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Jornal Folha Regional

Funcionária denuncia EPI vencido e consegue romper contrato na Justiça com frigorífico em Passos

Funcionária denuncia EPI vencido e consegue romper contrato na Justiça com frigorífico em Passos – Foto: reprodução

Uma trabalhadora de um frigorífico em Passos (MG) teve reconhecido pela Justiça do Trabalho o direito de encerrar o contrato com a empresa por falta grave do empregador. A decisão foi tomada pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou irregular o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) fora do prazo de validade.

Para o colegiado, a situação configura negligência quanto à saúde da funcionária e descumprimento de obrigações legais e contratuais. Com isso, foi reconhecida a chamada rescisão indireta — quando o vínculo é rompido pelo trabalhador, mas com direito às mesmas verbas de uma demissão sem justa causa.

Conforme consta no processo, a operadora de produção trabalhava na empresa desde 2019 e relatou uma série de irregularidades, entre elas o uso de EPIs vencidos, a ausência de pagamento de adicional de insalubridade e a exposição constante a níveis elevados de ruído.

A perícia técnica confirmou que os protetores auriculares fornecidos pela empresa estavam com o prazo de durabilidade expirado, o que comprometia sua eficácia e não neutralizava a insalubridade do ambiente.

Em primeira instância, a Justiça já havia reconhecido o direito ao adicional de insalubridade. No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) entendeu que as falhas apontadas não eram suficientemente graves para justificar a rescisão indireta, negando esse pedido.

Ao analisar o caso no TST, o relator, ministro Agra Belmonte, adotou entendimento diferente. Ele ressaltou que a Constituição Federal e normas internacionais asseguram ao trabalhador o direito a condições seguras de trabalho. Para o ministro, o fornecimento de equipamentos inadequados demonstra falha do empregador e justifica a ruptura do contrato por iniciativa da empregada.

Homem de 76 anos é preso em flagrante por assédio a funcionária de padaria em São Sebastião do Paraíso

Homem de 76 anos é preso em flagrante por assédio a funcionária de padaria em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

Uma denúncia de assédio sexual levou a Polícia Militar a prender em flagrante o proprietário de uma padaria no bairro Mocoquinha, em São Sebastião do Paraíso (MG), no último fim de semana. O suspeito tem 76 anos e foi acusado por uma atendente de 18 anos que trabalha no local.

De acordo com o relato da jovem, o caso ocorreu durante o intervalo de café. Ela contou que foi surpreendida pelo patrão, que acariciou sua perna e chegou a subir a mão até a coxa, mesmo depois de ter sido repelido. Ainda segundo a vítima, o homem teria insinuado que ela “havia gostado da abordagem” antes de sair do ambiente.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente. Os policiais deram voz de prisão ao idoso, que foi levado ao Pronto Atendimento Municipal para avaliação médica. Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso passou a ser investigado e as medidas legais foram adotadas.

Homem é preso pela PM por injúria racial contra funcionária de hospital em Piumhi

Homem é preso pela PM por injúria racial contra funcionária de hospital em Piumhi - Foto: reprodução
Homem é preso pela PM por injúria racial contra funcionária de hospital em Piumhi – Foto: reprodução

No último domingo (25), a Polícia Militar prendeu um homem de 64 anos por injúria racial contra uma técnica em enfermagem, de 21 anos, que trabalha na Santa Casa de Piumhi (MG).

Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que o autor havia dado entrada na unidade de hospitalar após sofrer uma queda de bicicleta, apresentando ferimentos leves e sinais de embriaguez.

Conforme informações, durante o atendimento, o idoso teria assediado verbalmente a funcionária com cantadas. Logo em seguida, ele teria proferido ofensas racistas contra a mulher, fato presenciado por testemunhas.

O Polícia Militar foi acionada e o autor foi preso em flagrante delito e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde teve o Auto de Prisão em Flagrante (APF) lavrado.

O caso será investigado e o suspeito poderá responder por crime de injúria racial, previsto no Código Penal.

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