Homem acusado de matar a ex-companheira e mandar mensagens do celular dela para a família vai a julgamento em Passos – Foto: redes sociais
Está marcado para a manhã desta quarta-feira (25), às 8h, no Fórum de Passos, o julgamento de Lenniker Gabriel dos Santos Oliveira, acusado de matar a ex-companheira, Lidiane Aparecida dos Reis, de 30 anos. O crime ocorreu em 2024 e gerou grande repercussão na cidade.
O réu está preso desde o dia 9 de agosto de 2024. Segundo a denúncia, ele teria assassinado Lidiane e, após o crime, utilizado o celular da vítima para enviar mensagens à família, numa tentativa de simular que ela ainda estivesse viva e despistar as autoridades.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais apontam que o homicídio ocorreu na noite de 3 de agosto de 2024. O corpo foi localizado quatro dias depois, já em avançado estado de decomposição, no bairro Jardim Canadá, em Passos. O aparelho celular da vítima foi encontrado posteriormente na cidade de Campinas.
Oliveira foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele também responde por furto, fraude processual e ocultação de cadáver.
Lidiane Aparecida dos Reis era mãe de quatro filhos. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre a responsabilidade do acusado pelos crimes imputados.
Brasileiro é julgado na Irlanda por morte de ex-namorada de Formiga – Foto: reprodução/redes sociais
Teve início na última segunda-feira (12), na Irlanda, o julgamento de Miller Pacheco, de 32 anos, réu pelo assassinato da brasileira Bruna Fonseca. Natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Bruna tinha 28 anos quando foi morta, no dia 1º de janeiro de 2023, dentro do apartamento onde o acusado morava, na cidade de Cork.
Miller está detido desde o dia do crime. Em sua primeira oitiva no Tribunal Distrital de Cork, ele negou envolvimento na morte da ex-namorada. Conforme informações do jornal The Irish Times, que acompanha o caso, a previsão é de que o julgamento se estenda por aproximadamente duas semanas.
Relacionamento e depoimentos
Durante a sessão, o promotor Bernard Condon afirmou aos jurados que o relacionamento entre Bruna e Miller havia terminado meses antes do crime. Segundo a acusação, Bruna já estaria envolvida com outro homem, um jovem argentino que conheceu enquanto fazia um curso de inglês na Irlanda.
Uma prima da vítima, que também residia no país europeu na época, foi ouvida como testemunha. Ela contou que, apesar do término, Bruna e Miller se encontraram durante uma comemoração de Réveillon, na virada para 2023.
Ainda de acordo com o The Irish Times, a testemunha relatou que, após o crime, Miller telefonou para um amigo afirmando que havia matado Bruna e chegou a enviar um vídeo que mostrava o corpo da jovem.
A prima afirmou ainda que foi até o prédio onde o acusado morava e o encontrou do lado de fora. Questionado, ele negou inicialmente o crime, mas, após insistência, disse que teria sufocado a ex-namorada. A polícia foi acionada e Miller acabou detido e encaminhado à delegacia.
O julgamento prossegue com a oitiva de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa.
Histórico do casal
Bruna e Miller mantiveram um relacionamento por cerca de três anos. No início de 2022, o casal se separou, mas retomou o namoro em julho do mesmo ano. Em setembro, Bruna se mudou para a Irlanda e, dois meses depois, Miller também foi para o país europeu.
Em novembro de 2022, os dois encerraram novamente o relacionamento. Apesar disso, continuaram vivendo na mesma cidade, porém em residências diferentes.
O crime
Na manhã de domingo, 1º de janeiro de 2023, por volta das 6h30, a polícia irlandesa foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no apartamento localizado na Liberty Street, onde Miller residia. Equipes de emergência tentaram reanimá-la, mas a jovem não resistiu.
Exames posteriores apontaram que Bruna morreu em decorrência de estrangulamento e agressões físicas. Mesmo negando a autoria do crime, Miller foi preso e teve a fiança negada.
Segundo as investigações, horas antes da morte, Bruna participou de uma festa de Réveillon da qual o ex-namorado também esteve presente. No tribunal, a acusação sustentou que a jovem foi ao apartamento de Miller para que ambos pudessem ver, por meio de uma videochamada, um cachorro que tiveram juntos quando moravam no Brasil.
Moradores do prédio relataram à polícia terem ouvido gritos de uma mulher por volta das 4h15 da madrugada.
Último contato com a família
O último contato de Bruna com a família em Formiga ocorreu nas primeiras horas de 2023. Em uma chamada de vídeo, ela conversou com parentes enquanto estava em uma festa. A irmã, Izabel Fonseca, afirmou que a jovem aparentava estar bem.
Izabel contou ainda que o relacionamento da irmã com Miller sempre foi reservado. Antes de se mudarem para a Irlanda, o casal viveu junto em Franca (SP). A família sabia que eles haviam terminado e reatado em 2022, pouco antes da mudança para o exterior.
Bruna viajou primeiro, em setembro, por já estar com a documentação pronta. Miller se mudou para Cork em meados de novembro.
Quem era Bruna Fonseca
Descrita por familiares e amigos como uma pessoa discreta, determinada e carismática, Bruna Fonseca se mudou para a Irlanda com o objetivo de participar de um intercâmbio e aprimorar os estudos.
Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga, Bruna era religiosa e muito querida por quem convivia com ela. Em 2018, aos 24 anos, concluiu o curso de Biblioteconomia na Universidade de Formiga (Unifor-MG).
Em entrevista anterior, a irmã Izabel relembrou a força da jovem. “Ela sempre dizia que, mesmo que tudo desse errado, tentaria de novo. Nunca desistia. Jamais imaginamos que algo assim pudesse acontecer”, afirmou.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem atira contra o réu durante um júri em São José do Belmonte, no sertão de Pernambuco. O caso ocorreu em 29 de novembro de 2023, mas as imagens só foram publicadas na última segunda-feira (1º).
De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o atirador, identificado como Cristiano Alves Terto, está preso preventivamente. Em março deste ano, a defesa entrou com um pedido de habeas corpus. O advogado de Cristiano alegou que “não há qualquer indício” de que a liberdade dele ofereça risco à garantia da ordem pública ou à instrução criminal, mas a Justiça negou o recurso.
O ataque aconteceu na Vara Única da Comarca da cidade quando a vítima, Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura estava sendo julgado pelo homicídio do pai de Cristiano. A gravação mostra quando o suspeito, que estava sentado ao lado de uma mulher, se levanta e vai em direção ao réu. A moça tenta impedi-lo, mas não consegue. O atirador se aproxima do homem que estava sendo julgado e dispara várias vezes. Ele também dá coronhadas na cabeça da vítima. Um tumulto é registrado. Testemunhas, jurados, advogados, juiz e demais pessoas que estavam no local saem correndo da sala.
Além do réu, ninguém ficou ferido. O homem sobreviveu e está solto. Ele foi encaminhado inicialmente para o Hospital de São José de Belmonte. Depois, foi transferido para o Hospital de Serra Talhada. De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o júri não foi feito novamente e ainda não há uma nova data para que isso ocorra.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi preso em flagrante e teve um revólver calibre 38 apreendido com o suspeito. Em audiência de custódia, realizada no dia 30 de novembro de 2023, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. Sobre a segurança nos prédios do Judiciário estadual, o TJPE disse que todos os 179 contam com policiamento ostensivo e sistema de monitoramento por câmeras.
“Atualmente, está em fase de finalização o processo de licitação para contratação de empresa que modernizará e ampliará todo o sistema de videomonitoramento dos 30 maiores prédios do Tribunal, com a instalação de sensores de presença, botão de pânico e portais com detectores de metais”, disse em nota.
O assassinato do pai do atirador, Francisco Alves Terto, ocorreu em 2012. No processo, consta que ele morreu no dia 23 de outubro daquele ano após 18 dias internado por ter sido atingido por disparo de arma de fogo.
O réu, Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura, teria atirado contra a vítima por causa de um desentendimento envolvendo um burro que teria fugido de sua propriedade. Um dos disparos atingiu Francisco Alves Terto no abdômen.
Mais de 13 anos depois que um avião da Air France caiu no oceano Atlântico, matando todas as 228 pessoas a bordo, a companhia aérea e a fabricante de aeronaves francesa Airbus serão julgadas em um tribunal de Paris na próxima semana com parentes buscando “luz no fim de um longo túnel”.
O voo 447, que fazia a rota do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu na escuridão durante uma tempestade em 1º de junho de 2009.
Após uma busca de dois anos pelas caixas pretas do A330, investigadores franceses descobriram que os pilotos lidaram mal com a perda temporária de dados dos sensores, que ficaram congelados, e levaram a aeronave de 205 toneladas para um estol aerodinâmico, ou queda livre, sem responder aos alertas.
Mas a agência de acidentes BEA também divulgou que a Air France havia expressado preocupações sobre o aumento dos incidentes de congelamento antes do acidente e começou a receber sondas de velocidade aprimoradas. Especialistas dizem que os papéis relativos do erro do piloto ou do sensor, bem como exibições erráticas ou fadiga, serão fundamentais para o julgamento histórico.
A audiência de abertura na segunda-feira marcará a primeira vez que empresas francesas serão diretamente julgadas por “homicídio involuntário” após um acidente aéreo, em vez de indivíduos.
Embora a reputação corporativa e uma catarse há muito esperada para as famílias estejam em jogo, o julgamento de nove semanas não deve levar a penalidades financeiras significativas. No entanto, especialistas dizem que quantias maiores foram pagas em indenizações ou acordos no âmbito cível.
Mesmo assim, o AF447 provocou um amplo repensar sobre treinamento e tecnologia e é visto como um dos poucos acidentes que mudaram a aviação. Mas as reformas seguiram o ritmo metódico da regulamentação global ou ficaram atoladas em desacordos da indústria.
Entre dezenas de recomendações de segurança, especialistas dizem que a investigação levou a mudanças críticas na forma como os pilotos são treinados para lidar com problemas no ar ou perda de controle.
Embora as caixas pretas forneçam pistas importantes, o julgamento pode reacender uma longa disputa sobre privacidade sobre se as cabines dos pilotos também devem ser monitorados visualmente para decifrar futuros acidentes, especialmente agora que as câmeras de segurança fazem parte da vida cotidiana.
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