
A Prefeitura de Cássia, no Sul de Minas, deu o primeiro passo para implantar uma loteria municipal. O edital de concessão já foi lançado e prevê que a empresa vencedora repasse 5% de toda a arrecadação das apostas aos cofres da cidade. O recurso, segundo o Executivo, será aplicado em projetos de cultura, esporte, educação e saúde.
Hoje, os moradores contam apenas com uma casa lotérica vinculada a redes nacionais, cuja arrecadação não beneficia diretamente o município. A administração espera que, com o novo modelo, a mudança seja percebida ainda nos próximos meses.
A decisão vem em meio a um cenário de queda de arrecadação. De acordo com a prefeitura, o município registrou redução de cerca de 2% ao mês em 2025. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura, Frank Arantes, avalia que a loteria municipal pode contribuir para equilibrar as contas:
“Há uma expectativa mais ou menos de R$ 250 mil anuais no começo”, afirmou.
Experiências em outras cidades
A discussão sobre loterias municipais não é inédita na região. Em Alfenas, a prefeitura apresentou à Câmara um projeto semelhante, com concessão prevista para dez anos. A proposta, atualmente em análise pela Comissão de Legislação e Justiça, destina os recursos para saúde, educação, segurança, trânsito, assistência social, cultura e esporte.
Campo Belo também tentou avançar nessa área: um projeto aprovado em 2023 acabou não saindo do papel. A atual administração apontou problemas técnicos e econômicos, como a falta de infraestrutura de tecnologia da informação capaz de garantir segurança ao sistema.
Enquanto isso, em Cássia, o departamento jurídico municipal avalia a documentação apresentada pela empresa vencedora para finalizar os trâmites e autorizar a abertura oficial da loteria.