Vigilância em Saúde investiga suspeita de intoxicação em creche de Muzambinho – Foto: reprodução/EPTV
A Vigilância em Saúde de Muzambinho (MG) investiga um possível caso de intoxicação alimentar envolvendo alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Dona Sebastiana do Prado Campos. Na noite de quarta-feira (3), seis crianças — todas com cerca de quatro anos — apresentaram mal-estar e precisaram de atendimento médico.
A prefeitura informou que a creche atende 100 alunos e que 88 estavam presentes no dia do incidente. Desses, 11 tiveram episódios de vômito e seis foram encaminhados ao hospital. A Santa Casa de Muzambinho confirmou ter recebido cinco meninos e uma menina, com idades entre três e quatro anos.
Segundo a administração municipal, os quadros registrados foram considerados leves e de rápida evolução. O órgão destacou ainda que uma das crianças manifestou sintomas antes mesmo da refeição servida na unidade. A direção da escola comunicou que todas as crianças já se encontram sem sinais clínicos.
Uma mãe relatou que a filha, de quatro anos, chegou em casa indisposta e vomitou por volta das 20h. Sem saber da suspeita de intoxicação, a família medicou a menina, que se recuperou durante a noite e retornou normalmente à creche na manhã desta quinta-feira (4).
As equipes de Vigilância em Saúde continuam apurando o que pode ter provocado o problema.
Poços de Caldas apura morte suspeita de intoxicação por metanol após consumo de conhaque – Foto: reprodução
As autoridades de Poços de Caldas (MG) estão investigando a morte de um homem de 52 anos que pode ter sido causada por intoxicação por metanol. A vítima, Edinei Gonçalves da Silva, morreu na madrugada de quinta-feira (13) após ser internada em estado crítico na Santa Casa do município.
Segundo o hospital, Silva foi transferido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já intubado e apresentando falência de múltiplos órgãos. Ele recebeu atendimento imediato, incluindo o antídoto utilizado nesses casos, mas não resistiu. O boletim médico apontou sintomas compatíveis com intoxicação por metanol, como perda da visão e insuficiência respiratória.
Amostras de sangue e urina foram coletadas para análise, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas. Após a necropsia, ele seguiu para o distrito de Palmeiral, em Botelhos (MG).
A Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda o resultado conclusivo dos exames. Assim que o caso foi notificado, o Departamento de Vigilância Epidemiológica acionou os protocolos previstos para situações suspeitas de intoxicação, comunicando imediatamente os órgãos responsáveis. O município também iniciou ações conjuntas com o Procon e outras entidades competentes.
Equipes da Polícia Civil e do Procon vistoriaram o estabelecimento onde a bebida teria sido comprada. O proprietário afirmou que o conhaque não foi consumido no local e apresentou a nota fiscal referente à venda. As garrafas do mesmo lote foram apreendidas e permanecem retidas até que os laudos laboratoriais esclareçam se há presença de metanol.
Se os exames confirmarem que a morte foi provocada pela substância, a Polícia Civil abrirá investigação formal sobre o caso.
Poços de Caldas já havia registrado anteriormente uma suspeita de intoxicação por metanol, em outubro, quando um jovem de 25 anos procurou atendimento na UPA relatando sintomas como dores de cabeça, vômitos e fortes dores abdominais. A suspeita, entretanto, foi descartada no mesmo dia.
Franca registra 1º caso de intoxicação por metanol – Foto: divulgação
A Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca (SP), em parceria com a Vigilância Sanitária Municipal, realizou da última quinta-feira (23), uma operação para fiscalizar bares e estabelecimentos suspeitos de vender bebidas alcoólicas adulteradas. A ação foi motivada pela notificação de um caso de intoxicação por metanol na cidade, registrado em 8 de outubro.
Segundo a Polícia Civil, equipes vistoriaram um bar, no Jardim Santa Efigênia, e uma mercearia, no Jardim Redentor.
De acordo com a Vigilância Sanitária, a vítima, identificada como C.C.B., precisou de atendimento médico e exames laboratoriais apontaram a presença da substância tóxica em seu sangue, com concentração de 2,07 mg/dL.
A vítima relatou ter consumido bebidas nos dois estabelecimentos no dia em que passou mal.
Durante a fiscalização no bar, foram encontradas irregularidades administrativas, como funcionamento sem licença e comercialização de produtos fora dos padrões sanitários.
No local, os agentes apreenderam 24 garrafas ”pet” de dois litros, seis garrafas de “Corote” e duas garrafas de um litro com bebidas alcoólicas, além de amostras enviadas para perícia.
Já na mercearia, os fiscais constataram que o local também funcionava sem licença e vendia produtos clandestinos. Foram apreendidas oito garrafas ”pet” de dois litros de “Cachaça de Engenho” e 23 garrafas de “Corote”. Parte das bebidas foi encaminhada para análise laboratorial.
Os proprietários dos estabelecimentos são investigados pelos crimes de falsificação, corrupção ou adulteração de produto destinado a fins medicinais ou terapêuticos — infração prevista no artigo 272 do Código Penal, que prevê pena de 4 a 8 anos de prisão.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes contra a saúde pública.
Mulher morre em motel de MG por intoxicação de ‘loló’ – Foto: reprodução
Uma mulher, de 27 anos, foi encontrada morta no quarto de um motel da Avenida Portugal, no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A suspeita é de que ela tenha sofrido uma parada cardiorrespiratória por intoxicação com loló, uma substância inalante feita à base de éter, clorofórmio ou solventes químicos. O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (21/7).
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a mulher chegou a ser socorrida por médicos do Samu, mas não resistiu e teve a morte confirmada ainda no quarto do motel. Ela estava acompanhada de um amigo, que, em depoimento aos militares, afirmou que ela usava loló diariamente. Ainda conforme o relato, ela passou mal enquanto os dois mantinham uma relação sexual.
O homem disse que decidiu acionar a administração do motel depois que ela caiu desacordada. A gerente do motel contou aos militares que chamou o Samu logo após ser informada, na tentativa de socorrer a vítima. Ela disse ainda que o casal chegou ao local por volta das 16h e consumiu apenas um refrigerante. A gerente acrescentou que não ouviu gritos vindos do quarto e não percebeu qualquer comportamento considerado inadequado entre os dois.
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esteve no local e constatou que o corpo da mulher não apresentava sinais de violência. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso é investigado.
Wagner Martin, de 37 anos, morreu após festa da empresa em Patrocínio — Foto: Redes sociais
Cinco pessoas seguem internadas na Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio (MG) na última segunda-feira (15) com suspeita de intoxicação alimentar. Elas passaram mal depois de participarem de uma confraternização de uma empresa da cidade.
O sexto participante da festa teve alta na noite de domingo (14) no Pronto-Socorro Municipal. Outro convidado do evento, Wagner Orlandelli Martin, de 37 anos, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória na manhã seguinte após a festa.
A confraternização foi promovida pela empresa de agronegócios 4 Folhas, em uma chácara na região do Bairro Serra Negra, na noite de sexta (12).
Em uma rede social, a empresa lamentou a morte de Wagner. Em nota enviada à imprensa, a empresa também se disse “consternada com as ocorrências noticiadas”, afirmou que presta total assistência aos colaboradores e que contribui com as investigações em curso.
A consultora de bem-estar Helen Soares, que é prima de um dos internados e amiga dos funcionários da empresa, deu detalhes sobre como foi a confraternização. Segundo ela, 13 pessoas estavam na chácara, sendo 12 convidados e um churrasqueiro.
“A empresa vive treinando os funcionários. Ela marcou na sexta-feira (12) uma convenção e teria um ‘happy hour’ em seguida. No outro dia, seria um almoço com as famílias para confraternizar, para dar boas-vindas ao ano novo”, contou Helen.
A consultora acrescentou que todos comeram churrasco e beberam chopp. Segundo ela, a carne foi comprada por dois dos participantes e preparada pelo churrasqueiro.
Após o evento, sete das 12 pessoas que estavam na festa passaram mal. Helen afirma que um deles foi embora da festa às 5h, passou mal a caminho de casa e foi levado ao hospital pela família.
“Cinco deles tinham ficado dormindo na chácara. Um deles, que era o Wagner, passou mal no banheiro. Os outros ouviram e arrombaram a porta para socorrer. Infelizmente ele morreu, teve uma parada cardiorrespiratória a caminho do hospital”, explicou.
Empresa 4 Folhas lamenta morte de Wagner Martin em Patrocínio — Foto: Redes sociais
Entre os cinco pacientes que seguem internados, quatro estão em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um está em observação na enfermaria. São eles:
Olavo Veloso, um dos donos da empresa, leito na UTI;
Wagner Veloso, pai de Olavo, leito na UTI;
Breno Soares Naves, funcionário da empresa, leito na UTI;
Airton Franco, funcionário da empresa, leito na UTI;
João Pedro Machado, funcionário da empresa, em observação na enfermaria;
Jaime Luiz, funcionário da empresa, teve alta na noite de domingo (14).
Os hospitalizados tiveram sintomas semelhantes, como mal-estar, náusea e vômito. Todos os convidados da confraternização passaram por exames, que serão analisados em um laboratório de Belo Horizonte junto com os alimentos e bebidas servidos na festa. Conforme o secretário de Saúde de Patrocínio, Luiz Eduardo Salomão, esses exames foram enviados no domingo (14) para a capital.
Em nota, a Polícia Civil informou que irá instaurar inquérito para apurar o fato, inclusive com procedimento de oitivas de participantes, organizadores e trabalhadores do evento, para verificação do ocorrido.
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