Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

PF pede prisão do vice-prefeito de Itaúna suspeito de integrar esquema bilionário de corrupção na mineração em MG

Vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG — Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) pediu a prisão preventiva do vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, no âmbito da Operação Rejeito, que investiga um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais.

No documento ao qual a TV Integração teve acesso, Hidelbrando é citado como interlocutor técnico e societário. Segundo a PF, ele aparece como sócio formal de uma das empresas envolvidas no suposto esquema e também como gestor de outras companhias contratadas pelo núcleo suspeito de comandar as operações.

O relatório da PF afirma que o vice-prefeito teria “notório papel como facilitador jurídico e técnico nas parcerias com empresas e trânsito com órgãos públicos estaduais, além de sua atuação na prestação de contas e estruturação financeira das transações”.

Ainda segundo os investigadores, a experiência anterior de Hidelbrando Neto em cargos ligados ao meio ambiente no Estado — como ex-secretário jurídico da Secretaria de Meio Ambiente de Minas —, somada ao atual cargo de vice-prefeito, reforçaria a posição dele como figura de confiança do grupo.

Além da prisão preventiva, a Polícia Federal também pediu o bloqueio de bens do político: um lote em Itaúna, três casas em Prudente de Morais e a apreensão de uma caminhonete.

A TV Integração tentou contato com Hidelbrando, por telefone e mensagem, além de sua assessoria pessoal, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do vice-prefeito.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Itaúna informou que os fatos relacionados a Hidelbrando “não guardam qualquer relação com o exercício de suas funções públicas municipais, seja como vice-prefeito, seja como titular da referida pasta”.

O município comunicou ainda que ele foi exonerado das funções à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente até que tudo seja esclarecido.

Operação Rejeito

A Operação Rejeito foi deflagrada pela PF na última quarta-feira (17) contra um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Entre os presos está o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Seabra. Ao todo, a Justiça Federal determinou 22 prisões e bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens.

Segundo as investigações, o grupo corrompia servidores públicos para liberar autorizações ambientais irregulares, explorava minério de ferro em áreas de preservação e lavava dinheiro por meio de dezenas de empresas de fachada.

Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, além de crimes ambientais e contra a ordem econômica.

Via: G1

Operação ‘Mineração’ termina com oito presos e mais de R$ 630 mil em multas em Arcos

Situação de área em que grupo estava fazendo a mineração irregular — Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente/Divulgação

A Polícia Militar de Meio Ambiente desencadeou a Operação “Mineração” e prendeu oito pessoas após flagrar mineração ilegal em área na zona rural de Arcos (MG), na última segunda-feira (26). Mais de R$ 630 mil em multas foram aplicadas e 66 ferramentas foram apreendidas.

Após receber informações de que estaria ocorrendo mineração ilegal em uma área na zona rural, militares foram ao local e constataram que diversas pessoas trabalhavam na extração ilegal de quartzo. Picaretas, pás e outras ferramentas estavam sendo utilizadas pelo grupo.

Ao se aproximarem, os militares se identificaram e determinaram aos mineradores ilegais que largassem as ferramentas. Os suspeitos começaram a correr. Durante a perseguição a pé, os policiais conseguiram alcançar e efetuar a prisão de sete garimpeiros ilegais, os quais estavam com ferramentas e sacos plásticos contendo pedras de quartzo extraídas ilegalmente.

No trajeto percorrido pelo grupo em fuga, os militares encontraram dezenas de ferramentas, vários sacos de fios de nylon contendo quartzo, uma bucha de maconha e duas motocicletas utilizadas no transporte dos minerais extraídos.

Dando continuidade às diligências, a polícia conseguiu identificar e realizar a prisão do agenciador da atividade ilegal. Pedras de quartzo extraídas ilegalmente foram encontradas no quarto do suspeito em um hotel.

Grupo foi flagrado realizando extração ilegal de quartzo em área na zona rural de Arcos — Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente/Divulgação

Resultados da Operação Mineração

– Pessoas presas: 8;
– Autos de Infração lavrados: 8;
– Valor total de multas aplicadas: R$ 633.564,00;
– Ferramentas apreendidas: 66;
– Entorpecentes apreendidos: uma bucha de maconha;
– Material apreendido: quatro sacos de fios de nylon contendo pedras de quartzo;
– Veículos apreendidos: 2;
– Aparelhos de telefone celular apreendidos: 7.

Ferramentas apreendidas com os suspeitos de mineração irregular — Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente/Divulgação
Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.