Papa Francisco tem noite tranquila, mas segue em estado crítico, diz Vaticano – Foto: reprodução
O Papa Francisco, de 88 anos, passou a noite sem intercorrências e está descansando, informou o Vaticano nesta segunda-feira (24). No entanto, seu estado de saúde segue crítico devido à pneumonia bilateral que o levou à internação há dez dias. Exames recentes também indicaram um início de insuficiência renal leve.
Segundo o boletim divulgado pelo Vaticano, Francisco “o Pontífice dormiu e mantém seu repouso”. O comunicado reforça que ele segue sob observação médica e recebendo oxigênio por cânulas nasais para auxiliar na respiração.
Nos últimos dias, a preocupação com seu estado aumentou devido uma crise de asma e a uma queda no número de plaquetas no sangue, associada a um quadro de anemia, o que exigiu transfusão sanguínea no sábado (22). Os médicos também monitoram atentamente sinais de possíveis complicações, como sepse, que pode se desenvolver a partir da infecção pulmonar.
A atual hospitalização do Papa Francisco é a mais longa desde que assumiu o pontificado em 2013. Em 2021, ele ficou internado por dez dias para a remoção de parte do cólon. Apesar do quadro crítico, ele tem permanecido alerta e orientado. No domingo (23), o papa participou de uma missa privada em seu apartamento hospitalar.
Em mensagem divulgada pelo Vaticano, Francisco agradeceu aos profissionais de saúde do Hospital Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, e demonstrou confiança na recuperação. “O repouso também faz parte da terapia. Agradeço de coração aos médicos e profissionais de saúde deste hospital pela atenção e dedicação com que prestam seu serviço aos doentes”, declarou.
Desde que foi internado, fiéis ao redor do mundo têm realizado orações por sua saúde, com manifestações na Argentina, na Itália e no Iraque. O Vaticano segue monitorando sua evolução e não há previsão para alta médica.
Papa Francisco é internado em Roma para tratar problema de saúde – Foto: Andreas Solaro/AFP
O papa Francisco foi internado em um hospital de Roma nesta sexta-feira (14) devido a uma bronquite, que provocou dificuldades respiratórias nos últimos dias, anunciou a Santa Sé.
O pontífice argentino de 88 anos apresentou dificuldades para respirar nos últimos dias e delegou a seus assistentes a leitura de alguns discursos.
Em um comunicado curto, o Vaticano explica que Francisco seguiu para a Policlínica Agostino Gemelli após suas audiências matinais, quando recebeu, entre outros, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.
O objetivo, explicou a Santa Sé, é que ele possa “prosseguir em um hospital com os tratamentos em curso para a bronquite”.
Para receber o chefe da Igreja Católica, o hospital romano dispõe de um andar organizado de maneira específica e que possui uma capela.
O pontífice sofre de bronquite desde a semana passada e, na quarta-feira, precisou interromper a leitura de um discurso durante sua audiência geral semanal devido às dificuldades para respirar.
“Deixem-me pedir ao padre que continue lendo porque ainda não consigo com a minha bronquite. Espero que na próxima vez eu possa”, disse o pontífice na ocasião.
O pontífice também precisou celebrar várias audiências em sua residência.
Agenda movimentada
Francisco, que em sua juventude foi submetido a uma ablação parcial de um pulmão, se desloca desde 2022 com uma cadeira de rodas, ou com uma bengala nas poucas vezes que é visto de pé.
Nos últimos anos, ele enfrentou vários problemas de saúde, incluindo dores no joelho e no quadril, uma inflamação do cólon e dificuldades respiratórias.
Em junho de 2023, Jorge Mario Bergoglio foi hospitalizado por 10 dias no hospital Gemelli e passou por uma operação de hérnia abdominal, que exigiu anestesia geral.
Em dezembro do mesmo ano, também devido a uma bronquite, o pontífice desistiu de participar na COP28 de Dubai, a grande reunião de cúpula anual do clima, organizada pelas Nações Unidas.
E no final de março de 2024, o jesuíta argentino, eleito papa em 2013, cancelou na última hora sua participação na Via-Crúcis do Coliseu de Roma. Poucos dias depois, no entanto, conseguiu celebrar a missa da Páscoa.
Apesar dos vários problemas de saúde, Francisco mantém uma agenda repleta de audiências e tarefas, com até 10 compromissos em uma manhã.
Também prosseguiu com as viagens, como em setembro, quando fez o deslocamento mais longo de seu pontificado, uma jornada de 12 dias que o levou a Papua-Nova Guiné, Timor Leste, Indonésia e Singapura.
Inspirada na Encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, a Campanha da Fraternidade de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23, 8). A Campanha da Fraternidade, dentro do caminho penitencial da Igreja, propõe durante a Quaresma desse ano, um convite de conversão para a amizade social e ao reconhecimento da vontade de Deus de que todos sejam irmãos e irmãs, todos fraternos e tudo fraterno, numa fraternidade universal.
“Ponham-se em maior realce, tanto na Liturgia como na catequese litúrgica, os dois aspectos característicos do tempo quaresmal, que pretende, sobretudo através da recordação ou preparação do Baptismo e pela Penitência, preparar os fiéis, que devem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e dar-se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal. (Sacrosanctum Concilium, n. 109)”
O documento conciliar, também afirma que “a penitência quaresmal deve ser também externa e social, que não só interna e individual.” Neste contexto, em 1961, teve início a Campanha da Fraternidade, quando três sacerdotes que trabalhavam na Caritas brasileira, um dos organismos da CNBB, planejaram uma campanha para arrecadar recursos com o objetivo de financiar as atividades assistenciais da instituição.
No programa de hoje, Pe. Gerson Schmidt* nos propõe a reflexão “Quaresma e Campanha da Fraternidade 2024”:
“Tradicionalmente, o período da Quaresma se estende por 40 dias, iniciando-se na Quarta-Feira de Cinzas e se encerrando no Domingo de Ramos, ou seja, uma semana antes do Domingo de Páscoa. No entanto, desde o pontificado de Paulo VI, a Quaresma tem duração de 44 dias, pois só se encerra na Quinta-Feira Santa. A palavra quaresma vem de “quarenta” e o número 40, para os israelitas, possui um significado teológico que tem sua origem na própria história do Povo de Israel.
No Antigo Testamento, o número 40 ocorre inúmeras vezes relacionado a momentos significativos da história bíblica: o período do dilúvio para a purificação no tempo de Noé foi de 40 dias (Gn 7,4); são 40 dias passados por Moisés no Monte Sinai (Ex 24,12-18.34) para receber a Tábua da Lei dos Dez Mandamentos; os hebreus caminharam 40 anos pelos desertos até atingir Canaã (Js 5,6) para Deus conhecer o seu coração duro como pedra; a duração do bom reinado de Davi foi de 40 anos (2Sm 5,4); foram 40 dias que Golias enfrentou Israel até que o pequeno Davi o enfrenta-se, derrubasse por meio de uma funda, e, por fim, o matasse (1Sm 17,1-51). Elias caminhou 40 dias para encontrar-se com Deus, no Sinai, numa brisa suave (1Rs 19,8) e não na turbulência do fogo, tempestade e terremoto. Em 40 dias, a cidade de Nínive seria destruída, caso não houvesse conversão do Povo pela pregação de Jonas (Jn 3,4). Há praticamente em todos esses textos vetero-testamentários, ou seja, do Antigo Testamento, um imperativo de escuta da Palavra e convite à conversão, proposta da quaresma que prepara a grande festa da Páscoa. No Novo Testamento, o simbolismo do número 40 continua. Jesus recolhe-se no deserto por 40 dias e 40 noites (Mt 4,3; Mc 1.1; Lc 4,2) onde enfrenta as tentações de Satanás e, após a ressurreição, permanece na terra 40 dias entre os discípulos (At 1,3) dando-lhes instruções para a evangelização, antes de ascender aos céus.
Por ocasião desta quaresma, o Papa Francisco aponta: “Deus não se cansou de nós. A Quaresma é tempo de conversão, tempo de liberdade. O próprio Jesus foi impelido pelo Espírito para o deserto a fim de ser posto à prova na sua liberdade. O deserto é o espaço onde a nossa liberdade pode amadurecer numa decisão pessoal de não voltar a cair na escravidão. Na Quaresma, encontramos novos critérios de juízo e uma comunidade com a qual avançar por um caminho nunca percorrido”. O Papa ressalta ainda que “isto comporta uma luta: assim nos dizem claramente o livro do Êxodo e as tentações de Jesus no deserto”.
Cardeal Jozef Tomko impõe as cinzas com o sinal da cruz na testa do Papa Francisco. (Photo AFP/Filippo Monteforte) (AFP or licensors)
O Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, prestou particular atenção à apresentação do Tempo da Quaresma. Em preparação à abertura do Ano Jubilar, e atendendo um pedido do Papa Francisco, o Dicastério (setor de Roma) para a Evangelização lançou, no início do ano passado, a coletânea sobre o Concílio Vaticano II intitulada “Jubileu 2025 – Cadernos do Concílio”, com o objetivo de promover uma redescoberta do evento conciliar e seu significado para a vida da Igreja em todos esses 60 anos transcorridos.
O caderno de número 13 desses ricos subsídios descreve os diversos tempos litúrgicos e aponta o significado da quaresma, referendando a Constituição Sacrosanctum Concilium: “O texto conciliar, ao sublinhar os principais elementos que sustentam o caminho quaresmal da Igreja, isto é, o Batismo – com sua memória ou preparação – a Penitência, a escuta assídua da Palavra de Deus e a oração, pretende indicar a referência fundamental para compreender seu valor e significado. No processo de formação deste período de preparação para a Páscoa, a referência ao Batismo e à Penitência foi a chave de interpretação da Quaresma e da sua relação com a vida do cristão e da Igreja. Para o Batismo, o Concílio recomenda a recuperação dos elementos batismais próprios da liturgia quaresmal; para a Penitência, insiste no significado pessoal e social do pecado”[1].
Na quaresma, portanto, não deve haver simplesmente uma conversão pessoal, mas também uma mudança nas estruturas sociais que condicionam o indivíduo. A Constituição Sacrosanctum Concilium, no número 110, aponta com propriedade assim afirmando: “A penitência quaresmal deve ser também externa e social, que não só interna e individual. Estimule-se a prática da penitência, adaptada ao nosso tempo, às possibilidades das diversas regiões e à condição de cada um dos fiéis”. Por isso, a Igreja no Brasil, desde a época pós-conciliar, realiza no país a tradicional Campanha da Fraternidade, destacando um aspecto, uma chaga, um desafio concreto, onde se entenda que falte a fraternidade, falte a solidariedade, falte a luz da prática do Evangelho para vivenciarmos melhor o tempo quaresmal. Inspirada na Encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, a Campanha da Fraternidade (CF) de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23, 8). A Campanha da Fraternidade, dentro do caminho penitencial da Igreja, propõe durante a Quaresma desse ano, um convite de conversão para a amizade social e ao reconhecimento da vontade de Deus de que todos sejam irmãos e irmãs, todos fraternos e tudo fraterno, numa fraternidade universal, como inspira o título da Encíclica Papal Fratelli Tutti.”
*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.
[1] Cadernos do Concílio, Jubileu 2025, n.13. Os tempos fortes do Ano Litúrgico, Edições CNBB, p. 13.
Um convite a pôr-se a caminho no seguimento de Jesus para aprofundar e acolher o seu mistério de salvação. É o que afirma o Papa em sua Mensagem para a Quaresma 2023, divulgada na sexta-feira (17), na qual destaca a relação entre o caminho quaresmal e o caminho sinodal que a Igreja está trilhando, radicada na tradição e aberta à novidade.
O Papa recorda que “o evangelho da Transfiguração é proclamado, a cada ano, no II Domingo da Quaresma”. “Neste tempo litúrgico, o Senhor nos toma consigo e nos conduz à parte. Embora os nossos compromissos ordinários nos peçam para permanecer nos lugares habituais, transcorrendo uma vida quotidiana frequentemente repetitiva e por vezes enfadonha, na Quaresma somos convidados a subir a um ‘alto monte’ junto com Jesus, para viver com o Povo santo de Deus uma particular experiência de ascese”, ressalta o Pontífice.
Ascese quaresmal e experiência sinodal
A ascese quaresmal é um empenho, sempre animado pela graça, no sentido de superar as nossas faltas de fé e as resistências em seguir Jesus pelo caminho da cruz. Aquilo de que Pedro e os outros discípulos tinham necessidade.
“Para aprofundar o nosso conhecimento do Mestre, é preciso deixar-se conduzir por Ele à parte e ao alto, rompendo com a mediocridade e as vaidades. É preciso pôr-se a caminho, um caminho em subida, que requer esforço, sacrifício e concentração, como uma excursão na montanha.”
“Estes requisitos são importantes também para o caminho sinodal, que nos comprometemos, como Igreja, a realizar”, ressalta o Papa, convidando a refletir sobre a relação entre “a ascese quaresmal e a experiência sinodal”.
Refletindo sobre a “subida de Jesus e dos discípulos ao Monte Tabor, podemos dizer que o nosso caminho quaresmal é «sinodal», porque o percorremos juntos pelo mesmo caminho, discípulos do único Mestre. Sabemos que Ele próprio é o Caminho e, por conseguinte, tanto no itinerário litúrgico quanto no do Sínodo, a Igreja não faz outra coisa senão entrar cada vez mais profunda e plenamente no mistério de Cristo Salvador”.
Ao chegar ao Monte Tabor, Jesus ‘se transfigurou diante deles: o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz’. “Aqui aparece o ‘cimo’, a meta do caminho. No final da subida e enquanto estão no alto do monte com Jesus, os três discípulos recebem a graça de O verem na sua glória, resplandecente de luz sobrenatural, que não vinha de fora, mas irradiava d’Ele mesmo. A beleza divina desta visão mostrou-se incomparavelmente superior a qualquer cansaço que os discípulos pudessem ter sentido quando subiam ao Tabor.
Com frequência também o processo sinodal se apresenta árduo e por vezes podemos até desanimar; mas aquilo que nos espera no final é algo, sem dúvida, maravilhoso e surpreendente, que nos ajudará a compreender melhor a vontade de Deus e a nossa missão a serviço do seu Reino”, sublinha Francisco.
O caminho sinodal está radicado na tradição da Igreja
Segundo o Papa, “a experiência dos discípulos no monte Tabor torna-se ainda mais enriquecedora quando, ao lado de Jesus transfigurado, aparecem Moisés e Elias, que personificam respectivamente a Lei e os Profetas. A novidade de Cristo é cumprimento da antiga Aliança e das promessas; é inseparável da história de Deus com o seu povo, e revela o seu sentido profundo”.
De forma análoga, o caminho sinodal está radicado na tradição da Igreja e, ao mesmo tempo, aberto para a novidade. A tradição é fonte de inspiração para procurar estradas novas, evitando as contrapostas tentações do imobilismo e da experimentação improvisada. O caminho ascético quaresmal e, de modo semelhante, o sinodal, têm como meta uma transfiguração, pessoal e eclesial. Uma transformação que, em ambos os casos, encontra o seu modelo na de Jesus e realiza-se pela graça do seu mistério pascal.
Para que, neste ano, se possa realizar em nós tal transfiguração, o Papa propôs dois ‘caminhos’ que devem ser percorridos “para subir junto com Jesus e chegar com Ele à meta”.
A Quaresma orienta-se para a Páscoa
O primeiro caminho, “diz respeito à ordem que Deus Pai dirige aos discípulos no Tabor, enquanto estão a contemplar Jesus transfigurado. A voz da nuvem diz: ‘Escutai-O’. Assim a primeira indicação é muito clara: escutar Jesus. A Quaresma é tempo de graça na medida em que nos pusermos à escuta d’Ele, que nos fala”. Portanto, escutar Jesus “na Palavra de Deus, que a Igreja nos oferece na Liturgia: não a deixemos cair em saco rasgado; se não pudermos participar sempre da missa, ao menos leiamos as Leituras bíblicas de cada dia valendo-nos até da ajuda da internet”, ressalta Francisco.
Além das Sagradas Escrituras, o Senhor nos fala também nos irmãos, “sobretudo nos rostos e vicissitudes daqueles que precisam de ajuda”, frisa o Papa, acrescentando outro aspecto, “muito importante no processo sinodal: a escuta de Cristo passa também através da escuta dos irmãos e irmãs na Igreja; em algumas fases, esta escuta recíproca é o objetivo principal, mas permanece sempre indispensável no método e estilo de uma Igreja sinodal”.
O segundo caminho a ser percorrido nesta Quaresma, é o de “não se refugiar numa religiosidade feita de acontecimentos extraordinários, de sugestivas experiências, levados pelo medo de encarar a realidade com as suas fadigas diárias, as suas durezas e contradições. A luz que Jesus mostra aos seus discípulos é uma antecipação da glória pascal, e é rumo a esta que se torna necessário caminhar seguindo «apenas Jesus e mais ninguém”. A Quaresma orienta-se para a Páscoa: o “retiro” não é um fim em si mesmo, mas prepara-nos para viver – com fé, esperança e amor – a paixão e a cruz, a fim de chegarmos à ressurreição”.
“Queridos irmãos e irmãs, que o Espírito Santo nos anime nesta Quaresma na subida com Jesus, para fazermos experiência do seu esplendor divino e assim, fortalecidos na fé, prosseguirmos o caminho com Ele, glória do seu povo e luz das nações”, conclui Francisco.
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