Polícia Militar prende casal com drogas oriundas de Piumhi durante operação no Norte de Minas – Foto: divulgação/Polícia Militar
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de um casal suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas, na sexta-feira (12), em Varzelândia, no Norte de Minas. A ocorrência chamou a atenção pelo fato de que os entorpecentes apreendidos teriam saído de Piumhi, no Centro-Oeste do estado, com destino ao comércio ilegal na região.
Conforme apurado pela PM, a mulher, de 23 anos, teria deixado Piumhi transportando as drogas até Varzelândia. O companheiro, de 25 anos, a aguardava na rodoviária do município quando os dois foram abordados após denúncias anônimas e informações levantadas pelo setor de Inteligência da corporação. Durante a ação policial, o homem ainda teria resistido à abordagem.
Na revista pessoal, os militares encontraram diversas porções de entorpecentes. As diligências continuaram e, já na residência do suspeito, foi localizada também uma arma de fogo. A polícia constatou ainda que o casal utilizava uma motocicleta para se deslocar até a comunidade onde morava; o veículo estava com a placa adulterada e acabou apreendido.
Após a prisão, os dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Januária, junto com todo o material recolhido, onde permanecem à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.
Um homem morreu após disparo da Polícia Militar que teve viatura atacada durante a ocorrência
Um homem morreu após uma discussão durante uma ocorrência policial no povoado indígena de Rancharia, próximo de São João das Missões, na região Norte de Minas. A ocorrência aconteceu na madrugada do último domingo (10).
Segundo informações, os policiais foram atender uma ocorrência no povoado, onde acontecia uma festa. Houve uma discussão e as pessoas presentes no local atacaram os militares.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram muita correria e gritaria no local. Cadeiras chegaram a ser atiradas contra os policiais. Uma viatura foi apedrejada e ficou destruída.
Para se defenderem, os militares precisaram realizar disparos de arma de fogo. Uma pessoa foi atingida e, de acordo com informações, morreu. Não se sabe a quantidade de pessoas feridas.
Os policiais que foram até o local fugiram em um carro de um morador.
Procurada pela reportagem, a Polícia Militar de Minas Gerais informou, em nota, que na madrugada de hoje, “durante policiamento em evento realizado na Aldeia Xakriabá, em atendimento à solicitação protocolada por integrante da reserva indígena, foi acionada por cidadãos acerca de alguns indivíduos que estariam em atitude suspeita no local. Durante a abordagem, os indivíduos foram hostis com os militares, demonstrando descontentamento com a intervenção policial. Como nada foi constatado, foram liberados.”
Discussão em ocorrência policial deixa um morto em povoado indígena no Norte de Minas – Foto: redes sociais
Posteriormente, outra vez a própria comunidade indígena acionou os militares para intervirem em uma briga generalizada de cerca de 100 pessoas, entre elas os que tinham sido abordados anteriormente. De acordo com a PM, as pessoas cercaram a guarnição policial e arremessaram pedras, garrafas, cadeiras e outros objetos contra ela, além de atentar contra a vida dos militares.
Diante da situação, os militares tentaram conversar, sem sucesso, com os agressores. Eles usaram spray de pimenta e, “como os agressores continuaram a investir contra a guarnição policial, foi necessário usar arma de fogo e utilizar um veículo particular de terceiro para chegar a um local mais seguro. A viatura policial utilizada pelos policiais foi depredada pelos autores”, diz outro trecho da nota.
A polícia confirma que um dos agressores foi atingido pelo disparo e socorrido, não resistiu aos ferimentos. Ele morreu no Hospital Itacarambi. Os policiais machucados também foram socorridos no mesmo hospital.
“A PMMG informa, ainda, que nove pessoas foram identificadas e presas por ocasião das agressões contra os policiais militares, dano ao patrimônio público e práticas delitivas correlatas. Elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais cabíveis”, conclui a nota.
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