Minas está em alerta de alto risco para disparada de doenças respiratórias, aponta Fiocruz – Foto: reprodução
Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros em nível de alerta para alto risco de aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O dado consta na nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta tendência de crescimento da doença no estado, na contramão da maior parte do país.
No cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de queda nas tendências de longo prazo – das últimas seis semanas – e de curto prazo – das últimas três semanas. Contudo, em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os casos seguem em crescimento.
Entre as principais causas está a alta de diagnósticos do vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge principalmente crianças de até 2 anos e ainda se mantém em níveis elevados nesses estados. O aumento também é observado em relação à influenza A. Segundo o InfoGripe, embora o período sazonal já tenha se encerrado em boa parte do país, os casos graves provocados pelo vírus continuam altos em Minas Gerais, Paraná e Roraima.
Já os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Belo Horizonte confirmou nessa quarta-feira (15/7) que o atendimento para adultos também “opera sob status de alerta, seguindo os critérios do plano de contingência”. De acordo com a pasta municipal, foram cerca de 29 mil atendimentos no mês, apenas até o dia 13 de julho. Em 2026, de janeiro até o momento, as UPAs e os centros de saúde já registraram cerca de 356 mil atendimentos por doenças respiratórias.
Diante desse contexto, os especialistas da Fiocruz destacam a importância da adoção de medidas preventivas, como manter a higiene respiratória, lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. Além disso, é fundamental manter a vacinação em dia.
Incidência e mortalidade
O estudo da Fiocruz revela ainda que a incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm no país o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias. Enquanto a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior na população com 65 anos ou mais.
A incidência de SRAG nessa faixa etária está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade entre os idosos tem como principal causa a influenza A.
Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. Já a influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos.
O que é a SGRA?
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção respiratória grave que compromete os pulmões e provoca dificuldade para respirar. A doença pode causar lesões nos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, e, em muitos casos, está associada à pneumonia, o que agrava o quadro clínico e pode exigir atendimento médico especializado.
Mulher é encontrada morta dentro de casa em Boa Esperança; filho é preso suspeito de feminicídio – Foto: Polícia Militar / Funerária Pax Santa Rita
Uma mulher de 55 anos foi encontrada morta na noite de terça-feira (14) dentro da residência onde morava, no bairro Nova Esperança, em Boa Esperança (MG). O principal suspeito do crime é o próprio filho da vítima, de 34 anos, que foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência teve início após a Guarda Civil Municipal atender o homem no Pronto Atendimento Municipal, onde ele apresentava sinais de um possível surto psicótico. Em seguida, os agentes o acompanharam até a casa onde residia para garantir que ele permanecesse no imóvel.
Ao chegarem à residência, os guardas perceberam que o homem continuava bastante agitado. Durante uma vistoria no interior da casa, encontraram a mãe dele caída em um dos cômodos, coberta por um cobertor. Segundo a PM, a mulher já apresentava rigidez cadavérica.
No imóvel também estava outra filha da vítima, que possui deficiência física e intelectual. Conforme os militares, ela não conseguiu relatar o que havia acontecido.
A perícia da Polícia Civil foi acionada e constatou a existência de escoriações no rosto da vítima. Apesar disso, a causa da morte não pôde ser determinada no local e dependerá de exames complementares realizados pelo Posto Médico Legal, para onde o corpo foi encaminhado.
A Polícia Civil informou que o suspeito já havia se envolvido em outras ocorrências atendidas pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Militar nos últimos dias. Ele foi conduzido e interrogado por meio da Central Estadual do Plantão Digital.
Após a análise do caso, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de feminicídio. A investigação seguirá sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Varginha, que instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias da morte.
A vítima foi identificada como Maria Andréia da Silva França. O velório e o sepultamento estão previstos para esta quarta-feira (15), às 17h, no Cemitério Municipal de Boa Esperança.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Militar (PM) na tarde de domingo (5), depois de atropelar um grupo de pessoas que acompanhava a transmissão da partida entre Brasil e Noruega em um bar, em Patrocínio, no Alto Paranaíba. O acidente deixou quatro pessoas feridas.
A ocorrência foi registrada por volta das 16h30, no bairro Serra Negra. De acordo com a PM, o adolescente conduzia um automóvel pela Avenida Rufina Alvina de Jesus quando perdeu o controle da direção, bateu contra o meio-fio e acabou invadindo a calçada onde cerca de 20 pessoas assistiam ao jogo. Entre elas, havia inclusive uma criança que estava no colo de um adulto.
Imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento do atropelamento. Após a colisão, os frequentadores correram para prestar socorro às vítimas e retiraram o motorista do veículo à força. Em seguida, o carro foi deslocado por testemunhas para que uma das vítimas, que ficou com a perna presa sob o automóvel, pudesse ser resgatada.
Ainda conforme a Polícia Militar, o adolescente teria pegado o carro sem a autorização dos pais. Após ser contido pelas pessoas que estavam no local, ele foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
Entre os feridos está uma mulher de 40 anos, que sofreu uma fratura exposta na perna esquerda. Ela recebeu atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi levada para a Santa Casa de Patrocínio, passou por cirurgia e permanece internada em observação.
As outras vítimas identificadas são uma mulher de 30 anos e um homem de 32, ambos com ferimentos leves. Eles foram atendidos no Pronto Atendimento Municipal e liberados posteriormente. Uma quarta pessoa também foi atingida, porém sua idade e o estado de saúde não haviam sido divulgados até a última atualização do caso.
Homem de 29 anos morre após carro capotar na LMG-856 entre Cássia e Delfinópolis – Foto: Helder Almeida
Um grave acidente registrado na noite de domingo (5) resultou na morte de um homem de 29 anos na rodovia LMG-856, entre os municípios de Cássia e Delfinópolis, no Sul de Minas.
A vítima foi identificada como João Vitor de Morais, natural de Delfinópolis. Ele conduzia um automóvel que foi localizado capotado no km 18 da rodovia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a principal hipótese é que o motorista tenha perdido o controle da direção, saído da pista e, em seguida, o veículo capotado.
Quando as equipes de resgate chegaram ao local, João Vitor já não apresentava sinais vitais e permanecia preso às ferragens. Os bombeiros realizaram o desencarceramento para a retirada do corpo.
A perícia da Polícia Civil compareceu ao local para os levantamentos técnicos que irão auxiliar na investigação. As circunstâncias e as causas do acidente ainda serão apuradas.
João Vitor trabalhava em um supermercado em Delfinópolis. Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento. O corpo permanecia no Instituto Médico Legal (IML) de Passos.
Reunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgação
Prefeitos, vereadores, gestores municipais de saúde, representantes de hospitais e de instituições da região participaram, nesta quarta-feira (1º), de uma reunião na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG), em Passos, para discutir os impactos da implantação da Central de Operações de Regulação do Estado (CORE). O encontro teve como foco as falhas no sistema de encaminhamento de pacientes aos hospitais de referência, que vêm provocando transtornos aos municípios, sobrecarregando as equipes de saúde e comprometendo a assistência à população.
O encontro foi proposto pelo prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, após o registro de casos graves no município envolvendo pacientes em estado crítico que permaneceram por horas aguardando a regulação para transferência a hospitais de referência e acesso ao atendimento especializado. A situação acendeu um alerta entre gestores e profissionais de saúde da região, que decidiram unir esforços em busca de soluções junto ao Governo de Minas. Ao final da reunião, os participantes elaboraram um ofício conjunto, que será encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, solicitando providências urgentes para aperfeiçoar o funcionamento da plataforma e garantir maior agilidade na regulação dos pacientes.
Durante sua fala, o prefeito Marcelo Morais destacou a preocupação com o crescente número de pacientes regulados para municípios muito distantes de suas cidades de origem, muitas vezes fora das referências assistenciais pactuadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o prefeito, além dos impactos no atendimento, a situação gera insegurança quanto aos custos envolvidos nessas transferências, incluindo transporte, deslocamento de equipes de saúde, apoio a acompanhantes e demais despesas assumidas pelos municípios. Marcelo Morais também defendeu a união de esforços entre Estado, municípios, hospitais e entidades de saúde para construir soluções que garantam maior eficiência ao sistema e mais segurança aos pacientes.
“Essa mobilização regional é extremamente válida, porque ela traz à tona os problemas que vêm acontecendo há muito tempo em nossa região. O que nós queremos é evitar que os pacientes continuem sofrendo enquanto aguardam atendimento. Por isso, precisamos de ações concretas, rápidas e objetivas”, destacou.
O prefeito reforçou que os municípios estão dispostos a colaborar com o Governo do Estado na busca por soluções. “Queremos que o Estado saiba que estamos prontos para dialogar e contribuir na construção das soluções. Nosso objetivo não é criar conflitos, mas resolver o problema. Agora, se for necessário endurecer o tom para defender a nossa população, nós faremos isso.”
Marcelo Morais também chamou atenção para o tempo excessivo de espera enfrentado por pacientes em estado grave e ressaltou que o levantamento realizado pela Prefeitura de São Sebastião do Paraíso demonstra a urgência de mudanças no sistema. “O que não pode continuar acontecendo é termos pacientes aguardando 30, 40 horas ou mais por uma regulação, enquanto a instituição responsável é remunerada para prestar esse serviço. Esse levantamento realizado pela gestão de São Sebastião do Paraíso, com o meu acompanhamento como prefeito, evidencia uma situação que precisa ser enfrentada com urgência.”
Encerrando sua manifestação, o prefeito reafirmou o compromisso de continuar trabalhando em conjunto com os municípios da região e com o Governo de Minas para aperfeiçoar o sistema de regulação. “Vamos continuar trabalhando, junto aos municípios da região e ao Governo do Estado, para avançar nas soluções e garantir que os pacientes sejam regulados com agilidade e encaminhados aos locais corretos para receber o atendimento de que necessitam.”
Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o subsecretário de Acesso à Saúde, Renan Guimarães de Oliveira, participou da reunião e ouviu as demandas apresentadas pelos gestores municipais e representantes hospitalares. Durante sua manifestação, destacou a importância do diálogo permanente entre o Estado e os municípios, afirmando que a Secretaria está aberta a ouvir as demandas, sugestões e críticas dos gestores para promover os ajustes necessários e aprimorar continuamente o funcionamento do CORE Saúde.
Durante as discussões, também foram relatados casos preocupantes de pacientes que deixam as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por conta própria para buscar atendimento diretamente em hospitais, ingressando pela classificação de risco do Protocolo de Manchester. Segundo os participantes, essa situação demonstra os efeitos da demora na regulação e os riscos enfrentados por pacientes que aguardam transferência para unidades de maior complexidade.
O documento elaborado pelas entidades aponta problemas como atrasos incompatíveis com a natureza das urgências, instabilidades no sistema, represamento de pacientes nas unidades de pronto atendimento, desorganização da regionalização do SUS, aumento dos custos para municípios e hospitais e falta de transparência nos critérios utilizados pelo sistema para classificação dos pacientes.
Entre as reivindicações encaminhadas ao Estado estão a redução do tempo de resposta das regulações, o fortalecimento das Centrais Regionais de Regulação, a observância das referências regionais pactuadas, a divulgação dos critérios utilizados pelo sistema CORE e a criação de uma mesa permanente de diálogo entre a Secretaria de Estado de Saúde, municípios, hospitais e entidades representativas. Os participantes reforçaram que o objetivo não é se opor à modernização tecnológica da regulação em saúde, mas garantir que as ferramentas adotadas contribuam efetivamente para agilizar o atendimento, preservar vidas e fortalecer a organização da rede pública de saúde em Minas Gerais.
Reunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgaçãoReunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgaçãoReunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgaçãoReunião na AMEG debate falhas do CORE e cobra melhorias no sistema de regulação estadual – Foto: divulgação
Polícia Civil confirma que ossada encontrada em residência de Arcos é humana – Foto: divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (16) que a ossada encontrada dentro de uma residência no bairro São José, em Arcos (MG), é humana. Apesar da confirmação, a identidade da vítima e as circunstâncias da morte ainda permanecem desconhecidas.
Os restos mortais foram localizados enrolados em um cobertor no interior do imóvel, provocando surpresa e inquietação entre moradores da região. A descoberta ocorreu quando um trabalhador foi até a residência para iniciar uma reforma.
Segundo informações repassadas à Polícia Militar, o atual proprietário adquiriu a casa há cerca de três meses. Ele informou que o imóvel permanecia fechado desde a compra e que apenas recentemente havia sido aberto para a realização dos reparos.
Foi durante esses trabalhos que a ossada acabou sendo encontrada, revelando um cenário inesperado e dando início às investigações.
Até o momento, a Polícia Militar não informou se o atual dono conhecia o antigo proprietário do imóvel ou se tinha qualquer conhecimento sobre a existência dos restos mortais no local.
Agora, os investigadores trabalham para identificar quem era a pessoa encontrada e esclarecer há quanto tempo a ossada estava na residência, além de determinar o que teria provocado a morte. Enquanto essas respostas não chegam, o caso segue envolto em dúvidas e mistério.
Capoeira passa a integrar as aulas de história e cultura após nova lei em Minas Gerais – Foto: reprodução
A riqueza cultural e histórica da capoeira ganhou um reforço institucional de peso no ambiente escolar. Foi publicada na edição do Diário Oficial Minas Gerais a Lei 25.900, que determina a inclusão da capoeira como parte integrante dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira nas redes de ensino do estado. O texto foi oficialmente sancionado pelo governador Mateus Simões (PSD).
Com a nova legislação, a prática e a história da capoeira passam a ser formalmente reconhecidas como expressões culturais fundamentais na construção e na identidade da sociedade brasileira.
Origem do projeto e aplicação nas salas de aula
A nova lei é fruto do Projeto de Lei (PL) 1.546/23, de autoria da deputada Macaé Evaristo (PT). A proposta recebeu o aval dos parlamentares e foi aprovada em maio no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
De acordo com as diretrizes da normativa, o estudo da capoeira nos ensinos fundamental e médio deverá priorizar a vivência prática e teórica. Para isso, o texto recomenda, preferencialmente, a participação de mestres e profissionais renomados da área no ambiente escolar. No entanto, o texto sancionado não estipula regras rígidas ou critérios específicos para a contratação ou atuação desses especialistas no cotidiano das instituições.
Alteração em lei e foco na educação patrimonial
Além de consolidar a capoeira na grade curricular, a medida traz modificações na antiga Lei 15.476, de 2005, que já regulamentava a inserção de temas voltados para a cidadania nas escolas mineiras.
Com a atualização, o currículo passa a englobar também a educação patrimonial. O objetivo central é exaltar e preservar as heranças e contribuições das tradições afro-brasileiras para a identidade de Minas Gerais, consolidando a capoeira como um dos pilares desse resgate histórico.
Polícia Civil incinera 150 quilos de drogas apreendidas no Sul de Minas – Foto: divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou a incineração de aproximadamente 150 quilos de entorpecentes apreendidos em operações de combate ao tráfico de drogas no Sul de Minas. A ação ocorreu mediante autorização judicial e foi coordenada pela Delegacia Regional da Polícia Civil em Alfenas.
Os materiais destruídos foram recolhidos em ocorrências registradas nos municípios de Alfenas, Campos Gerais e Machado, resultado de investigações e ações policiais voltadas ao enfrentamento do narcotráfico na região.
Entre os entorpecentes incinerados estavam porções de maconha e cocaína. Além das drogas, também foram destruídos diversos materiais associados à atividade criminosa, incluindo balanças de precisão e pinos utilizados para armazenamento, preparo e fracionamento dos entorpecentes destinados à comercialização.
Todo o procedimento foi acompanhado por policiais civis das unidades responsáveis pelas apreensões, que fiscalizaram a execução da medida para garantir o cumprimento das normas legais relacionadas à destinação final de drogas apreendidas.
De acordo com a Polícia Civil, a destruição dos entorpecentes faz parte das ações permanentes de repressão ao tráfico de drogas e tem como objetivo retirar substâncias ilícitas de circulação, contribuindo para o fortalecimento da segurança pública nos municípios da região.
Dia da Cachaça Mineira: setor movimenta mais de R$ 600 milhões em Minas e reforça sua liderança nacional – Foto: divulgação/Alberto Pereira
No Dia da Cachaça Mineira, o setor tem boas notícias para comemorar. Novo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que Minas Gerais reafirma sua posição de protagonista na produção de cachaça no Brasil. A cadeia movimentou R$ 624,7 milhões em 2025, evidenciando a relevância econômica e cultural da bebida para o estado.
O relatório completo já está disponível neste link para acesso e traz informações estratégicas para produtores, investidores e demais interessados no desenvolvimento do setor.
Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o material inédito, divulgado pela Seapa, apresenta um panorama atualizado do setor, com dados sobre produção, mercado, exportações e geração de empregos. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.
Além do faturamento expressivo, a cadeia também se destaca na arrecadação pública. Em 2025, o setor gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua contribuição para a economia estadual.
Liderança
Minas Gerais lidera com folga o ranking nacional de estabelecimentos produtores, concentrando 40% de todas as unidades registradas no país, o equivalente a 501 empreendimentos formais. O dado evidencia a capilaridade da produção, distribuída em diversas regiões, com municípios que apresentam alta densidade produtiva e tradição na atividade.
O relatório também mostra que a cachaça mineira vem ampliando sua presença no exterior. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca a assessora Maíra Ferman.
Outro ponto relevante é a geração de empregos. O setor mantém trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com expansão do número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.
Com dados consolidados e análise detalhada, o novo material da Seapa oferece uma visão abrangente da cadeia produtiva da cachaça, evidenciando seu papel na geração de renda, na valorização da produção artesanal e na promoção de Minas Gerais no Brasil e no mundo.
A busca por trilhas, natureza e experiências autênticas levou o casal Rafa e Edu, criadores do canal “Mochila em Movimento”, a viver dias marcantes no Lago de Furnas, passando por Capitólio e, principalmente, por São José da Barra. Durante a viagem, eles registraram cachoeiras, gastronomia, cultura local e paisagens da região do Mar de Minas, produzindo conteúdos para as redes sociais e mostrando ao público um lado“fora do óbvio” dos municípios.
Os dois já conheciam Minas Gerais e carregavam uma forte ligação afetiva com o estado, mas a região de Capitólio e São José da Barra ganhou um significado especial desde a primeira visita, feita em 2023, durante uma excursão ao Paraíso Perdido.
“Nós estamos sempre em busca de trilhas e contato com a natureza. Inclusive, foi daí que surgiu a ideia de criar um canal no YouTube para mostrar trilhas, paisagens e regiões ricas em cultura, incentivando mais pessoas a conhecerem esses lugares também. Conhecemos Capitólio em 2023 em uma excursão de trilha para o Paraíso Perdido e, desde então, não víamos a hora de retornar para explorar mais da região”, contaram.
Apaixonados pelo interior mineiro, Rafa e Edu destacam que Minas sempre proporciona experiências acolhedoras e memoráveis.
“As pessoas são extremamente acolhedoras, a comida sempre incrível e a natureza impecável. Eu, Rafaela, tenho família em Conceição da Aparecida, então cresci passando férias por lá e tenho muitas memórias afetivas do interior mineiro. Além disso, já virou tradição passarmos as festas juninas em Extrema”, disseram.
Durante a estadia, o casal visitou diversos atrativos naturais da região, entre eles a Cachoeira da Capivara, o Paraíso Perdido, a Cachoeira do Cateto (conhecida pelos moradores como Cachoeira do Vô) e a Cachoeira de Furnas, que acabou se tornando o ponto mais marcante da viagem.
“Conhecemos a Cachoeira da Capivara e ficamos encantados com tanta beleza e preservação. O Paraíso Perdido não podia ficar de fora, porque foi justamente o lugar que nos fez retornar à região. Também conhecemos a Cachoeira do Cateto, apresentada pela nossa anfitriã da Pousada Serra da Capela, e foi uma surpresa linda, um lugar muito preservado pelos moradores. Mas a Cachoeira de Furnas foi a nossa favorita. Quando vimos o Poço Dourado, ficamos literalmente de boca aberta. Foi a cachoeira mais linda que já vimos na vida”, relataram.
Mais do que as paisagens, o que realmente marcou a experiência dos viajantes foi a sensação de acolhimento encontrada em São José da Barra. Segundo eles, a cidade oferece uma combinação rara entre tranquilidade, hospitalidade e simplicidade.
“São José da Barra é um lugar rico. Rico em natureza esplêndida, rico em tranquilidade, rico em pessoas acolhedoras e rico em gastronomia caseira feita por pessoas que amam viver aquilo. O que mais nos surpreendeu foi justamente a hospitalidade das pessoas. Em todos os lugares fomos recebidos com muita simpatia, atenção e carinho, de uma forma muito genuína. Além disso, a sensação de segurança e tranquilidade marcou muito a nossa experiência”, afirmaram.
O casal também destacou o carinho recebido durante toda a viagem e comparou o acolhimento mineiro com a rotina acelerada vivida em São Paulo.
“Lembro das tantas pessoas incríveis que cruzaram o nosso caminho em tão poucos dias de viagem. Desde os funcionários do mercadinho do bairro até a querida e animada Sol, do Paraíso Perdido, ou a Ana, da Pousada Serra da Capela, que nos recebeu com tanto carinho. Nós, que somos de São Paulo, estamos acostumados a passar despercebidos no meio da correria, e Minas sempre nos ensina o contrário: olhar para o outro, conversar, acolher e fazer cada encontro ter significado”, disseram.
A experiência na Pousada Serra da Capelatambém foi lembrada como um dos pontos altos da viagem.
“A experiência na Pousada Serra da Capela foi, sem dúvidas, a melhor hospitalidade que já tivemos, e olha que viajamos bastante. Desde o primeiro momento, sentimos um cuidado enorme em cada detalhe da casa, tudo muito acolhedor e feito com carinho. Além disso, recebemos muita atenção e ótimas dicas sobre a região, o que fez toda a diferença na viagem”, relataram.
Além das cachoeiras, outros locais visitados também chamaram a atenção do casal, como a Praia Ponta da Serra, a cafeteria Da Roça, Uai e a Feira do Produtor Rural.
“Não sabíamos que pudesse existir praia em Minas e ficamos surpresos com a tranquilidade da Praia Ponta da Serra. Já a cafeteria Da Roça, Uai, transmite completamente a essência do interior mineiro. Não é à toa que fomos lá três vezes durante a viagem. E a Feira do Produtor Rural foi uma das melhores surpresas, porque valorizamos muito alimentos produzidos localmente e feitos pelas próprias pessoas da região. É aquele tipo de experiência que conecta a gente de verdade com a cultura local”, contaram.
“Conhecemos a Alessandra na Feira do Produtor Rural e ficamos surpresos com a quantidade de produtos feitos por ela à base de mel, e já dava para perceber o carinho e a dedicação. Ela nos convidou para conhecer o apiário e nós já reservamos um horário na mesma hora. Fomos recebidos com muita atenção e aprendemos diversas curiosidades e informações sobre abelhas que desconhecíamos. Recomendamos muito reservar um tempinho da viagem para viver essa experiência! Além de ser um passeio super rico em informações, foi de uma hospitalidade maravilhosa. E ainda tem a lojinha com produtos artesanais produzidos por eles, desde cachaças e doces até cosméticos à base de mel”, relataram.
Para Rafa e Edu, produzir conteúdos sobre destinos como São José da Barra e Capitólio também é uma forma de fortalecer o turismo regional e valorizar os pequenos empreendedores locais.
“Muitas vezes, são justamente esses vídeos que despertam a vontade de conhecer lugares que talvez não estivessem no roteiro das pessoas. Além de incentivar o turismo, esse tipo de conteúdo também valoriza pequenos produtores, pousadas, restaurantes e comércios locais, movimentando a economia da região”, afirmaram.
Ao final da viagem, o casal diz ter voltado para casa levando muito mais do que belas imagens.
“Depois dessa experiência, levamos de Minas Gerais muito mais do que fotos bonitas e paisagens incríveis. Levamos a lembrança do acolhimento, das conversas sinceras, dos sabores inesquecíveis e da sensação de paz que encontramos por lá. Minas tem um jeito único de fazer a gente desacelerar e enxergar valor nas coisas simples”, concluíram.
“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa
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