Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP - Foto: divulgação/MPMG
Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP – Foto: divulgação/MPMG

Uma ação do Ministério Público desarticulou uma organização criminosa suspeita de fabricar remédios falsos. Conforme o órgão, algumas das substâncias replicadas tinham como elementos básicos tabletes de caldo de carne a fim de simular remédios.

A operação Reação Adversa foi deflagrada na última terça-feira (12). Segundo o MP, oito mandados de prisão e 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Cinco pessoas foram presas em flagrante.

A investigação começou apurando falsificações de medicamentos veterinários, mas depois constatou que havia remédios falsos também para consumo humano que eram vendidos pela internet. Pelo menos 10,9 mil medicamentos teriam sido vendidos durante três anos.

“O que nos chamou a atenção ao longo da investigação e na deflagração da operação era a forma como a fabricação era pulverizada pela cidade de Campo do Meio (MG). Então foram identificados diversos galpões e até mesmo residências com extrema informalidade, sem nenhuma condição de segurança ou adequada para a manipulação de medicamentos”, informou Guilherme Germano, promotor de Justiça do Ministério Público.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso utilizava caldo de carne para fazer a falsificação dos remédios. Para o promotor, o objetivo da organização era enganar o consumidor deste medicamento.

‘A preocupação da organização criminosa era simular as características visuais do medicamento, ou seja, eles faziam uma falsificação muito apurada da caixa, da bula, da embalagem, mas, de forma alguma, eles tentavam simular as características do remédio original, ou as suas propriedades terapêuticas. Um dos alvos afirmou, em mais de uma ocasião, que utilizava caldo de tempero pra fazer a falsificação. Certamente existiam aí outras formas de falsificar também, mas uma delas, até pela característica do comprimido que era imitado, que era mastigável, parece que eles utilizavam caldo de tempero, caldo de carne, pra esse fim. O que demonstra que realmente a intenção era enganar o consumidor, era enganar o usuário do medicamento, mas de forma alguma resguardar a saúde ou o bem-estar de quem adquirisse”, explicou Guilherme Germano.

Ao todo, estima-se que cerca de 10.933 medicamentos tenham sido vendidos ao longo de três anos de atuação da quadrilha, que alcançou compradores de pelo menos 20 estados brasileiros.

“Segundo informações das próprias empresas farmacêuticas, naquele município, o índice de falsificação índice de reclamações por falsificação de medicamento superou até mesmo o índice de diversos países, demonstrando a dimensão global do esquema de contrafação de medicamentos. […] O índice de falsificação era dos maiores do mundo”, afirmou promotor.

A principal plataforma utilizada para a comercialização dos medicamentos falsificados foi a internet. As vendas eram realizadas por meio de sites populares de comércio eletrônico.

“Identificamos que duas plataformas muito comuns, muito famosas, eram a fonte majoritária de comercialização do grupo. Então, certamente o comércio em ambiente virtual foi o modus operandi adotado e com os benefícios, sobretudo, a ilusão de anonimato que ele acarreta para os criminosos”, disse.

“Em medicamentos humanos é até mais evidente a importância de sempre comprar em locais idôneos que tenham a licença. Mas mesmo no caso de medicamentos veterinários, é sempre importante destacar, além do risco ao animal, que já é suficientemente grave, também existe um grande risco. A população humana, na medida em que esses animais podem ser vetores de doenças, a exemplo do carrapato estrela, que, se não tratado, pode levar até mesmo ao óbito. Então, é sempre importante destacar a necessidade de comprar em locais idôneos, locais de procedência e confiabilidade. E claro, também sempre verificar o preço, pois um dos grandes chamarizes dessa ação criminosa era vender abaixo do preço de mercado”, completou.

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP - Foto: divulgação/MPMG
Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP – Foto: divulgação/MPMG

Via: G1

Polícia Civil deflagra terceira fase da ‘Operação Tentáculo’, contra associações criminosas em Passos

Polícia Civil deflagra terceira fase da 'Operação Tentáculo', conta o tráfico de drogas em Passos - Foto: reprodução
Polícia Civil deflagra terceira fase da ‘Operação Tentáculo’, conta o tráfico de drogas em Passos – Foto: reprodução

Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil deflagrou a terceira fase de oito previstas no âmbito da ‘Operação Tentáculo’, que busca desarticular associações criminosas enraizadas em Passos (MG) e que atuam na venda de entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, apurou-se que dezenas de indivíduos se uniram para facilitar a compra, o armazenamento, a preparação, a distribuição e a venda de drogas, havendo elementos nos autos apontando para a prática de tráfico interestadual e internacional.

Além de cumprir mandados de busca e prisão, a Polícia Civil também pleiteou pelo confisco de veículos e de imóveis, de modo a atingir o braço financeiro do grupo criminoso.

A Polícia Civil decidiu deflagrar a Operação Tentáculo, com todos os seus desdobramentos, em virtude do aumento dos crimes contra a vida – homicídios consumados e tentados -, sendo, portanto, uma resposta repressiva e preventiva a esses tipos de delitos.

Hoje um homem de 46 foi preso e foram cumpridos quatro mandados de busca domiciliar. O suspeito foi encaminhado à unidade prisional.

O respectivo Inquérito Policial foi concluído e remetido ao Poder Judiciário para início da fase judicial.

Para permitir a continuação da operação, a PCMG pretende instaurar outros Inquéritos Policiais, até que o índice de crimes violentos seja reduzido a zero.

Guarda Municipal já está nas ruas de Passos, mas operação deverá ser iniciada em janeiro

Guarda Municipal já está nas ruas de Passos, mas operação deverá ser iniciada em janeiro - Foto: divulgação
Guarda Municipal já está nas ruas de Passos, mas operação deverá ser iniciada em janeiro – Foto: divulgação

A Guarda Municipal de Passos (MG) iniciou na última segunda-feira (09), o estágio prático nas ruas em parceria com a Polícia Militar. São 59 guardas dedicados a aumentar a segurança e proteger a nossa população. No próximo dia 20 será a formatura oficial da equipe.

A expectativa é que a GCM entre em operação a partir de 1º de janeiro de 2025. No estágio, os agentes vão atuar desarmados e irão acompanhar policiais militares em operações nos principais corredores comerciais da cidade.

Segundo o vice-prefeito e secretário de Segurança Pública e Defesa Social de Passos, Arlindo Nascimento, o estágio operacional serve para proporcionar o primeiro contato do agente da Guarda Civil com a população. A sede da GCM está localizado na rua Etiópia, 313, e passa por adequações ainda sem data para inauguração.

A frota da GCM chegou em novembro, composta por cinco motocicletas de 250 cilindradas e seis viaturas, todos aparelhados e envelopados para auxiliar no trabalho dos agentes.

Via: Observo

Lula é operado às pressas em São Paulo após hemorragia intracraniana

Lula é operado às pressas em São Paulo após hemorragia intracraniana - Foto: reprodução
Lula é operado às pressas em São Paulo após hemorragia intracraniana – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi operado às pressas em São Paulo na madrugada desta terça-feira (10), após sentir fortes dores de cabeça. O petista foi transferido no final da noite de Brasília para capital paulista. Uma ressonância magnética constatou hemorragia intracraniana, ainda decorrente do acidente domiciliar sofrido em 19 de outubro, quando o chefe do Executivo caiu no banheiro do Palácio da Alvorada. 

De acordo com boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, “Lula foi submetido à craniotomia para drenagem de hematoma. A cirurgia transcorreu sem intercorrências”. No momento, ele encontra-se bem, sob monitorização em leito de UTI.

A equipe médica, sob comando do Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e da Dra. Ana Helena Germoglio, dará coletiva de imprensa nesta manhã, às 9h, para dar mais detalhes sobre o estado de saúde do presidente. 

Como foi o acidente doméstico de Lula?

Após retornar de São Paulo, onde cumpriria agenda na campanha do então candidato a prefeito Guilherme Boulos (PSOL), Lula caiu no banheiro do Palácio do Alvorada, em Brasília, no dia 19 de outubro, e precisou cancelar a viagem para a Rússia, para participar da reunião dos Brics. Na época, ele teve traumatismo craniano, levou cinco pontos na região da nuca e foi aconselhado a evitar viagens de avião.

A queda aconteceu quando o presidente estava cortando as unhas, em um momento aparentemente simples. “Eu caí de onde eu nunca deveria ter caído”, disse, com humor, durante a gravação para o programa PODK Liberados, no começo do mês passado. 

Lula explicou que, ao tentar guardar o estojo de cortar unhas, não conseguiu manter o equilíbrio: “Eu estava sentado. Quando eu fui guardar o estojo [com o kit de cortar unhas], ao invés de eu mexer com o banco, eu mexi só com o corpo. Bom, e aí, o dado concreto é o seguinte, é que não teve mais espaço, ou seja, a minha bunda não levitou, então eu caí e bati com a cabeça.”

A batida foi forte o suficiente para causar um sangramento considerável. “Foi uma batida muito forte, saiu muito sangue”, relembrou Lula em entrevista à RedeTV!.

“Eu achei que eu tinha rachado o cérebro, rachado o casco, sabe?”, continuou, descrevendo o susto imediato que teve. “Eu achei que era uma coisa muito mais grave. A batida mexeu com o cérebro”, completou. 

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro

Terceira fase da operação Ponte Torta é voltada à repressão e responsabilização de organização criminosa responsável por roubos qualificados, lavagem de dinheiro, receptação e posse de armas de fogo

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Passos, e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagram, na manhã desta sexta-feira, 6 de dezembro, a terceira fase da operação Ponte Torta, voltada à repressão e responsabilização de organização criminosa responsável pela prática de roubos qualificados, adulteração de sinal identificador de veículo, lavagem de dinheiro, receptação e posse de armas de fogo.    

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nas comarcas de Carmo do Rio Claro, Poços de Caldas e Caldas. Além disso, durante as diligências, foi realizada uma prisão em flagrante por receptação, apreendidos R$ 10 mil em espécie e munições, bem como identificados e apreendidos dois veículos clonados: um Hyundai/IX35 produto de furto em Alfenas e uma Fiat/Toro produto de roubo em Campos Gerais, ambos os crimes ocorridos em 2024.

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG

Em janeiro deste ano já havia sido deflagrada a primeira fase da Operação Ponte Torta, com sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão cumpridos em Carmo do Rio Claro, Alterosa e Piumhi.

Posteriormente, foram condenados sete integrantes da organização criminosa, que atuavam na região de Carmo do Rio Claro, cometendo roubos em propriedades rurais e em rodovias próximas ao Lago de Furnas com uso de armas de fogo e emprego de violência física e psicológica contra às vítimas. As penas variaram de 12 a 26 anos de prisão.

Em junho deste ano, na segunda fase da operação, também foram apreendidos, na zona rural de Carmo do Rio Claro, três veículos clonados, sendo duas caminhonetes Toyota Hilux SW4 e um GM/Ônix, bem como localizada uma arma de fogo e efetuada a prisão de dois autores em flagrante.

As investigações prosseguem.

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG

Polícia Civil prende 13 envolvidos na venda e distribuição de drogas em cidades do Sul de Minas

Polícia Civil prende 13 envolvidos na venda e distribuição de drogas em cidades do Sul de Minas - Foto: divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prende 13 envolvidos na venda e distribuição de drogas em cidades do Sul de Minas – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu 13 pessoas, apreendeu drogas, R$ 17,5 mil em dinheiro, anotações contábeis de tráfico e cinco veículos na última quarta-feira (4). As prisões e apreensões foram realizadas pela Operação  Lockdown, que foi deflagrada com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas especializadas no tráfico de drogas, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. Entre os presos, estão líderes e membros com papéis de destaque nos grupos investigados.

As investigações começaram em 2022, quando um integrante de uma dessas organizações criminosas foi preso. Os investigadores detectaram dois grupos: um especializado no comércio atacadista e outro no comércio varejista de entorpecentes.

Os levantamentos permitiram a identificação de quem seriam os envolvidos. E com base nos elementos obtidos, a Polícia Civil representou à Justiça por cautelares contra os suspeitos, sendo efetuadas na operação 11 prisões preventivas, de suspeitos entre 19 e 43 anos, além do flagrante de duas mulheres, de 22 e 47, por tráfico. Foram cumpridos também, 16 mandados de busca e apreensão.

A operação identificou, que o chefe da organização criminosa especializada no comércio atacadista de entorpecentes é considerado um dos maiores traficantes do Sul mineiro, motivo pelo qual o Poder Judiciário determinou o isolamento do alvo no sistema prisional, em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

As investigações estão a cargo da Delegacia Regional de Polícia Civil em Pouso Alegre, e o inquérito policial, até o momento, reúne 500 páginas, concluído com indiciamentos pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata

Sonegação de ICMS verificada é de aproximadamente R$ 900 milhões

7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata - Foto: divulgação
7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata – Foto: divulgação

Na manhã desta quarta-feira, 4 de dezembro, foi deflagrada a 7ª Fase da Operação Sinergia, que tem como objeto a apuração de fraudes tributárias por empresas que atuam na produção, comercialização e reciclagem de sucata de cobre, vergalhões, fios, etc.

Além do crime de sonegação fiscal, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 36 (trinta e seis) mandados de busca e apreensão em 16 (dezesseis) cidades, situadas em oito estados da Federação (Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pará, Ceará, Paraíba e Maranhão).

A Operação Sinergia revelou, desde o ano de 2021, a existência de diversas fraudes praticadas por empresários do ramo de comércio de sucata de cobre, produção de fios e vergalhões.

7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata – Foto: divulgação

Na data de hoje, foram alvo de busca e apreensão residências de empresários, sede de empresas e transportadoras envolvidas nas fraudes. Em função de tais fraudes, apenas entre 2020-2024, os cofres do Estado de Minas Gerais foram lesados em aproximadamente R$ 900 milhões.

As investigações apontam que empresas mineiras dedicadas à produção de fios e vergalhões adquirem a matéria prima (sucata) sem nota fiscal. Para acobertar tal aquisição sem nota, eram forjadas operações simuladas com empresas “fantasmas” situadas em outros estados da Federação, em virtude das quais, além da regularização do estoque, havia a transferência de créditos frios de ICMS, que eram utilizados para a sonegação do ICMS devido ao Estado de Minas Gerais.

7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata - Foto: divulgação
7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata – Foto: divulgação

Em outra vertente, as empresas beneficiárias se utilizavam de empresas “fantasmas” para efetuar a venda de produtos para fora do Estado de Minas Gerais, o que, igualmente, implicava na sonegação de ICMS.

O esquema criminoso investigado revelou um alto grau de sofisticação. Empresas de fachada utilizavam endereços de locais onde outras atividades já estavam em operação para se registrarem nas juntas comerciais, simulando uma aparência de existência e legitimidade da atividade econômica perante o Fisco. No entanto, as investigações apontaram que as atividades efetivamente desenvolvidas eram distintas das declaradas para fins fiscais.

As operações fraudulentas eram amparadas por uma complexa estrutura de falsificação, incluindo comprovantes de pagamento e documentos de transporte emitidos por transportadoras, todos fraudulentos. Essa estratégia tornava os métodos tradicionais de investigação ineficazes para detectar as irregularidades, exigindo abordagens mais especializadas.

7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata - Foto: divulgação
7ª Fase da Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata – Foto: divulgação

A operação é resultado de uma Força-Tarefa constituída pelo Ministério Público, através do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), Receita Estadual de Minas Gerais, Polícia Militar e Polícia Civil, na regional do CIRA em Varginha. Além da interação entre as instituições que integram o CIRA, as investigações contaram com ampla articulação interinstitucional, com o apoio operacional do Gaecos de Passos, Varginha, Pouso Alegre, São Paulo (Capital, Sorocaba e Guarulhos), Pará, Ceará e Maranhão, além dos Gaesf do Espírito Santo, Goiás, Maranhão e Paraíba.Também colaboraram as Secretarias da Fazenda do Ceará, Paraíba, Goiás e Maranhão.

A operação envolveu a atuação de 21 promotores de Justiça, 85 auditores fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais, 10 servidores de outras receitas estaduais, 11 delegados de polícia, 11 servidores do Ministério Público, 75 policiais militares e 58 policiais civis dos estados envolvidos.

Sobre o CIRA mineiro

Criado em 2007 pelo Decreto nº 44.525, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) é presidido pelo vice-governador de Minas Gerais e reúne a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), Ministério Público Estadual (MPMG), Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Advocacia-Geral do Estado (AGE). Com uma atuação coordenada, o CIRA tem sido essencial no combate à sonegação e fraude fiscal, já tendo recuperado e devolvido mais de R$ 20 bilhões para o Estado de Minas Gerais desde sua criação.

Polícia Militar de Minas Gerais lança operação para reforçar a segurança no Natal

Polícia Militar de Minas Gerais lança operação para reforçar a segurança no Natal - Foto: divulgação/Polícia Militar
Polícia Militar de Minas Gerais lança operação para reforçar a segurança no Natal – Foto: divulgação/Polícia Militar

A Polícia Militar de Minas Gerais lançou, na manhã desta segunda-feira (2/12), a Operação Natalina 2024. A ação busca garantir tranquilidade e mais segurança para a população em razão do aumento do fluxo de pessoas e do movimento no comércio varejista nas festas de fim de ano.

A operação terá um reforço do efetivo policial em todo o estado, incluindo militares que atuam em funções administrativas, e o emprego de todas as modalidades de policiamento especializado, como Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário. Somente em Belo Horizonte, serão 700 policiais a mais nas ruas. 

O objetivo é intensificar a segurança em todo o estado durante o período de 2/12 a 31/12, prevenir os crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos, a potencialização da sensação de segurança nas áreas comerciais e nas chamadas zonas quentes de criminalidade.

A ação também busca chamar a atenção e conscientizar a população do estado, principalmente os idosos, sobre a atuação de criminosos que utilizam a internet para aplicar os mais diversos golpes de estelionato, como Pix errado, promoções tentadoras, falsos atendentes de bancos, cupons de descontos e boletos falsos.

Participaram da solenidade, que ocorreu na Esplanada do Mineirão, na Pampulha, o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, o chefe do estado-maior, coronel Maurício José de Oliveira, o chefe do Gabinete Militar do governador e coordenador estadual de Defesa Civil (GMG), coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, o comandante da Primeira Região (1ª RPM), coronel Gibran Maciel da Silva, o diretor de operações (DOP), coronel Ralfe Veiga de Oliveira, o vice-presidente de relações públicas e sociais da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), Fausto Sebastião Izac, além de representantes da sociedade civil.

O coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, frisou que a operação natalina é uma oportunidade de estreitar os laços de integração e de parceria entre a PM e a sociedade. “A presença potencializada do policiamento nos centros comerciais faz parte desse processo”, destacou.

Prevenção

Polícia Militar de Minas Gerais lança operação para reforçar a segurança no Natal - Foto: divulgação/Polícia Militar
Polícia Militar de Minas Gerais lança operação para reforçar a segurança no Natal – Foto: divulgação/Polícia Militar

Com colaboração da CDL/BH, a PMMG elaborou cartilhas com dicas de segurança voltadas aos comerciantes e à população em geral durante as compras.

A cartilha aborda a importância da adoção de medidas de autoproteção para a prevenção de crimes, sejam eles físicos ou virtuais, e será distribuída em todo estado.

Vale lembrar que, em outubro, a Polícia Militar de Minas Gerais lançou a megacampanha “Se deu dúvida, é golpe!”, tendo o influencer Tião Bruto Sistemático como garoto-propaganda.

A campanha integra as estratégias da Polícia Militar para a redução da criminalidade em Minas e foi elaborada com base no tripé comunicação, inteligência e operações.

Como parte da megacampanha, a Polícia Militar, em parceria com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) realizou a prisão de diversos autores envolvidos em crimes de estelionato, inclusive em outros estados.

Operação “Se deu dúvida, é golpe” prende 90 estelionatários em Minas Gerais e em outros estados

A megacampanha da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para o combate aos crimes de estelionato virtual, lançada em outubro deste ano, já garantiu a prisão de 90 pessoas, sendo quadro em estados como Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro.  Intitulada “Se deu dúvida, é golpe!”, a iniciativa conta com a parceria da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e busca reduzir a criminalidade no Estado.

A campanha tem como garoto-propaganda o influencer Tião Bruto Sistemático. Ela pretende conscientizar e chamar a atenção da população mineira, principalmente os idosos, sobre a atuação de criminosos que utilizam a internet para aplicar as mais diversas ações criminosas. Entre os golpes, estão pix errado, promoções tentadoras, falsos atendentes de bancos, cupons de descontos e boletos falsos.

Segundo a porta-voz da corporação, major Layla Brunnela, a operação, coordenada pelo Ficco, já trouxe resultados extremamente positivos para a população. “Essas prisões, inevitavelmente, combinarão com prevenção qualificada e prevenção de ilícitos, além de mostrar uma resposta imediata para a sociedade mineira”, explicou.

A major ressaltou também a importância da campanha e da atuação integrada entre as policias. “Todas as ações de comunicação, preventivas e operacionais, voltadas para uma melhor qualificação dos dados, acabam sendo reforçadas por ações repressivas qualificadas integradas, como é esse caso da Polícia Militar, por meio da Diretoria de Inteligência e, também, da Polícia Federal” , pontuou.

Prevenção

A megacampanha da Polícia Militar foi abraçada por veículos de comunicação e influencers, além de contar com diversas peças publicitárias, que estão sendo divulgadas em outdoors e cartazes com dicas de segurança em locais com grande circulação de pessoas, em todas as regiões de Minas, além de spot de rádios e publicação de vídeos nas redes sociais.

A iniciativa foi elaborada com base no tripé comunicação, inteligência e operações.

Polícia Civil realiza operação “Armadilha Digital” e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos

Polícia Civil realiza operação "Armadilha Digital" e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos - Foto: divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil realiza operação “Armadilha Digital” e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais, através da Delegacia de Fraudes Cibernéticas em Passos (MG), deflagrou nesta quarta-feira (27) a operação “Armadilha Digital”, que desarticulou uma associação criminosa especializada em aplicar golpes por meio de sorteios e rifas fraudulentos divulgados em redes sociais.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão contra os investigados envolvidos no esquema. Durante a ação, diversos veículos e bens de luxo foram apreendidos, evidenciando a expressiva movimentação financeira gerada pelas fraudes. No total foram 3 automóveis, 10 motocicletas e 1 jet-ski.

Além dos golpes, as investigações revelaram que os suspeitos praticavam também crimes contra a economia popular, ao explorar a boa-fé de participantes com promessas de prêmios de alto valor, como carros de luxo e grandes quantias em dinheiro. Contudo, os sorteios eram manipulados ou sequer realizados, configurando um esquema para obtenção de vantagens ilícitas.

Polícia Civil realiza operação "Armadilha Digital" e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos - Foto: divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil realiza operação “Armadilha Digital” e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil

O delegado de polícia, Felipe Capute, detalhou como funcionava a estrutura fraudulenta.

“Os investigados criavam perfis em redes sociais e, sob a aparência de influenciadores digitais com milhares de seguidores, exibiam itens de luxo e anunciavam oportunidades aparentemente imperdíveis. Prometiam prêmios caros, como veículos de luxo e quantias expressivas de dinheiro, bastando que os seguidores adquirissem cotas por valores simbólicos. Essa prática, no entanto, ocultava uma fraude sofisticada e bem articulada, com o único objetivo de obter dinheiro das vítimas. Os sorteios, muitas vezes, sequer ocorriam de forma legítima. Em alguns casos, o prêmio nem existia, e em outros, o suposto ganhador era um cúmplice, criando uma falsa entrega para passar credibilidade e manter o esquema funcionando. Sem qualquer auditoria ou transparência, os envolvidos manipulavam os resultados, embolsando quantias significativas arrecadadas com a venda de centenas ou até milhares de cotas. Esses influenciadores exploravam a confiança e o desejo das vítimas de conquistar algo valioso com um pequeno investimento, transformando redes sociais em um palco para encenar golpes planejados. Essa investigação é fundamental para impedir que outros usuários sejam lesados por essa associação criminosa”, citou o delegado.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da associação criminosa e apurar crimes conexos, como lavagem de dinheiro, que pode ter sido utilizada para ocultar a origem dos recursos obtidos com as fraudes.

Polícia Civil realiza operação "Armadilha Digital" e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos - Foto: divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil realiza operação “Armadilha Digital” e desarticula esquema de sorteios fraudulentos por meio de Digitais Influencers em Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil
Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.