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Jornal Folha Regional

Mortes já passam de 130 após megaoperação no Rio de Janeiro

Mortes já passam de 130 após megaoperação no Rio de Janeiro – Foto: redes sociais

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou, na manhã desta quarta-feira (29), que já passa de 130 o número de mortos após uma megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão.

Segundo o órgão, já são contabilizadas as mortes de 128 civis e quatro policiais, num total de 132 vítimas.

A Praça da Penha, na zona Norte do Rio, amanheceu com uma fila de corpos estendidos em uma lona na manhã desta quarta.

Segundo ativistas e moradores, mais de 60 corpos foram retirados pelos próprios cidadãos de uma região de mata do Complexo da Penha durante toda a madrugada. O número atualizado de mortos não consta no saldo oficial do governo do Rio de Janeiro, que disse na terça (28) que a operação havia sido finalizada com 64 mortos.

O que sabemos sobre operação

A Operação Contenção foi uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, realizada nessa terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.

A ação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, o objetivo principal era combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e lideranças criminosas do CV.

Entre os alvos, 30 seriam membros da facção oriundos de outros estados, com destaque para o Pará, que estariam escondidos nessas comunidades.

Operação mais letal da história

A Operação Contenção se tornou a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, totalizando, segundo o balanço oficial do governo, 64 mortos. O saldo final incluiu 60 suspeitos de crimes e 4 policiais mortos (dois policiais civis e dois policiais militares do Bope).

Além dos mortos, 81 pessoas foram presas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, que é apontado como o operador financeiro do CV no Complexo da Penha e braço direito do chefe do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca” ou “Urso”.

A operação resultou na retenção de 93 fuzis, um número que superou os balanços mensais de apreensão dessa arma em quase todos os meses do ano, ficando próximo do recorde histórico.

O dia da operação foi marcado por intensos tiroteios, com drones policiais registrando criminosos fortemente armados fugindo em fila indiana pela mata da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.

Em resposta à atuação policial, criminosos do CV também utilizaram tecnologia, sendo flagrados arremessando bombas em uma comunidade através de um drone. O suporte logístico da polícia incluiu, além dos drones, dois helicópteros, 32 blindados e 12 veículos de demolição.

A megaoperação gerou “caos” na cidade, com escolas municipais e estaduais fechadas, unidades de saúde suspendendo o funcionamento inicial, e linhas de ônibus tendo seus itinerários desviados.

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil – Foto: reprodução

O Brasil registrou em 2024 mais de 34 mil casos diagnosticados de hepatite viral, com cerca de 1,1 mil mortes diretas. A doença atinge o fígado e pode ser causada por cinco sorotipos de vírus: A, B, C, D e E.

Os tipos mais prevalentes no Brasil são o B e C e a maior parte dos casos é crônica: o vírus permanece silencioso dentro do organismo por décadas, causando danos acumulados no órgão, até provocar quadros graves como fibrose cística, cirrose ou mesmo câncer, e só então desenvolve sintomas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta a redução da incidência de hepatite B e V em 90%, com redução de 65% da mortalidade até 2030. Por isso, o dia de hoje – 28 de julho – foi eleito como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

Prevenção

“A boa notícia é que as hepatites virais podem ser prevenidas, como explica o infectologista Pedro Martins, professor da Afya Educação Médica. “Geralmente dividimos as Hepatites A e E como hepatites de transmissão fecal-oral, ao levar água ou alimentos contaminados com fezes à boca, enquanto as hepatites B, C e D são de transmissão parenteral, ocorrendo predominantemente a partir do contato com sangue contaminado, ao compartilhar objetos de uso pessoal como alicates de unha, lâminas de barbear ou escovas de dentes ou durante o sexo desprotegido. A Hepatite A pode ser transmitida no sexo oral onde há contato da boca com o ânus e as Hepatites B, C e D, durante a penetração”, afirma..

Outra importante forma de prevenção é a vacinação. Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente as vacinas contra a hepatite A e B, mas a segunda também protege contra o vírus do tipo D, já que ele só infecta quem tem hepatite B. Os dois imunizantes fazem parte do calendário básico de vacinação das crianças.

A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser tomada logo após o nascimento, e outras três doses são administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Gestantes também devem se vacinar, caso não possam comprovar que foram devidamente imunizadas, porque a doença pode ser transmitida durante a gravidez, parto ou amamentação.

Casos têm queda

A vacinação tem contribuído para a diminuição dos casos. Em 2013 a taxa de detecção de hepatite B a cada 100 mil habitantes era de 8,3 e caiu para 5,3 em 2024. De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Renato Kfouri, a erradicação da doença é possível caso o país consiga manter altos índices de vacinação.

“Não há reservatório do vírus da hepatite B que não seja o ser humano. Então, você consegue, através da vacinação em 100%, eliminar a criação de novos portadores crônicos, e com isso, consequentemente não tem mais onde se infectar pelo vírus B. A partir da introdução da vacina na pediatria, nós estamos acumulando pessoas vacinadas ao longo do tempo, e já temos aí mais de 30 anos anos de vacinação aqui no Brasil, então, a gente caminha para uma geração sem vírus de hepatite B, que é uma vacina altamente eficaz”, assegura Kfouri.

Eficácia da vacina

A vacina contra a hepatite A também demonstrou sua eficácia. Em 2013, 903 crianças menores de 5 anos foram infectadas pelo vírus no Brasil. A partir de 2014, com a entrada no imunizante no calendário básico infantil, houve redução consistente de novas infecções, e, em 2024, apenas 16 casos foram registrados nesse público, uma redução de mais de 98%.

No entanto, os casos vêm subindo na faixa etária entre 20 e 39 anos, especialmente entre homens. Após o Ministério da Saúde identificar surtos da doença entre a população de homens que fazem sexo com homens, em maio deste ano, a vacinação foi ampliada para os usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição).

Infelizmente, ainda não há vacina para a hepatite C, tipo mais comum e com maior letalidade de hepatite viral. Em 2024, o Brasil anotou 19.343 novos diagnósticos da doença e 752 óbitos diretos. Mas a infecção pode ser confirmada por testes de laboratório e tratada com antivirais que tem taxa de cura superior a 95%.

“Quando o tratamento consegue ser iniciado de forma oportuna, as consequências são mínimas. Mas quando a infecção permanece por anos sem tratamento, pode evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado, mesmo naquelas pessoas que não tem hábito de consumir bebidas alcoólicas”, afirma o infectologista Pedro Martins. 

Mortes por febre amarela crescem ao menos 500% em Minas Gerais em 2025

Mortes por febre amarela crescem ao menos 500% em Minas Gerais em 2025 – Foto: reprodução

Minas Gerais registrou um aumento de, no mínimo, 500% no número de mortes por febre amarela em 2025. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) indicam que, entre janeiro e junho, seis pessoas morreram em decorrência da doença no Estado, contra uma morte registrada em todo o ano de 2024. Também houve alta nas notificações: foram 675 casos suspeitos, uma média de quatro por dia. Até o momento, 14 exames tiveram resultado positivo para a enfermidade.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, afirmou que Minas Gerais e São Paulo lideram o crescimento no número de casos, o que exige atenção redobrada com a vacinação — veja o esquema vacinal abaixo.

“A baixa cobertura vacinal abre espaço para a circulação do vírus. É justamente isso que temos notado nas regiões Noroeste de São Paulo e no Sul de Minas. As pessoas circulam muito entre esses pontos dos Estados vizinhos, pois estamos falando de municípios com concentração de indústrias, o que atrai os trabalhadores. Ao mesmo tempo, são localidades com baixos índices de imunização”, afirma.

Segundo Prosdocimi, o índice ideal de vacinação contra a febre amarela, preconizado pelo Ministério da Saúde, é de 95%. Atualmente, Minas Gerais apresenta uma cobertura de 87,58%. “Estamos abaixo da meta e precisamos progredir para aumentar a vacinação na população”, reforça.

Busca ativa e vacimóvel

O subsecretário informou ainda que, no segundo semestre, a SES-MG fará busca ativa por não vacinados em todas as regiões do estado, com foco especial no Sul de Minas.

“Vamos com o vacimóvel para as praças, faremos ações de vacinação no ambiente escolar e aos fins de semana. Queremos ampliar o acesso à vacinação para além do posto de saúde, com as 252 vans que percorrem todo o Estado. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção”, alerta.
 
A maioria das notificações e casos confirmados ocorre em áreas rurais. “Estamos com o ciclo rural da doença. Esse ciclo se dá basicamente com o vírus em algum mico ou macaco, por exemplo. O mosquito Aedes aegypti pica esse animal e transmite para o ser humano. Vale salientar que o problema não está no mico, logo, não se deve fazer nada contra ele. O problema é a baixa adesão à vacinação”, pontua.

Vítimas não vacinadas

Prosdocimi também destacou que todas as seis pessoas que morreram por febre amarela em Minas Gerais neste ano não haviam se vacinado.

“A chance de um não vacinado contrair a forma grave da doença e evoluir a óbito é grande, pois a letalidade da febre amarela é de 50% a 60%. Quem é vacinado dificilmente terá a doença e, se tiver, sequer saberá, pois não vai manifestar os sintomas. A vacina está disponível e é distribuída gratuitamente”, esclarece.

Vacinação é suficiente para manter viagens

Com a chegada do período de férias, o subsecretário tranquiliza a população e afirma que não há necessidade de cancelar viagens para regiões com registros da doença, como o estado de São Paulo.

“Isso não se faz necessário. A única recomendação é que atualizem a caderneta de vacinação. No exterior, muitos países pedem o certificado de vacinação contra a febre amarela”, conclui.

Esquema vacinal

Veja quais são as orientações da SES-MG para a imunização contra a febre amarela:

De 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias:

  • 1ª dose aos 9 meses.
  • 1 dose de reforço aos 4 anos.

A partir de 5 anos:

  • Histórico de 2 doses antes dos 5 anos: esquema completo, sem necessidade de reforço.
  • Histórico de apenas 1 dose antes dos 5 anos: 1 dose de reforço.
  • 1 dose recebida a partir dos 5 anos: esquema completo, sem reforço.

Entre 5 e 59 anos, sem histórico vacinal:

  • Administrar 1 dose.

Pessoas vacinadas apenas com dose fracionada (2018):

  • 1 dose de reforço com a dose padrão.

Crianças entre 6 e 8 meses:

  • Vacina não é recomendada, mas pode ser aplicada em situações especiais (como residência ou deslocamento para área com circulação do vírus), a depender de avaliação médica.

Pessoas a partir de 60 anos:

  • O médico deve avaliar a necessidade da vacinação, considerando o histórico vacinal, o risco de exposição e as condições clínicas.

Febre-amarela volta a circular no Brasil e já tem mais de 44 mortes em 2025

Febre-amarela volta a circular no Brasil e já tem mais de 44 mortes em 2025 – Foto: reprodução

A febre-amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus transmitido principalmente por mosquitos silvestres. Embora seja endêmica em várias regiões do continente americano, incluindo o Brasil, a preocupação com surtos urbanos tem crescido nos últimos anos. Fatores como baixas taxas de vacinação, alta circulação do vírus em macacos silvestres e mudanças climáticas que favorecem a proliferação de mosquitos nas cidades contribuem para o aumento do risco de transmissão urbana.

Nos últimos anos, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) tem alertado para o risco elevado de surtos urbanos de febre-amarela, especialmente no sul do BrasilAmérica Central e Caribe. Em 2024, foram registrados 61 casos no continente americano, resultando em 30 mortes. Em 2025, até maio, o número de casos confirmados já havia aumentado para 221, com 89 mortes em cinco países. No Brasil, foram 110 casos com 44 mortes no mesmo período, destacando a gravidade da situação.

Como a febre-amarela se espalha?

A febre-amarela é transmitida por mosquitos, principalmente em áreas silvestres. No entanto, o vírus também pode ser disseminado pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue, em áreas urbanas. Isso representa um risco significativo, pois muitas cidades brasileiras abrigam esse mosquito, que encontra condições climáticas favoráveis para sua proliferação. Embora o último registro de febre-amarela urbana no Brasil tenha sido em 1942, a possibilidade de um novo surto urbano não pode ser descartada.

Por que a vacinação é crucial?

A vacinação é a principal medida de prevenção contra a febre-amarela. A vacina é de dose única e oferece proteção para a vida toda. Desde 2020, a recomendação é de vacinação universal para brasileiros até 59 anos. No entanto, a cobertura vacinal tem ficado abaixo das metas estabelecidas, com dados mostrando uma cobertura nacional de apenas 73% em 2024. A baixa adesão à vacinação aumenta o risco de a doença escapar das áreas silvestres e iniciar um ciclo de transmissão urbana.

Quais são os desafios na produção de vacinas?

A produção de vacinas contra a febre-amarela enfrenta desafios significativos. No Brasil, a vacina é produzida por Biomanguinhos na rede pública e pela Sanofi na rede privada. Ambas são vacinas atenuadas feitas em ovo, o que limita a produção devido à necessidade de granjas certificadas. Durante surtos urbanos em 2017, o Brasil recorreu a doses fracionadas da vacina de Biomanguinhos devido à escassez. A capacidade de produção é um fator crítico, especialmente em tempos de aumento da demanda.

O que pode ser feito para prevenir surtos urbanos?

Para prevenir surtos urbanos de febre-amarela, é essencial aumentar a cobertura vacinal e controlar a população de mosquitos nas áreas urbanas. Campanhas de vacinação e conscientização são fundamentais para alcançar esses objetivos. Além disso, medidas de controle ambiental, como a eliminação de criadouros de mosquitos, são necessárias para reduzir o risco de transmissão. A febre amarela é uma doença grave, e a prevenção é a melhor estratégia para evitar suas consequências devastadoras.

Quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico?

Os principais sintomas da febre-amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, náusea e vômito. Em casos mais graves, pode ocorrer insuficiência hepática e hemorragias, levando ao risco de morte. O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais específicos, como sorologia e testes moleculares, geralmente disponíveis em grandes centros de referência no Brasil. O diagnóstico precoce é importante para o manejo adequado dos casos e para a adoção rápida de medidas de saúde pública.

Como a febre-amarela impacta a saúde pública?

O impacto da febre-amarela na saúde pública é expressivo, principalmente em regiões com baixa cobertura vacinal. Surtos podem sobrecarregar os sistemas de saúde, especialmente em cidades de grande porte, como Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, o risco de exportação da doença para outros países aumenta a necessidade de vigilância epidemiológica e de estratégias integradas entre governos e agências internacionais. Investimentos em pesquisas, fortalecimento da atenção primária e campanhas educativas são essenciais para enfrentar o desafio que a febre-amarela representa para a sociedade.

Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população

Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população - Foto: reprodução
Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população – Foto: reprodução

A procura por rios, cachoeiras, lagos e piscinas deve diminuir com a chegada do frio em Minas, mesmo assim, a movimentação de pessoas e a previsão de chuva reforçam o alerta para os riscos nos cursos d’água. Neste ano, o número de mortes por afogamentos aumentou 30%. Bombeiros pedem que a população não cometa abusos que podem transformar a diversão em tragédia.

De janeiro a março deste ano, 99 pessoas perderam a vida. No mesmo período de 2024 foram 76 óbitos por afogamentos. O aumento nas ocorrências é preocupante, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos.

O militar afirma que mais pessoas foram às cachoeiras neste ano por conta das altas temperaturas registradas em janeiro e também pela maior quantidade de feriados prolongados.

“Temos percebido esse aumento, alguns fatores contribuíram para isso. Tivemos temperaturas mais altas em janeiro, além do Carnaval e da Semana Santa. Nesses períodos, as pessoas planejam mais viagens para trilhas, cachoeiras e mais casos acabam ocorrendo”, afirmou.

Há menos de 15 dias, um casal de Santa Luzia, na Grande BH, morreu na Cachoeira Bocaina, na Serra do Intendente, após ser arrastado por uma cabeça d’água – enxurrada súbita e intensa provocada por chuvas fortes nas áreas mais altas da bacia hidrográfica.

Segundo o tenente Barcellos, muitas vezes as pessoas que estão na cachoeira não conseguem identificar a possibilidade de uma cabeça d’água. 

“Elas não veem que está chovendo, pois a chuva pode ocorrer em áreas acima daquela região. O fluxo de água aumenta naturalmente, gera uma enxurrada na cachoeira e rio abaixo, impedindo que as pessoas consigam sair dali a tempo”, destaca. 

Dicas de segurança 

Quem vai curtir uma cachoeira neste feriado deve ficar atento. Segundo o tenente Barcellos, é essencial checar a previsão do tempo, não só do local de banho, mas em todo o curso da cachoeira. Em caso de possibilidade de chuva, a recomendação é evitar esses locais, mesmo se o dia estiver ensolarado. 

“Se já estiver na cachoeira, é bom ficar atento com o aumento do fluxo de água. Ficar ‘de olho’ se a água estiver com uma coloração amarronzada, com pedaços de árvore boiando, o que é uma iminência da cabeça d’água. Caso veja esse cenário, saia da água imediatamente, busque um lugar seguro e ligue para o 193 (Bombeiros)”.

Ao avistar uma pessoa se afogando, o mais correto é buscar ajuda de um serviço de emergência. Caso a pessoa não tenha capacitação para realizar um salvamento, a orientação é que jamais o faça. No máximo ofereça um objeto flutuante para que a vítima possa se apoiar.

Sem “caldos”

Outras dicas importantes são: nunca nade sozinho; crianças só devem nadar sob supervisão de um adulto; não entre na água após ingerir bebida alcoólica; não entre na água após refeições pesadas por causa do risco de cãibras; não entre na água em local desconhecido sem antes verificar a profundidade e a força da correnteza; não salte de locais elevados nem mergulhe de cabeça e evite brincadeiras de mau gosto, como “caldos”.

Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano

Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano - Foto: reprodução
Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano – Foto: reprodução

Quatro mortes por dengue já foram confirmadas este ano, no país. Todas apresentaram os sintomas iniciais da doença. A rede de monitoramento para arboviroses do Ministério da Saúde investiga outras 62 mortes tendo a dengue como causa possível em 2025. Outros casos possíveis da doença chegaram a 55 mil, sendo que a maioria – mais de 29 mil – só no estado de São Paulo.

Aliás, no estado foi confirmada uma morte no município de Guaíra, na última terça-feira. Outros 51 óbitos ainda estão em investigação. 

A prefeitura da cidade informou que vai intensificar as medidas de prevenção e reforçou a importância da participação da população no controle da doença, lembrando que a vacina contra a dengue está disponível nos postos de saúde para jovens entre 10 e 14 anos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que monitora, de forma contínua, o cenário da dengue e outras arboviroses no estado.

Entre os sintomas da doença: febre alta, dores intensas de cabeça, nos olhos e nos músculos do corpo inteiro. Manchas vermelhas pelo corpo também podem surgir.  Calafrios, náuseas e vômitos também podem ser sentidos.

Qualquer lugar que acumula água é uma oportunidade para o Aedes Aegypti, se reproduzir. É importante ficar de olho nos pratos de vaso de planta; caixa d’água com tampa mal encaixada ou ralos pouco utilizados. Também pneus e garrafas. Lembrando que o Aedes Aegypti é vetor de outras doenças, como zika e chikungunya.

Brasil bate recorde anual de mortes por dengue em 2022

O Brasil chegou a 987 mortes por dengue este ano, segundo boletim divulgado na última segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde. O número é o novo recorde anual de óbitos pela doença, superando o maior patamar anterior, de 986 mortes, registrado em 2015.

Desde a década de 1980, quando a dengue ressurgiu no País, não se registraram tantas mortes em um único ano.

Como o levantamento considerou os casos registrados até o último dia 17 e ainda há 100 óbitos em investigação, o País ainda pode fechar o ano de 2022 com mais de mil mortes por dengue.

Total de mortes por dengue no Brasil

  • 2008: 561
  • 2009: 341
  • 2010: 656
  • 2011: 482
  • 2012: 327
  • 2013: 674
  • 2014: 475
  • 2015: 986
  • 2016: 701
  • 2017: 185
  • 2018: 201
  • 2019: 840
  • 2020: 574
  • 2021: 246
  • 2022: 978

As mortes este ano já superam em mais de 400% as registradas em todo o ano de 2021, quando houve 244 óbitos.

O Estado de São Paulo se mantém à frente em número de mortes, com 278 óbitos registrados, seguido por Goiás, com 154.

Os cinco estados com mais mortes por dengue em 2022

  • São Paulo: 278
  • Goiás: 154
  • Paraná: 108
  • Santa Catarina: 88
  • Rio Grande do Sul: 66

Em uma evidência de que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, está se adaptando aos climas mais frios, os Estados da Região Sul aparecem na sequência, completando a lista dos cinco com maior número de mortes: Paraná (108), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66).

Mais casos de dengue

O número de casos prováveis de dengue chegou a 1.414.797, com taxa de incidência de 663,2 por 100 mil habitantes. Houve aumento de 163,8% em relação aos casos do mesmo período de 2021. A região Centro-Oeste teve a maior incidência até agora, com 2.028,4 por 100 mil habitantes. O município brasileiro com mais registros é Araraquara, no interior de São Paulo, com 8.716,1 casos por 100 mil moradores. Já em número absoluto, Brasília lidera com 68.654.

Pouca prevenção

Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os números indicam que houve descuido com a prevenção da doença. “Ainda nem acabou a contagem, pois tem dados represados e 100 óbitos em investigação, e já batemos o recorde histórico de mortes por dengue em um ano. Ultrapassamos também 1,4 milhão de casos. Com certeza é o pior ano da dengue em todos os aspectos e isso não aconteceu por acaso. Faltou ação do governo federal em prevenção”, disse.

O número baixo de casos no ano passado, segundo ele, pode ter contribuído para que a população relaxasse nos cuidados básicos, como a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor.

“Dengue é uma luta contínua, é preciso mostrar que a doença mata e isso se faz com campanhas. Em abril deste ano, nós da Sociedade Brasileira de Infectologia fizemos o primeiro alerta para o grande número de óbitos e a necessidade de retomar as campanhas. Não foi por falta de aviso.”

Segundo ele, a condição climática também contribuiu para o aumento de transmissão.

“Estamos vivendo um ano mais chuvoso por conta do fenômeno La Nina e o mosquito Aedes aegypti precisa de água e calor para se reproduzir. Outra questão é que, por conta do aquecimento global, o mosquito vai expandindo suas fronteiras, reproduzindo onde antes não aparecia. Não é à toa que temos um grande número de casos e de óbitos nos estados da Região Sul.”

Mais chikungunya

O infectologista chamou a atenção para o aumento de casos e mortes por chikungunya, doença também transmitida pelo mosquito. “Isso indica que o Aedes ficou livre e solto para se reproduzir por falta de uma ação mais efetiva de controle.”

Até 17 de dezembro, foram confirmados 93 óbitos por chikungunya no Brasil, quase sete vezes mais que as 14 mortes de todo ano de 2021. O País já registrou 172.082 casos prováveis, 78% a mais do que no mesmo período de 2021.

O Ministério da Saúde informou que monitora de forma constante a situação epidemiológica da dengue e das demais arboviroses no Brasil.

A pasta destacou que investe em ações de combate ao mosquito de forma permanente, como a promoção de campanhas que ajudam a orientar a população sobre a prevenção da doença, distribuição de inseticidas e larvicidas aos Estados e municípios, bem como a realização periódica de reuniões com gestores para avaliação do cenário nacional e estratégias de combate.

Com verão, prevenção ao Aedes aegypti deve ser reforçada

A transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya ganha impulso no período do verão, que começou na quarta-feira (21). A combinação de calor e chuvas promove o ambiente ideal para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Os ovos do inseto podem permanecer em ambientes secos por mais de um ano. Quando entram em contato com a água, dão continuidade ao ciclo de vida do mosquito que inclui as fases de larva, pupa e adulto, quando ele é capaz de voar e transmitir os vírus.

Do ovo à fase adulta, o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti leva de sete a dez dias. Por isso, a intervenção semanal pode interromper esse processo e diminuir significativamente a incidência das doenças.

“Cada fêmea pode colocar até 1.500 ovos, por isso é importante olhar a casa com ‘olhos de mosquito’, procurando todo e qualquer local que acumule água e possa ser usado para reprodução do vetor”, afirma Denise Valle, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Qualquer recipiente que permita o acúmulo de água parada pode se tornar um foco em potencial para a reprodução do Aedes aegypti. Pneus, vasos de planta, caixa d’água, bandeja da geladeira, calhas, galões, baldes, garrafas e entulho estão entre os principais criadouros do mosquito.

Criador de tilápias estima ter tido prejuízo de quase R$ 1 milhão com milhares de peixes encontrados mortos

O piscicultor que encontrou milhares de peixes mortos no Rio Marinheiro, em Cardoso (SP), na manhã de terça-feira (22), estima ter tido um prejuízo de quase R$ 1 milhão. Luiz Antônio Pierre tem uma criação de tilápias e conta que os peixes de 48 tanques morreram.

“O cálculo exato não foi feito ainda, mas, se for pensar em peixes e alimentação, o valor beira R$ 1 milhão”, disse.

Cerca de 20 homens trabalham para retirar os animais mortos dos tanques. Eles são levados para o aterro sanitário do município. Quem ajuda neste trabalho são amigos e pessoas voluntárias que ficaram sabendo da tragédia e foram ajudar.

Investigação

Por nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) disse que, durante a inspeção, não foram constatadas fontes de poluição no entorno que pudessem ter causado algum desequilíbrio.

Nesta quarta, eles fizeram uma coleta de amostras de água para análise. Os técnicos também informaram que estão investigando as outras áreas onde foram registradas mortandade.

O diretor de Meio Ambiente de Cardoso, Levi Francisco dos Santos, disse que ainda não sabe o exato motivo da mortandade dos peixes.

“Quem vai definir isso vai ser a análise. No momento, estamos de mãos atadas, simplesmente fazendo a remoção destes peixes, descartando no aterro sanitário e aguardando a análise da água para saber as atitudes que o município pode tomar a respeito”.

Em Guaraci (SP), várias espécies de peixes também foram encontradas mortas às margens do Rio Grande. Ainda não é possível saber se a mortandade de peixes registrada em Guaraci tem relação com a de Cardoso.

Os técnicos da Cetesb informaram que estão investigando os dois casos.

Peixes mortos são encontrados em rios de Cardoso (SP) e Guaraci (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Dois jovens vêm a óbito em Passos neste feriado

Tempos difíceis têm sido enfrentados por todos, e infelizmente o ser humano não tem aprendido a lição da vida: amar e respeitar o próximo, pois, sabemos do amanhã.

Nesta terça-feira (12), dois jovens vieram a óbito, deixando eterna saudade para aqueles que tiverem o prazer de conviver com ambos.

Ele, aos 31 anos, faleceu devido a um infarto fulminante. Ela optou por interromper.

Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

500 cidades mineiras não registram mortes por Covid-19 há um mês

Quinhentas cidades de Minas Gerais não registraram óbitos por covid-19 de 6/9 a 6/10/2021. Os dados foram informados pelas prefeituras à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), e constam no sistema Sivep, do Ministério da Saúde.

O número, que corresponde a 58% dos municípios do estado sem mortes pela doença em um mês, revela a eficácia da vacinação contra o coronavírus.

O percentual de imunização com a primeira dose já chega a 83 % da população acima de 12 anos e, com o esquema vacinal completo, passa de 50% desse público.

Nesta quinta-feira (7/10), durante a reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que acompanha a situação da pandemia no estado, o secretário de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, destacou o sucesso da campanha de vacinação.

“Temos um grande crescimento na segunda dose aplicada. Em breve, devemos ter 70% de todo o público-alvo com todo o esquema completo. A adesão à vacinação tem gerado um reflexo muito positivo com diminuição de internações, óbitos e circulação do vírus”, destacou Baccheretti.

Segundo dados apresentados pelo secretário, a média de pacientes internados no estado vem caindo, chegando a 617 no último dia 5/10. Há duas semanas, eram 716 pessoas hospitalizadas devido à doença. Em quatro semanas, a queda é de 25%.  

Bacherretti ressaltou ainda que, apesar dos avanços, os cuidados sanitários, como uso de máscara e higienização das mãos, devem ser mantidos pela população.

Jornal Folha Regional
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