Ministério Público investiga suspeita de fraude em cota racial no curso de Medicina da UEMG Passos – Foto: reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento para apurar uma denúncia de possível fraude no sistema de cotas raciais do curso de Medicina da UEMG, no campus de Passos. A investigação envolve um estudante que ingressou na universidade em 2023 por meio de uma vaga destinada a candidatos negros.
De acordo com a denúncia, a autodeclaração apresentada pelo aluno estaria sendo questionada por supostamente não atender aos critérios fenotípicos exigidos pelas políticas de ações afirmativas. A apuração está sob responsabilidade da 5ª Promotoria de Justiça de Passos, por meio de um Procedimento Administrativo.
O caso chama atenção por envolver um dos cursos mais concorridos do país. Caso seja confirmada alguma irregularidade, a ocupação indevida da vaga pode ter impedido que um candidato que atendia aos requisitos do sistema de cotas fosse aprovado e ingressasse na universidade.
Durante a investigação, o Ministério Público busca verificar se o processo de heteroidentificação foi realizado em conformidade com as normas previstas ou se houve eventual falha na fiscalização por parte da instituição de ensino.
Enquanto o procedimento segue em andamento, o estudante permanece frequentando normalmente as aulas.
Se a investigação concluir que houve fraude na autodeclaração, o aluno poderá sofrer sanções nas esferas administrativa, civil e criminal. Entre as possíveis consequências está o enquadramento por falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal, cuja pena pode incluir reclusão e multa.
Santa Casa de Passos realiza 100ª cirurgia robótica ortopédica e consolida nova fase da medicina regional – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
Cinco meses após sua implantação, nesta quarta (03), a Santa Casa de Misericórdia de Passos alcançou mais um importante marco para a saúde regional ao realizar sua 100ª cirurgia robótica ortopédica, consolidando o programa implementado pela instituição e reafirmando seu protagonismo na oferta de tecnologia de ponta aliada ao atendimento humanizado e acessível.
A centésima cirurgia com o sistema Mako SmartRobotics da Stryker contou com a condução do ortopedista Renato Américo, acompanhado pelos ortopedistas André Schimidt e Paulo Rossi, pelo anestesista César Faria Nunes, pelos instrumentadores Wellerson Borges e Patrick Souza, além do especialista da Stryker, Vinicius Romanhuk, e de toda a equipe multiprofissional da Santa Casa de Passos.
Desde a realização da primeira cirurgia robótica ortopédica, a instituição vem ampliando o acesso ao procedimento com o auxílio do sistema robótico. Essa tecnologia permite um planejamento cirúrgico altamente preciso e individualizado, oferecendo maior assertividade no posicionamento das próteses, ampliando a segurança durante o procedimento e contribuindo para melhores resultados na recuperação, mobilidade e qualidade de vida dos pacientes.
Em celebração ao marco atingido, a Santa Casa de Passos anunciou o lançamento de uma websérie especial composta por nove episódios, produzida em parceria com a equipe de ortopedia da instituição. A proposta é aproximar a população desse equipamento moderno, desmistificando a cirurgia robótica, esclarecendo dúvidas frequentes, apresentando detalhes sobre o funcionamento da tecnologia e compartilhando informações sobre indicações, benefícios e impactos do procedimento na recuperação e qualidade de vida dos pacientes.
Para o Provedor da instituição, Dr. Vivaldo Soares Neto, a marca representa a concretização de um projeto que continua avançando. “Alcançar a centésima cirurgia robótica mostra que estamos construindo uma nova realidade para a medicina regional. Este resultado demonstra que inovação e acesso à saúde podem caminhar juntos. Nosso compromisso permanece sendo oferecer aos pacientes o que existe de mais moderno, sempre com qualidade, segurança e humanização”, destacou.
A marca de 100 cirurgias robóticas ortopédicas reforça a consolidação desse projeto inovador e o compromisso contínuo da instituição com o avanço da assistência em saúde. A Santa Casa de Passos destaca que seguirá investindo em inovação, tecnologia e na qualificação constante de suas equipes, ampliando o acesso a tratamentos cada vez mais seguros, modernos e eficientes para toda a comunidade regional.
Santa Casa de Passos realiza 100ª cirurgia robótica ortopédica e consolida nova fase da medicina regional – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
CFM quer impedir que 13 mil alunos de Medicina mal avaliados em exame nacional possam atender – Foto: reprodução
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda adotar medidas para impedir o registro profissional de cerca de 13 mil estudantes de Medicina que estão no último semestre e não alcançaram a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A iniciativa, ainda em análise, teria impacto direto no ingresso desses recém-formados no mercado de trabalho.
O Enamed é uma avaliação anual que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país. Na edição mais recente, 351 cursos foram analisados, e aproximadamente 30% ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias. Além da avaliação institucional, alunos que estão prestes a concluir a graduação também participaram da prova. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que três em cada dez concluintes não atingiram a pontuação mínima exigida.
Segundo o CFM, o resultado acendeu um alerta sobre a formação médica e possíveis riscos à população. Diante disso, o conselho avalia publicar uma resolução que impeça o registro profissional de estudantes com desempenho classificado nos níveis 1 e 2 do exame. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atuem como médicos.
De acordo com o presidente do CFM, José Hiran Gallo, uma proposta de resolução já foi encaminhada ao setor jurídico da entidade. Ele afirmou que permitir o exercício profissional sem a qualificação adequada representa um risco grave à saúde pública. O conselho também solicitou ao Ministério da Educação o envio dos dados detalhados dos estudantes, incluindo nomes e notas, para subsidiar a medida.
Atualmente, porém, a legislação garante o registro automático aos estudantes que concluem o curso de Medicina em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação, sem exigência de avaliação adicional. A advogada especialista em direito médico Samantha Takahashi afirma que o CFM não pode criar regras que se sobreponham à lei, já que não há previsão legal para impedir o registro de diplomados.
O advogado especialista em Saúde Henderson Furst concorda que não existe base legal clara para a mudança, mas avalia que o tema pode acabar sendo decidido pelo Judiciário. Segundo ele, diante do desempenho insatisfatório de milhares de estudantes, a Justiça poderia entender que uma resolução do CFM teria caráter preventivo, visando à proteção da saúde pública, ao menos até a criação de uma lei específica.
Enquanto isso, avançam no Congresso Nacional propostas que criam um exame obrigatório para o exercício da Medicina, nos moldes do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Senado Federal, um projeto prevê a aplicação de um exame de proficiência a todos os formandos como pré-requisito para atuação profissional. O texto também estabelece que estudantes do quarto ano realizem o Enamed, cria um plano de expansão da residência médica — com meta de alcançar 0,75 vaga por médico formado até 2035 — e atribui à União a competência exclusiva para autorizar e supervisionar cursos de Medicina.
A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais uma votação no colegiado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Na Câmara, outro projeto institui o exame como exigência para o registro nos Conselhos Regionais de Medicina. A proposta teve regime de urgência aprovado em julho de 2025 e será analisada diretamente pelo plenário. Para entrar em vigor, ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto prevê avaliações seriadas do 3º ao 6º ano da graduação, com exigência de nota mínima de 60% em cada etapa, além de provas de repescagem.
Os resultados do Enamed também evidenciaram problemas na qualidade do ensino médico. Mais de 100 cursos do país receberam conceitos considerados insatisfatórios pelo Inep. Ao todo, 24 cursos obtiveram conceito 1, o mais baixo da avaliação, e 83 ficaram com conceito 2. Essas instituições sofrerão restrições no acesso ao Fies e ficarão impedidas de abrir novas vagas. Cerca de 89 mil estudantes participaram da avaliação, entre concluintes e alunos de outros períodos.
Farmacêutica da Santa Casa de Passos apresenta resultados expressivos em congresso nacional de Medicina Intensiva – Foto: divulgação
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) teve sua atuação reconhecida em um dos mais importantes eventos da área da saúde do país, o Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2025), realizado entre os dias 6 e 8 de novembro, em Curitiba.
Representando a instituição, a farmacêutica Andressa Lemos Carvalho apresentou o trabalho “Resultados da atuação farmacêutica na redução da sedoanalgesia em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital filantrópico”, que destacou a importância da atuação do farmacêutico clínico na otimização de recursos e na segurança do paciente crítico.
Desenvolvido em parceria com o médico Rodrigo Silveira de Almeida, o estudo foi conduzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto da Santa Casa de Passos. O objetivo principal foi reduzir em 20% o consumo e o custo de medicamentos utilizados para sedação e analgesia, por meio da implementação de estratégias multidisciplinares e da padronização de práticas assistenciais.
Os resultados superaram as expectativas. O custo médio mensal com sedoanalgesia caiu de R$ 95.103,00 para R$ 52.554,30, representando uma redução total de 44,73%, mais que o dobro da meta inicial. No acumulado do período, a economia ultrapassou R$ 600 mil, evidenciando o impacto positivo da atuação clínica e integrada do farmacêutico na terapia intensiva.
Segundo a farmacêutica Andressa, “participar do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva foi uma experiência incrível e extremamente enriquecedora. Tive a alegria de representar a Santa Casa apresentando o trabalho desenvolvido em parceria com o Dr. Rodrigo. Foi um momento de muito aprendizado, trocas valiosas e reconhecimento do papel do farmacêutico clínico na terapia intensiva. Essa vivência reforçou minha convicção sobre a importância da atuação multiprofissional e do cuidado seguro e humanizado com o paciente. Apresentar esse projeto foi confirmar que dedicação, compromisso e propósito transformam o cuidado em impacto real.”
Além da expressiva redução de custos, o projeto também promoveu melhorias assistenciais significativas, como o aumento da adesão da equipe multiprofissional aos protocolos institucionais e o aprimoramento das práticas de avaliação e desmame da sedação. Essas medidas contribuíram diretamente para o uso racional de medicamentos, a otimização dos recursos hospitalares e o fortalecimento da segurança do paciente.
Formandos em Medicina terão nova prova obrigatória a partir de 2025: conheça o Enamed – Foto: reprodução
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União a portaria que regulamenta o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A avaliação será obrigatória para todos os estudantes concluintes dos cursos de Medicina, com aplicação anual e validade de três anos.
Nova avaliação obrigatória para formandos em Medicina
Segundo a Portaria nº 413/2025, o Enamed terá 100 questões objetivas, abordando áreas como Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Medicina de Família e Comunidade, Saúde Coletiva e Saúde Mental.
Os estudantes serão inscritos pelas instituições de ensino superior no sistema do Enade e deverão responder a questionários obrigatórios como parte do processo de avaliação.
Enamed e residência médica
O desempenho no Enamed poderá ser usado pelos candidatos que desejam participar do Enare (Exame Nacional de Residência), desde que o estudante autorize o uso dos dados no momento da inscrição. A participação no Enamed é gratuita para quem estiver regularmente inscrito no Enade.
De acordo com o Inep, a pontuação será registrada em um boletim individual e poderá ser aproveitada por até três anos nos processos seletivos para programas de residência médica de acesso direto.
Objetivos do Enamed
Avaliar se a formação médica está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais;
Verificar conhecimentos e competências para o exercício da medicina no SUS;
Subsidiar políticas públicas na área da saúde e educação superior;
Oferecer um instrumento unificado de avaliação da formação médica no país.
Mãe e filho de 13 anos passam juntos em vestibular para Medicina – Foto: arquivo pessoal
O que começou como uma brincadeira entre mãe e filho se transformou em uma história inspiradora: os dois foram aprovados juntos no vestibular de Medicina.
A advogada e empresária Daniele Costa Morilhas, de 42 anos, e o filho dela Matheus Morilhas Gomes, de apenas 13, são os novos calouros de uma universidade em Limeira, interior de São Paulo.
O filho ainda está no 9º ano do ensino fundamental e se inscreveu como “treineiro”, enquanto a mãe, que tem uma clínica odontológica, sempre teve o sonho de cursar Medicina. O resultado? Ambos aprovados! “Quase tive uma parada cardíaca”, disse a mãe em entrevista ao Campo Grande News.
Estudo em família
A preparação para o vestibular foi intensa. Daniele sempre estudou com o filho, em uma tradição que aprendeu com a própria mãe.
“Quando ele mostrou vontade de fazer Medicina, brinquei que a gente ainda seria colega de sala”, disse ela. A piada virou profecia, né?
Com o apoio e incentivo em casa, o filho desenvolveu desde cedo o gosto pelos estudos.
Aluno exemplar
Matheus disse que não se considera um aluno exemplar. “Dou uma bagunçada às vezes”, brincou. Mas mesmo assim, isso nunca o impediu de ter um bom desempenho.
“Sempre tirei notas boas. Fazer bagunça não quer dizer que eu não saiba das coisas”, contou.
Aprovação viralizou
A notícia da aprovação correu rápido entre familiares, amigos e professores. O colégio onde Matheus estuda fez uma baita festa para ele. Teve tinta no rosto e várias fotos para celebrar o momento único.
“Todo mundo pergunta como alguém que está no 9° ano passa em medicina. Ficam surpresos porque me acham bagunceiro, mas sempre digo que fazer bagunça não quer dizer que eu não sou inteligente. No meu Instagram também, um monte de gente mandando mensagem. Tem sido bem legal”, comemorou.
O futuro
A mãe adiantou que a dupla não vai começar a graduação agora. Matheus ainda precisa terminar os estudos básicos.
Ele ainda tem muito o que viver. Eu digo que ainda estou no 9º ano com ele. Quem sabe, no terceiro ano, a gente não passa junto na Federal?”, disse, com muita esperança.
Jovem que viralizou após fazer 9 anos de cursinho, chora ao ser aprovada em medicina – Vídeo: reprodução/Instagram
Quando você pensar em desistir de um sonho grave esse nome, Ana Laura Ramazotti: a jovem passou 9 anos fazendo cursinho para medicina e, depois de muita luta, foi aprovada em uma universidade pública. Isso é persistência!
Em um vídeo emocionante, Ana, que é de Jaú, interior de São Paulo, compartilhou o momento em que descobriu ter sido aprovada no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Agora, ela está de malas prontas para ir conquistar seu sonho.
Dias atrás, quando contou nas redes que estava prestes a iniciar seu 10º ano de estudo, a jovem foi criticada e até mesmo encorajada a desistir. A resposta? Ela deu da melhor forma possível. “Esse é o momento mais feliz da minha vida até agora”, disse.
Depois de 9 anos
Nas imagens, Ana aparece nervosa consultando o resultado da UEL. Ao lado do namorado, ela está tremendo. Quando vê seu nome entre os aprovados, solta o aparelho, grita, chora e comemora muito. Tudo valeu a pena!
“Eu passei, eu passei, eu passei!”, disse em meio às lágrimas.
“Finalmente, depois de 9 anos de cursinho, passei! É MED UEL!”, postou no Insta.
Ataque nas redes
A lista dos aprovados foi divulgada na última sexta-feira (10), mas antes disso Ana sofreu ataques na rede. Dois dias antes, ela compartilhou um vídeo contando sua história. “2025 vai ser meu 10º ano de cursinho”.
Muitos questionaram se era a melhor decisão e se a jovem não deveria tentar outra carreira. Mas se ela não desistiu antes, não era agora que iria desistir.
Cogitou outras formas
Jovem que viralizou após fazer 9 anos de cursinho, chora ao ser aprovada em medicina – Foto: reprodução/Instagram
No passado, ela cogitou estudar medicina utilizando programas como o Fies, que financia mensalidades em instituições privadas, mas o plano não deu certo por questões familiares.
A esperança eram as universidades públicas que, apesar de serem gratuitas, têm concorrências enormes.
Família comemora
E depois de quase uma década, ela atingiu o resultado. A família, os amigos e o namorado estão super orgulhosos.
“Filha, você é uma filha de ouro, pagar o cursinho para você durante esses anos foi um investimento que eu faria tudo de novo. Eu quero é ver você bem sempre, e feliz, lógico”, disse a mãe da jovem.
Para coroar o momento, Ana postou fotos do primeiro dia no Campus, quando foi receber o trote.
“Dumpizinho para deixar registrado esse dia incrível! Meu primeiro trote como Caloura Ávila de MED UEL”.
Ana comemorou bastante. Todo o esforço e tempo valeram a pena!
Após 17 tentativas, a jovem Sabrina da Silva, de 20 anos, foi aprovada em Medicina pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), e emocionou os seguidores ao compartilhar em suas redes sociais a notícia. A história de Sabrina voltou a viralizar nas redes após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que aconteceu nos dias 3 e 10 de novembro.
No vídeo, a jovem maranhense aparece ao lado do pai, João Pinheiro, lavrador e pescador, e a mãe Maria de Fátima, que é analfabeta e sempre trabalhou como doméstica. Nas imagens, Sabrina aparece com os familiares celebrando a conquista e também publicou uma mensagem de agradecimento.
“[…]Não é todo dia que um filho de baixa renda que estudou a vida toda em escola pública consegue romper a bolha a qual ele já nasceu pertencendo para vencer a maior concorrência do Brasil”, destaca.
Sabrina conta que o apoio dos pais lhe dava forças para enfrentar os dias difíceis – Foto: arquivo pessoal
Pelas redes sociais, Sabrina também relata que as 17 tentativas de passar em medicina ocorreram após três anos de estudo.
“E, no fim das contas, essa garotinha, após 3 anos de luta no cursinho, finalmente conseguiu realizar o seu sonho e acaba de ser aprovada na tão sonhada universidade federal para cursar o seu tão sonhado curso de medicina”, escreveu.
A jovem que vive em São Luís para tentar o sonho, junto de seus outros sete irmãos. Frequentou escola pública, na capital maranhense, e conquistou a aprovação nos cursos de odontologia e enfermagem, ao final do terceiro ano do ensino médio. Entretanto, nunca desistiu do sonho de se tornar médica.
A futura estudante de medicina também contou aos seus seguidores, que um casal a ajudou emocionalmente e financeiramente na conquista do sonho.
“Deus me mandou um anjo que me acolheu por 6 anos em sua casa como babá do seu filho e como uma filha também. Logo em seguida, Deus mandou outros dois anjos que ajudaram nos estudos”, revelou.
“Estou neste momento vivendo um turbilhão de emoções e sentimentos indescritíveis. Obrigada a todas as pessoas que fizeram parte disso”, agradeceu Sabrina.
Aluna de medicina de MG vive há 1 ano em estado vegetativo após cirurgia na mandíbula – Foto: arquivo pessoal
A estudante de medicina Larissa Moraes de Carvalho, de 31 anos, ainda se encontra em estado vegetativo um ano após ter realizado uma cirurgia para corrigir a mandíbula e o maxilar, em Juiz de Fora (MG).
Larissa, que também é formada em Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), deu entrada no dia 16 de março de 2023 na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora para realizar a cirurgia ortognática, voltada para corrigir alterações de crescimento dos maxilares e mandíbulas. Após realizar a cirurgia, a estudante passou seriamente mal.
Segundo Ricardo Carvalho, pai da Larissa, a jovem teve uma parada cardiorrespiratória durante o transporte do centro cirúrgico para a enfermaria, o que a levou ao estado vegetativo no qual se encontra hoje.
Aluna de medicina de MG vive há 1 ano em estado vegetativo após cirurgia na mandíbula – Foto: arquivo pessoal
Carvalho ficou internada na unidade até 15 de março deste ano. Depois, a família da jovem conseguiu autorização para que ela desse sequência na recuperação em decorrência das complicações que teve na cirurgia em tratamento domiciliar.
Ainda segundo o pai da jovem, não se sabe em qual momento exato ocorreu a parada respiratória ou ao menos o que a teria causado.
O pai alega que o termo de consentimento livre e informado (TCLE) assinado pela paciente em 08/03/2023 não detalhava nenhum dos riscos associados à anestesia geral, nem mencionava diretamente a possibilidade de parada cardiorrespiratória, com sequelas associadas.
Aluna de medicina de MG vive há 1 ano em estado vegetativo após cirurgia na mandíbula – Foto: arquivo pessoal
A família ainda ressalta que não foi procurada por ninguém do hospital para esclarecer o ocorrido. Por isso, solicitam uma reunião com a diretoria, o que somente ocorreu em 05/04/23.
Para o pai, a anestesista teve atitudes completamente incorretas que não condizem com a correta prática médica. Segundo relatado pelo médico-cirurgião, que realizou o procedimento em Larissa, a anestesista responsável por acompanhar prontamente os sinais vitais da jovem, se ausentou da sala em vários momentos durante a cirurgia.
O que diz a Santa Casa de Misericórdia
Procurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Presidente da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, Dr. Renato Vilela Loures, comunicou ao órgão que:
“O prontuário médico e os respectivos laudos dos exames realizados pela paciente Larissa Moraes de Carvalho foram entregues ao seu genitor, ora representante, em 25 de abril de 2023, dentro do prazo institucional para disponibilização de prontuários.
Quanto às filmagens das câmeras de segurança do Hospital, infelizmente não é possível disponibilizá-las, uma vez que as gravações expiram em 30 dias e os fatos narrados pelo representante ocorrem em 16/03/2023.”, disse a presidência do hospital ao MPMG.
Procurada pela reportagem, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora informou que não irá se manifestar sobre o caso:
“A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora informa que, uma vez já instaurada ação na Justiça, em respeito ao devido processo legal, o Hospital não fará quaisquer comentários sobre o assunto fora dos autos judiciais. Reiteramos nosso compromisso com a transparência e a qualidade no atendimento prestado à toda comunidade ao longo de nossa história, que soma quase dois séculos”, afirmou o hospital.O que diz o Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG)
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) informou que todas as denúncias recebidas, formais e de ofício, são apuradas, sendo respeitada a ampla defesa e o contraditório. Todos os procedimentos tramitam sob sigilo, conforme previsto no Código de Processo Ético-Profissional.
Passense aprovado em medicina tem matrícula negada por não ser considerado pardo e aciona Justiça – Foto: arquivo pessoal
O estudante Pedro Raniel Reis, de 22 anos e morador de Passos (MG), recorreu à Justiça para confirmar uma vaga por cota no curso de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ele afirma que a instituição teria cancelado a matrícula após ser examinado por uma banca de heteroidentificação.
Pedro disse que prestou o vestibular da UFU na metade de 2023 e que foi aprovado em 3° lugar no curso de Medicina, no dia 5 de janeiro deste ano, na condição de pardo em uma das vagas por cotas para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, pessoa de baixa renda e estudante de escola pública.
Após comemorar a sonhada vaga no curso, Pedro foi até Uberlândia, junto com a família, para se apresentar à banca de heteroidentificação, que não teria reconhecido o jovem como pardo, alegando que ele não possuiria o fenótipo e que seria branco.
“Eu fui para Uberlândia, no campus Santa Mônica da UFU, para participar da banca. Eles perguntaram por que eu me considerava pardo. Respondi que era por conta da minha cor de pele, olhos e boca”, diz Pedro.
O passense também levou um exame de Fitzpatrick, realizado por um dermatologista da cidade, que indicava a cor de sua pele como parda. A escala de fototipos de Fitzpatrick, uma classificação internacional, existente desde 1975, é considerada um dos meios para determinar a cor de uma pessoa, em seis níveis. Segundo Pedro, a cor da pele dele é nível cinco.
O jovem afirma que, quando foi aprovado na universidade, um colega que estuda na mesma instituição o avisou sobre a dificuldade de ser aceito pela banca de heteroidentificação, e recomendou realizar a matrícula na presença de um advogado. Na última sexta-feira (19), deve sair a decisão da justiça sobre o ingresso ou não de Pedro na UFU.
Antes de ser aprovado em 3° lugar no curso de Medicina, o ex-aluno do curso técnico de informática do IF Sul de Minas havia conquistado uma vaga em Arquitetura na mesma instituição, em 2021, e em Engenharia Civil na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em 2023, mas desistiu dos dois cursos.
Para ingressar em Medicina, Pedro frequentou cursinho pré-vestibular, prática que retomou neste período sem aulas, visando tentar novamente ingressar no mesmo curso, caso a decisão da UFU seja mantida e a matrícula permaneça cancelada. Contudo, o jovem está otimista sobre a decisão da justiça.
Outros casos
Segundo Pedro, no dia em que se apresentou à banca de heteroidentificação da UFU, todos os outros 11 estudantes que também enfrentaram o processo teriam sido reprovados. No dia anterior, apenas um de outros 12 foi aprovado.
Ele afirma que um colega, também de Passos, foi aprovado em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) como cotista e teria sido impedido de ser matriculado pelo mesmo problema.
Há cerca de um mês, um estudante que foi aprovado no curso de Educação Física da UFU, e que também teve a matrícula cancelada pela banca, conseguiu na justiça ingressar na universidade.
De acordo com a instituição, foi determinado que o rapaz fosse submetido a uma segunda avaliação para averiguar os traços pretos e pardos do estudante. Dessa vez, a banca de heteroidentificação da instituição foi realizada presencialmente – antes, a análise se deu por meio de fotos.
“A autodeclaração do candidato como cotista PPI foi validada pelo grupo. Sem mais impedimentos para tal, a matrícula dele no curso de Educação Física foi efetivada”, garantiu a Pró-Reitoria de Graduação.
Via: Clic Folha
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