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Jornal Folha Regional

Médica denuncia uso de atestados falsificados em seu nome em São Sebastião do Paraíso

Médica denuncia uso de atestados falsificados em seu nome em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

Uma médica procurou a Polícia Militar em São Sebastião do Paraíso para denunciar a utilização de atestados supostamente falsificados em seu nome. A denúncia surgiu após uma mulher de 34 anos apresentar os documentos a uma administradora de condomínios como justificativa para faltas.

De acordo com o relato da profissional, a irregularidade foi percebida devido a inconsistências nas datas dos atestados. Os documentos apresentados teriam sido emitidos após setembro de 2025, período em que ela deixou de atuar na Unidade de Saúde da Família (USF) do Asilo.

Entre as divergências identificadas, consta um atestado datado de 19 de janeiro de 2026 — dia em que as unidades de saúde municipais estavam fechadas — e outro com data de 12 de fevereiro, quando a médica realizava atendimentos exclusivamente na zona rural, não atuando na unidade mencionada.

A profissional informou ainda que atendeu a suspeita apenas duas vezes ao longo de 2025 e negou ter emitido quaisquer outros documentos em nome da mulher.

O registro da ocorrência foi feito com o objetivo de resguardar a responsabilidade da médica. O caso agora será apurado pela Polícia Civil, que investigará a autenticidade dos atestados e as circunstâncias da suposta fraude.

Médica piumhiense morre após sofrer ofensas em Belo Horizonte

Médica piumhiense morre após sofrer ofensas em Belo Horizonte – Foto: arquivo pessoal

A médica Maggy Lopes da Costa, de 63 anos, filha do saudoso médico Moacir Lopes, fundador da Clínica São Rafael em Piumhi (MG), faleceu na última sexta-feira (19), em Belo Horizonte. A servidora passou mal logo após relatar um caso de violência psicológica do qual era vítima e estava internada. Reconhecida pela dedicação à profissão, ela trabalhou toda a vida voltada à medicina e atuava no Sistema Único de Saúde (SUS) da capital desde 2007.

O episódio ocorreu durante uma visita técnica no local, organizada pelo Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), para “averiguar uma situação de exposição pública de violência contra profissionais de saúde”.

A servidora relatou que vinha sofrendo repetidos assédios por meio de publicações em redes sociais, provenientes de uma liderança comunitária. O autor apareceu em vídeos expondo nominalmente os profissionais de saúde, por meio de gravações feitas sem consentimento deles. Outros dois médicos da unidade também foram vítimas. Na ocasião, o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) emitiu uma nota de repúdio a tentativas de descredibilizar o trabalho dos servidores.

Para a reportagema médica Elane Cristina Alves Guimarães comentou a morte da colega. “Conheci a Maggy há 18 anos, quando tomei posse na UPA Oeste, onde ela trabalhava. Meu primeiro plantão noturno foi com ela. Tivemos uma emergência, e ela conduziu muito bem. Ela me ensinou muito. Era uma mulher cheia de vida, muito bondosa, atenciosa com os pacientes e colegas. Fiquei sabendo da exposição que ela sofreu e fiquei muito chateada. Ela era uma excelente profissional, muito humana, não merecia isso. A comunidade está dando muito apoio”, lamentou.

A amiga comentou que Maggy foi médica por 35 anos e atuou cerca de dez deles na UPA Oeste. Posteriormente, mudou-se para o Centro de Saúde Ventosa. Elane ainda contou que a servidora não era casada, não possuía filhos e deixou mãe e irmãos, que vivem no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, o Sinmed-MG publicou uma nota de pesar pelo falecimento da servidora. “A diretoria e toda a equipe expressam as mais sinceras condolências a seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Seu legado e sua memória permanecerão vivos naqueles que tiveram o privilégio de conviver com ela”, escreveu.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) também lamentou a morte da médica. “Maggy dedicou sua vida à promoção da saúde e ao bem-estar da população, deixando um legado de dedicação, cuidado e compromisso com o serviço público”, disse a instituição.

A categoria também ressaltou pedido por providencias imediatas à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), à Secretaria de Saúde e à Secretaria de Segurança, para que episódios revoltantes como o falecimento da Dra. Maggy, não continuem ocorrendo. “Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde estão adoecendo física e mentalmente, sofrendo graves consequências em razão das condições precárias de trabalho e falta de insumos, da falta de uma solução concreta para a segurança nas unidades de saúde, da sobrecarga de trabalho e da constante intimidação e exposição desses profissionais de forma desrespeitosa, antiética e ilegal”, manifestou o Sindibel.

Diante da onda de violência que tem abalado os centros de saúde de BH, uma audiência pública foi realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nessa quarta-feira (17/9). Representantes da categoria relataram casos de violência a profissionais e cobram ações contra agressões em unidades de saúde.

“É inadmissível que profissionais médicos, dedicados a salvar vidas e cuidar da população sejam vítimas de intimidação e acusações infundadas, especialmente em um ambiente já tão sobrecarregado”, disse o Sinmed-MG.

A associação ainda afirmou que a violência afeta diretamente o bem-estar dos profissionais e a qualidade do atendimento prestado à população. “Estamos tomando as providências jurídicas cabíveis e não hesitaremos em defender a integridade e a honra de nossos representados. A segurança e a dignidade de quem cuida da saúde da população não podem ser negociadas”, ressaltou o sindicato.

Procurada pela reportagem, a Guarda Civil Municipal informou que, de 1º de janeiro de 2025 até o momento, foram registradas 52 ocorrências em centros de saúde da capital. Já nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, já foram contabilizadas 23 ocorrências no mesmo período. Em relação à morte de Maggy, a prefeitura ainda não se manifestou.

Vídeo: médica de 27 anos morre após batida entre carro e carreta em trevo da BR-459, em Santa Rita do Sapucaí

Uma médica de 27 anos morreu após o carro em que estava ser atingido por uma carreta, na última segunda-feira (20), no trevo da BR-459, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Câmeras de monitoramento registraram o momento do acidente.

As imagens mostram quando Luiza Diniz de Oliveira se prepara para entrar no trevo que liga a rodovia BR-459 à Cachoeira de Minas. Em seguida, o carro é atingido por uma carreta que segue no sentido Santa Rita do Sapucaí, e jogado para o fora da pista.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, a condutora não respeitou a placa de parada obrigatória ao entrar no trevo. O motorista da carreta, de 48 anos, foi liberado após realizar o teste do etilômetro, que deu resultado negativo.

A vítima foi socorrida em estado grave até o Hospital de Santa Rita do Sapucaí, mas não resistiu aos ferimentos.

Vídeo: médica de 27 anos morre após batida entre carro e carreta em trevo da BR-459, em Santa Rita do Sapucaí - Foto: redes sociais
Vídeo: médica de 27 anos morre após batida entre carro e carreta em trevo da BR-459, em Santa Rita do Sapucaí – Foto: redes sociais

Nota de pesar

A Prefeitura de Conceição dos Ouros divulgou uma nota lamentando a morte da médica. Ela atuava na Estratégia de Saúde da Família (ESF) há três meses, no bairro Campo do Meio.

“Durante sua passagem pela cidade, Dra. Luiza sempre demonstrou um profundo compromisso com a saúde e bem-estar de seus pacientes, sendo um exemplo de profissionalismo e humanidade”.

Pediatra é agredida por mãe que achou caro o medicamento receitado pela médica

A pediatra Andrea Cabral foi atacada pela mãe de uma criança no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. A médica narrou o ocorrido em uma postagem nas redes sociais, em que mostra o rosto sangrando e as marcas que ficaram após as agressões.

Segundo o portal Metrópoles, o caso ocorreu na última quarta-feira (27), data em que se comemora o Dia do Pediatra. A pediatra havia atendido a paciente por volta de 10h da manhã.

Após a realização de exames, ficou constatado que a criança apresentava um quadro de pneumonia. Cabral então receitou antibióticos genéricos para o tratamento da criança, alertando para uma possível falta de insumos e medicamentos nas farmácias. Nesse momento, segundo a médica, o pai da paciente já apresentava “certa agressividade na fala”.

Mais tarde, às 18h50, a família retornou ao consultório reclamando do preço e da falta do medicamento prescrito.

“Fui surpreendida dentro de meu consultório pela mãe dessa criança que havia ficado indignada com o preço e a falta de tal medicamento prescrito, alegando que eu havia receitado os medicamentos com certa maldade”, afirmou.

Andrea prosseguiu com o relato: “De acordo com ela, eu não havia ficado satisfeita com a postura de seu marido e, logo em seguida, expliquei novamente o problema da falta de insumos e, ao me virar para recolher minhas coisas e ir embora fui covardemente agredida pela mesma”.

A pediatra registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito.

O Hospital Municipal Albert Schweitzer confirmou o ocorrido e afirmou que prestou solidariedade à médica agredida. “Ao reafirmar que não compactuamos com qualquer tipo de violência, nos colocamos ao lado da colaboradora prestando o apoio necessário”, pontuou em nota.

“O Viva Rio e o Hospital se pautam pelo bem-estar dos colaboradores, assim como pelo acolhimento de todos os pacientes.”

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