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Jornal Folha Regional

Professores da rede estadual iniciam greve em Minas após impasse sobre reajuste

Professores da rede estadual iniciam greve em Minas após impasse sobre reajuste – Foto: reprodução

Trabalhadores da rede estadual de educação de Minas Gerais decidiram iniciar greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (4/3). A paralisação foi confirmada pelo Sind-UTE/MG após assembleia da categoria e ocorre em meio a impasse sobre a recomposição salarial anunciada pelo governo estadual.

A principal reivindicação é a recomposição de 41,83%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. A entidade também cobra a aplicação integral do reajuste previsto na Portaria nº 82/2026 do MEC, que fixou o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério em R$ 5.130,63 para 2026.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, afirma que a greve é uma forma de resistência diante da defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos anos. Segundo ela, além das perdas inflacionárias, os profissionais enfrentam aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições precárias nas escolas.

Governo anuncia reajuste de 5,4%

Horas antes da confirmação da greve, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou reajuste linear de 5,4% para cerca de 673 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. O percentual será retroativo a 1º de janeiro de 2026 e o projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o Executivo, o impacto estimado é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões anuais na folha de pagamento. O governo argumenta que a recomposição assegura que o vencimento inicial do magistério volte a corresponder ao valor proporcional do piso nacional da categoria, destacando a necessidade de equilíbrio fiscal.

Em nota, Zema afirmou que o reajuste será enviado ao Legislativo para aprovação “o quanto antes” e ressaltou que a responsabilidade com as contas públicas é fundamental para garantir sustentabilidade financeira ao Estado.

Sindicatos criticam índice

O Sind-UTE/MG reagiu com críticas ao percentual anunciado, afirmando que o índice não recompõe as perdas acumuladas nem representa ganho real para os profissionais da educação. A entidade sustenta que o reajuste não cobre a defasagem salarial registrada nos últimos anos.

Levantamentos citados por representantes do funcionalismo indicam que, desde 2019, a Receita Corrente Líquida do Estado mais que dobrou, enquanto a inflação acumulada no período superou os reajustes gerais concedidos aos servidores. Para os sindicatos, o cenário demonstraria margem para recomposição mais ampla.

Outras entidades representativas do funcionalismo também manifestaram insatisfação, alegando falta de diálogo prévio com o governo e defendendo a construção de uma política permanente de recomposição inflacionária.

Paralisação mantida

Mesmo com o anúncio do reajuste linear, o Sind-UTE/MG confirmou a manutenção do calendário de greve. A paralisação começa nesta quarta-feira (4/3) e será por tempo indeterminado.

A categoria afirma que continuará mobilizada até que haja negociação e apresentação de proposta que contemple a recomposição reivindicada. O governo, por sua vez, mantém o posicionamento de que o percentual anunciado é compatível com a atual realidade fiscal do Estado.

Trabalhadores dos Correios entram em greve em 9 estados, incluindo Minas Gerais

Trabalhadores dos Correios entram em greve em 9 estados, incluindo Minas Gerais – Foto: reprodução

Na última terça-feira (16), sindicatos de trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela estatal e pela falta de um acordo coletivo e reajuste salarial para a categoria.

Ao todo, 12 sindicatos em 9 estados iniciaram a paralisação na noite de terça, enquanto outros 24 permanecem em estado de greve. A paralisação atinge estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Sindicatos em greve: 

  • Sintect/MG
  • Sintcom/PR
  • Sintect/PB
  • Sintect/VP (São José dos Campos – SP)
  • Sintect/RS
  • Sintect/SC
  • Sintect/CE
  • Sintect/MT
  • Sintect-CAS (Campinas-SP)
  • Sintect/RJ
  • Sintect/SP
  • Sintect/Santos

Procurados, os Correios dizem que todas as agências continuam abertas e que a adesão à greve é parcial e localizada. “Para mitigar eventuais impactos operacionais, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população.”

O impasse estava sendo discutido sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nesta quarta-feira (17), o vice-presidente do TST, ministro Caputo Bastos, informou que uma proposta foi construída em audiência com os Correios e as entidades sindicais da categoria.

Bastos determinou que a proposta seja amplamente divulgada pelos sindicatos. Fentect e Findect devem cumprir a medida em até 24 horas, publicando a íntegra da proposta em sites, redes sociais e informativos físicos. A divulgação incompleta ou distorcida poderá caracterizar prática antissindical.

No despacho, o ministro também estabelece que as federações orientem sindicatos a submeterem a proposta à votação em assembleia-geral extraordinária, que deve ser convocada com urgência.

Se a proposta for aprovada, uma audiência para assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) será realizada no dia 26 de dezembro de 2025, às 14h, na sede do TST, em Brasília, com possibilidade de antecipação a pedido das partes. Caso seja rejeitada, o caso retorna ao ministro.

Os Correios haviam acionado o TST na última quinta-feira (11) diante do impasse nas negociações salariais e de benefícios. Em meio a uma grave situação financeira, a empresa pediu a mediação para flexibilizar cláusulas do acordo coletivo que garantem benefícios acima do mínimo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Embora sejam empregados públicos, os funcionários dos Correios são regidos pela CLT, diferentemente dos servidores da administração direta, que seguem o regime estatutário.

O atual acordo coletivo prevê incentivos como gratificação maior nas férias e pagamento de hora extra tripla aos fins de semana e feriados. Parte dessas cláusulas foi incorporada recentemente, quando a empresa já enfrentava dificuldades financeiras.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a despesa com pessoal dos Correios deve alcançar R$ 15,1 bilhões neste ano e é apontada como um dos principais desafios do plano de reestruturação da estatal -a empresa busca fechar empréstimo para bancar o plano.

Motivos da greve

Segundo Emerson Marinho, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a greve é resultado da postura da administração da estatal, que, segundo ele, tem desconsiderado os trabalhadores na tomada de decisões para enfrentar a crise da empresa.

“Esse movimento tem estressado os trabalhadores e, embora o indicativo da categoria fosse de paralisação no dia 23, algumas entidades optaram por iniciar a greve imediatamente para sinalizar ao governo o descontentamento”, afirma.

Os sindicatos restantes continuam com indicativo de greve a partir do dia 23. Para Marinho, o anúncio da greve pelas federações depende das propostas que serão enviadas pela estatal.

A categoria pede renovação do acordo coletivo e reajuste salarial no próximo ano. Além disso, afirma que os trabalhadores estão sem acordo coletivo desde 1º de agosto e solicita que o governo federal realize um aporte emergencial aos Correios.

Em nota, o Sintect de São Paulo, que deflagrou greve na última terça-feira, afirma que a paralisação é uma resposta à falta de avanços nas negociações. “Diante das ameaças de retirada de direitos e da precarização das condições de trabalho, a categoria permanece unida e determinada a resistir”, diz a entidade.

Veja os principais pontos da proposta apresentada pelo TST

  • Assinatura imediata do Acordo Coletivo de Trabalho, com a renovação de 79 cláusulas, excluídos os parágrafos 2º e 9º da cláusula 55ª, relativos ao ticket adicional;
  • Reajuste salarial de 5,13% a partir de janeiro de 2026, com pagamento a partir de abril de 2026, incluindo os valores retroativos;
  • A partir de agosto de 2026, aplicação de 100% do INPC (índice referente ao período de agosto de 2025 a julho de 2026);
  • Fixação da vigência do Acordo Coletivo de Trabalho pelo prazo de dois anos;
  • Ponto por exceção, previsto no item I do parágrafo 2º da cláusula 74ª, terá vigência até 31 de julho de 2026;
  • Horas extras incidentes sobre o Repouso Semanal Remunerado com a redação atualmente vigente mantida até 31 de julho de 2026, passando, a partir de então, a observar o percentual previsto na legislação.

Em greve, trabalhadores da Copasa se mobilizam na Assembleia contra PEC do referendo

Em greve, trabalhadores da Copasa se mobilizam na Assembleia contra PEC do referendo – Foto: Letícya Bernadete

Os servidores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) iniciam, nesta terça-feira (21/10), uma greve contra a PEC que retira a obrigatoriedade do referendo popular. O texto voltou a tramitar na Assembleia Legislativa, onde o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua-MG) se reúne para acompanhar a votação na Casa e como ato dentro das mobilizações. A greve acontece até quinta-feira (23/10).

A concentração na Assembleia acontece todos os dias durante a paralisação, por conta das votações envolvendo a PEC. Nesta quarta-feira (22/10), haverá uma audiência pública na Casa para tratar do tema, e a expectativa é que a mobilização reúna entre quatro e seis mil trabalhadores na Assembleia Legislativa.

A categoria questiona a “PEC do referendo”, que retira a obrigatoriedade de consulta popular para privatização da Copasa. O diretor e coordenador de campanha do Sindágua, Milton Costa, destaca que a greve não irá afetar os serviços essenciais prestados pela Copasa, como de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Há escala mínima de funcionamento.

“A gente tem que manter um contingente mínimo para que a população não seja afetada, porque a população é a nossa maior interessada nisso tudo”, reforça.

Conforme Costa, a presença na Assembleia vem como uma pressão da categoria para que a PEC do referendo não avance na Casa e, consequentemente, a privatização da estatal seja barrada.

“Nós estamos aqui para lutar e para forçar que os deputados não votem essa PEC, que tira o direito da população de opinar se quer ou não a venda das estatais através do referendo popular.”

O temor da categoria é que a privatização da Copasa possa interferir no serviço prestado, em especial, nas cidades mineiras com Índice de Desenvolvimento Humano menor. Conforme o diretor do Sindágua, a estatal está presente em 640 municípios em Minas Gerais.

“Como o capital privado visa lucro, com certeza as tarifas de água vão aumentar, porque vai ter que ter um investimento para levar a água para a população carente, não vai ser com um subsídio cruzado. A precarização do serviço vai aumentar, o serviço vai ficar pior, porque vai acabar com o serviço de qualidade, com os trabalhadores que têm expertise nisso, porque a contratação do privado visa a economia”, pontua.

O Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) também apoia as mobilizações contra a PEC do referendo. Conforme o coordenador geral da categoria, Emerson Andrada, a mobilização ocorre em defesa das empresas públicas mineiras.

“Onde houve privatização das empresas de água e energia, as tarifas subiram e os serviços pioraram. Nossa luta é pela soberania popular, o direito do povo decidir o futuro das suas empresas públicas”, diz.

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização – Foto: reprodução

Os funcionários da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) marcaram uma greve na próxima semana para protestar contra a privatização da empresa, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A mobilização será nos dias 21, 22 e 23 de outubro – entre terça e quinta da próxima semana. No primeiro dia, a Assembleia deve votar, em primeiro turno, a retirada de consulta popular para a privatização da Copasa e de sua subsidiária Copanor, e funcionários vão protestar em frente à Casa, em Belo Horizonte. No interior, servidores vão se manifestar em frente às unidades da companhia.

No dia 22, a ALMG recebe uma audiência pública para discutir a privatização. Conforme Eduardo Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua), são esperados cerca de 5 mil manifestantes na Casa, que vão caminhar desde a sede da Copasa, no Bairro Santo Antônio.

A reportagem procurou a Copasa para um posicionamento sobre a mobilização, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Paralisação?

A greve não deve afetar os serviços essenciais da empresa. “A mobilização vai ser fracionada, não vamos interromper o tratamento de água nem o tratamento de esgoto, porque a greve não é contra a população, mas sim contra o governo e parte dos deputados da Assembleia”, explicou o presidente do Sindágua.

Ele defende que a população deve ser consultada para a venda de um bem público. Além disso, diz que a privatização deve trazer ampla demissão de servidores da Copasa e cita os exemplos das alienações da Sabesp, em São Paulo; da Cedae, no Rio de Janeiro; e da Corsan, no Rio Grande do Sul.

“Mas a gente tem uma preocupação maior do que isso. Além da demissão dos trabalhadores, nos preocupamos com a qualidade do serviço. Com a privatização, priorizam-se os centros urbanos e as regiões mais ricas dos municípios. As periferias ficam afetadas e vulneráveis à falta de abastecimento”, disse.

Privatização da Copasa

A retirada de referendo para a privatização de estatais foi pautada pelo governo Romeu Zema pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24 de 2023. A proposição, que ainda previa a retirada do quórum qualificado para alienações, passou por modificações e, caso aprovada com o texto atual, só valerá para a privatização da Copasa e com a manutenção do quórum qualificado.

Já o Projeto de Lei (PL) 4.380/2025, também do governo estadual, trata propriamente da privatização da empresa. A proposta aguarda aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas só deve caminhar após a questão da consulta popular ser resolvida.

Zema pretende usar os recursos obtidos com a alienação da Copasa para amortizar a dívida de Minas Gerais com a União, de R$ 172 bilhões, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços – Foto: Sind-Saúde MG / Divulgação

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Pré-Hospitalar (Samu 192) de Minas Gerais estão usando faixas pretas nos braços como forma de demonstrar descontentamento com as condições do serviço. A mobilização, movida principalmente por condutores socorristas e pelas equipes de regulação e enfermagem, ocorre em meio a denúncias dos consórcios intermunicipais sobre um déficit nos repasses feitos pelo Ministério da Saúde — segundo eles, faltariam R$ 28 milhões por ano para cobrir os gastos atuais. As negociações com as gestões federal e estadual, porém, ainda não avançaram.

Entre as reivindicações das equipes, os condutores socorristas denunciam jornadas exaustivas e falta de valorização, já que recebem os salários mais baixos do serviço — cerca de R$ 1.800. A categoria alega que participa ativamente dos resgates e enfrenta os mesmos riscos biológicos que os profissionais de saúde. Por isso, cobra a retomada da votação do Projeto de Lei 3.104/2020 na Câmara dos Deputados, que propõe incluir a função no quadro de profissionais da saúde.

“Se querem que façamos serviços da saúde durante o atendimento, que nos reconheçam como tal. Queremos ser reconhecidos como da área da saúde, não apenas no discurso, mas também em documento”, afirma Leonardo Amaral, condutor socorrista da Zona da Mata mineira.

Em pressão por greve em MG, trabalhadores do Samu 192 protestam usando faixas pretas nos braços – Foto: Sind-Saúde MG / Divulgação

De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), Núbia Dias, as reivindicações também incluem o repasse do piso da enfermagem diretamente aos consórcios de saúde, para evitar atrasos. Segundo ela, devido à pressão do movimento, o pagamento do piso que estava pendente foi liberado no início de julho. “Já solicitamos audiência pública na Assembleia Legislativa. Todos os dias estamos fazendo alinhamentos”, afirmou.

Negociações com os governos federal e estadual

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), que representa a categoria, participou de reuniões com representantes dos governos federal e estadual nos últimos dias para discutir as reivindicações do Samu. Durante a visita do ministro Alexandre Padilha à Região Metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado (12/7), a diretora Núbia Dias conseguiu um espaço na agenda e entregou a ele um ofício com as demandas do serviço de urgência. Segundo o sindicato, o ministro se comprometeu a dar retorno.

Já na segunda-feira (14/7), foi realizada uma reunião com o governo de Minas para tratar das demandas do Samu 192, mas o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, não compareceu. “A reunião aconteceu com técnicos. O secretário não estava, nem o subsecretário. Apresentamos a pauta, mas o estado não deu encaminhamentos”, reclama Núbia Dias, que também é secretária executiva da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG.

A categoria está realizando assembleias periódicas para discutir a mobilização e um possível indicativo de greve.

O que dizem os governos sobre o problema? 

O governo de Minas Gerais afirma que realiza os repasses ao SAMU 192 em conformidade com a Portaria de Consolidação nº 3/2012. “Conforme o artigo 40 dessa normativa, o Estado deve arcar com, no mínimo, 25% da despesa. Atualmente, o Governo de Minas repassa, no mínimo, 50% dos custos informados pelos consórcios, superando o percentual mínimo estabelecido. Os repasses realizados pelo Governo de Minas aos Consórcios Intermunicipais de Saúde que gerenciam o SAMU 192 seguem regulares, conforme as normativas vigentes”. 

Já o Ministério da Saúde (MS) alega que “retomou, em 2023, o aumento do repasse de custeio do serviço SAMU 192 no país após dez anos sem reajuste. O crescimento foi de mais de 30% nos recursos no valor destinado para estados e municípios”. Para Minas Gerais, o MS ampliou em 42% os recursos destinados ao SAMU 192 em relação a 2022 — passando de R$ 119,8 milhões, em 2022, para R$ 170 milhões atualmente por ano, ou seja, R$ 50,2 milhões a mais.

“Esses recursos são transferidos regularmente, todos os meses, pelo Ministério da Saúde diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde de todo o país”, afirma. 

Trabalhadores dos Correios aprovam greve em nove estados; veja quais são

Trabalhadores dos Correios aprovam greve em nove estados; veja quais são - Foto: reprodução
Trabalhadores dos Correios aprovam greve em nove estados; veja quais são – Foto: reprodução

Os trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado, após votação em assembleia com cerca de 5.000 funcionários em São Paulo realizada nesta quarta (7) na capital paulista.

Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicato dos Trabalhadores dos Correios), carteiros e motoristas aderiram à paralisação, que começou às 22h de quarta, e também há participação de trabalhadores nas áreas de tratamento e atendimento.

Os principais sindicatos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins aderiram ao movimento, informam os representantes.

De acordo com os Correios, as agências estão abertas e todos os serviços estão disponíveis nesta quinta (8). A estatal informa que adotou medidas como remanejamento de profissionais e realização de horas extras para cobrir “as ausências pontuais e localizadas devido à paralisação anunciada pelo sindicato”.

“O ponto principal desta greve hoje é o custeio do plano de saúde,” diz Douglas Ramos, diretor de comunicação do Findect e Sintect (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba).

Os trabalhadores exigiram a redução da coparticipação no plano de saúde que, segundo Ramos, era muito pesada. Além disso, a categoria reivindica reajuste salarial pela inflação mais um aumento linear de R$ 300 para todos os cargos ainda em 2024.

De acordo com os Correios, foi proposto um reajuste de 6,05% nos salários a partir de janeiro de 2025, mais 4,11% nos benefícios a partir de agosto de 2024, bem como um aumento de 20% para motociclistas e motoristas.

Sobre o plano de saúde, segundo a empresa, “o processo de alteração do regulamento para redução da coparticipação de 30% para 15% tem previsão de implementação no próximo mês, após a realização de ajustes necessários para adequação às normas vigentes”.

O imbróglio se desenrola desde o início do ano e depois de uma greve que quase atingiu a Black Friday, no fim do ano passado. Após 14 reuniões de negociação, de acordo com a Findect, “a empresa demonstrou mais uma vez sua incapacidade de responder adequadamente às necessidades dos trabalhadores”.

A greve está mantida até a próxima rodada de negociações na próxima semana, segundo Ramos.

Servidores de agências reguladoras fazem paralisação e ameaçam greve maior

Servidores de agências reguladoras fazem paralisação e ameaçam greve maior - Foto: Sindiagências
Servidores de agências reguladoras fazem paralisação e ameaçam greve maior – Foto: Sindiagências

Servidores de todas as agências reguladoras do País, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), pedem reajuste salarial e ameaçam entrar em greve, pressionando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os funcionários das agências realizaram uma paralisação na última quinta-feira (4), por 24 horas, mas ameaçam uma greve maior se não tiverem as reivindicações atendidas, paralisando atividades em portos, aeroportos, estradas, empresas e até o repasse de royalties de petróleo para Estados e municípios.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável pela negociação por parte do governo, afirmou ao Estadão que os servidores receberam reajuste de 9% em 2023. Além disso, o governo propôs aumento de mais 9% em 2025 e 3,5% em 2026. “Essa recomposição totaliza ganho acima da inflação projetada para o período 2023-2026, observando as estimativas de inflação do Boletim Focus do Banco Central”, disse o órgão.

As agências são responsáveis por liberar cargas, autorizar operações de empresas e verificar os valores a serem repassados para os governos locais, por exemplo. Uma greve pode atrasar concessões, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), leilões de novos poços de petróleo e transferências de dinheiro para o poder público.

Os representantes da categoria querem compensar o congelamento salarial dos últimos anos e uma defasagem de 30% em relação à remuneração de outras carreiras semelhantes do serviço público federal, como os servidores do Banco Central e da Receita Federal, mas ainda não apresentaram um reajuste específico que acabaria com a mobilização.

Outro complicador foi a prioridade dada pelo governo Lula para reajustes à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, no início da gestão. “Temos uma tempestade perfeita que junta desvalorização da categoria, falta de recursos para a execução do trabalho e sobrecarga que servidores têm ao acumular funções em um quadro de pessoal insuficiente”, diz o presidente do Sinagências, sindicato que representa os servidores das 11 agências reguladoras do Brasil, Fabio Gonçalves Rosa.

Gasto do governo com servidores das agências reguladoras

Os gastos do governo federal com o pagamento dos funcionários das agências reguladoras diminuiu 8%, em valores ajustados pela inflação, entre 2012 e 2024. Servidores dizem que, entre 2015 e 2023, não houve nenhum diálogo com o governo federal para reajuste salarial, congelando as remunerações. Em 2024, houve um aumento linear para todos os funcionários públicos federais, mas os integrantes das agências reguladoras dizem que a medida não foi suficiente para cobrir a defasagem acumulada.

“Sabemos o impacto que uma greve desse tipo tem sobre a atividade econômica do País. Não há interesse da nossa parte de deflagrar uma greve, mas, infelizmente, estamos em uma escalada e, se não houver resposta, não temos outras ferramentas para lidar com a situação”, afirma Fabio Gonçalves Rosa.

Uma nova rodada de negociação com o governo está marcada para o próximo dia 11. O Ministério da Gestão afirmou, em resposta ao Estadão, que a proposta do sindicato será discutida nesta data. “O governo tem realizado um grande esforço para atender as reivindicações de reestruturação das carreiras de todos os servidores federais, respeitando os limites orçamentários”, disse a pasta.

Ministros de Lula enfiam ofícios para Gestão pedindo reajuste para agências

Os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Juscelino Filho (Comunicações), Margareth Menezes (Cultura) enviaram ofícios para a ministra da Gestão, Esther Dweck, pedindo reajustes para os servidores das agências reguladoras. Os documentos foram encaminhados entre março e junho.

“Hoje, a remuneração final das carreiras das agências é a remuneração inicial de outras carreiras assemelhadas, o que estimula a evasão de seus servidores em direção das carreiras de gestão governamental, do Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários ou mesmo da Receita Federal”, afirmou o ministro Juscelino Filho, cuja pasta é ligada às atividades da Anatel, no ofício.

“Também no contexto de transição energética global, a manutenção de um corpo técnico qualificado e apto a desempenhar suas atividades será fundamental para se garantir condições favoráveis para o desenvolvimento e o protagonismo do Brasil neste tema em esfera mundial”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na carta, ao citar o trabalho da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombusveis (ANP).

Ao longo do ano, a ministra Esther Dweck manifestou expectativas de receber recursos adicionais do Orçamento da União em 2024 para dar reajustes. O governo antecipou um aumento de R$ 15,8 bilhões do arcabouço fiscal, mas o dinheiro foi consumido por gastos com benefícios previdenciários e emendas parlamentares.

Professores da Uemg encerram greve; aulas voltam dia 2 de julho

Durante a greve, foi aprovado PL para construção de restaurantes universitários na Uemg – Foto: Reprodução

Em assembleia realizada na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), em Belo Horizonte, na última quarta-feira (26), professores da instituição decidiram pelo fim da greve, que completou 56 dias ontem.

Segundo informações do vice-diretor da unidade Passos, Vinícius D’Ávila, a votação contou com 152 votos a favor da suspensão da greve, 47 contra e uma abstenção. Ainda de acordo com D’Ávila, o retorno das aulas está previsto para a próxima terça-feira, 2 de julho.

Segundo a Associação dos/as Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg), a proposta de suspensão da greve foi embasada em dois pontos: primeiro, o avanço e o esgotamento das possibilidades objetivas de negociação com o Governo Zema; segundo, pela efetivação do corte da ajuda de custo e a necessidade de impor uma Ação Judicial para buscar reverter o corte efetuado.

“Sobre a segunda questão cabe destacar que desde o início da greve havia uma ameaça real do corte no valor da ajuda de custo. Infelizmente esta ameaça se efetivou a partir do dia 20/06/2024, com o fechamento da operação da folha de pessoal da Uemg, publicou a Associação.

De acordo com a Aduemg, as principais conquistas do movimento grevista foram: o cronograma de concursos públicos para docentes, técnicos administrativos e analistas; a garantia do pagamento por titulação dos contratados; a manutenção da ajuda de custo em casos de licenças (luto, saúde, maternidade e paternidade) no PL 2.309/24; a elaboração de uma proposta de lei sobre a Dedicação Exclusiva e às gratificações por titulação por meio do Grupo de Trabalho; a aprovação do projeto de lei 1371/2023 que construirá os primeiros restaurantes universitários da Uemg; a formação do Grupo de Trabalho para alteração do regime de trabalho de 20 para 40 horas, tripartite; e a recomposição orçamentária parcial de seis milhões para a volta das bolsas de pesquisa de professores. (Clic Folha)

Professores de universidades e instituições federais encerram greve

Professores de universidades e instituições federais encerram greve - Foto: reprodução
Professores de universidades e instituições federais encerram greve – Foto: reprodução

Professores de universidades e de institutos federais de educação e governo federal chegaram a um acordo, encerrando a greve iniciada há cerca de 60 dias. O termo de acordo foi fechado no último domingo (23) e será assinado na quarta-feira (26).

Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o fim da greve se inicia nesta segunda-feira (24), devendo se consolidar plenamente até 3 de julho.

“Reunido em Brasília neste fim de semana, o Comando Nacional de Greve informa que, finalizada a sistematização dos resultados deliberados nas assembleias da base nos estados entre os dias 17 e 21 de junho, a categoria docente definiu pela assinatura do termo de acordo apresentado pelo governo, a ser realizada em 26 de junho, bem como pela saída unificada da greve a partir de tal data, até 3 de julho”, informou, em nota, o Andes.

Avanços

Em comunicado, a entidade diz que, apesar de as propostas apresentadas pelo governo não atenderem “adequadamente ao conteúdo de nossas justas demandas”, o movimento será encerrado. No entanto, acrescenta, os termos “refletem avanços que só foram possíveis graças à força do movimento paredista. Para além do que já conquistamos, nos últimos retornos que tivemos do governo federal, a conjuntura aponta para os limites desse processo negocial”.

O Andes acrescentou que a greve “alcançou seu limite e que estamos no momento de seguir a luta por outras frentes”, acrescentou.

A proposta apresentada pelo governo – acatada pelo Comando Nacional de Greve – foi a de reajuste zero em 2024, devido às limitações orçamentárias. Para compensar, foi oferecida uma elevação do reajuste linear, até 2026, de 9,2% para 12,8%, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

Greve nas universidades públicas e institutos federais continua; retorno ainda é incerto

Greve nas universidades públicas e institutos federais continua; retorno ainda é incerto – Foto: reprodução

A greve nas universidades públicas e institutos federais já dura mais de dois meses. Em Passos, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), contou com 90% de adesão dos professores, desde o dia 2 de maio a universidade está vazia.

Na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), a paralisação dos servidores começou bem antes, no dia 10 de abril. Segundo informações, 43 servidores estão em greve e as aulas práticas, que necessitam de apoio dos técnicos de laboratório, continuam suspensas.

Em Lavras, os professores aderiram à greve da Educação no dia 2 de maio, bem depois dos técnicos administrativos, que iniciaram a campanha no dia 11 de março. Mais de 10 mil alunos estão com as aulas suspensas. Nos Cefets, até os calendários acadêmicos estão suspensos.

Já nos Institutos Federais, as aulas estão suspensas desde o dia 10 de abril e, enquanto não houver a assinatura do acordo com os ministérios da Educação e da Gestão da Inovação em Serviços Públicos, a paralisação vai continuar.

Na Universidade Federal de Itajubá,os técnicos administrativos aderiram à greve no dia 10 de junho. Os professores não aderiram ao movimento e as atividades da universidade continuam normalmente.

Parte dessas universidades e institutos federais estão concordando com as reuniões e assembleias, dito isso, a maioria pretende voltar após o Termo de Acordo ser definitivamente assinado. A Ufla e o Cefet continuam paralisadas e sem previsão de retorno. Já o IFSULDEMINAS ainda tem pautas a serem debatidas, que serão deliberadas em Brasília na sexta (21) e sábado (22).

A UEMG tinha uma reunião prevista para esta semana.

Via: Portal Onda Sul

Jornal Folha Regional
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