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Jornal Folha Regional

Natural de Passos, Joaquim de Melo Freire morre aos 99 anos; político ajudou a levar batalhão da PM para a cidade

Natural de Passos, Joaquim de Melo Freire morre aos 99 anos; político ajudou a levar batalhão da PM para a cidade – Foto: reprodução/redes sociais

A cidade de Passos, no Sul de Minas, perdeu nesta sexta-feira (8) um dos nomes mais tradicionais de sua história política. Morreu, aos 99 anos, Joaquim de Melo Freire, ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e integrante da Assembleia Nacional Constituinte. Entre os legados deixados para o município, está a atuação política que contribuiu para a instalação do batalhão da Polícia Militar em Passos.

Natural de Passos, Joaquim de Melo Freire nasceu em 11 de janeiro de 1927 e iniciou sua trajetória pública no município, atuando como vereador antes de conquistar espaço na política estadual e nacional.

Ao longo da carreira, representou Minas Gerais como deputado estadual por três legislaturas consecutivas, entre 1963 e 1975. Posteriormente, exerceu mandato como deputado federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição Federal de 1988, durante a legislatura de 1987 a 1991.

Durante sua trajetória política, passou por partidos como UDN, Arena, MDB, PP e PMDB, acompanhando diferentes fases da política brasileira, desde o período anterior ao bipartidarismo até a redemocratização do país.

Na Câmara dos Deputados, teve atuação voltada principalmente para áreas ligadas à agricultura, política rural, finanças e fiscalização. Também se licenciou do mandato de deputado federal constituinte para assumir a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, no governo Newton Cardoso.

Em Passos, Joaquim de Melo Freire também ficou marcado pela articulação política que ajudou a levar para o município o batalhão da Polícia Militar, considerado um importante avanço para a segurança pública da região.

Com décadas dedicadas à vida pública, Joaquim de Melo Freire deixa seu nome marcado na história política de Passos, de Minas Gerais e do Brasil.

Ex-vereador do MDB é convidado por Cleitinho para ser seu vice-governador em 2026

Ex-vereador do MDB é convidado por Cleitinho para ser seu vice-governador em 2026 – Foto: reprodução

O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) afirmou ao Aparte que foi convidado para ser candidato a vice-governador na chapa do senador e pré-candidato ao governo de Minas Cleitinho (Republicanos). A informação foi confirmada pelo parlamentar, que disse que a ocupação do posto “só vai depender dele (Gabriel)”.

O senador ensaia uma candidatura ao governo de Minas e lidera as intenções de voto nas pesquisas mais recentes. A seu lado, concorreria ao Senado о deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos). Ao Aparte, Euclydes afirmou que convidou Gabriel para coordenar a campanha dele e de Cleitinho e que também tenta convencê-lo a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB – algo que Gabriel já reiterou que não pretende fazer -, por considerar que o ex-vereador pode representar uma base importante em Belo Horizonte. Euclydes é natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, enquanto Cleitinho é de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro.

Segundo Gabriel, além da vaga de vice e de coordenador da campanha, também foi colocada na mesa a possibilidade de uma suplência ao Senado. “O que ouvi de ambos é que, se eu não aceitar o convite para ser candidato a vice-governador, deveria considerar ao menos a suplência ao Senado ou a proposta de ser candidato a deputado federal”, afirmou.

Neste mês, Gabriel, Euclydes e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniram em Brasília para uma “reunião estratégia”, conforme classificou Euclydes, que postou uma foto do encontro. Gabriel também esteve na capital federal na semana seguinte em uma reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e quadros do partido em Minas. As eleições de 2026 teria sido um dos temas centrais. 

Apesar dos convites para participar de candidaturas do Republicanos em 2026, ainda não há garantia de que o partido de Gabriel caminhará com a sigla. As legendas chegaram até a discutir a formação de uma federação, mas as negociações foram paralisadas por tempo indeterminado. Na reunião do MDB, teria sido debatida a possibilidade de lançar o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB) – filho do ex-governador Newton Cardoso, que morreu neste ano – como candidato.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), também tem atraído atenção dentro e fora do partido. Em visita a Belo Horizonte, em junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), endossou uma eventual candidatura de Tadeuzinho. Em abril, o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife João Campos, também demonstrou o desejo, caso o deputado migre para o partido. Em entrevista, Euclydes sugeriu uma chapa com Cleitinho e Tadeuzinho.

Gabriel e Tadeuzinho não são os primeiros a serem cogitados como possíveis vices em uma eventual candidatura de Cleitinho. O presidente da Federação das Indústrias (Fiemg), Flávio Roscoe, o ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão (PP) e o deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB) já tiveram os nomes ventilados.

Gabriel, por sua vez, afirma que qualquer decisão passará por dois fatores: seu compromisso com Belo Horizonte – já que se coloca como pré-candidato a prefeito da capital em 2028 – e a construção coletiva com o MDB.

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