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Jornal Folha Regional

São José da Barra recebe ACISO e programação da Operação FURNAS 2026 com integração entre Marinha e Prefeitura

São José da Barra recebe ACISO e programação da Operação FURNAS 2026 com integração entre Marinha e Prefeitura – Foto: reprodução

São José da Barra será palco de uma das maiores ações de integração entre forças militares, órgãos de segurança e poder público de Minas Gerais. Entre os dias 27 de junho e 3 de julho, o município sediará a programação da Operação FURNAS 2026, promovida pela Marinha do Brasil, reunindo atividades voltadas ao atendimento da população, capacitação técnica e preparação para resposta a emergências.

A Base Expedicionária dos Fuzileiros Navais já está instalada no Parque de Exposições de São José da Barra, que servirá como centro operacional da missão durante todo o período da operação, recebendo militares, equipamentos e a estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades.

As articulações entre a Prefeitura de São José da Barra e a Marinha do Brasil tiveram início ainda no começo deste ano. Desde então, diversas reuniões de planejamento e alinhamento foram realizadas para definir a logística, a infraestrutura e o cronograma das ações, garantindo que o município estivesse preparado para receber uma operação dessa magnitude.

Toda a logística e o relacionamento institucional entre a Prefeitura e a Marinha do Brasil estão sob a coordenação do Secretário Municipal Romulo Leandro, responsável pela integração entre as secretarias municipais, órgãos parceiros e o comando militar, assegurando o suporte necessário para a execução de toda a programação.

A abertura oficial das atividades junto à população acontece neste sábado, 27 de junho, com a realização da Ação Cívico-Social (ACISO), na Feira do Produtor Rural e Artesanato “Sávio Figueiredo Costa”, no centro de São José da Barra. A iniciativa oferecerá gratuitamente diversos serviços nas áreas de saúde, cidadania, assistência social, orientação e lazer, fortalecendo os laços entre a Marinha do Brasil e a comunidade local.

Na sequência, entre os dias 29 e 30 de junho, serão promovidas as Oficinas de Conhecimento Interagências, reunindo profissionais da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, equipes da saúde e demais instituições em treinamentos práticos de busca e salvamento, operações anfíbias, atendimento a múltiplas vítimas, tratamento de água, desobstrução de vias e outras técnicas especializadas.

A programação segue no dia 1º de julho com o III Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil e será concluída nos dias 2 e 3 de julho com o treinamento e o Exercício de Múltiplas Vítimas, utilizando um cenário simulado de desastre para testar a atuação integrada das instituições participantes.

A Operação FURNAS 2026 reforça o protagonismo de São José da Barra na cooperação entre o poder público e as Forças Armadas, consolidando o município como referência na preparação para situações de emergência e na promoção de ações voltadas à segurança e ao bem-estar da população.

Governo de Minas realiza leilões de PPPs para travessias de Furnas e modernização de escolas estaduais

Projetos somam mais de R$ 5,3 bilhões em investimentos e vão beneficiar transporte no Sul de Minas e cerca de 70 mil estudantes da rede estadual

Governo de Minas realiza leilões de PPPs para travessias de Furnas e modernização de escolas estaduais – Foto: Cauê Diniz/B3

Governo de Minas realizou, nesta segunda-feira (30/3), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, dois leilões de projetos estruturantes de Parcerias Público-Privadas (PPPs), com foco na melhoria da infraestrutura de transporte e da rede estadual de ensino.  

As iniciativas, conduzidas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em parceria com Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), somam investimentos expressivos e visam ampliar a qualidade dos serviços prestados à população. 

No leilão da concessão para a operação, manutenção e modernização das travessias aquaviárias no lago de Furnas, no Sul de Minas, a vencedora foi a Empresa de Navegação VJB Ltda, que ofertou o maior desconto na contraprestação mensal máxima a ser paga pelo Poder Concedente à concessionária, no valor de R$ 1.112.610,63, o que representa um deságio de 8%.  

O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, reforçou que o leilão marca um passo decisivo para a modernização da mobilidade na região.  

“Trata-se de uma concessão de 30 anos que, certamente, trará desafios ao longo de sua execução, mas contamos com o melhor corpo técnico da administração pública para assegurar, com rigor e responsabilidade, a entrega de resultados concretos para os mais de 300 mil mineiros diretamente impactados. Essa iniciativa tem potencial para transformar a realidade do transporte e da mobilidade no entorno do lago”, comemorou. 

Com investimentos estimados em cerca de R$ 280 milhões ao longo de 30 anos, a concessão vai beneficiar 52 municípios com um transporte mais seguro, regular e eficiente.

“Esse é um projeto que começou em 2021 e chegamos aqui hoje nesse leilão bem-sucedido. É uma solução estruturante para região e a expectativa é grande para mudar a realidade”, afirmou a diretora de Infraestrutura e PPPs da Codemge, Fernanda Alen.

O sistema passará a contar, por meio da PPP, com padronização de serviços e tarifas, maior frequência, horários fixos, renovação das balsas e reforço na segurança, impulsionando o desenvolvimento regional, o escoamento da produção agrícola e o turismo.

Infraestrutura Escolar 

No segundo leilão do dia, o IG4 BTG Pactual Health Infra venceu o certame que contempla a PPP para a gestão e manutenção da infraestrutura de 95 escolas da rede pública estadual, distribuídas em 34 municípios mineiros. O lote global foi vencido pela proposta de R$ R$22.350.000,00 de contraprestação, equivalente a um deságio de 14,17%.

O projeto, conduzido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), prevê investimentos superiores a R$ 5,1 bilhões ao longo de 25 anos em serviços não pedagógicos, como manutenção predial, fornecimento de utilidades (água, energia, gás e esgoto), limpeza, jardinagem, tecnologia da informação, vigilância e controle de acesso. 

Para o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, esse é um projeto visionário, que vai levar mais qualidade diretamente à ponta, onde a sociedade percebe, de fato, o serviço público sendo entregue.  

“Essa PPP representa uma oportunidade inovadora para a educação em Minas Gerais e pode servir como referência para que o Brasil avance ainda mais em experiências semelhantes”, frisou.

A iniciativa deve beneficiar cerca de 70 mil estudantes, ao garantir maior agilidade na resolução de demandas estruturais e na execução de melhorias nas salas de aula, bibliotecas, laboratórios, cozinhas e refeitórios, além de áreas externas como quadras, pátios e espaços de convivência.

“Esse não é mais um projeto de infraestrutura, mais um projeto de PPP, é o Governo de Minas também demonstrando que nós atuamos na infraestrutura social como uma nova fronteira de relacionamento público-privado que traz qualidade para vida de nossas crianças e adolescentes, fazendo com que a infraestrutura seja um dos elementos para melhorar a performance da educação”, afirmou Gabriel Fajardo, diretor de Concessões e Parcerias da Codemge.

A gestão pedagógica permanecerá sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação, enquanto os diretores das unidades seguirão atuando na fiscalização dos serviços prestados, assegurando a integração entre a gestão educacional e a infraestrutura.

Obra no Tietê deve liberar volume equivalente a 23% de Furnas

Usina Hidrelétrica de Furnas – Foto: reprodução

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que as obras de derrocamento no rio Tietê, no trecho entre as usinas de Nova Avanhandava e Três Irmãos, devem ser concluídas em 17 de abril, com impacto direto na operação do sistema ao ampliar o volume útil dos reservatórios em montante equivalente a cerca de 23% do volume de Furnas.

A previsão foi apresentada no primeiro dia do Programa Mensal da Operação (PMO) de abril de 2026, nesta quinta-feira, 26 de março.

Com a conclusão da obra, a restrição hidráulica atualmente aplicada deixará de vigorar a partir do dia 18 de abril, permitindo a redução do nível mínimo operativo de 325,40 metros para 323 metros.

A mudança amplia o volume disponível para operação nos reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste, aumentando a flexibilidade do sistema em momentos de maior demanda, especialmente para atendimento à ponta de carga.

A usina de Ilha Solteira, no rio Paraná, tem papel central nesse processo, por estar diretamente associada à operação da hidrovia e ao controle dos níveis dos reservatórios da região.

Pressão na operação do sistema

A ampliação do volume útil ocorre em um contexto de operação ainda pressionada em parte do sistema. O ONS indicou que seguirá monitorando a carga mínima em domingos e feriados, diante do risco de excedentes energéticos, e manterá o acompanhamento das condições do sistema no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), com atenção à evolução dos reservatórios do Sul ao longo do próximo mês.

Do lado da carga, o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou consumo médio de 85.682 MW médios em março, até o momento, nível praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2025, com leve redução frente a fevereiro, associada à diminuição das temperaturas.

A matriz elétrica segue com elevada participação de fontes renováveis, em torno de 90%, sendo 67% de origem hidráulica, 14% solar e 9% eólica.

A geração eólica no Nordeste apresentou redução ao longo dos primeiros meses do ano, conforme esperado pela sazonalidade dos ventos, com fator de capacidade em torno de 20% em março. Já a geração solar manteve participação relevante, especialmente no Sudeste e no Nordeste, contribuindo para a modulação da geração hidráulica ao longo do dia.

Outro ponto de destaque foi a expectativa de ocorrência de vertimento turbinável (EVT) em períodos de menor carga, especialmente nas regiões com maior disponibilidade de geração renovável. A exportação desse excedente depende de validação elétrica para garantir sua transmissibilidade.

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação – Foto: reprodução

O reservatório da Usina Hidrelétrica de Furnas passou a contar oficialmente com licenciamento ambiental. Pela primeira vez desde sua criação, há mais de seis décadas, o lago recebeu a Licença de Operação (LO) concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A autorização estabelece novas diretrizes ambientais, sociais e territoriais para o funcionamento do reservatório, considerado um dos maiores lagos artificiais do Brasil e um importante polo turístico e econômico do Sul de Minas.

A licença tem validade inicial de cinco anos e é resultado de um processo de regularização ambiental iniciado em 2017. Como a hidrelétrica foi construída antes da consolidação da legislação ambiental brasileira, o empreendimento operou por décadas sem licenciamento formal, situação semelhante à de outras grandes obras de infraestrutura implantadas no país antes da criação de mecanismos modernos de controle ambiental.

Com a emissão da LO, a operação do reservatório passa a seguir uma série de condicionantes. Entre elas estão o monitoramento ambiental contínuo das condições do lago, a definição e delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo das margens e a atualização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), instrumento que orienta o uso e a preservação das áreas próximas ao lago.

O documento também determina medidas voltadas à regularização fundiária de áreas afetadas pela variação do nível da água, além de prever apoio técnico aos municípios do entorno para adequar planos diretores e outros instrumentos de planejamento urbano às diretrizes estabelecidas no licenciamento ambiental. Caso todas as exigências sejam cumpridas durante o período de vigência, a concessionária responsável pela usina poderá solicitar, no futuro, a Licença de Operação definitiva.

A regularização ambiental ocorre em um contexto marcado por quase três décadas de mobilização regional em defesa do Lago de Furnas e da manutenção de níveis considerados adequados para seus múltiplos usos. Esse movimento teve início em 1997, com a criação da Associação Pró-Furnas, em Formiga, reunindo empresários ligados ao turismo e às atividades náuticas.

Nos anos seguintes, a defesa da chamada cota mínima de 762 metros ganhou força com a atuação de entidades como a ALAGO e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas (CBH GD3), além de outras instituições regionais. O objetivo dessas organizações é garantir condições que permitam o uso sustentável do lago, preservando tanto a economia local quanto o equilíbrio ambiental.

Entre 2019 e 2021, o debate ganhou repercussão nacional em meio à crise hídrica que atingiu o país. O tema foi discutido em audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no Senado Federal do Brasil e na Agência Nacional de Águas (ANA).

Em 2022, uma resolução da ANA que permitiu o reenchimento do reservatório foi considerada uma vitória para o movimento regional. No entanto, a situação voltou a gerar preocupação após a publicação da Resolução nº 193, em maio de 2024, quando o nível do lago voltou a cair e chegou à cota de 757 metros em novembro, abaixo do limite de 762 metros definido pela Emenda Constitucional 106, que determinou o tombamento do lago acima desse patamar.

Diante desse novo cenário, representantes do poder público, especialistas e integrantes da sociedade civil devem se reunir no Fórum Regional sobre o Licenciamento Ambiental do Lago de Furnas, marcado para o dia 27 de março, em Varginha. O encontro será realizado no auditório da FESSUL, localizado na Rua Maria Benedita, 78, na Vila Pinto, com início previsto para as 8h.

O evento é organizado pelo CBH GD3, pela ALAGO, pelo Circuito Turístico Lago de Furnas e pelo Movimento Pró-Furnas 762. A proposta é discutir os impactos do licenciamento ambiental, além de analisar os desafios e oportunidades que surgem com a nova fase de gestão do reservatório.

Grave acidente com vítima fatal é registrado entre São José da Barra e Furnas

Grave acidente com vítima fatal é registrado entre São José da Barra e Furnas – Foto: redes sociais

Na tarde desta quinta-feira (12), um grave acidente de trânsito foi registrado na via que liga o centro de São José da Barra ao bairro de Furnas, envolvendo um veículo Pampa e um Jeep Commander.

Segundo informações preliminares, a Pampa seguia no sentido centro, ocupada por pai e filho, ambos moradores de São José da Barra. Com o impacto da colisão, o pai, que estava no banco do passageiro, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O Jeep Commander seguia no sentido Furnas e teve apenas danos materiais, sem registro de feridos.

A Polícia Militar está no local realizando os procedimentos de praxe. O corpo da vítima foi encaminhado ao Hospital de São José da Barra, onde aguarda a chegada da perícia técnica. O motorista da Pampa, o filho da vítima, não sofreu ferimentos graves e aguarda transferência para a Santa Casa de Passos para avaliação médica mais detalhada.

As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

Furtos em torres de transmissão de Furnas geram risco de colapso e preocupam moradores em Nova Resende

Furtos em torres de transmissão de Furnas geram risco de colapso e preocupam moradores em Nova Resende – Foto: divulgação

O furto de peças metálicas das torres de transmissão de energia de Furnas tem causado apreensão entre moradores e autoridades na região de Nova Resende, no Sul de Minas. Os crimes vêm sendo registrados em pontos de difícil acesso e afetam diretamente a segurança das estruturas que sustentam as linhas de alta tensão.

De acordo com funcionários da concessionária responsável, foram constatadas a ausência de parafusos, suportes e outras peças essenciais à estabilidade das torres. A retirada desses componentes pode comprometer a resistência das estruturas, elevando o risco de colapso e interrupção no fornecimento de energia elétrica para milhares de consumidores em diversos municípios mineiros.

O episódio mais recente foi registrado em boletim de ocorrência, e uma investigação foi aberta para identificar os autores dos furtos. A Polícia Militar reforça que o caso vai além de prejuízos materiais: trata-se também de uma ameaça à segurança pública, uma vez que qualquer dano estrutural pode provocar acidentes graves.

A linha de transmissão de Furnas, que atravessa dezenas de cidades de Minas Gerais, é um dos principais eixos de interligação do sistema elétrico da região. Enquanto as investigações prosseguem, equipes de manutenção intensificam o monitoramento das áreas afetadas e realizam reparos emergenciais para evitar novos danos.

As autoridades pedem que a população colabore denunciando movimentações suspeitas nas proximidades das torres. O apoio da comunidade, segundo os técnicos, é fundamental para coibir a ação de criminosos e preservar a integridade das estruturas que garantem o fornecimento de energia a toda a região.

São José da Barra enfrenta onda de demissões na Eletrobras Furnas e teme colapso econômico

São José da Barra enfrenta onda de demissões na Eletrobras Furnas e teme colapso econômico – Foto: reprodução

O município de São José da Barra (MG), historicamente dependente da Eletrobras Furnas, vive um momento crítico. Após anunciar a distribuição extraordinária de R$ 4 bilhões em lucros intermediários aos acionistas, a empresa — hoje privatizada — iniciou um processo de desligamento de funcionários efetivos e terceirizados, apesar de já operar com um quadro de pessoal reduzido.

Desde a privatização em 2022, o sistema Eletrobras já registrou milhares de demissões. Na usina de Furnas, foram dezenas de cortes nesse período. Somente na última semana, sete funcionários foram desligados — incluindo dois operadores de usina e cinco secretárias. Internamente, a expectativa é de que o número de setores encerrados aumente.

Dependência econômica e efeito dominó

Conhecidas como “cidades-empresa”, localidades que concentram sua economia em torno de um único empregador sofrem consequências profundas quando esse pilar enfraquece. No caso de São José da Barra, a redução de postos de trabalho na Eletrobras Furnas ameaça não apenas as famílias atingidas, mas também o comércio e os serviços locais.
Padarias, restaurantes e pequenos mercados que dependiam da clientela formada por funcionários da usina já sentem queda no movimento. Com a redução do consumo, a arrecadação municipal diminui, dificultando a implementação de medidas para reverter a crise.

Impactos humanos e sociais

O desemprego traz consequências que vão além do aspecto financeiro. Estudos indicam que, após demissões em massa, as chances de recolocação no mercado formal caem significativamente por até cinco anos. A perda do trabalho também abala a autoestima, eleva índices de estresse e ansiedade e pode provocar problemas mais graves, como depressão e síndrome de Burnout.
Para quem permanece no emprego, o clima de insegurança leva à queda de produtividade, apatia e aumento do risco de acidentes.

Contexto histórico e cobrança social

Moradores e lideranças locais lembram que Furnas mantém uma “dívida social” com a região desde o alagamento de terras e cidades para formação do lago da usina. O atual cenário, segundo eles, revela uma postura de desprezo pela contribuição de anos de serviço de profissionais altamente qualificados.

O risco de um colapso prolongado

Especialistas alertam que a saída para evitar o colapso passa por políticas públicas de incentivo à diversificação econômica e programas de recolocação profissional. Sem isso, cidades pequenas como São José da Barra, cuja economia gira em torno de um único motor produtivo, permanecem vulneráveis a crises como a atual.

Eletrobras Furnas nega demissão em massa na Usina de Furnas

A Eletrobras Furnas negou, nesta quarta-feira, que tenha ocorrido uma demissão em massa na Usina Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG). Segundo a empresa, as saídas registradas fazem parte do Plano de Demissão Voluntária (PDV) e foram realizadas de forma programada.

“Não houve demissão em massa. As pessoas que deixaram a empresa aderiram espontaneamente ao PDV, e os desligamentos foram feitos ao longo do ano, conforme os prazos estabelecidos no programa”, informou Furnas, em nota enviada à imprensa.

A companhia explicou ainda que o período para adesão ao PDV já se encerrou, mas que o calendário de desligamentos segue em andamento.

Em relação aos trabalhadores terceirizados, Furnas confirmou que houve cinco desligamentos na última semana. No entanto, destacou que esse número não caracteriza um corte em larga escala. “Importante deixar claro que não foi uma demissão em massa”, reforçou a empresa.

Dividendos bilionários e resultados financeiros

Enquanto enfrenta críticas pela redução de seu quadro de pessoal, a Eletrobras divulgou que o conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 4 bilhões em dividendos intermediários. O pagamento, previsto para 28 de agosto de 2025, será de R$ 2,430363372 por ação preferencial de classe A, R$ 1,933479023 por ação preferencial de classe B e R$ 1,757706425 por ação ordinária. A data de corte para acionistas na B3 será 15 de agosto, e para os detentores de ADRs negociados na NYSE, em 18 de agosto.

No balanço do segundo trimestre de 2025, a companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão — alta de 43,3% em relação ao mesmo período de 2024. Sem ajustes, porém, registrou prejuízo líquido de R$ 1,32 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,74 bilhão obtido no 2T24. O Ebitda foi de R$ 1,26 bilhão, queda de 71,6% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 5,15 bilhões, crescimento de 19,2%.

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio - Foto: reprodução
Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio – Foto: reprodução

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas, nos municípios de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, nos dias 22 e 23 de maio. Não há necessidade de mobilização por parte dos moradores. O objetivo é garantir o perfeito funcionamento do sistema, que integra o Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina.

“É apenas um teste de rotina. As pessoas não necessitam alterar suas rotinas e não precisam se preocupar, pois a usina opera normalmente, sem qualquer problema na barragem”, afirma o coordenador do PAE pela Eletrobras, Cristiano Simão.

O PAE estabelece critérios e ações de segurança para as usinas fiscalizadas pela ANEEL. O plano é uma determinação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), instituída pela Lei 12.334/2010. Em 2024, a Eletrobras implementou o PAE na Usina de Furnas, em conjunto com as defesas civis municipais e estadual, incluindo exercícios simulados com a população da região.

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio - Foto: reprodução
Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas na Barra, Glória e Capitólio – Foto: reprodução

Eletrobras realizará testes no sistema de comunicação da Usina Hidrelétrica de Furnas, nos municípios de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, nos dias 14, 15 e 16 de maio. Não há necessidade de mobilização por parte dos moradores.

A Eletrobras realizará, entre os dias 14 e 16 de maio, testes de rotina no sistema de comunicação e alerta da Usina Hidrelétrica de Furnas. O objetivo é garantir o perfeito
funcionamento do sistema, que integra o Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina.

“É apenas um teste de rotina. As pessoas não necessitam alterar suas rotinas e não precisam se preocupar, pois a usina opera normalmente, sem qualquer problema na barragem”, afirma o coordenador do PAE pela Eletrobras, Cristiano Simão.

O PAE estabelece critérios e ações de segurança para as usinas fiscalizadas pela ANEEL. O plano é uma determinação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), instituída pela Lei 12.334/2010. Em 2024, a Eletrobras implementou o PAE na Usina de Furnas, em conjunto com as defesas civis municipais e estadual, incluindo exercícios simulados com a população da região.

Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas

Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas - Foto: divulgação
Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas – Foto: divulgação

Com um cenário de tirar o fôlego e desafios à altura dos mais exigentes nadadores, o Ultra Canyons de Furnas estreou com êxito nas águas exuberantes do Lago de Furnas, em Minas Gerais. O evento realizado no dia 9 de maio, teve sua prova inaugural concluída com sucesso por dois nadadores que enfrentaram ventos fortes, correntes adversas e momentos de calmaria e contemplação.

A ultramaratonista aquática Karla Lemos, da cidade de Passos (MG), completou mais um feito ao concluir os 15 km do percurso. Em seu currículo, a nadadora já soma conquistas expressivas como a Travessia 14 Bis (24 km), no Canal de Bertioga, e o emblemático desafio Leme ao Pontal (36 km), no Rio de Janeiro. Ao lado dela, Rodrigo Freire, de Alpinópolis (MG), viveu a emoção de sua primeira ultramaratona aquática, encerrando a prova com determinação e superação.

A travessia teve início na Praia Ponta da Serra em São José da Barra (MG), percorreu em meio aos paredões rochosos e águas cristalinas da represa e terminou de forma triunfante nas águas agitadas da Usina de Furnas — um trecho final que exigiu fôlego e resistência dos atletas. A presença do renomado ultramaratonista Samir Barel, que acompanhou de perto a travessia a bordo da embarcação de apoio, trouxe prestígio e incentivo ao evento. Samir destacou o potencial do percurso e o espírito desafiador da prova, que mescla técnica, resistência e conexão com a natureza.

O Ultra Canyons de Furnas chega para se consolidar no calendário da natação em águas abertas, oferecendo aos atletas três distâncias desafiadoras — 10 km, 15 km e 25 km — em percursos que testam não apenas a capacidade física, mas também a mental dos participantes. A diversidade das condições ao longo do trajeto — de correntezas contrárias a trechos de fluxo favorável — faz da prova uma experiência singular e transformadora.

A realização do desafio pode ser agendado para ser feito de forma individual ou em revezamento por equipe, em qualquer época do ano, desde que as condições climáticas permitam.

Com sua primeira edição já considerada um sucesso, o Ultra Canyons de Furnas surge como uma promissora referência no turismo esportivo e na natação de longa distância no Brasil.

Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas - Foto: divulgação
Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas – Foto: divulgação
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