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Jornal Folha Regional

Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1

Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1 – Foto: reprodução

Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. A pesquisa foi feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1.

“A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski.

Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da redução da jornada, com ou sem diminuição da remuneração dos trabalhadores. Para ele, o que a pesquisa mostra muito claramente é que quase todo mundo é favorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse.

“Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os trabalhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica.

Menos dinheiro

De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalho mais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir.

“Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse.

Perguntadas se o trabalhador deveria ter pelo menos duas folgas obrigatórias, desconsiderando possíveis alterações salariais, 84% das pessoas acreditam que sim. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”.

Lula

O projeto de acabar com a jornada 6×1 tem mais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira defendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski.

A pesquisa revela que 71% dos entrevistados que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022 são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram. Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.

PEC

A PEC 148/2015 foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.

Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas. O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante. Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.

A pesquisa indagou dos entrevistados se acham que a proposta será aprovada pelo Congresso, e 52% disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram. E apenas 12% afirmaram entender bem a PEC.

Pesquisa da Unifal aponta Passos entre as cidades com menor dívida por habitante no Sul de Minas

Pesquisa da Unifal aponta Passos entre as cidades com menor dívida por habitante no Sul de Minas – Foto: reprodução

Mesmo figurando entre os dez municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) do Sul de Minas, Passos apresenta um dos menores níveis de endividamento público por habitante da região. O dado faz parte de um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que analisou a situação financeira das principais economias municipais do Sul do estado.

A pesquisa avaliou os municípios de Extrema, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Varginha, Alfenas, Itajubá, Passos, Três Corações, Lavras e Guaxupé, comparando o tamanho da economia local com o volume da dívida pública dividido pelo número de moradores. No caso de Passos, o levantamento aponta que o município se mantém entre aqueles com valores mais baixos de dívida per capita, ao lado de cidades como Pouso Alegre, Lavras, Guaxupé, Três Corações, Varginha e Extrema.

O contraste mais expressivo aparece em Poços de Caldas, que, apesar de estar entre os três maiores PIBs da região, lidera o ranking de endividamento por habitante, com uma média de R$ 2.707 por morador. Já Extrema, dona do maior PIB do Sul de Minas — estimado em cerca de R$ 13 bilhões —, registra o menor nível de dívida per capita entre os municípios analisados.

Outros exemplos citados no estudo reforçam que um PIB elevado não significa, necessariamente, baixo endividamento. Alfenas aparece com pouco mais de R$ 1.400 de dívida por habitante, enquanto Itajubá registra cerca de R$ 1.000. Varginha, com aproximadamente R$ 8 bilhões de PIB, apresenta quase R$ 900 de dívida per capita, e Pouso Alegre, segundo maior PIB da região, se destaca pelo baixo endividamento, com pouco mais de R$ 400 por morador.

Para o professor de Finanças Públicas da Unifal e um dos coordenadores do estudo, Cláudio Caríssimo, a análise da dívida municipal precisa ir além dos números absolutos. Segundo ele, nem todo endividamento representa um problema.

“O município ter uma dívida alta não necessariamente é uma condição desfavorável, porque a dívida pode decorrer também de investimentos. É o que chamamos de ‘dívida boa’, quando os recursos são usados para construir pontes, hospitais e outras estruturas que trazem benefícios diretos para a população”, explica.

Por outro lado, o professor alerta para a chamada “dívida ruim”, caracterizada pelo uso de recursos para custear despesas correntes, sem gerar retorno estrutural ou melhoria permanente nos serviços públicos.

O levantamento foi realizado por estudantes dos cursos de Administração Pública, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, do campus da Unifal em Varginha, com base em dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, tendo como referência o ano-base 2024.

Além de mapear o endividamento, a pesquisa busca ampliar a transparência fiscal, ao transformar dados brutos em indicadores que facilitam a comparação entre municípios. A proposta é permitir que gestores públicos, eleitores e a população em geral compreendam melhor como as finanças municipais estão sendo conduzidas.

Segundo a Unifal, o estudo será encaminhado às prefeituras, incluindo a de Passos, e poderá servir como instrumento de apoio ao planejamento e à tomada de decisões das administrações municipais.

Pesquisa realizada em Minas Gerais desenvolve tecnologia para garantir leite mais nutritivo a bebês prematuros

Pesquisa realizada em Minas Gerais desenvolve tecnologia para garantir leite mais nutritivo a bebês prematuros – Foto: divulgação

Bebês prematuros internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais poderão receber um leite materno mais nutritivo e completo graças a uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo, em andamento desde 2019, adapta tecnologias usadas na indústria de laticínios para melhorar o aproveitamento do leite humano doado, reduzindo a perda de gordura e nutrientes essenciais.

A proposta busca aumentar a disponibilidade deste alimento e, consequentemente, reduzir a mortalidade de prematuros extremos, bebês com menos de 1,5 quilo. “O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.

Pesquisadora da área de Nutrição Neonatal e de Leite Materno para Prematuros na Fiocruz, a médica neonatologista Maria Elizabeth Moreira conta que, há quase duas décadas, a equipe buscava uma instituição parceira para trabalhar com o manuseio do leite materno.

“Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.

Homogeneização do leite

Um dos projetos em vigor avalia o processo de homogeneização do leite humano. O objetivo é evitar a perda da gordura e nutrientes deste leite que será oferecido a bebês internados em UTIs neonatais. A separação de fases e a perda da gordura são um grande desafio enfrentado pelos bancos de leite.

“A gordura do leite humano se separa naturalmente após a doação, nos processos de congelamento, descongelamento, transporte, pasteurização e fica aderida aos frascos e sondas. Com isso, o leite oferecido nas UTIs neonatais fica parcialmente desnatado, quando o bebê precisaria de mais calorias para sobreviver”, explica Denise Sobral.

“A ideia foi processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. No processamento, esse leite é forçado a passar em pequenos orifícios, então o glóbulo de gordura que é grande, se subdivide em pequenos glóbulos que não se separam mais e também não se aderem às superfícies”, detalha.

Andamento das pesquisas

Pesquisa realizada em Minas Gerais desenvolve tecnologia para garantir leite mais nutritivo a bebês prematuros – Foto: divulgação

A primeira fase de experimentos definiu as condições de processamento, por meio de diferentes pressões e temperaturas. A etapa atual consiste em averiguar se o leite preserva os nutrientes e fatores de imunidade e em simular o comportamento desse leite nas bombas de infusão, como as usadas nas UTIs neonatais.

“Estamos na fase pré-clínica. No visual, conseguimos distinguir o leite homogeneizado daquele que não passou pelo processamento, é perceptível que não há a separação de fases. Também estamos simulando a alimentação por sonda e bombas de infusão”, informa o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva.

“Se tudo transcorrer como previsto, deveremos realizar os testes clínicos já em 2026. Esperamos que esse trabalho resulte no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais”, acrescenta Jonas.

Responsável pela pesquisa clínica, a neonatologista Maria Elizabeth Moreira destaca que antes da oferta aos bebês este leite passa por avaliações de segurança, eficiência e de efeitos adversos.

“Ao final queremos ofertar um leite humano que seja totalmente aproveitado por esses prematuros impactando no crescimento, no neurodesenvolvimento, no comprimento e no peso de cada bebê. Essa homogeneização que estamos trabalhando junto com o Instituto Cândido Tostes busca reduzir ao máximo a perda de nutrientes”.

“Os resultados até agora são o que a gente esperava. Estou muito orgulhosa de participar desse projeto. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.

Governo de Minas abre inscrições para curso sobre pesquisas, estudos e análises de dados do turismo

Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: reprodução

Governo de Minas abriu, na última segunda-feira (15), as inscrições gratuitas para o curso Dados no Turismo: Descomplicando a Coleta e Análise, que busca ampliar o acesso de atores turísticos em dados no turismo e torná-los aptos a aplicá-los.

São mil vagas para o curso, que faz parte do programa estadual de qualificação Cria.Forma: Formação em Turismo e Cultura, coordenado pela Diretoria de Capacitação e Qualificação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult).

A iniciativa reafirma o compromisso do Governo de Minas, por meio da Secult, com a qualificação profissional e o desenvolvimento do turismo no estado, ao democratizar mais oportunidades de acesso à informação e ao aprendizado. O programa visa propor ações de capacitação, alinhado às demandas do mercado de trabalho em Minas Gerais.

As inscrições estão abertas até a próxima segunda-feira (22/9) e podem ser feitas no site da Plataforma de Ensino à Distância Minas Cultura e Turismo. As aulas começarão no dia 23/9, de forma on-line e gratuita, com carga horária de 40 horas, distribuídas em quatro unidades, ao longo de cinco semanas, com direito a certificado entregue aos concluintes.

O curso busca ensinar, de forma simples e didática, como realizar pesquisas, estudos e análises de dados sobre o turismo, mostrando como essa prática pode impactar positivamente a gestão turística, ampliando o melhor aproveitamento das oportunidades trazidas pelo setor para o seu negócio ou município.

Estudo indica que Passos está entre as piores cidades para ser mulher no Brasil

Estudo indica que Passos está entre as piores cidades para ser mulher no Brasil - Foto: reprodução
Estudo indica que Passos está entre as piores cidades para ser mulher no Brasil – Foto: reprodução

Passos (MG) está entre as piores cidades do país para ser mulher. É o que revela pesquisa feita pelo instituto socioambiental Tewá 225. O estudo avaliou 319 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, e demonstra como cada um se classifica no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Número 5, que trata da igualdade de gênero e representa uma das metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

No ranking nacional, Passos ficou em 235º lugar, com índice de 38,17 na pontuação, considerado ‘muito baixo’ – mas com melhor avaliação de outros da região

 A nível nacional, nenhuma das cidades avaliadas no país atingiu um nível considerado “alto” de desempenho (pontuação de 60 a 79,99). Mais de 84% receberam uma pontuação classificada como “muito baixa” (0 a 39,99), com média de apenas 34,5 pontos na escala de 0 a 100. Nenhum município brasileiro ultrapassou os 54 pontos – desempenho em uma faixa de desenvolvimento “média” (de 50 a 59,99).

Em Minas Gerais, das 34 cidades analisadas, 30 apresentaram desempenho muito abaixo do ideal. As 10 piores do estado, segundo a pontuação no IDSC, foram: Araxá (24 pontos), Ituiutaba (28,6), Sabará (29,3), Poços de Caldas (29,7), Varginha (30,2), Sete Lagoas (30,4), Ipatinga (31,1), Betim (31,5), Vespasiano (31,7) e Patos de Minas (31,8). Pouso Alegre obteve 33,51 e Passos 38,17.

Dos municípios avaliados em Minas, apenas quatro – Belo Horizonte, Juiz de Fora, Nova Lima e Nova Serrana – apresentaram pontuações um pouco melhores, embora ainda insuficientes para sair da zona de alerta. “Mesmo assim, 88% das cidades mineiras seguem com desempenho muito baixo, e longe de atingirem a igualdade de gênero”, destaca Luciana.

O QUE É

“Somos uma organização 100% formada por mulheres. Vendo que faltam apenas seis anos para atingir o marco estabelecido (2030), entendemos que o ciclo de mandato dos próximos quatro anos será crucial para os municípios. A motivação da análise foi gerar dados substanciais para uma emulação positiva, ou seja, que as cidades, a partir da colocação no ranking, tivessem interesse em investir em mais políticas públicas de gênero”, afirma a CEO do Tewá e coordenadora da pesquisa, Luciana Sonck.

Em consonância com a Agenda 2030 da ONU, a pesquisa foi baseada no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), uma ferramenta de monitoramento dos ODS nos 5.570 municípios brasileiros. “O estudo parte do uso desse índice que mede o quanto cada município está ou não atingindo a igualdade de gênero de acordo com os parâmetros dos ODS. O levantamento normaliza cinco subindicadores com o mesmo peso na medição final. Eles são parametrizados para gerar uma nota, de 0 a 100, semelhante a indicadores como IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e PIB (Produto Interno Bruto)”, explica a coordenadora.

Para conhecer o estudo completo, clique aqui.

O ÍNDICE

A composição do índice do ODS 5 considera as seguintes variáveis e suas respectivas bases de dados: taxa de feminicídio a cada 100 mil mulheres (DataSUS); desigualdade salarial por sexo (Relação Anual de Informações Sociais – Rais); percentual de mulheres na Câmara de vereadores do ciclo legislativo 2020-2024 (Tribunal Superior Eleitoral); taxa de jovens mulheres (15 a 24 anos) que não estudam nem trabalham e a diferença percentual dessa taxa entre homens e mulheres, sendo os dois últimos dados baseados no Censo 2010 do IBGE.

Os critérios juntos formam a nota que permite identificar em que patamar se localiza o município frente a esse tema. “Para nós, isso gerou um ranking de cidades. Optamos por trabalhar com as médias e grandes cidades para gerar o máximo de justiça na análise, já que comparar essas realidades com pequenas regiões poderia ser injusto”, argumenta Luciana.

 OS ODS 2030

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de 17 metas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU em 2015, como parte do plano de ação global para proteger o planeta e promover a prosperidade de todos os povos e nações até 2030. Entre os principais desafios dessa agenda estão pobreza, desigualdade, mudanças climáticas e paz. O ODS 5 balizou a pesquisa do instituto socioambiental Tewá 225.

Via: Observo

Pesquisa mostra que 88% dos turistas aprovam o Carnaval da Liberdade de Minas Gerais

Pesquisa mostra que 88% dos turistas aprovam o Carnaval da Liberdade de Minas Gerais - Foto: Aloísio Eduardo
Pesquisa mostra que 88% dos turistas aprovam o Carnaval da Liberdade de Minas Gerais – Foto: Aloísio Eduardo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, abriu, nesta terça-feira (29), em São Paulo (SP), o seminário “Carnaval e Turismo: Aprofundamento sobre a Experiência e o Sucesso de Minas Gerais”, promovido pelo Estúdio Folha, em parceria com o Governo de Minas.

O evento foi realizado no auditório do jornal Folha de S.Paulo e contou com especialistas dos setores público e privado para debater a consolidação de Minas Gerais como um destino cultural e turístico, não somente no Carnaval como durante todo o ano, fomentando o desenvolvimento econômico e a geração de renda.

No encontro, os participantes analisam os resultados de uma avaliação feita pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, durante os dias de Carnaval, que traz o perfil dos foliões e suas impressões sobre a festa em Minas Gerais.

Os dados indicam que 88% dos entrevistados consideram a folia mineira ótima ou boa. Em Belo Horizonte, o índice de aprovação chegou a 97%. Cerca de 87% dos foliões elogiaram a segurança durante o Carnaval.

Dentre os foliões que estiveram nas Vias das Artes (Amazonas, Andradas e Brasil), novidade de 2025, levando circo, dança, música, poesia, artes visuais e tecnologia e se firmando como novo polo cultural do carnaval em BH, 92% avaliaram como ótimo ou bom o projeto.

Mais da metade dos entrevistados (52%) pretende passar o Carnaval na mesma cidade novamente em 2026, enquanto 81% gostariam de passar o feriado em outras cidades de Minas Gerais.

A pesquisa entrevistou 2.077 pessoas em 12 destinos do Carnaval da Liberdade (Andradas, Belo Horizonte, Bom Despacho, Diamantina, Governador Valadares, Ouro Preto, Pará de Minas, Paracatu, Pirapora, São Lourenço, Tiradentes e Uberlândia) e em cinco cidades do Carnaval da Tranquilidade (Alto Caparaó, Camanducaia, Capitólio, Santana do Riacho e Teófilo Otoni).

Também foi possível traçar o perfil do folião que vai ao estado durante a festa: a idade média é 38 anos, 53% são homens, 67% têm nível escolar superior e 45% têm renda acima de cinco salários mínimos.

Em sua fala no evento, o governador Romeu Zema ressaltou a diversidade de aspectos culturais em Minas Gerais e explicou que o Carnaval faz parte de um contexto maior de valorização do mercado turístico.

“O setor de eventos e turismo tem relevância enorme. Em Minas, nós temos o maior número de cidades, cerca de 60% do patrimônio histórico, além de paisagens naturais com lagos e represas. É o estado com mais cidades históricas, com uma infinidade de parques naturais, paisagens diferentes de norte a sul, e isso nunca foi devidamente aproveitado. Essa economia criativa tem um grande potencial”, comentou Romeu Zema.

“Ainda temos a mineiridade, um povo que acolhe bem, que respeita, e somos um dos estados mais seguros do Brasil. Somos realmente um estado que tem suas particularidades e isso nos dá muito orgulho. E o Carnaval, dentro desse contexto, tem sido uma peça fundamental para alavancar o turismo. Um trabalho que estamos construindo ao longo dos anos, porque eu acredito em trabalho consistente”, disse o governador.

Também participam do seminário o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, a secretária-adjunta de Comunicação Social de Minas Gerais, Bárbara Botega, o presidente do Sebrae-MG, Marcelo de Souza e Silva, o fundador do bloco Baianas Ozadas, Geo Ozado, entre outras autoridades.

Festa popular

Em 2025, Minas Gerais sediou um carnaval histórico, com número recorde de foliões e de impacto da festa na economia, destacando a potência do turismo, com a valorização cultural das cidades e da festa realizada nas ruas mineiras.

Foram 13,2 milhões de foliões em todo o estado de Minas Gerais, um aumento de cerca de 10% em relação aos 12 milhões registrados em 2024, gerando uma movimentação econômica de R$ 5,3 bilhões e participação ativa de 440 municípios.

A média de ocupação hoteleira em Belo Horizonte chegou a 87,5%, 16 pontos percentuais acima do que em 2024. Já no interior do estado, várias regiões turísticas, como o Mar de Minas (Capitólio e Furnas) e Caparaó Mineiro registraram 100% de ocupação hoteleira.

Festa segura

A segurança foi um dos principais destaques, com redução ou manutenção das estatísticas de todos os crimes monitorados pelo Observatório de Segurança Pública. Houve queda nos registros de roubo (24,3%) furto (25,7%), importunação sexual (27,9%) e estupro (45,8%).

A pesquisa Datafolha revela que 85% dos foliões pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+ avaliaram a segurança e o acolhimento no Carnaval da Liberdade como ótimo ou bom, enquanto 95% afirmam que não sentiram nenhum tipo de discriminação durante o carnaval.

Pesquisa mostra que 88% dos turistas aprovam o Carnaval da Liberdade de Minas Gerais - Foto: Aloísio Eduardo
Pesquisa mostra que 88% dos turistas aprovam o Carnaval da Liberdade de Minas Gerais – Foto: Aloísio Eduardo

Santa Casa de Passos fica no top 20 entre os 100 melhores hospitais do país, diz pesquisa internacional

Santa Casa de Misericórdia de Passos - Foto: reprodução
Santa Casa de Misericórdia de Passos – Foto: reprodução

A Santa Casa de Misericórdia de Passos ficou pelo quinto ano consecutivo entre os 20 melhores hospitais do país.

Segundo a pesquisa feita pela revista internacional Newsweek, a Santa Casa de Passos ficou na 14º com posição de melhores hospitais do país, 73,69% de pontuação. O resultado foi divulgado nesta semana.

A pontuação de cada hospital é determinada por meio de uma pesquisa online com mais de 85.000 especialistas da área da saúde, além de dados públicos provenientes de pesquisas de satisfação com pacientes após a hospitalização.

Além disso, a avaliação considera métricas como higiene, relação entre pacientes e médicos e uma pesquisa da Statista sobre a utilização de Medidas de Resultado Reportadas pelo Paciente (PROMs), as quais são questionários padronizados preenchidos pelos pacientes para avaliar suas experiências e resultados.

Outro hospital do Sul de Minas, que ficou entre os 100 melhores, foi o Hospital do Coração Santa Lúcia, em Poços de Caldas, que ficou na 37º, colocação.

Via: Portal Onda Sul

Pesquisa do Sind-UTE revela o que professores pensam do uso de celular nas escolas

Levantamento com 2.209 docentes de 660 cidades de Minas mostra que 94,6% vê prejuízos no uso inadequado dos celulares pelos estudantes

Pesquisa do Sind-UTE revela o que professores pensam do uso de celular nas escolas - Foto: reprodução
Pesquisa do Sind-UTE revela o que professores pensam do uso de celular nas escolas – Foto: reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) revela que a ampla maioria dos educadores é contra o uso dos celulares em salas de aula ou no ambiente escolar e consideram que sua utilização pelos alunos prejudica o processo de ensino-aprendizagem. Conforme a pesquisa, 94,6% confirmam que há prejuízos no uso inadequado de celulares em escolas, enquanto 5,1% responderam que não. A pesquisa foi realizada com apoio da plataforma Google Forms e contou com a participação de 2.209 educadores das redes estadual e municipal, de 660 cidades mineiras

PREOCUPAÇÕES

A pesquisa questiona ainda aos docentes quais são as suas principais preocupações com o uso de celulares no ambiente escolar e as respostas variaram da falta de atenção e concentração no conteúdo apresentado às questões disciplinares e até como forma de intimidação.

FALTA DE FOCO

Para 62,3% dos educadores a falta de atenção e concentração nas aulas é o principal problema. Eles afirmam que os celulares comprometem a atenção e o foco dos alunos, desviando-os do conteúdo pedagógico e dificultando a concentração.

Já para 17,0% o problema é o uso para entretenimento. Os professores relatam que os alunos utilizam os celulares para redes sociais, jogos e outras atividades não relacionadas ao aprendizado, o que compete diretamente com as atividades escolares.

INDISCIPLINA

Outros 6,5% dos docentes destacam o desrespeito e indisciplina. Eles observaram que o uso de celulares interfere na disciplina em sala, promovendo comportamentos de desrespeito e dificultando a gestão da autoridade do professor.
Segundo a pesquisa, 1,4% das respostas incluíram sugestões explícitas para a regulamentação, evidenciando uma preocupação menor com as políticas em comparação ao impacto direto do uso dos celulares no ambiente escolar.

ONDE USAR

Outra pergunta feita pela enquete foi sobre como e onde deve ocorrer a regulamentação do uso de celulares, um tema divergente entre os educadores. Entretanto, a maioria, 63,8% defende que a regulamentação ou proibição do uso de celulares deve ser aplicada em todo o ambiente escolar, abrangendo desde as salas de aula até outros espaços. Já 36,2% acreditam que a regulamentação deve ser restrita apenas às salas de aula, permitindo maior flexibilidade no restante do ambiente escolar.

PANDEMIA

A diretora de Comunicação do Sind-UTE/MG, Marcelle Amador, considera o excesso do uso de telas um problema pandêmico e que impacta as pessoas de diversas maneiras. “Se os adultos são afetados de maneira muito forte, imagine as crianças, adolescentes, que estão em fase de desenvolvimento, de aprendizado “, compara.

Ela justifica a realização da pesquisa como uma forma de contribuir para o debate que está em pauta para a toda a sociedade e tornou-se Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados. A proibição do uso de celulares em ambientes escolares também já vem sendo adotada por algumas escolas, estados e municípios. “Para não ficar somente no achismo, o que a gente pensa, o que a gente sente, o SindUTE/MG tem a responsabilidade analisar como a categoria está pensando o tema. Como os trabalhadores da educação estão vendo este PL, este excesso do uso do telefone. Por isso resolvemos fazer uma pesquisa entre a educadores sobre o assunto”, explica.

Marcelle Amador disse que a metodologia da pesquisa adotou perguntas baseadas no PL, para saber o que pessoa pensa sobre os temas mais relevantes e onde ela está em MG.

“Dos mais de 2 mil pesquisados, foram majoritárias as respostas dizendo que o uso de celulares no ambiente escolar causa prejuízos. A maioria respondeu sim e quando respondeu não se contradizia, porque tem perguntas mais específicas, como a que pede para apontar os principais impactos negativos e foram maciças também as respostas dizendo que o uso de celulares causa falta de atenção, é feito de forma inapropriada ou mesmo que alunos gravam os professores como forma de intimidação”, comenta.

PROIBIR É O CAMINHO?

No sentido de aprofundar o debate sobre o tema, Marcelle Amador,
questiona se proibir o uso de celulares no ambiente escolar é a solução. “Será que educar não é o caminho?”, provoca, destacando que também é preciso colocar em discussão que até hoje não existe uma educação tecnológica, uma formação digital dos alunos, as escolas não tem sala de informática adequada, salas de multimeios, nem capacitação dos trabalhadores de educação sobre o tema. “São várias questões que permeiam o assunto, que o Sindicato acredita que é mais importante do que simplesmente proibir. Proibição não vai solucionar”, afirma.

Para Marcelle Amador uma proposta possível “é uma educação digital responsável, uma boa conexão nas escolas, o equilíbrio entre a tecnologia e a aprendizagem. O caminho deve ser construído entre as pessoas envolvidas e não ser uma determinação de cima para baixo, simplesmente de uma proibição”.

OPINIÕES

À pergunta aos educadores se suas experiências em sala de aula
confirmavam os estudos que indicam prejuízos no uso inadequado de
celulares em escolas, as respostas seguem diversas tendências, veja algumas delas:

“O mundo moderno está cada vez mais tecnológico. Ao invés de proibir deveria ensinar a usar e explorar os benefícios quanto ao uso da tecnologia”.
Professor de Divinópolis

“Se bem direcionado pode ser um benefício”.
Professora de Teófilo Otoni

“Proibição não é garantia de dedicação”.
Professora de Três Marias, afirmando que a proibição do uso de celulares não é garantia de atenção dos alunos.

“O celular não deve ser usado nem para fins pedagógicos”.
Professor da Santa Luzia

“Capacitação permanente dos professores para o uso de tecnologias e metodologias inovadoras. Participação dos estudantes na definição das regras, a partir da informação e reflexão sobre o uso dos recursos tecnológicos”.
Professora de Santana do Riacho

Pesquisadores encontram cocaína em 13 tubarões da costa do Rio de Janeiro

Pesquisadores encontram cocaína em 13 tubarões da costa do Rio de Janeiro - Foto: Levi Sá/Inaturalist
Pesquisadores encontram cocaína em 13 tubarões da costa do Rio de Janeiro – Foto: Levi Sá/Inaturalist

Um estudo inédito da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) detectou contaminação por cocaína em espécies de tubarão da costa brasileira. Também foi encontrada a presença do metabólito da droga, a benzoilecgonia. Esse dado, segundo o IOC, chama a atenção pela quantidade de cocaína consumida no Rio de Janeiro e descartada no mar por meio do sistema de esgoto.

Conduzido pelo Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental da Fundação, o estudo identificou a presença das substâncias em 13 animais da espécie Rhizoprionodon lalandii, popularmente conhecida como “tubarão-bico-fino-brasileiro”, “cação rola-rola” ou “cação-frango”. Os resultados foram publicados na revista científica Science of The Total Environment no início de julho deste ano.

“No Brasil, estudos já detectaram a contaminação de água e alguns poucos seres aquáticos por cocaína, como mexilhões. Nossa análise é a primeira a encontrar a substância em tubarões”, descreveu o farmacêutico Enrico Mendes Saggioro, um dos pesquisadores do achado, juntamente com a bióloga Rachel Ann Hauser-Davis, ambos do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC.

A benzoilecgonina, composto químico resultado da metabolização da cocaína no organismo, foi encontrada em 12 destes tubarões. As coletas foram feitas no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital carioca, entre setembro de 2021 e agosto de 2023.

A bióloga Rachel Ann Hauser-Davis, também atuante no Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC, destacou a importância dos tubarões no ecossistema marinho e explicou porque a presença da droga nessa espécie é tão significativa. Por serem predadores, os tubarões são protagonistas na cadeia alimentar, sendo espécies vigilantes para detecção de danos ambientais e contaminações variadas.

Dado alarmante para cientistas

Pesquisadores encontram cocaína em 13 tubarões da costa do Rio de Janeiro - Foto: divulgação
Pesquisadores encontram cocaína em 13 tubarões da costa do Rio de Janeiro – Foto: divulgação

A ideia de pesquisar a presença de cocaína nos animais partiu de um relatório mundial publicado pelo escritório das Nações Unidas para drogas e crime (UNODC, na sigla em inglês), em 2024. Esse documento coloca o Brasil entre os maiores consumidores globais dessa droga.

A partir dos estudos, os pesquisadores acreditam que a principal maneira que a droga chega no mar é pelo descarte de resíduos dela no esgoto, lançado no mar.

“É necessário realizar estudos específicos para determinar as consequências exatas dessa contaminação nos animais. Acredita-se que pode haver impacto no crescimento, na maturação e, potencialmente, na fecundidade dos tubarões, uma vez que o fígado atua no desenvolvimento de embriões”, comentou a bióloga.

Pesquisadores desenvolvem anticoncepcional masculino com 99% de eficácia

Pesquisadores desenvolvem anticoncepcional masculino com 99% de eficácia - Foto: reprodução
Pesquisadores desenvolvem anticoncepcional masculino com 99% de eficácia – Foto: reprodução

Uma startup americana desenvolveu um gel que pode ser o primeiro anticoncepcional masculino do mundo com 99% de eficácia em teste iniciais. Os ensaios clínicos em humanos começaram em agosto do ano passado, na Austrália.

O estudo ADAM, divulgado pela própria startup, apresenta o remédio como “um medicamento à base de hidrogel, de longa duração, não-contraceptivo masculino hormonal e não permanente”.

Um dos professores que lidera o estudo, o Dr Peter Chin, realizou os primeiros testes do gel no dia 08 de agosto, em pacientes de 29 e 30 anos. Os dois procedimentos foram bem sucedidos e o professor comemorou o resultado:

“Estou muito satisfeito por fazer parte deste estudo inovador que está testando o primeiro contraceptivo masculino implantável. ADAM tem o potencial de ser o primeiro grande avanço na contracepção masculina desde a vasectomia, que foi introduzida há mais de 100 anos”, contou.

O professor também relatou que é positiva a procura dos homens pelo medicamento:

“Fiquei agradavelmente surpreso com o interesse que houve dos homens em participar do estudo. Conseguimos realizar as nossas primeiras implantações ADAM apenas 4 semanas após o lançamento da campanha de recrutamento. Posso ver um futuro onde muitos pacientes mais jovens do sexo masculino procurarão o procedimento ADAM em vez dos métodos contraceptivos existentes.”

Ao todo, 23 homens australianos realizaram os procedimentos de teste dos medicamentos. Mais de mil voluntários se candidataram.

O contraceptivo foi injetado durante uma consulta médica de 15 minutos, no tubo que transporta os espermatozoides dos testículos para fora do corpo. Uma anestesia local foi aplicada.

Todos os voluntários continuaram a ter ejaculações, mas o número de espermatozoides caiu de 99 a 100% em apenas um mês.

Novos testes agora vão avaliar se o método pode ser revertido no futuro.

Jornal Folha Regional
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