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Jornal Folha Regional

Aparecida convida papa Leão XIV a visitar cidade da padroeira nacional

Aparecida convida papa Leão XIV a visitar cidade da padroeira nacional - Foto: reprodução
Aparecida convida papa Leão XIV a visitar cidade da padroeira nacional – Foto: reprodução

A Prefeitura de Aparecida, no interior de São Paulo, enviou um convite oficial ao papa Leão XIV para visitar a cidade, sede da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e local do maior templo católico do país, o Santuário Nacional de Aparecida.

O convite, assinado pelo prefeito José Luiz Rodrigues (PL), foi enviado em 19 de maio. “Cumprimentando respeitosamente Sua Santidade, humildemente convido a reiterar sua visita à nossa cidade-santuário”, escreveu.

“Capital Mariana do Brasil, Aparecida se alegra com a perspectiva de receber Sua Santidade em solo brasileiro. A visita seria motivo de grande fé, união e celebração para todos os devotos e cidadãos”, disse a Prefeitura da cidade em divulgação oficial do convite.

“Seguimos em oração e esperança para que, em breve, possamos acolher o Santo Padre com o carinho e a devoção que marcam nossa história”, finaliza o comunicado.

Antes de ser eleito papa, Robert Francis Prevost esteve no Santuário Nacional de Aparecida em julho de 2013, quando atuava como superior da Ordem de Santo Agostinho.

Na ocasião, ele participou de uma missa celebrada no Altar Central da Basílica. O papa estava no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, e viajou até a cidade paulista.

Além disso, o pontífice estava com uma viagem programada para Aparecida para participar da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que aconteceria entre os dias 30 de abril a 9 de maio deste ano. O evento foi cancelado em virtude do falecimento do papa Francisco e remarcado para 2026.

Prevost esteve no Brasil em outras oportunidades, visitando cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais e PCaso aceite o convite da Prefeitura de Aparecida, o papa Leão XIV será o quarto consecutivo a visitar o Santuário Nacional, seguindo os passos de João Paulo II (1980), Bento XVI (2007) e Francisco (2013).

Sinos de Aparecida

Após o anúncio da escolha do novo papa em 8 de maio deste ano, os sinos do Santuário Nacional de Aparecida soaram em celebração. Imagens compartilhadas nas redes sociais registraram o momento no maior templo católico do país.

Dias antes, os mesmos sinos já haviam tocado em homenagem ao papa Francisco, como forma de agradecimento e homenagem.araná.

O campanário do Santuário Nacional contém 13 sinos, onde cada um simboliza os 12 apóstolos de Jesus e Nossa Senhora.

Papa Leão XIV: ‘O senhor me chamou para carregar uma cruz’

Papa Leão XIV: ‘O senhor me chamou para carregar uma cruz’ - Foto: reprodução
Papa Leão XIV: ‘O senhor me chamou para carregar uma cruz’ – Foto: reprodução

Na manhã desta sexta-feira (9), os sinos do Vaticano anunciaram um novo capítulo na história da Igreja Católica. Um dia após sua eleição pelo colégio de cardinais, o Papa Leão XIV celebrou sua primeira missa como Sumo Pontífice na Capela Sistina — o mesmo local onde, horas antes, havia aceitado a missão de suceder Pedro. Em sua homilia, ele refletiu sobre o papel da religião e falou da missão de comandar a Igreja.

Com uma celebração marcada por simbolismo, espiritualidade e posicionamentos claros, o novo Papa encantou fiéis e cardeais ao unir firmeza doutrinária com um apelo pastoral profundo. A missa, celebrada em latim e com trechos da homilia proferidos em inglês, espanhol e italiano, foi transmitida ao vivo para milhões de pessoas em todo o mundo.

Logo no início da homilia, Leão XIV saudou os cardeais. “Cantarei um cântico novo ao Senhor, porque Ele fez maravilhas”, entoou. O Papa destacou que não se trata apenas de sua eleição, mas das “maravilhas que o Senhor continua a realizar na Igreja por meio do ministério de Pedro”.

“E, de fato, não apenas comigo, mas com todos nós. Meus irmãos cardeais, ao celebrarmos esta manhã, convido-os a refletir sobre as maravilhas que o Senhor fez, as bênçãos que o Senhor continua a derramar sobre todos nós por meio do Ministério de Pedro. O Senhor me chamou para carregar essa cruz e realizar essa missão, e sei que posso contar com cada um de vocês para caminhar comigo, continuamos como Igreja, como uma comunidade de amigos de Jesus, como fiéis para anunciar a Boa Nova, para anunciar o Evangelho”, destacou.

Leão XIV mergulhou no Evangelho de Mateus, recordando a célebre profissão de fé de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Segundo ele, esta frase resume o coração da fé cristã e o tesouro mais precioso da Igreja: o reconhecimento de Jesus como único Salvador e revelador do Pai.

Reforçando sua fidelidade ao Concílio Vaticano II, citou a constituição Gaudium et Spes, lembrando que o Filho de Deus se manifesta inclusive nos “olhos confiantes de uma criança”, oferecendo à humanidade um modelo de santidade acessível. O Papa se apresentou como “fiel administrador” desse patrimônio da fé, comprometido em fazer da Igreja “uma cidade sobre o monte, arca de salvação e farol nas noites do mundo”, não por seu poder institucional, mas pela santidade de seus membros.

Fé em um mundo cético

Com palavras fortes, Leão XIV abordou o cenário cultural atual, onde a fé cristã é muitas vezes ridicularizada ou vista como fraqueza. “Também hoje, Jesus é considerado por muitos apenas um líder carismático ou um homem justo — mas nada mais”, alertou.

O novo papa ainda denunciou o “ateísmo prático” presente entre batizados, e lembrou os perigos de uma sociedade que deposita sua esperança em ídolos modernos, como a tecnologia, o sucesso, o prazer e o poder. “É nesses contextos difíceis que a missão se torna mais urgente”, enfatizou, lembrando que a ausência de fé acarreta profundas feridas sociais, como a perda do sentido da vida e a desvalorização da dignidade humana.

Antes de concluir, o Papa citou Santo Inácio de Antioquia, considerado mártir do primeiro século do catolicismo. “Então serei verdadeiro discípulo de Jesus, quando o meu corpo for subtraído à vista do mundo”, disse. Uma frase que, segundo Leão XIV, representa o chamado à radicalidade evangélica e ao testemunho silencioso e eficaz da fé.

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