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Jornal Folha Regional

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado – Foto: reprodução

A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado fez uma profunda mudança no projeto que queria liberar a venda de remédios nos supermercados.

O texto aprovado na última quarta-feira (17) autoriza a venda de medicamentos desde que haja a instalação de uma farmácia completa dentro dos supermercados.

A versão aprovada tenta alcançar um ponto intermediário entre os interesses dos supermercados – que defendiam liberação completa da venda – e as preocupações com a saúde pública levantadas pelas farmácias – que não queriam a flexibilização das regras.

A proposta inicial do texto previa a venda de medicamentos sem receita médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, diretamente nas gôndolas dos supermercados mercados. Haveria um corredor dos remédios, como há um de alimentos ou itens de limpeza.

Mas, após muito debate na comissão, o relator Humberto Costa, do PT de Pernambuco, alterou radicalmente a proposta.

O senador acatou a preocupação de especialistas e representantes do setor do varejo de medicamentos sobre os riscos à saúde, tais como a automedicação e a falta de orientação profissional.

Assim, o projeto aprovado autoriza a instalação de farmácias e drogarias completas dentro dos supermercados.

A regra prevê que elas estejam fisicamente separadas de outros setores. Ou seja, precisam ser apartadas do supermercado. Além de seguirem rigidamente as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Um dos pontos principais é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

“O relatório conseguiu contemplar os diversos posicionamentos, os diversos legítimos interesses que havia e, como tal, acredito que ele deveria se limitar ao que foi apresentado por nós como relatório”, disse o relator.

O autor do projeto, o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, afirma que o resultado é bom para todos.

“Foi bom para os supermercados, porque a regra inicial era só os medicamentos isentos de prescrição, foi bom para as farmácias, porque ganharam uma regra que preserva as suas regras sanitárias, foi bom para o consumidor que, em tese, passa a ter mais concorrência, e mais concorrência, pela lei do mercado, leva a queda de preços, porque o preço do medicamento hoje influencia na vida das pessoas, dos aposentados, é um preço alto no orçamento”, disse Efraim Filho à Agência Senado.

O texto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo. Por isso, já segue para a Câmara dos Deputados.

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

A Universidade Federal do Ceará (UFC) divulgou o edital de seleção para a licença de uso da patente da pele de tilápia liofilizada. O produto pode ser incluído em kits de curativos biológicos destinados ao tratamento de queimadura em pele de humanos. A patente pertence aos médicos Marcelo Borges de Miranda, Edmar Maciel Lima Júnior e à UFC, que trabalham no projeto há pelo menos uma década.

A tilápia representa 63,5% (ou 486,2 mil toneladas) da produção brasileira de pescados no Brasil, e a tendência é que esse número aumente para 80% até o 2030, segundo o anuário da Associação Brasileira da Piscicultura. Mas, segundo Edmar Maciel Lima Júnior, a captação de peles ainda é insuficiente no país e o produto é destinado a queimaduras mais graves. “Mas a captação de peles é quase insuficiente no país, principalmente pela falta de uma cultura do nosso povo de fazer a doação desse tecido”, destacou.

O uso de pele de tilápias como curativos é aplicado em nove estados brasileiros e o projeto é discutido em 96 projetos diferentes, envolvendo mais de 350 pesquisadores. “Esse é um peixe criado em grande quantidade no Brasil e no mundo, com a segunda maior produção, atrás apenas das carpas. Além disso, ele possui um ciclo reprodutivo rápido, suporta temperaturas que variam entre 12 ºC e 38 ºC em cativeiro e demora cerca de seis meses para alcançar entre 800 gramas e 1 kg”, acrescentou.

Os participantes da proposta da UFC estão dialogando com representantes da empresa pernambucana Hebron Farmacêutica, que pode desenvolver os kits para aplicação comercial. Além do Ceará, a Hebron mantém parcerias com universidades como as Universidades Federais de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, bem como com instituições como as Universidades Estaduais de São Paulo (USP), Campinas (UNICAMP) e Pernambuco (UPE), além da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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