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Jornal Folha Regional

Associações rurais criticam PCA 2026 da Câmara de Passos e denunciam gastos com itens de luxo

Associações rurais criticam PCA 2026 da Câmara de Passos e denunciam gastos com itens de luxo – Foto: reprodução

O Plano de Contratações Anual (PCA) de 2026 da Câmara Municipal de Passos voltou ao centro do debate público após a reação de cerca de oito associações de moradores da zona rural, que divulgaram uma nota conjunta de forte reprovação ao planejamento de despesas do Legislativo. O documento classifica como inaceitável a previsão de R$ 20 milhões em investimentos, dos quais mais de R$ 1,2 milhão seriam destinados à aquisição de veículos de alto padrão e equipamentos considerados supérfluos.

Entre os itens citados pelas entidades estão carros de luxo, celulares de última geração, frigobares e cafeteiras para os gabinetes parlamentares. Para os representantes das comunidades rurais, esse tipo de gasto contrasta de forma direta com a realidade enfrentada no campo e carece de justificativa moral e social.

Na avaliação das associações, enquanto o Legislativo planeja ampliar o conforto interno de seus gabinetes, produtores e moradores da zona rural convivem com estradas vicinais deterioradas, dificuldades no escoamento da produção de leite e grãos, além de problemas no transporte escolar e no acesso a serviços de saúde, especialmente em períodos chuvosos, quando há isolamento de comunidades inteiras.

A nota ressalta que a situação afeta diretamente alunos, famílias e trabalhadores rurais, que enfrentam riscos diários para se locomover. Segundo o texto, priorizar gastos com itens de luxo diante desse cenário é considerado “moralmente injustificável” e “socialmente ofensivo”.

As entidades também criticam a postura da Câmara Municipal, afirmando que não houve esclarecimentos durante a primeira sessão legislativa do ano, o que, segundo elas, fere os princípios constitucionais da publicidade e da transparência previstos no artigo 37 da Constituição Federal, que rege a atuação da administração pública.

Diante do impasse, as associações exigem revisão imediata do PCA 2026, com prestação de contas detalhada e redirecionamento dos recursos para áreas consideradas prioritárias, como manutenção de estradas rurais, infraestrutura básica, transporte escolar, saúde e apoio ao produtor rural.

O documento finaliza com um alerta: caso não haja providências por parte do Legislativo, o assunto será encaminhado formalmente aos órgãos de controle e fiscalização. As associações reforçam que o setor rural é fundamental para a economia de Passos e que o uso do dinheiro público deve atender ao interesse coletivo, e não a privilégios institucionais.

“NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO

ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DA ZONA RURAL DE PASSOS/MG

As Associações de Moradores das comunidades rurais do município de Passos/MG, representantes legítimas de produtores, trabalhadores, famílias e estudantes do campo, vêm a público manifestar seu veemente repúdio, indignação e inconformismo diante do Plano de Contratações Anual (PCA) 2026 da Câmara Municipal de Passos, que prevê gastos superiores a R$ 1,2 milhão com veículos de alto padrão, celulares de última geração, frigobares, cafeteiras e outros itens de conforto para gabinetes parlamentares.

A decisão afronta diretamente a realidade de quem vive e trabalha na zona rural.

Enquanto o Poder Legislativo planeja investir recursos públicos em conforto interno, nossas comunidades convivem diariamente com estradas vicinais esburacadas e intransitáveis, transporte escolar prejudicado, dificuldade de acesso à saúde, problemas para escoamento da produção agropecuária, falta de manutenção básica e abandono estrutural histórico.

Produtores não conseguem transportar leite, grãos e insumos com segurança; alunos enfrentam riscos para chegar às escolas; famílias ficam isoladas em períodos chuvosos. Essa é a urgência real do campo.

Diante desse cenário, destinar dinheiro público a itens de luxo é moralmente injustificável e socialmente ofensivo.

Além disso, tais escolhas contrariam frontalmente o que determina a Constituição Federal. O artigo 37 estabelece que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, fundamentos que exigem responsabilidade, transparência e prioridade ao interesse coletivo — jamais a concessão de privilégios.

Mais grave ainda foi o silêncio da Câmara Municipal na primeira sessão legislativa do ano, sem qualquer esclarecimento à população, o que fere o dever de publicidade e transparência dos atos públicos.

A Câmara existe para servir ao povo — não para garantir regalias a seus próprios membros.

Diante disso, as associações rurais signatárias:

  • Repudiam formalmente os gastos previstos com itens supérfluos e luxuosos;
  • Exigem transparência imediata e prestação de contas detalhada;
  • Cobram a revisão urgente do PCA 2026;
  • Defendem o redirecionamento dos recursos para manutenção de estradas rurais, transporte escolar, saúde, infraestrutura básica e apoio ao produtor;
  • Reservam-se o direito de levar o tema aos órgãos de controle e fiscalização, caso não haja providências.

O campo trabalha, produz, gera empregos, paga impostos e sustenta a economia de Passos. O mínimo que se espera é respeito.

Dinheiro público deve servir ao interesse público — nunca a privilégios”.

Alerta: suposto português aplica golpes com vendas de produtos de luxo falsificados em Passos

Alerta: suposto português aplica golpes com vendas de produtos de luxo falsificados em Passos - Imagem: reprodução
Alerta: suposto português aplica golpes com vendas de produtos de luxo falsificados em Passos – Imagem: reprodução

Um homem, que se diz português, e com sotaque, tem abordado pessoas na rua, residências e comércios de Minas Gerais, incluindo Passos, vendendo mercadorias de luxo que seriam falsificados. Segundo testemunhas, o suspeito, que é loiro e bem vestido, oferece canetas Montblanc, perfumes, relógios e peças de couro, como se fossem verdadeiros. De acordo com relatos, o golpe já é antigo, mas voltou a ser aplicado recentemente.

Uma mulher relatou que o homem a abordou, oferecendo produtos e contando uma história tentando comove-la e induzi-la a realizar a compra.

”Na semana passada fui abordado no estacionamento (de um comércio) por um cara que se dizia português e tinha sotaque condizente, queria me vender canetas Mont Blanc, contando aquelas histórias tristes que veio para um evento no Brasil mas não conseguiu vender as canetas e que se retornasse pagaria um imposto absurdo. Sei que canetas MontBlanc são caríssimas e depois de muitas negativas o cara foi embora”, informou.

Uma advogada disse que o homem foi até o escritório de advocacia onde ela trabalha e ofereceu o produto. Após o homem ir embora, ela desconfiou que seria um golpe e acionou a Polícia Militar.

Segundo uma moradora, o homem estaria em Passos na tentativa de aplicar novos golpes.

Pessoas relataram que caíram no golpe, transferindo R$ 2.200,00 reais para o suspeito.

De acordo com informações, além de Minas Gerais, existem relatos do mesmo golpe em diversos estados do país, como Alagoas, São Paulo e Paraná.

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