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Jornal Folha Regional

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira - Foto: redes sociais
NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira – Foto: redes sociais

A mineira Laysa Peixoto, 22 anos, de Contagem, virou notícia em todo o país na última semana ao afirmar nas redes sociais que seria a primeira mulher astronauta brasileira a visitar o espaço. Entretanto, a NASA, agência espacial norte-americana, nega ter vínculo com a jovem.

Na declaração feita no Instagram, Laysa afirma ter sido selecionada como “astronauta de carreira” para participar do voo inaugural da empresa Titans Space em 2029. A declaração foi feita na última semana de junho e gerou repercussão nacional.

A NASA, agência espacial norte-americana negou a informação dada pela  brasileira. A agência esclareceu que Laysa não recebeu treinamento para ser astronauta e não integra o grupo de candidatos em formação. Além disso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) confirmou que a “Titans Space não possui licença da FAA para operações comerciais de voos espaciais tripulados”.

Veja nota na íntegra

“Embora geralmente não façamos comentários sobre funcionários, este indivíduo não é funcionário da NASA, pesquisador principal ou candidato a astronauta. 

A agência também não é afiliada à missão espacial Titans. O Programa L’Space é um workshop para estudantes – não é um estágio ou emprego na NASA. Seria inapropriado alegar afiliação à NASA como parte dessa oportunidade”, diz a NASA. 

No instagram, Laysa fez a seguinte declaração: “Fui selecionada para me tornar astronauta de carreira, atuando em voos espaciais tripulados para estações espaciais privadas, e para futuras missões tripuladas à Lua e para Marte. Sou oficialmente astronauta da turma de 2025 e farei parte do voo inaugural da Titans Space”.

A Titans Space, empresa mencionada pela jovem, confirmou que Laysa foi selecionada para uma viagem espacial, mas não especificou se ela atuará como astronauta profissional ou como “turista espacial”. A companhia oferece viagens espaciais a partir de US$ 1 milhão. O nome da brasileira não aparece na lista de membros da equipe técnica de astronautas para a missão de 2029, disponível no site da empresa.

Quem é Laysa?

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira - Imagem: redes sociais
NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira – Imagem: redes sociais

Laysa é uma figura midiática desde 2021, quando descobriu um novo asteróide. Em 2022, a jovem também afirmou ter concluído um treinamento de astronauta.

Esta não é a primeira vez que a jovem faz alegações sobre sua carreira espacial. Em 2022, ela publicou: “agora é oficial! Concluí meu treinamento de astronauta!”.

Entretando, A NASA também contesta essa informação: “A página [de Laysa] diz que ela é uma astronauta em treinamento, o que podemos afirmar que não é verdade. Há apenas 10 candidatos a astronauta, e ela não é um deles”.

A agência americana explicou que a formação para astronauta exige título de mestrado em áreas tecnológicas ou exatas, mínimo de dois anos de experiência profissional e 1.000 horas como piloto. A brasileira fez apenas dois períodos de física, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e trancou o curso quando se mudou para os Estados Unidos, onde vive atualmente.

Áreas do Brasil podem ficar inabitáveis em 50 anos, segundo estudo da Nasa

Áreas do Brasil podem ficar inabitáveis em 50 anos, segundo estudo da Nasa - Foto: reprodução
Áreas do Brasil podem ficar inabitáveis em 50 anos, segundo estudo da Nasa – Foto: reprodução

Um estudo divulgado pela Agência Espacial Americana (Nasa) traz um alerta preocupante para o Brasil: algumas áreas do país podem se tornar inabitáveis nos próximos 50 anos devido ao aumento das temperaturas, uma das consequências das mudanças climáticas.

O professor Pedro Côrtes, analista de clima e meio ambiente, explica que o estudo não considera apenas a temperatura, mas também a umidade. “Um dos principais mecanismos que nós temos para regular a temperatura do nosso corpo é o suor. O suor, à medida que vai evaporando, vai retirando o calor excessivo do nosso corpo, só que dependendo do nível de umidade, ele pode ter dificuldade em evaporar”, esclarece.

Esta combinação de calor extremo e alta umidade pode comprometer significativamente a capacidade do corpo humano de se autorregular termicamente, tornando certas áreas inabitáveis.

Evolução do aquecimento no Brasil e no mundo

Uma análise das últimas décadas revela um aumento progressivo das áreas afetadas pelo calor intenso no Brasil. Mapas mostram que, desde 1984, as manchas vermelhas indicativas de altas temperaturas têm se expandido no centro do país, avançando para o sul e chegando até os Andes.

O fenômeno não se restringe ao Brasil. Nos Estados Unidos, a região oeste, especialmente a Califórnia, tem se tornado mais quente e propensa a incêndios florestais. O norte da África também apresenta um padrão similar de aquecimento.

Possíveis soluções e perspectivas futuras

Para reverter esse cenário alarmante, o professor Cortes enfatiza a necessidade de medidas drásticas: “O correto seria não só interromper o desmatamento, mas também iniciar a recuperação florestal, ou seja, recuperar as áreas degradadas”. Ele ressalta a importância de repor a umidade na atmosfera e recuperar as terras para manter o Brasil como um país rico em recursos hídricos.

No cenário político internacional, a possível candidatura de Kamala Harris nos Estados Unidos é vista com otimismo, dada sua história de atuação em questões ambientais. Contudo, o forte lobby da indústria de petróleo e gás representa um desafio significativo para a implementação de políticas ambientais mais rigorosas.

O estudo da Nasa serve como um alerta urgente para a necessidade de ações imediatas contra as mudanças climáticas, não apenas no Brasil, mas em escala global. A preservação de nossos recursos naturais e a adoção de práticas sustentáveis são cruciais para garantir um futuro habitável para as próximas gerações.

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