
A viação Expresso Gardenia tenta, mais uma vez, transferir linhas para outra empresa. O aviso sobre as linhas foi publicado na terça-feira (17) no Diário Oficial de Minas Gerais.
A transferência das linhas pode ajudar a empresa, que chegou a ficar temporariamente sem os direitos de nenhuma linha após fiscalizações apontarem falta de equipamentos de segurança e descumprimento de quadros de horários.
De acordo com o documento publicado, a empresa Saritur poderá assumir as linhas que ligam várias cidades da região, incluindo as rotas até Belo Horizonte (MG).
O aviso é do Conselho de Transporte Coletivo Intermunicipal e Metropolitano e fala que a empresa Auto-Ônibus Santa Rita Ltda, mais conhecida como Saritur, tem dez dias corridos para responder a essa autorização prévia.
O documento mostra também quais linhas foram autorizadas. São as cidades de Lavras, Itajubá, Pouso Alegre, Alfenas, Varginha, Poços de Caldas, Boa Esperança, Três Pontas e Ouro Fino, além de outras linhas que ligam cidades da região.
A Gardenia informou à reportagem, que com essa publicação, a intenção é que a partir de janeiro a nova empresa assuma o serviço em relação a essas linhas. A expectativa é de que será uma transição tranquila.
A Saritur informou que foi solicitada a transferência junto ao juiz responsável pela recuperação judicial da Gardenia e também à Seinfra, e que eles aguardam a autorização dos órgãos competentes.
Já houve outra tentativa de venda dos direitos dessas linhas, mas ela foi barrada.
Linhas suspensas
A companhia de viação atende 107 municípios na região, transportando quase 2 milhões de passageiros por ano.
Em maio, a empresa deixou de operar linhas após diversas fiscalizações da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).
Entre demissões e manifestações de funcionários, a viação estimou um prejuízo de R$ 4,5 milhões — valor que poderia aumentar para R$ 6 milhões, segundo a empresa, caso as linhas não fossem retomadas. Mais de 200 trabalhadores foram demitidos; número que poderia aumentar para 400.
No início de julho, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais derrubou uma liminar da Vara Empresarial e manteve a decisão da Secretaria de Infraestrutura do Estado, a Seinfra, de suspender as linhas da Gardenia por 90 dias.
No fim de julho, a Expresso Gardenia afirmou ao Ministério do Trabalho que só deveria pagar os direitos dos funcionários demitidos pela empresa se pedidos feitos à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) fossem atendidos.
Via: G1