que segue até 2026, inclui repasses fixos e variáveis, condicionados ao cumprimento de metas de cobertura vacinal.

Febre amarela

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

Em 2025, Minas Gerais registrou um caso confirmado de febre amarela em humanos, em Extrema, e uma morte de primata não humano, em Toledo. A vigilância epidemiológica foi reforçada, especialmente no Sul do estado, onde houve confirmação da circulação do vírus.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, alertou sobre o perigo da febre amarela e colocou o Estado à disposição dos municípios para que toda a população possa se vacinar.

“A febre amarela já tem uma porcentagem de letalidade alta e se a pessoa não for vacinada, aumenta ainda mais a chance de óbito. Então, temos vacinas que não faltam nos postos de saúde e precisamos enfrentar essa batalha. Vamos incentivar os municípios a fazer busca ativa para que a população possa se vacinar”, destacou Fábio Baccheretti.

As equipes da SES-MG adotaram estratégias como busca ativa de não vacinados, capacitação de profissionais para identificação de casos e campanhas de conscientização.

Em 2024, a cobertura vacinal em crianças menores de um ano foi de 87,68%, abaixo da meta de 95%, o que torna a intensificação da vacinação uma prioridade.

Vacinação itinerante

Os Vacimóveis são ferramentas fundamentais na estratégia para ampliar a cobertura de imunização em todo o estado. O veículo, adaptado para funcionar como um centro de vacinação itinerante, facilita a mobilização das equipes e contribui para a regularização da situação vacinal de comunidades inteiras.

O objetivo do Governo de Minas é levar a vacina para além dos postos de saúde, alcançando a população em locais de grande circulação, como praças, rodoviárias e áreas de difícil acesso.

Ações preventivas e monitoramento

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O Estado também fortaleceu a vigilância a possíveis focos dos mosquitos transmissores e realiza análises laboratoriais de primatas mortos para identificar precocemente a circulação viral.

Além disso, municípios com casos confirmados ou epizootias devem realizar monitoramento rápido da cobertura vacinal e campanhas em áreas de difícil acesso.

A SES-MG reforça que a vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente no SUS para pessoas de 9 meses de idade até os 59 anos.

Atualmente, o esquema vacinal indicado contra a doença é uma dose aos 9 meses e outra de reforço aos 4 anos. Para a pessoa que recebeu somente uma dose da vacina antes de completar 5 anos, está indicada a dose de reforço, independentemente da idade atual.

Prevenção no Carnaval

Com a chegada do Carnaval, período de grande circulação de pessoas em Minas Gerais, o governo estadual também destaca a importância da vacinação contra a febre amarela para turistas e moradores.

A vacina, presente no calendário de vacinação do estado desde 2008, é recomendada para todos que residem ou viajam pela região e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes do deslocamento para garantir a proteção adequada.

O abastecimento de vacinas contra febre amarela está regular em todo o estado e, com ações intensificadas e financiamento garantido, o Governo de Minas espera ampliar a cobertura vacinal, reduzir o risco de surtos e fortalecer a proteção contra a doença.

Monitoramento

Instalada pelo Estado em 3/2/2025, na SES-MG, a Sala de Monitoramento das Arboviroses é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

A iniciativa visa ao acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica dessas doenças no estado por meio de análises técnicas e apresentação dos dados disponíveis nos diferentes sistemas, em reuniões semanais.

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos - Foto: reprodução
Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos – Foto: reprodução

As mudanças climáticas têm sido cada vez mais evidentes aos olhos da população. Grandes períodos de secas, calor extremo e chuvas volumosas são consequências da crise climática, que se intensifica ano após ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Minas Gerais está entre os cinco estados que mais esquentaram no país nas últimas duas décadas, com um aumento de 1,1°C. E não acaba por aí. 

Quando observados os últimos 10 anos, o estado está entre os três que mais esquentaram no Brasil, ficando atrás apenas do Mato Grosso e do Amazonas. Fazendo o recorte a partir de 2023, Belo Horizonte é a capital que mais esquentou, chegando a 4,23°C acima da média. 

O ano mais quente

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 2024 foi o ano mais quente já registrado no planeta e, em Minas Gerais, o calor não foi diferente. 

Ainda segundo dados do Inmet, a média dos 10 dias mais quentes do ano passado foi 0,7°C maior que a média dos 10 dias com maiores temperaturas em 2014. Quando comparado com os 10 dias mais quentes de 1994, a média foi 1,2°C mais alta. 

Observando a média anual de temperatura, a de 2024 foi 0,8°C mais alta que a do período entre 1991 e 2020. Além disso, no ano passado, Belo Horizonte registrou a maior temperatura da história do inverno, com 34,4°C. 

Junto ao calor extremo, as chuvas intensas também têm causado grandes danos ao estado, o que evidencia, portanto, a crise climática e as anormalidades do clima. 

Anomalias de temperatura

Para analisar o aumento das temperaturas em determinados locais, usa-se as anomalias de temperatura, como forma de observar as mudanças. O método exibe as diferenças entre a temperatura média de um determinado local num período de tempo.

Observando a anomalia de Minas Gerais, tendo como comparação o período entre os anos de 1981 e 2010, o estado chegou a 2°C acima da média. Além disso, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), das 20 cidades que mais esquentaram no Brasil, cerca de 18 são de Minas Gerais, sendo a maioria do Vale do Jequitinhonha.

Causas

Segundo estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o aumento de temperaturas e desastres climáticos no estado estão ligados à expansão urbana desordenada e à redução de áreas permeáveis. De acordo com dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), cerca de 7.326 árvores foram derrubadas em 2023, por exemplo. 

Em entrevista, a ambientalista do projeto Manuelzão da UFMG Jeanine Oliveira fala sobre a importância da preservação das áreas verdes nas cidades e de métodos que diminuam os impactos climáticos, o que tem sido, segundo ela, inexistentes em Minas Gerais, sob o governo de Romeu Zema (Novo).

“Perceba, uma coisa é o local, outra coisa é o global. Globalmente, todos nós passamos por mudanças climáticas. Localmente, você pode implementar medidas, mesmo com a crise climática, que vão fazer com que sua cidade, seu agrupamento seja menos atingido. Então, não é porque estamos em mudanças climáticas que não vai dar para ninguém atravessar esse momento”, explica. 

Outra questão a ser observada é o desmatamento da Mata Atlântica e do Cerrado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais foi o estado que mais destruiu a Mata Atlântica no Brasil. O levantamento também aponta que cinco das 10 cidades que mais destruíram o bioma são mineiras. 

“Os dados de Minas Gerais são alarmantes. Não é só o estado que mais esquenta, é também, o estado que tem mais incêndio. É também o estado que mais mata e retira a Mata Atlântica, por exemplo”, afirma a ambientalista. 

Outro problema, segundo Jeanine, é o apoio de Zema às mineradoras e ao agronegócio, o que tem motivado o desmatamento em diversas áreas do estado, contribuindo para o aumento da temperatura e de desastres, como deslizamentos e inundações.

Projeções

Segundo o Painel Nacional de Mudanças Climáticas (IPCC), até 2050, a temperatura média em Belo Horizonte pode subir 3°C, se não houver mitigação das emissões e um replanejamento urbano, com foco em áreas verdes e permeáveis. No entanto, Jeanine alerta que essa projeção pode se antecipar, caso não haja mudanças. 

“Eu acredito que muito antes de 2050, no caminho que a gente está, certamente, chegaremos a esses 3°C. Se você olhar, por exemplo, a temperatura no Golfo do México, você vai entender perfeitamente o que estou dizendo. Todas as projeções que eles vinham fazendo foram batidas”, diz a ambientalista. 

Relatórios do Inmet indicam ainda que as ondas de calor em MG tornaram-se 15% mais frequentes nas últimas duas décadas, indicando que a projeção de aumento de 3°C até 2050 pode ser antecipada.

Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados

Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados - Foto: Pedro França/Agência Senado
Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados – Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou, nesta terça-feira (9), um projeto de lei complementar sobre a dívida dos estados com a União. Segundo ele, a apresentação da matéria no plenário da Casa pode ficar para agosto, depois do recesso parlamentar, que tem início no próximo dia 18.

“No Senado, [o objetivo] é passar aos líderes o máximo de consenso possível e, eventualmente, levarmos [o projeto] em urgência para o plenário para poder ser debatido com a participação dos 81 senadores. Vamos fazer um esforço para que [a apresentação em plenário do projeto] seja antes do recesso. Mas, se for necessário passar para agosto, não há problema nenhum”, disse Pacheco a jornalistas.

Ele declarou também que a intenção é que o projeto seja relatado na Casa pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

Na avaliação de Pacheco, o projeto é um “passo muito importante” para o país resolver o problema das dívidas dos estados com a União.

“Caberá, a partir de um gesto do governo federal, através de uma lei dessa, abrir mão do recebimento de juros, permitindo a correção pelo IPCA, e os juros podendo ser revertidos para os próprios estados. Caberá aos governadores e as suas administrações poderem cuidar de compreender que essa é a melhor forma para equacionar definitivamente o problema”, reiterou.

Ainda segundo Pacheco, o texto não tem a “audácia” de ser definitivo. A ideia é que o governo federal e os estados façam suas ponderações à medida.

“Nós buscamos ter um texto de um mínimo consenso, preservando os interesses dos estados federados, sobretudo os endividados, preservando os interesses da União e da Fazenda Pública, exigindo pontos de contrapartida e também garantindo que o proveito da solução federativa se dê também em favor dos estados não endividados”, completou.

Jornal Folha Regional
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