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Jornal Folha Regional

Polícia prende funcionários da Cemig por furto de cabos em MG

Polícia prende funcionários da Cemig por furto de cabos em MG – Foto: reprodução

Cinco pessoas foram presas e cerca de meia tonelada de cabos de cobres apreendidos durante operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ação aconteceu nessa quarta-feira (25/3) e teve objetivo de combater crimes de furto e receptação de cabos de cobre e transmissão de energia.

Entre os presos, estão três funcionários e um ex-colaborador de uma empresa terceirizada da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Os suspeitos, com idades entre 19 e 29 anos, foram autuados por furto qualificado e associação criminosa. Além do grupo, o proprietário de um ferro-velho também foi detido por receptação qualificada e associação criminosa.

De acordo com a PCMG, as investigações começaram em 2025 e, desde então, ficou confirmado que funcionários terceirizados da Cemig estariam envolvidos em furtos de cabos das redes de média tensão na zona rural de Uberlândia e Araguari. Os homens, eram acionados para substituir os equipamentos e restaurar o serviço de fornecimento de energia, mas aproveitavam o momento para subtrair os cabeamentos.

Além disso, os investigados usavam os veículos da empresa para transportar o material furtado. A prática, segundo a corporação, prolongava o período de interrupção do serviço.

Conforme a polícia, na terça-feira (24/3) os investigadores receberam informações que os suspeitos teriam negociado a venda de cabos furtados em um ferro velho, localizado no bairro Brasília, em Uberlândia. No estabelecimento, foram encontrados cabos de cobre da Cemig.

O material foi apreendido e entregue à Cemig. Já os cinco suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça

Em nota, a Cemig informou que apoia integralmente a atuação das forças de segurança no combate ao furto de fiação de energia. “A companhia destaca que esse tipo de crime oferece riscos à segurança da população, podendo causar acidentes graves, além de afetar a qualidade e a regularidade do fornecimento de energia para todos os clientes”. 

Confira a nota da Cemig na íntegra:

“A Cemig informa que apoia integralmente a atuação das forças de segurança no combate ao furto de fiação de energia. A companhia destaca que esse tipo de crime oferece riscos à segurança da população, podendo causar acidentes graves, além de afetar a qualidade e a regularidade do fornecimento de energia para todos os clientes.

A Cemig segue colaborando com as autoridades e investindo em ações de prevenção para reduzir esse tipo de ocorrência”

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização – Foto: reprodução

Os funcionários da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) marcaram uma greve na próxima semana para protestar contra a privatização da empresa, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A mobilização será nos dias 21, 22 e 23 de outubro – entre terça e quinta da próxima semana. No primeiro dia, a Assembleia deve votar, em primeiro turno, a retirada de consulta popular para a privatização da Copasa e de sua subsidiária Copanor, e funcionários vão protestar em frente à Casa, em Belo Horizonte. No interior, servidores vão se manifestar em frente às unidades da companhia.

No dia 22, a ALMG recebe uma audiência pública para discutir a privatização. Conforme Eduardo Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua), são esperados cerca de 5 mil manifestantes na Casa, que vão caminhar desde a sede da Copasa, no Bairro Santo Antônio.

A reportagem procurou a Copasa para um posicionamento sobre a mobilização, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Paralisação?

A greve não deve afetar os serviços essenciais da empresa. “A mobilização vai ser fracionada, não vamos interromper o tratamento de água nem o tratamento de esgoto, porque a greve não é contra a população, mas sim contra o governo e parte dos deputados da Assembleia”, explicou o presidente do Sindágua.

Ele defende que a população deve ser consultada para a venda de um bem público. Além disso, diz que a privatização deve trazer ampla demissão de servidores da Copasa e cita os exemplos das alienações da Sabesp, em São Paulo; da Cedae, no Rio de Janeiro; e da Corsan, no Rio Grande do Sul.

“Mas a gente tem uma preocupação maior do que isso. Além da demissão dos trabalhadores, nos preocupamos com a qualidade do serviço. Com a privatização, priorizam-se os centros urbanos e as regiões mais ricas dos municípios. As periferias ficam afetadas e vulneráveis à falta de abastecimento”, disse.

Privatização da Copasa

A retirada de referendo para a privatização de estatais foi pautada pelo governo Romeu Zema pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24 de 2023. A proposição, que ainda previa a retirada do quórum qualificado para alienações, passou por modificações e, caso aprovada com o texto atual, só valerá para a privatização da Copasa e com a manutenção do quórum qualificado.

Já o Projeto de Lei (PL) 4.380/2025, também do governo estadual, trata propriamente da privatização da empresa. A proposta aguarda aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas só deve caminhar após a questão da consulta popular ser resolvida.

Zema pretende usar os recursos obtidos com a alienação da Copasa para amortizar a dívida de Minas Gerais com a União, de R$ 172 bilhões, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Funcionários de empresa de Pouso Alegre são presos em operação contra fraudes em licitações no interior de SP

Funcionários de empresa de Pouso Alegre são presos em operação contra fraudes em licitações no interior de SP – Foto: divulgação

Dois funcionários de alto escalão da empresa THV, sediada em Pouso Alegre (MG), foram presos nesta quarta-feira (24) durante a segunda fase da Operação Calliphora, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A companhia atua no setor de limpeza e conservação.

Segundo o MP, os detidos ocupavam posições estratégicas no esquema, com “papel de destaque e de suma importância na realização das fraudes às licitações e na distribuição de propinas”. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 16,7 milhões.

Na residência dos investigados, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de celulares, cartões de memória, notebooks, iPad e documentos diversos.

Ao todo, nesta fase, foram executados nove mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária em cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Como funcionava o esquema

As apurações, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apontam que a organização criminosa manipulava licitações de limpeza pública desde a elaboração dos editais, restringindo a concorrência.

O grupo ainda convencia empresas a desistirem da disputa em troca de vantagens financeiras. Após a assinatura dos contratos, as fraudes continuavam na execução dos serviços, o que permitia lucro ilícito e a distribuição de propinas.

As investigações têm como foco a Prefeitura de Pirassununga (SP).

Primeira fase da operação

A primeira etapa da Operação Calliphora ocorreu em dezembro de 2023, quando 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pirassununga, São José do Rio Preto (SP) e Pouso Alegre.

Na ocasião, a empresa negou qualquer envolvimento, afirmando em nota que as denúncias seriam resultado de uma movimentação de opositores políticos da gestão municipal.

A reportagem tentou novamente contato com a THV para comentar as prisões, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Homem quebra CRAS e ameaça funcionários em Passos

Homem quebra CRAS e ameaça funcionários em Passos – Foto: redes sociais

A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal foram acionadas, na última terça-feira (26), na rua Pará, bairro Santa Luzia, em Passos (MG), após um homem ter quebrado parte da estrutura de um CRAS e ameaçado funcionárias do local.

De acordo com as equipes, o suspeito fugiu antes da chegada dos policiais e, até o momento, não foi localizado.

Informações que possam ajudar na identificação ou localização do indivíduo podem ser repassadas à Polícia Militar ou à GCM pelo telefone 190. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

Privatização de Furnas resulta em mais redução de funcionários e cortes orçamentários em 2025

Privatização de Furnas resulta em mais redução de funcionários e cortes orçamentários em 2025 - Foto: reprodução
Privatização de Furnas resulta em mais redução de funcionários e cortes orçamentários em 2025 – Foto: reprodução

As consequências da privatização de Furnas e as mudanças anunciadas pela Eletrobras, que incluem a redução de mais funcionários e cortes orçamentários em 2025, não é justificada pois os lucros já são bilionários. Essas medidas, motivadas por uma busca por lucro, ameaçam aumentar o índice de desemprego, especialmente em regiões como São José da Barra (MG), onde está localizada a primeira usina hidrelétrica de Furnas.

A falta de mão de obra qualificada, resultante das demissões de profissionais experientes, compromete a segurança e a qualidade dos serviços prestados, com riscos de acidentes e até um possível apagão de energia elétrica.

Além disso, a proposta de redução e rodízio entre os trabalhadores terceirizados levanta preocupações sobre a eficiência e segurança dos serviços, ao desvalorizar o conhecimento especializado dos funcionários. A precarização dos serviços de limpeza e conservação também é destacada com essa redução prevista, deixando poucos profissionais e fazendo rodízios em áreas de risco elétrico, afetando a higiene e a segurança dos trabalhadores e instalações.

O povo da região clama por uma união para exigir que a administração da Eletrobras repense essas decisões, ressaltando que o investimento na força de trabalho é essencial para o futuro da empresa e das comunidades envolvidas. Por fim, a privatização que lucra com os serviços, mas socializa os custos, descumprindo deveres sociais e legais com as regiões afetadas.

Eletrobras paga R$ 2,2 bilhões em dividendos nesse mês

A Eletrobras (ELET3)(ELET5)(ELET6) paga R$ 2,2 bilhões em dividendos nesta segunda-feira (13). Serão distribuídos R$ 1,82 por ação preferencial classe B (PNB)(ELET6), R$ 2,43 por ação preferencial classe A (PNA)(ELET5) e R$ 0,86 por ação ordinária (ON)(ELET3).

Os acionistas que possuem direito aos proventos devem ter comprado ou mantido as ações da companhia até o dia 27 de dezembro de 2024.

A empresa informou ainda que iniciou estudo de metodologia de alocação e estrutura de capital em que um dos objetivos seria avaliar o pagamento de proventos intercalares trimestrais.

No terceiro trimestre de 2024, a Eletrobras (ELET3) registrou um lucro líquido de R$ 7,195 bilhões – um impressionante crescimento de 387,30% em relação ao mesmo período de um ano antes.

O lucro ajustado também surpreendeu e atingiu R$ 7,56 bilhões, muito acima dos R$ 1 bilhão registrados um ano antes.

O EBITDA (sigla em inglês lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 11,96 bilhões no trimestre, um crescimento expressivo de 164% em comparação ao ano anterior, mais que o dobro da projeção de R$ 5,4 bilhões feita pelos analistas.

Já o EBITDA regulatório ajustado também avançou, a R$ 6,770 bilhões, uma alta de 8,70% em relação ao mesmo período de 2023.

Além disso, a receita operacional líquida da companhia atingiu R$ 11,04 bilhões no trimestre, um aumento de 25,8% na comparação anual.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado, ficou em 1,70x em setembro de 2024 – uma queda de 15,30 p.p. em relação ao mesmo período de 2023.

Gardenia anuncia demissão de 60 funcionários no Sul de Minas

Gardenia anuncia demissão de 60 funcionários no Sul de Minas - Foto: reprodução
Gardenia anuncia demissão de 60 funcionários no Sul de Minas – Foto: reprodução

A empresa Expresso Gardenia, informou que demitiu ao menos sessenta funcionários na região do Sul de Minas, após a retirada das linhas intermunicipais, determinadas pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

Segundo a direção da empresa, sem a entrada de capital, é impossível manter todos os colaboradores em operação e que as demissões, fazem parte de um processo de reestruturação da empresa.

Segundo o Governo de Minas, praticamente todas as linhas da Expresso Gardenia seguem operadas por outras empresas de ônibus até o próximo mês de outubro ou até que a Gardenia consiga adequar seus ônibus e passe a cumprir os horários de viagens.

Acredita-se que os funcionários da base do Sul de Minas, possam receber até o fim de semana, o documento de desligamento de suas funções, com acompanhamento do sindicato da categoria e da Justiça do Trabalho.

De acordo com o advogado que representa a empresa, Leonardo Silva, a Gardenia reconhece os pedidos feitos e que trabalha para retomar o serviço. Ele também pede que o processo continue com transparência.

Funcionários de Furnas são rendidos por cerca de 8 assaltantes na Hidrelétrica em Planura

Funcionários de Furnas são rendidos por cerca de 8 assaltantes na Hidrelétrica em Planura - Foto: divulgação/Polícia Militar
Funcionários de Furnas são rendidos por cerca de 8 assaltantes na Hidrelétrica em Planura – Foto: divulgação/Polícia Militar

Cerca de oito assaltantes com armas longas e lunetas renderam sete funcionários e dois vigilantes de Furnas na Usina Hidrelétrica de Porto Colômbia, por volta de 1h desta quarta-feira (10), em Planura (MG).

Os criminosos carregaram um caminhão com ferramentas, bobinas de cabo de cobre cada uma avaliada em R$100 mil , além de outros materiais. Entretanto, não conseguiram dar partida no veículo e o abandonaram no local.

Os indivíduos fugiram levando um revólver calibre .38, um colete balístico, celulares e um veículo Onix de cor prata. O carro foi posteriormente localizado pela polícia.

A Polícia Militar está realizando buscas para tentar localizar os assaltantes. Próximo à Conceição das Alagoas, segundo informações da polícia, um veículo furgão furou um bloqueio de viaturas.

Com informações de Notícias Colômbia.

Funcionários da Copasa são afastados por roubar água e fazer ‘gatos’

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (1°), a operação Waterfall, com objetivo de combater um esquema de fraude no sistema de abastecimento de água da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Montes Claros, no Norte de Minas.

A ação, que envolveu 24 mandados de busca e apreensão e quatro afastamentos de cargos públicos, teve como alvo suspeitos de participar dessa prática ilegal.

De acordo com o diretor de Relacionamento com o Cliente e Regulação da Copasa, Cleyson Jacomini de Sousa, a ação criminosa resultava no furto de água e desequilíbrio do sistema de abastecimento da cidade. 

“O furto de água e as ligações clandestinas trazem para a gente um prejuízo não só financeiro, mas um prejuízo do ponto de vista da operação do sistema como um todo porque estamos projetados para atender a uma determinada demanda e, normalmente, essas ligações clandestinas têm um hábito de consumo excessivo – o que causa todo um desconforto e um distúrbio na nossa prestação de serviço”, afirmou.

Além disso, as ligações clandestinas também representam um risco para a saúde, já que, por não serem realizadas dentro dos padrões, podem resultar em contaminação no sistema de abastecimento.

No total, 52 pessoas, entre funcionários da Copasa e contratados de empresas terceirizadas, estão sendo investigadas por participação no esquema fraudulento. Durante as investigações, foram identificados mais de 100 imóveis com ligações de água irregulares, e alguns deles até mesmo suspeitos de furto de água.

A operação contou com a participação de agentes da Polícia Civil, que cumpriram os mandados de busca e apreensão em diferentes locais da cidade. A ação teve início nas primeiras horas da manhã e contou com o apoio de equipes especializadas no combate a crimes contra o patrimônio público.

Durante coletiva de imprensa, a PCMG informou que os documentos e materiais apreendidos serão analisados para auxiliar nas investigações em andamento. Além disso, de acordo com informações recebidas pela corporação, o esquema criminoso também acontece em outros municípios mineiros, o que significa que a operação será replicada em todo o Estado de Minas Gerais.

A Copasa, por sua vez, emitiu um comunicado informando que foram emitidas 56 ordens de serviço para a substituição de hidrômetros suspeitos de fraude. Esses equipamentos serão encaminhados para aferição e verificação de eventuais irregularidades.

Os envolvidos são investigados por inserção de dados falsos no sistema, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e furto.

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