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Jornal Folha Regional

Homem é indiciado por injúria racial após chamar adolescente de ‘macaco’ durante jogo em Passos

Homem é indiciado por injúria racial após chamar adolescente de ‘macaco’ durante jogo em Passos – Foto: Rafael Marinho/Reprodução Instagram

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre um caso de injúria racial registrado durante uma partida de futebol em Passos (MG), e indiciou um homem de 34 anos suspeito de ofender um adolescente de 16 anos com insultos racistas dentro de campo.

O episódio aconteceu no dia 25 de fevereiro, no Estádio Abrahão Caram, durante um confronto entre as equipes Passospel e Caram. Conforme as investigações, o suspeito teria chamado o adolescente de “macaco” em diferentes momentos da partida.

Segundo o inquérito, as ofensas começaram após um gol marcado pelo time adversário e teriam sido repetidas três vezes, na presença de outros atletas que participavam do jogo. A situação provocou revolta e contribuiu para que a partida fosse encerrada antes do tempo previsto.

A denúncia foi formalizada pela representante legal do adolescente, que procurou a Polícia Civil após o ocorrido. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Passos.

Durante a apuração, a equipe reuniu elementos considerados suficientes para o indiciamento do jogador pelo crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei 7.716/1989.

A delegada responsável pela Deam em Passos, Mariana Fioravante, destacou a importância do combate ao racismo também no ambiente esportivo.

“O esporte deveria ser um espaço de união, e insultos racistas são inaceitáveis. Chamar alguém de ‘macaco’ não faz parte da competição; é violência. O racismo não pode ter espaço nem no futebol, nem em lugar nenhum”, afirmou.

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará sequência ao processo criminal.

VÍDEO | PM apura omissão de policial durante agressão em evento em Carmo do Rio Claro

A Polícia Militar de Minas Gerais abriu uma investigação para apurar a conduta de um policial que, conforme registrado por câmeras de monitoramento, não teria agido diante de uma agressão ocorrida no distrito de Vilelândia, em Carmo do Rio Claro (MG), no último fim de semana.

De acordo com a corporação, o militar estava no local para exercer funções de policiamento preventivo durante o evento. No entanto, o vídeo que circula nas redes sociais mostra o agente permanecendo inerte enquanto um homem é agredido, mesmo após a confusão aumentar com a participação de outras pessoas.

As imagens mostram o momento em que a vítima se aproxima do policial e, pouco depois, é atacada por outro homem na presença do agente. Mesmo com o agravamento da situação, o policial apenas observa a briga por alguns instantes e, em seguida, se afasta do local sem intervir.

A corporação afirmou que só teve conhecimento do episódio após a veiculação das imagens nas redes sociais. Em nota oficial, a PM declarou que irá adotar medidas para identificar o policial que aparece nas imagens e avaliar sua conduta com base na legislação vigente e nos regulamentos internos da instituição.

A apuração do caso está sob responsabilidade da 17ª Região da Polícia Militar, sediada em Alfenas, que atende à área de Carmo do Rio Claro.

Polícia Civil conclui inquérito de estupro contra criança de 9 anos em Passos

Polícia Civil conclui inquérito de estupro contra criança de 9 anos em Passos - Foto: reprodução
Polícia Civil conclui inquérito de estupro contra criança de 9 anos em Passos – Foto: reprodução

Um homem de 42 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais, suspeito de estuprar uma criança, de 9 anos, em Passos (MG). O investigado foi preso em flagrante no dia 31 de outubro deste ano. O inquérito policial foi concluído na última segunda-feira (18).

Conforme apurações, no dia do crime, o suspeito obrigou a vítima, amiga da filha dele, a praticar sexo oral nele. O homem teria criado uma brincadeira entre as crianças e se aproveitado da situação para cometer o abuso duas vezes.

Imediatamente após a denúncia do crime, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário pela expedição do mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, além de realizar a escuta especializada da vítima.

Conforme informou a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Passos, Mariana Fioravante, a ação rápida da Polícia Civil permitiu a responsabilização do suspeito. “O crime é de uma crueldade enorme, porque a prática do ato libidinoso contra a criança foi realizada no interior da casa do investigado e na presença da filha dele”, destacou.

O indiciado permanece no sistema prisional à disposição da Justiça.

PC abre inquérito para investigar crime de intolerância religiosa durante participação de grupo de umbanda em missa no Santuário de Santa Rita de Cássia

Trecho da participação do grupo na missa – Vídeo: redes sociais

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um crime de intolerância religiosa em Santa Rita do Sapucaí (MG), contra um grupo de umbanda. Os ataques foram feitos através das redes sociais após a participação do grupo na missa e coroação de Nossa Senhora de Lourdes, no Santuário de Santa Rita de Cássia, no dia 13 de maio.

Durante a missa, o padre Omar Aparecido Siqueira, reitor do santuário, convidou a Associação José do Patrocínio e membros do terreiro “Omolokô, para participar da celebração e coroação de Nossa Senhora de Lourdes.

Trechos do vídeo que contém a participação do grupo começaram a viralizar nas redes sociais, juntamente com ataques e ofensas ao padre que realizou a celebração. O grupo foi chamado de abominação. Religiosos também criaram um abaixo-assinado virtual pedindo o afastamento do padre.

Segundo a Polícia Civil, as condutas dos autores dos comentários preconceituosos contra a religião da umbanda e os ataques ofensivos aos frequentadores, serão apuradas.

Vereador de Passos é indiciado pela Polícia Civil na Lei de Racismo; Dentinho pronuncia

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (17), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito instaurado para apurar os crimes de racismo e xenofobia cometidos por um vereador de Passos (MG), por meio de postagem em rede social.

O parlamentar foi indiciado pelo crime previsto no artigo 20 da Lei de Racismo, visto que a publicação foi entendida como ofensiva à identidade regional do povo do estado da Bahia, acarretando exposição indevida e discriminatória.

Em novembro de 2022, o vereador publicou em seu perfil que um dos candidatos à presidência da República havia assustado os baianos com promessas de emprego e, consequentemente, saiu derrotado naquele colégio eleitoral.

O vereador Luis Carlos do Souto Junior (Dentinho), publicou no story de sua rede social “BOLSONARO também é foda, foi falar na Bahia que ia gerar um milhão de empregos… Assustou o Povo!!!

Em seu depoimento, o político nega qualquer prática de preconceito ou xenofobia e que não tem nada contra o povo da Bahia, os quais, inclusive admira muito.

“Na publicação não tinha nenhum discurso de ódio contra ninguém. Não tenho nenhum tipo de preconceitos contra baianos ou qualquer tipo de população”, informou Dentinho em seu depoimento à PC.

O Legislativo acredita que o inquérito será arquivado, pois não houve crime.

Luis Carlos do Souto Junior (Dentinho) – Foto: Arquivo pessoal

Inquérito concluído: capacete poderá ser obrigatório na região dos Canyons e semelhantes

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apura a causa da queda de um cânion em Capitólio (MG). Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4), foi divulgado que o trágico acidente em 8 de janeiro, em que 10 pessoas em uma lancha morreram e várias ficaram feridas, foi resultado de um “evento natural”. Não foi identificada uma ação humana específica que tenha provocado a queda da rocha.

De acordo com a polícia, o foco inicial dos trabalhos era a identificação das vítimas e prestar auxílio aos familiares. “Foi uma ação rápida da Polícia Civil, que contou no ato da identificação com o apoio da Polícia Federal, houve a identificação séria, em apenas 36 horas, das 10 vítimas. Essas pessoas, foi provado que estavam na mesma embarcação de nome ‘Jesus’”, explica o delegado Marcos Pimenta, da regional de Passos.

Paralelo a isso, foi acionado um grupo de peritos, com apoio aéreo da PC, que foi até a região e fez um levantamento geológico e arquitetônico do local. O perito criminal Rogério Shibata explica que alguns pontos foram importantes para a queda da rocha, sendo o principal a geografia do local.

“Presença de material argiloso na base da rocha que caiu. Erosão na base da rocha (nível da água muda dependendo da época do ano) bloco estava sendo erodido na base durante anos. O fluxo da água que cai da cachoeira vai de encontro ao local da rocha que caiu, contribuindo para a erosão da base”, ressalta.

“A causa para o tombamento do bloco de quartzito ocorrido está relacionada ao processo natural de remodelamento de relevo, processo comum em toda região do cânion de Capitólio”, informa o relatório da PC após as investigações.

Mas a tragédia poderia ter sido evitada, segundo o delegado. “Tudo poderia ter sido evitado. Hoje sabemos que há necessidade de termos um estudo de mapeamento do movimento de massa, mas seria muito leviano outorgar o piloto. Há necessidade de mudanças das nossas leis para que esses estudos de mapeamento geológico sejam”, aponta. Pensando nisso, a PC elaborou uma lista de sugestões que vai ser encaminhada aos órgãos e instituições responsáveis pelo licenciamento e fiscalização da região.

Confira:

  • Realização de mapeamento de todas as zonas de risco (movimento de massas) por geólogos e/ou outros profissionais especializados no ramo, e sua demarcação em campo e em planta;
  • Redução no número de embarcações nos cânions, as quais deverão apenas contemplar o local, em velocidade baixa e sem uso de aparelho sonoro;
  • Implementação do selo de identificação nas embarcações;
  • Identificação de todos os turistas que utilizarem embarcações, sendo que o controle/cadastro deverá ser armazenado/disponibilizado nos respectivos píeres;
  • Uso obrigatório de colete salva vidas (em toda represa) e capacete na região dos cânions e áreas semelhantes;
  • Maior integração entre os órgãos/instituições responsáveis pela concessão e fiscalização de empreendimentos turísticos;
  • Proibição de passeios turísticos quando há comunicação de advertência pela Defesa Civil;
  • Fortalecimento das fiscalizações de engenharia, geologia e ambiental;
  • Exigência de estudo de risco e respectiva contenção para os empreendimentos turísticos;
  • Efetiva participação de Furnas e da concessionária Nascentes das Gerais na adoção de medidas preventivas de segurança.
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