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Jornal Folha Regional

39 motocicletas são apreendidas e 35 pessoas são conduzidas à delegacia durante operação em Formiga

39 motocicletas são apreendidas e 35 pessoas são conduzidas à delegacia durante operação em Formiga - Foto: divulgação/Polícia Militar
39 motocicletas são apreendidas e 35 pessoas são conduzidas à delegacia durante operação em Formiga – Foto: divulgação/Polícia Militar

No último domingo (4), 39 motocicletas foram apreendidas e 35 pessoas foram conduzidas à delegacia durante a operação Cavalo de Aço, realizada em conjunto pelas polícias Militar e Civil em Formiga (MG).

Segundo a polícia, a ação foi desencadeada após o recebimento de diversas denúncias de moradores, onde informavam que motociclistas realizavam corridas clandestinas, empinando motos e desrespeitavam a sinalização, além da utilização de escapamentos adulterados, causando barulho excessivo.

Os militares e agentes abordaram vários grupos de motociclistas em pontos estratégicos na cidade, onde foi possível fazer o flagrante de irregularidades como direção perigosa, adulteração de veículos, falta de habilitação e participação em organização criminosa.

A primeira abordagem foi feita às margens da MG-050, onde haviam diversos condutores e pessoas assistindo às manobras realizadas. Com a chegada da polícia, alguns motociclistas tentaram fugir pelos fundos do local, onde havia uma rota de fuga preparada para escapar das autoridades, caso algo desse errado. Porém, todos os acessos já estavam cercados e os suspeitos foram detidos.

No Bairro Jardim Califórnia, a polícia abordou inúmeros motociclistas que praticavam manobras proibidas e não possuíam habilitação.

Conforme as autoridades, 35 condutores foram encaminhados à delegacia. Sete foram autuados em flagrante e levados ao sistema prisional. Os outros 28 assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Além das 39 motocicletas, um carro também foi apreendido.

Os conduzidos responderão por processo judicial, além de arcarem com as multas de trânsito proporcionais às suas infrações durante a condução dos veículos.

Operação entre Polícia Militar e Ficco prende 72 foragidos da Justiça em Minas Gerais

Operação entre Polícia Militar e Ficco prende 72 foragidos da Justiça em Minas Gerais - Imagem: Agência Inova
Operação entre Polícia Militar e Ficco prende 72 foragidos da Justiça em Minas Gerais – Imagem: Agência Inova

Uma operação entre a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MG) prendeu, nas duas últimas semanas, 72 foragidos da Justiça. Os presos são envolvidos em crimes violentos em Minas, especialmente homicídio, roubo e latrocínio, porte ilegal de arma, receptação e tráfico de drogas. 

O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (24), durante coletiva de imprensa no prédio do Comando-Geral da PMMG, em Belo Horizonte. Do total de prisões, 38 possuem caráter preventivo e 34 definitivo, ou seja, já com o processo criminal transitado e julgado. Juntas as penas somam 487 anos de prisão.

Segundo a porta-voz da PMMG, major Layla Brunnela, foram empregados cerca de 1,3 mil policiais militares, 523 viaturas, além do apoio da Diretoria de Inteligência (Dint) e do Serviço de Inteligência da Ficco. 

“Todo trabalho integrado é altamente positivo, resulta em mais segurança para o estado e contribui para a redução da criminalidade. Tiramos de circulação pessoas que têm uma repetência criminal altíssima. Os 72 presos possuem 191 inquéritos e 620 boletins de ocorrência nos quais figuram como autores de crimes diversos”, afirmou a major.

Para o delegado da Polícia Federal, Alisson Sabarense da Costa, chefe da Ficco em Minas Gerais, o trabalho integrado, que é permanente, culminou com a prisão de foragidos que estavam residentes até mesmo fora do estado. “Nosso trabalho é uma forma de promover a Justiça para os famíliares que tiveram seus entes vitimados por esses autores”, destacou o delegado.

A Ficco/MG é coordenada pela Polícia Federal e é composta pelas polícias Militar, Civil e Penal. “O trabalho em conjunto entre as forças de segurança continuarão na busca e captura de outros foragidos e para garantia da segurança da população mineira”, concluiu a porta-voz da PMMG.

PM MAmb resgata 86 pássaros e aplica multa de R$ 97 mil em Itaú de Minas

PM MAmb resgata 86 pássaros e aplica multa de R$ 97 mil em Itaú de Minas - Foto: divulgação
PM MAmb resgata 86 pássaros e aplica multa de R$ 97 mil em Itaú de Minas – Foto: divulgação

Em uma operação considerada exemplar, a Polícia Militar de Meio Ambiente (PM MAmb) resgatou 86 pássaros da fauna silvestre que eram mantidos em cativeiro em uma fazenda na zona rural de Itaú de Minas (MG).

Na ação foram aplicadas multas no valor de R$ 97 mil e os policiais prenderam um homem por suspeita de irregularidade na posse das aves e apreenderam uma cartucheira sem documentação.

Entre os pássaros resgatados estavam 25 trinca ferros, 11 canários da terra, um sabiá laranjeira, três curiós, dois coleiros, 12 azulões, um bigodinho e um pintassilgo. Os policiais também apreenderam 56 gaiolas, que foram destruídas.

Parte das aves que estavam em bom estado de saúde e não apresentavam anilhas foi solta na natureza e os pássaros que estavam com anilhas foram encaminhados para um centro de reabilitação em Divinópolis.

A operação ocorreu no dia 12 deste mês e foi realizada por equipes da PM MAmb de Passos e de Piumhi.

Segundo informações da corporação, a operação foi desencadeada após uma denúncia anônima e rastreamento até chegar nas aves que eram mantidas em cativeiro. Durante a abordagem, o suspeito admitiu a posse dos pássaros, que pertenciam a diversas espécies, revelando que alguns deles não possuíam anilhas.

Ainda de acordo com a PM MAmb, o homem também não apresentou documentação que respaldasse legalmente a posse das aves. Na fazenda, os policiais encontraram uma arma de fogo do tipo cartucheira, calibre 32, sem a devida documentação.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da Polícia Civil.

Os pássaros resgatados foram examinados por um médico veterinário, que atestou que as aves não anilhadas estavam saudáveis e, portanto, aptas para serem reintroduzidas no habitat natural.

As aves que estavam anilhadas foram apreendidas e enviadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Divinópolis. Segundo a PM Mamb, foi lavrado um auto de infração no valor de R$ 97.014,48 em decorrência do crime de cativeiro irregular de pássaros.

A polícia também detectou indícios de crimes conforme a legislação ambiental, incluindo a posse ilegal de arma.

“Essa operação destaca o compromisso da Polícia Militar de Meio Ambiente em proteger a fauna silvestre e combater práticas ilegais que ameaçam a biodiversidade, demonstrando eficiência e dedicação em suas ações” afirma o sargento Marcelino. (Clic Folha)

PM tira motocicletas irregulares de circulação durante fiscalização intensiva em Capitólio

PM tira motocicletas irregulares de circulação durante fiscalização intensiva em Capitólio - Foto: divulgação/Polícia Militar
PM tira motocicletas irregulares de circulação durante fiscalização intensiva em Capitólio – Foto: divulgação/Polícia Militar

A Polícia Militar intensificou a fiscalização de moto fretes e realizou a remoção de veículos irregulares, na última sexta-feira (19), em Capitólio (MG).

Durante a ação, o condutor de uma das motocicletas tentou fugir, realizando diversas manobras perigosas em via pública. Ele foi perseguido e preso pela guarnição da Polícia Militar.

Na operação, os policiais removeram dois veículos ao pátio credenciado a apreenderam um.

Os militares também efetuaram cinco autuações durante a ação.

Operação Uncover: Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de cigarros em São Sebastião do Paraíso

Operação Uncover: Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de cigarros em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã da última terça-feira (9) a Operação Uncover, com o objetivo de reprimir a prática dos crimes de redução à condição análoga à escravos, contrabando e crime contra as relações de consumo.

A ação mobilizou o efetivo de cerca de 50 policiais federais, além de servidores da Receita Federal, no cumprimento de mandados expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra. No total, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos estados de Minas Gerais e Paraná, além de ordem de sequestro de bens no valor de R$ 68 milhões.

Segundo as investigações, o grupo criminoso arregimentava cidadãos paraguaios através de contatos no país vizinho, e trazia os trabalhadores ao Brasil para laborar em uma fábrica clandestina de cigarros situada no município de São Sebastião do Paraíso (MG).

As diligências apontaram que paraguaios adentravam em território nacional por via terrestre através da fronteira do Paraguai com o Paraná e eram conduzidos por integrantes do grupo até o local onde funcionava a operação. Durante todo o período de produção, os trabalhadores permaneciam restritos às dependências da fábrica e sem comunicação com o exterior, além de dormir em alojamentos precários.

Estima-se que a capacidade de produção da planta industrial seja de cerca de 250 mil maços de cigarro por dia. Na ação, foram apreendidos o maquinário da linha de produção, caminhões utilizados no transporte das mercadorias, 50 toneladas de tabaco in natura, insumos variados e mais de 1.500.000 maços de cigarros embalados para venda.

Na residência do principal investigado foram apreendidos veículos e R$ 59.6 mil em espécie.

As embalagens encontradas no galpão da fábrica ostentavam logotipos “Eight”, “Palermo”, “R7” e “San Marino”, de modo que eram falsificadas marcas tradicionalmente vendidas no Paraguai, e cuja importação é proibida por lei.

A comercialização desse tipo de produto, além de gerar elevado prejuízo aos cofres da União e dos Estados, na medida em que não há recolhimento dos tributos devidos, acarreta risco à saúde pública, posto que a fabricação ocorre sem a licença dos órgãos de controle e sem fiscalização quanto ao atendimento de padrões mínimos de qualidade.

Operação Uncover: Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de cigarros em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Federal
Operação Uncover: Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de cigarros em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Federal
Operação Uncover: Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de cigarros em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Federal

Polícia Militar e Civil de Piumhi realizam operação para prender autor de homicídio na BA

Polícia Militar e Civil de Piumhi realizam operação para prender autor de homicídio na BA - Imagem: Agência Inova
Polícia Militar e Civil de Piumhi realizam operação para prender autor de homicídio na BA – Imagem: Agência Inova

Um homem foi preso na última sexta-feira (05), em Piumhi (MG). A Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Civil, montou uma operação com o objetivo o autor de um homicídio ocorrido na Bahia.

A operação aconteceu após a polícia receber informações sobre o mandado de prisão expedido contra o autor, que estava residindo em Piumhi e se esquivando da ação policial.

Após a montarem um cerco da área indicada, o autor foi localizado e tentou se fugir pelos fundos da residência, rumo a uma área de mata. Ele foi surpreendido e preso.

Fiscalização no Sul de Minas verifica uso correto de recursos hídricos

Fiscalização no Sul de Minas verifica uso correto de recursos hídricos - Foto: divulgação
Fiscalização no Sul de Minas verifica uso correto de recursos hídricos – Foto: divulgação

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realizou, de 17 a 21, de junho, a Operação “Pivôs Centrais – Fase III” para verificar irregularidades quanto ao uso de recursos hídricos. A ação aconteceu nos municípios de Campos Gerais, Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas. Esses municípios concentram uma grande quantidade de pivôs para irrigação.

Fiscais verificaram durante as vistorias a conformidade do uso de recursos hídricos em propriedades e empreendimentos previamente selecionados. “Avaliamos a adequação das propriedades com as normas estaduais que norteiam a adequada utilização de recursos hídricos no Estado de Minas Gerais”, explica o chefe da Unidade Regional de Fiscalização Ambiental Sul de Minas, Elias Venâncio Chagas.

A definição dos alvos para fiscalização se baseou nos processos de sensoriamento remoto e demarcação de áreas de pivôs centrais que apresentam conhecida geometria. Também se utilizou o mapeamento de áreas irrigadas, disponibilizado pela Agência Nacional das Águas e Saneamento (ANA).

“Os pivôs centrais foram comparados com a base de dados do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR) para estabelecimento da propriedade e dominialidade dos imóveis onde estes se encontram localizados”, afirmou Elias Chagas.

A técnica empregada para definição dos alvos resultou na demarcação de 32 pivôs centrais distribuídos em 17 imóveis, que foram objeto das ações de fiscalização. A expectativa é que sejam lavrados 13 Autos de Infração que, somados, devem alcançar valores superiores a R$ 460 mil. Ainda, foram aplicadas seis advertências, com estabelecimento de prazo para resolução das situações irregulares observadas.

Elias Chagas observa, ainda, que nas hipóteses de captação de recursos hídricos sem a devida autorização ou em desconformidade com a autorização obtida, será aplicada, além da multa, a suspensão da captação.

As principais irregularidades observadas nesta ação estavam associadas à ausência de outorga para captação de recursos hídricos naturais, captação em desconformidade com as vazões autorizadas e ausência de equipamentos de aferição de vazão e hora. Durante a operação, observou-se que, dentre os imóveis rurais objeto de fiscalização, seis deles exerciam atividade potencialmente poluidora (culturas anuais, perenes, semiperenes e horticultura) desprovidos do licenciamento ambiental, o que, por consequência, resultará na aplicação das penalidades administrativas correspondentes de multas e suspensão programada de atividades, até a obtenção do devido ato autorizativo.

“A execução das atividades de fiscalização no uso dos recursos hídricos é medida de extrema importância na promoção do uso racional da água, garantindo os diversos uso e provendo a garantia de acesso aos recursos hídricos por toda sociedade”, observou Elias Chagas.

Transparência

O Governo de Minas, por meio da Semad, disponibiliza diversos canais de denúncias ambientais e conta com o apoio da sociedade para monitorar e denunciar práticas evidentes ou suspeitas de irregularidades ambientais. A denúncia ou solicitação de fiscalização ambiental pode ser feita pelo LigMinas (ligue 155 – opção 7) ou por meio deste link, que traz mais informações sobre o assunto.

MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis

MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis - Foto: divulgação/Ministério Público
MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis – Foto: divulgação/Ministério Público

O Ministério Público (MP) desencadeou a 2ª fase da Operação Vicário, contra uma organização criminosa especializada em clonagem, furtos e roubos de veículos de luxo no Sul de Minas, além de crimes contra a fé pública e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e nove de busca e apreensão em Passos, Itaú de Minas, Delfinópolis, Piumhi e Fortaleza de Minas.

A 2ª fase da operação é fruto de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Para a ação, o Ministério Público conta com apoio da Polícia Militar de Passos e de São Sebastião do Paraíso. Três promotores de Justiça, dois servidores do Ministério Público e 42 policiais militares participam da operação.

A 1° fase da operação, que foi realizada em todo o país no dia 31, cumpriu mandados em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão nos municípios de Passos (MG), Piumhi (MG), Capitólio (MG), Itaú de Minas (MG), Fronteira (MG), Franca (SP), Bebedouro (SP), Bauru (SP), Londrina (PR), Arapongas (PR), Rolândia (PR), Itajaí (SC), Campo Grande (MS), Naviraí (MS), São Luís (MA) e Presidente Dutra (MA).

MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis - Foto: divulgação/Ministério Público
MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis – Foto: divulgação/Ministério Público

Segundo o MP, a quadrilha era especializada em furtar e roubar veículos de luxo utilizando equipamentos eletrônicos para a codificação de chaves e partida dos motores.

Os autores realizavam a clonagem, mediante adulteração da numeração do chassi e de outros sinais identificadores, além da replicação de placas e transplante de documentos de registro.

De acordo com o MP, posteriormente, os criminosos faziam a destinação dos automóveis falsificados com técnicas para dificultar o rastreio por meio de documentos, despistar o rastreio físico e conferir aparência lícita nas transações comerciais simuladas.

Conforme o Ministério Público, uma característica da atuação desse grupo foi o superdimensionamento de seus ganhos. Eles evoluíram do modus operandi padrão, ou seja, vender veículos no mercado clandestino, para modalidade criminosa bem mais lucrativa.

O MP informou que os criminosos comercializavam peças dos veículos clonados por preço de mercado, lesando os compradores, que acreditavam ser originais.

MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis - Foto: divulgação/Ministério Público
MP deflagra 2ª fase de operação contra quadrilha especializada em furtos e clonagem de veículos de luxo em Passos, Itaú de Minas, Piumhi e Delfinópolis – Foto: divulgação/Ministério Público

Fazendas de café em Alpinópolis são alvo de fiscalização do Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal

Fazendas de café em Alpinópolis são alvo de fiscalização do Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal – Foto: divulgação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF), realizaram uma operação conjunta para fiscalizar as condições de trabalho nas colheitas de cafés em Alpinópolis (MG) e região, nos dias 11 e 12 de junho.

O objetivo da operação é para garantir o cumprimento das leis trabalhistas, assegurar condições de trabalho seguras e justas, e identificar possíveis irregularidades, como trabalho análogo à escravidão e exploração infantil. A iniciativa surgiu após denúncias de irregularidades nas fazendas de café da região.

Foram realizaram inspeções pela equipes do MPT e da PF em várias propriedades rurais, analisando documentos, conversando com os trabalhadores e avaliando as condições de trabalho e alojamento. As inspeções incluíram a verificação do fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho.

Fazendas de café em Alpinópolis são alvo de fiscalização do Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal – Foto: divulgação

Durante a operação, foram encontradas irregularidades como falta de registro em carteira, jornadas de trabalho excessivas sem pagamento de horas extras e alojamentos inadequados. Em alguns casos, as condições de trabalho foram consideradas degradantes.

Os empregadores identificados com irregularidades foram notificados e poderão enfrentar multas e ações judiciais. A operação também busca assegurar que os trabalhadores recebam os direitos trabalhistas devidos e que as condições de trabalho sejam adequadas.

“A operação demonstra o compromisso das autoridades em garantir condições de trabalho justas e seguras. A fiscalização contínua é fundamental para assegurar um ambiente de trabalho digno e respeitar os direitos dos trabalhadores rurais”, citou as autoridades.

Sargento da PM denunciado por vazar informações sobre operação é condenado a dez anos de reclusão em Formiga

Sargento da PM denunciado por vazar informações sobre operação é condenado a dez anos de reclusão em Formiga - Imagem: Agência Inova
Sargento da PM denunciado por vazar informações sobre operação é condenado a dez anos de reclusão em Formiga – Imagem: Agência Inova

Denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por ter vazado informações sobre uma operação de combate ao tráfico de drogas, um sargento da Polícia Militar foi condenado pela Justiça a dez anos, quatro meses e 12 dias de reclusão; dois meses e 28 dias de detenção; além do pagamento de 700 dias-multa.

A denúncia apresentada à Justiça Militar pela 2ª Promotoria de Justiça de Formiga (MG), responsável pelo controle externo da atividade policial, foi julgada procedente, condenando o policial militar pela prática dos crimes de associação para o tráfico de entorpecentes, corrupção qualificada e descumprimento de missão.

Segundo o promotor de Justiça Ângelo Ansanelli, “apurou-se ainda que o referido militar cometeu crime de descumprimento de missão, colocando em risco a vida de outros policiais militares”.

Relembre o caso

Em fevereiro de 2023, a 2ª Promotoria de Justiça e Polícia Militar deflagraram a “Operação Tropa de Elite”. O objetivo foi combater a prática dos crimes de corrupção praticados por um sargento da PM. Em julho de 2022, foi constatado que houve vazamento da fase ostensiva da Operação “Snowblind”, motivo pelo qual os alvos principais empreenderam fuga e não foi possível realizar a apreensão de substâncias entorpecentes.

A partir de então, o MPMG passou a investigar como teria ocorrido o vazamento com as Polícias Civil e Militar, sendo constatado que um sargento, que é usuário de crack, havia repassado as informações da Operação “Snowblind” para os traficantes de entorpecentes. Em troca das informações, o policial militar recebeu uma pedra de 25g de crack avaliada em R$ 1.300,00.

Com o aprofundamento das investigações, apurou-se que o policial militar era usuário de substâncias entorpecentes e que já havia dado informações sigilosas de outra operação para os traficantes.

Em 2017, quando foi realizada a operação “Alma à Venda”, foi constado que o policial militar adquiria drogas para seu uso pessoal, justamente de traficantes para quem ele vazou a Operação “Snowblind”.

Após reunir elementos de prova na Operação “Tropa de Elite”, o Ministério Público requereu o desarquivamento do Inquérito Policial Militar referente à Operação “Alma à Venda”, e prosseguiu com as investigações.

O julgamento do policial militar ocorreu no dia 9 de maio deste ano.

Operação Dingo Bel

Em outro caso, também relacionado ao narcotráfico, o MPMG obteve a condenação de cinco pessoas de uma organização criminosa. Elas foram denunciadas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As penas aplicadas pela Justiça variam de três anos e seis meses à 97 anos e seis meses de reclusão.

No dia 20 de maio deste ano o Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a sentença proferida pela Vara Criminal de Formiga e julgou procedente os pedidos feitos na denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Conforme o promotor de Justiça Ângelo Ansanelli Júnior, “essa foi a maior condenação obtida em face das operações de combate ao narcotráfico realizadas na comarca”.

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