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Jornal Folha Regional

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos – Foto: reprodução

Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deteve 25 pessoas durante a Operação Linha Segura. Realizada entre 21/7 e 3/8, a ação teve como foco o combate ao uso de linhas cortantes em pipas e similares, prática que se intensifica no período das férias escolares, para prevenir acidentes e garantir o cumprimento da legislação.

Ao longo da operação, a PMMG realizou cerca de 1,8 mil ações, abordando aproximadamente 2 mil pessoas e fiscalizando 760 locais. Foram apreendidos 142 materiais cortantes, como rolos de linha com cerol e linhas chilenas.

A Polícia Militar reforça que o uso de cerol e linha chilena é uma prática criminosa que põe em risco a vida de todos.

“As prisões e apreensões são resultado de uma atuação incisiva da Polícia Militar. Quem fabrica, vende ou utiliza esse material está cometendo um crime e será responsabilizado. A PMMG seguirá nas ruas para garantir a segurança de todos os mineiros e contamos com o apoio da população, que pode acionar a corporação imediatamente ao identificar o uso desse material”, destacou a chefe do Centro de Jornalismo da PMMG, major Layla Brunnela.

Legislação

Para coibir os riscos do uso desses materiais, o Estado de Minas Gerais promulgou a Lei nº 23.515/2019, que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, papagaios e similares, considerando linha cortante aquela que ou foi produzida industrialmente com esse fim ou foi modificada pela adição de produtos como o cerol.

O descumprimento da lei acarreta penalidades severas, incluindo apreensão do material e multa.

O uso dessas linhas em locais públicos ou de uso comum, como vias, praças e parques, pode caracterizar o crime de “Perigo para a Vida ou Saúde de Outrem”, previsto no Art. 132 do Código Penal Brasileiro.

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos – Foto: reprodução

Casal é preso após executar homem acusado de abuso contra filha em Areado

A Polícia Militar prendeu um casal suspeito de matar um homem de 30 anos com quatro tiros na cabeça, na zona rural de Areado (MG), no último domingo (3). A motivação do crime, segundo os próprios suspeitos, seria um abuso sexual cometido anos antes contra a filha do casal, hoje adolescente.

A ocorrência teve início quando o motorista da ambulância municipal foi acionado para atender a uma pessoa ferida, caída na estrada que dá acesso ao bairro Cruzes, na área rural de Areado. Ao chegar ao local, o socorrista encontrou a vítima já sem sinais vitais e acionou a Polícia Militar.

Ao chegarem, os policiais se depararam com o corpo de um homem deitado de lado, apresentando ferimento grave na cabeça. A perícia da Polícia Civil constatou quatro perfurações no crânio — três no lado direito e uma no lado esquerdo —, compatíveis com disparos de arma de fogo. Após os procedimentos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

A vítima foi identificada como Rodrigo Donizeti Gonçalves, de 30 anos, natural de Alterosa (MG). Segundo familiares e conhecidos, Rodrigo era usuário de drogas, apresentava problemas psicológicos e tinha passagem por furto, em 2018.

Imagens ajudaram na identificação dos suspeitos

Durante a investigação, a PM teve acesso a imagens de segurança de um bar em Alterosa, onde a vítima foi vista pela última vez por volta das 19h21. Nas imagens, um veículo Fiat Palio vermelho estaciona em frente ao estabelecimento cerca de 30 minutos depois. Uma mulher desce do carro, entra no bar e tenta convencer Rodrigo a sair. Após resistência, um homem mais velho também desembarca e ajuda a colocá-lo dentro do carro. Em seguida, o casal deixa o local com a vítima.

Os autores foram identificados por policiais militares de Alterosa, que reconheceram os envolvidos como moradores da cidade. A partir daí, o cerco foi montado nas cidades vizinhas para localizá-los.

Prisão e confissão

O carro utilizado no crime foi interceptado na última segunda-feira (4), na MG-446, próximo a um posto de combustíveis em Alpinópolis (MG) No veículo estavam os dois suspeitos: um homem de 75 anos e uma mulher de 51 anos. Eles foram presos em flagrante.

Em depoimento à PM, o homem afirmou que, dias antes do crime, notou mudanças de comportamento na filha, que hoje é adolescente. Ao ser questionada, a jovem revelou que, aos seis anos, teria sido abusada sexualmente por Rodrigo, seu primo.

Segundo o relato, após a revelação, ele e a esposa localizaram Rodrigo em um bar e o convenceram a entrar no carro. Na zona rural, o homem disse que a vítima confirmou o abuso. Nesse momento, o homem efetuou quatro disparos na cabeça de Rodrigo, utilizando um revólver, que depois teria sido jogado no Lago de Furnas.

Ambos foram conduzidos à delegacia. O veículo usado no crime foi removido da rodovia e levado ao pátio credenciado. A Polícia Civil continua investigando o caso.

PM intensifica fiscalização e adota tolerância zero na “subida da Serra” em Alpinópolis

PM intensifica fiscalização e adota tolerância zero na “subida da Serra” em Alpinópolis – Foto: divulgação/Polícia Militar

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em parceria com a Prefeitura de Alpinópolis (MG) e a empresa Pavidez, está reforçando a fiscalização no trecho conhecido como “subida da Serra”, com foco especial na Rua Amapá, nas proximidades da saída do Zé da Loja. O local segue interditado devido à execução de obras na via, e a interdição tem como objetivo principal garantir a segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores.

Apesar dos esforços para sinalizar a área — com cones, cavaletes, fitas zebradas e até barreiras de entulhos —, diversos condutores têm ignorado as restrições. Há registros de motoristas que removem ou danificam os bloqueios de forma intencional, colocando em risco a própria integridade e a de terceiros, além de desafiar diretamente a autoridade pública.

Diante da gravidade da situação, a PMMG anunciou que adotará tolerância zero. A partir de agora, qualquer motorista flagrado desrespeitando a interdição será autuado com base no Artigo 209 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que classifica como infração grave transpor bloqueio viário sem autorização.

📌 Amparo Legal – Art. 209 do CTB

Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares.
Infração: Grave
Penalidade: Multa
Medida administrativa: Retenção do veículo, se necessário

As patrulhas da Polícia Militar estão orientadas a lavrar o auto de infração no ato, sempre que houver flagrante. A corporação também pede o apoio da população para denunciar atitudes imprudentes e reforçar a segurança no local.

“Quem ultrapassa ou remove bloqueios está cometendo uma infração grave e será penalizado. A segurança da população vem em primeiro lugar”, afirma o Sargento Juliano.

A PMMG reforça seu compromisso com a segurança viária e assegura que tomará todas as medidas necessárias para coibir comportamentos ilegais. A colaboração dos motoristas é essencial para o andamento seguro das obras e para evitar acidentes.

📢 Respeite a sinalização. Obedeça aos bloqueios. Evite multas. Preserve vidas.

Homem é detido pela PM após causar tumulto e realizar agressões em Alpinópolis

Homem é detido pela PM após causar tumulto e realizar agressões em Alpinópolis – Imagem: reprodução/Agência Inova

Na noite da última sexta-feira (1°), a Polícia Militar de Alpinópolis (MG) foi acionada para atender uma ocorrência de desordem nas proximidades do Complexo Esportivo Gabriel e Rafael Romão, localizado no bairro Rosário. Populares relataram uma briga generalizada no local, o que levou à mobilização imediata de uma guarnição policial, com reforço vindo da cidade vizinha de São José da Barra.

Ao chegarem ao endereço informado, os militares verificaram que o tumulto não era causado por um grupo, mas sim por um único indivíduo. O homem apresentava comportamento agressivo, sem motivo aparente, e atacava pessoas que passavam pela rua. Segundo os policiais, ele aparentava estar em surto psicótico e sob efeito de substâncias entorpecentes.

Testemunhas relataram que o indivíduo havia se refugiado em um bar próximo. A equipe policial dirigiu-se até o local e confirmou a presença do suspeito, que continuava a provocar confusão e agredir clientes. Durante a tentativa de abordagem, ele saiu do bar gritando, em completo descontrole emocional. Após ignorar várias ordens de rendição e investir contra um dos policiais, foi necessário o uso de uma pistola de impulsos elétricos (arma não letal) para contê-lo.

Mesmo após ser atingido e cair ao solo, o homem resistiu à abordagem, exigindo o uso de técnicas específicas de imobilização por parte dos policiais para garantir a segurança de todos. Em seguida, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal, onde recebeu atendimento médico para a retirada dos dardos da arma e passou por avaliação clínica.

Durante o atendimento, os pais do indivíduo estiveram na unidade de saúde e relataram que ele faz uso abusivo de drogas e está em tratamento psiquiátrico. Diante da situação, foi solicitada e autorizada sua internação psiquiátrica emergencial, visando preservar sua integridade física e a segurança das pessoas ao redor.

Como se trata de um crime de menor potencial ofensivo, conforme previsto na Lei 9.099/95, a Polícia Militar não efetuou a prisão em flagrante. Em vez disso, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e o autor comprometeu-se a comparecer ao Juizado Especial Criminal de Alpinópolis quando for devidamente intimado.

A Polícia Militar reforçou que todos os procedimentos adotados seguiram os protocolos legais e técnicos, com uso progressivo e proporcional da força, sempre priorizando a integridade do autor, dos policiais e da população envolvida.

PM se manifesta após denúncia de violência em Delfinópolis e afirma que agiu diante de agressões e resistência

PM se manifesta após denúncia de violência em Delfinópolis e afirma que agiu diante de agressões e resistência – Foto: reprodução/Agência inova

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 12º Batalhão, se manifestou oficialmente após uma denúncia feita por moradores de Delfinópolis (MG), que acusam policiais de abusos durante uma ação no último dia 26 de julho. Em nota enviada à redação do Jornal Folha Regional, a corporação afirmou que a intervenção ocorreu dentro da legalidade, motivada por uma situação de resistência ativa, agressões contra os militares e ameaça à integridade física dos agentes.

Segundo a PM, durante patrulhamento de rotina na cidade, dois indivíduos em atitude suspeita foram abordados. Um deles teria colaborado com os procedimentos, mas o outro, conforme a nota, reagiu com agressividade, desobedecendo ordens legais e agredindo fisicamente um dos policiais antes de fugir do local.

Após rastreamento, o suspeito foi localizado em sua residência, onde, de acordo com a corporação, novamente resistiu à abordagem e atirou objetos contra os policiais. Durante a tentativa de detenção, outros moradores da casa teriam interferido de forma violenta, o que, segundo a PM, obrigou os agentes a utilizarem o “uso diferenciado da força” para conter as agressões e garantir a segurança da equipe.

A Polícia Militar informou que três pessoas foram presas e encaminhadas para avaliação médica, enquanto quatro policiais também precisaram de atendimento devido às lesões sofridas durante a ocorrência. A corporação acrescentou que os envolvidos possuem diversas passagens policiais, inclusive por crimes considerados violentos, com uso de grave ameaça contra as vítimas.

Ainda segundo a nota, foi instaurado um procedimento interno para apurar todos os fatos relacionados à intervenção.

A manifestação da PM ocorreu após repercussão de denúncias feitas por familiares dos envolvidos, que alegam ter sido vítimas de agressões injustificadas durante a abordagem e afirmam possuir imagens e vídeos que comprovariam excessos por parte dos agentes. A corporação, por sua vez, sustenta que toda a atuação foi baseada na legislação vigente e motivada pela conduta hostil dos abordados e dos moradores.

Confira a nota completa

”A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), informa que durante patrulhamento de rotina na cidade de Delfinópolis, no dia 26.07, os militares abordaram dois indivíduos em atitude suspeita. Diante da fundada suspeita e com base na legislação vigente, foi realizada abordagem policial.

Enquanto um dos abordados colaborou com os procedimentos, o outro reagiu de forma agressiva, desobedecendo ordens legais e investindo fisicamente contra os policiais, vindo inclusive a agredi-los.

Depois de agredir um dos policiais militares, o autor fugiu do local. Após a PM realizar o rastreamento contínuo, o indivíduo foi localizado em sua residência, onde novamente resistiu à ação policial, demonstrando comportamento hostil, colocando em risco a integridade dos militares, inclusive atirando objetos contra eles.

Os policiais cercaram o imóvel e expuseram a situação aos moradores, que passaram a interferir de forma violenta contra a ação policial, sendo necessário o uso diferenciado da força como forma de cessar as injustas agressões, bem como a resistência em acatar as ordens emanadas pelos militares.

Três autores foram presos e encaminhados para avaliação médica. Quatro policiais militares também precisaram de atendimento devido às lesões sofridas em virtude da ocorrência.

Os envolvidos possuem diversas passagens policiais, alguns inclusive como autores de crimes violentos, em que houve uso de violência/grave ameaça contra as vítimas. A PMMG informa, ainda, que foi instaurado um procedimento interno para apuração dos
fatos.”

Motociclista é preso após tentar dispensar droga ao ver viatura policial em São José da Barra

Motociclista é preso após tentar dispensar droga ao ver viatura policial em São José da Barra – Foto: divulgação/Polícia Militar

Um jovem de 24 anos foi preso na noite da última quarta-feira (30), em São José da Barra (MG), suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A ação foi resultado de uma operação da Polícia Militar de Alpinópolis (MG) e São José da Barra, que monitoravam os deslocamentos do suspeito após receber denúncias anônimas.

De acordo com a PM, informações apontavam que um indivíduo estaria utilizando uma motocicleta para comercializar entorpecentes na cidade. Diante das suspeitas, os policiais iniciaram uma operação de patrulhamento estratégico com o objetivo de localizar e acompanhar o veículo.

Durante o monitoramento, a equipe observou a motocicleta circulando rapidamente por diversas ruas do município, fazendo paradas breves em locais ermos antes de sair em alta velocidade. Em um dos momentos, os militares notaram que o condutor seguiu por uma estrada vicinal em direção ao aeroporto da cidade. Cerca de três minutos depois, ele retornou em alta velocidade, momento em que os policiais decidiram iniciar o acompanhamento para realizar a abordagem.

Ao perceber a presença da viatura, o motociclista demonstrou nervosismo e tentou se desfazer de um objeto, arremessando um saco plástico branco. Pouco depois, os policiais conseguiram abordar o suspeito e, ao ser questionado, ele inicialmente negou ter descartado qualquer material.

No entanto, após buscas no trajeto percorrido, uma embalagem transparente, contendo uma substância esbranquiçada, análoga à cocaína, foi localizada. Diante do flagrante, o homem confessou que faria a entrega do entorpecente a uma terceira pessoa e que receberia pagamento pelo serviço.

A Polícia Militar ainda se deslocou até a residência do suspeito, mas ele não autorizou a entrada da equipe no imóvel.

O jovem que estava na motocicleta recebeu voz de prisão em flagrante. A droga apreendida e o veículo utilizado foram apreendidos.

Motociclista é preso após tentar dispensar droga ao ver viatura policial em São José da Barra – Foto: divulgação/Polícia Militar

Polícia Militar prende casal por tráfico de drogas em Piumhi

Polícia Militar prende casal por tráfico de drogas em Piumhi – Foto: divulgação/Polícia Militar

Na última quarta-feira (30), a Polícia Militar de Piumhi (MG) prendeu um casal suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no município. A ação resultou na apreensão de 51 pedras de crack, além de dinheiro, celulares e diversos materiais utilizados para o preparo e comercialização dos entorpecentes.

De acordo com a PM, a equipe recebeu informações de que o casal estaria realizando o tráfico de drogas e iniciou um monitoramento da residência. Ao perceberem que seriam abordados, o homem arremessou um invólucro plástico sobre a varanda da casa, na tentativa de esconder parte da droga.

Durante a abordagem e buscas no imóvel, os militares localizaram as 51 pedras de crack distribuídas em pontos estratégicos da residência. Foram encontradas 19 pedras com a mulher e outras 32 no invólucro jogado pelo suspeito. Também foram apreendidos uma porção adicional de crack embalada, uma lâmina, diversas embalagens para dolagem da droga, dinheiro e dois celulares utilizados no comércio ilegal.

Segundo a polícia, a mulher já possuía sete ocorrências anteriores pelo mesmo crime e utilizava tornozeleira eletrônica. O homem também tinha uma passagem anterior por tráfico de drogas.

O casal foi preso em flagrante, assumiu a propriedade do material ilícito e foi conduzido ao Pronto-Socorro para avaliação médica. Em seguida, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF).

A Polícia Militar reforça a importância da denúncia anônima, que pode ser feita via 190 ou pelo Disque-Denúncia 181.

VÍDEO | Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis

Uma família de Delfinópolis (MG) denuncia o que classifica como um grave caso de abuso policial ocorrido recentemente na cidade. Segundo os relatos, tudo começou quando policiais militares abordaram um dos membros da família na rua. O jovem, que teria cooperado com a abordagem, acabou sendo espancado após não saber informar o nome da rua onde morava – já que a família havia se mudado há pouco tempo para o bairro. A Polícia Militar de Minas constata a versão da família, diz que houve resistência e que os envolvidos têm “diversas passagens policiais, alguns inclusive como autores de crimes violentos, com uso de violência ou grave ameaça”.

De acordo com os familiares, o rapaz foi agredido com socos na barriga e no rosto e, tentando se defender, revidou antes de fugir e se esconder no mato. Durante a perseguição, os policiais teriam disparado tiros na mata. “Eles queriam prender ele à toa, entendeu?”, disse um dos familiares.

Momentos depois, já na casa da família, o episódio ganhou contornos ainda mais violentos: seis policiais teriam invadido o imóvel com agressões. Segundo a denúncia, os agentes atacaram com spray de pimenta, mesmo diante de um pedido desesperado para que poupassem uma criança de 4 anos, que presenciou toda a ação e teve seus brinquedos ensanguentados. “A minha menininha está assustada, não está dormindo à noite. Foi uma cena horrível”, relata uma mulher da família.

As agressões descritas são brutais: um tio teve o nariz quebrado e está internado com suspeita de fratura na perna; dois irmãos tiveram pernas quebradas, outro teve o dedo fraturado; além de cortes profundos na cabeça de vários membros da família. “Eles chegaram a rasgar a blusa da minha mãe, bateram demais nela. Vieram, eu acho, pra poder matar”, desabafa um dos familiares. Móveis foram destruídos durante a ação.

Segundo os denunciantes, existe uma câmera de segurança que registrou a primeira abordagem, mas o dono do estabelecimento só pretende liberar a gravação mediante ordem judicial. Já as agressões dentro de casa teriam sido filmadas pela própria família, que diz ter fotos e vídeos comprobatórios.

O relato é acompanhado por um forte sentimento de revolta. “Eles são policiais, têm que proteger, não fazer o que fizeram. A gente não é bandido. Só queremos justiça”, reforçam.

A família diz que já está reunindo todas as provas para acionar a Justiça e denunciar oficialmente o caso, destacando que não houve resistência antes da violência policial e que a presença da criança torna tudo ainda mais grave.

O que diz a Polícia? 

No fim da tarde desta terça-feira, 29, o 12º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais enviou nota oficial a reportagem apresentando a versão da corporação. De acordo com o documento, no dia 26 de julho os policiais faziam patrulhamento de rotina quando abordaram dois indivíduos em “atitude suspeita”. Ainda segundo a nota, um deles colaborou, mas o outro teria reagido de forma agressiva, inclusive agredindo um policial antes de fugir.

A PM afirma que localizou o suspeito em sua residência, onde ele teria continuado a resistir e atirado objetos contra os militares. Os familiares, segundo a corporação, também teriam interferido de maneira violenta contra a ação policial, obrigando os agentes a usarem “força diferenciada” para conter as agressões e as resistências. Na ocorrência, três pessoas foram presas e encaminhadas para atendimento médico. Quatro policiais também precisaram de atendimento devido às lesões.

A nota destaca ainda que os envolvidos têm “diversas passagens policiais, alguns inclusive como autores de crimes violentos, com uso de violência ou grave ameaça”.

Por fim, a Polícia Militar de Minas Gerais informa que foi instaurado procedimento interno para apurar os fatos.

Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal

Via: GCN/SAMPI

Dono de bar leva facada após negar R$ 5 a homem em Passos; autor foi liberado e vítima foi internada em estado grave

Dono de bar leva facada após negar R$ 5 a homem em Passos; autor foi liberado e vítima foi internada em estado grave – Foto: Helder Almeida

Um desentendimento entre o dono de um bar e um cliente terminou em violência no bairro Casarão, em Passos (MG), na tarde da última terça-feira (29). Um homem de 59 anos foi esfaqueado após uma discussão com um cliente de 36 anos, segundo informações da Polícia Militar. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com a PM, a vítima relatou que o suspeito teria pedido R$ 5, e, diante da recusa, reagiu desferindo um golpe de faca. Já o acusado apresentou outra versão: alegou ter emprestado um cartão de crédito ao comerciante, que teria realizado compras no valor de R$ 150. Ainda segundo ele, ao tentar cobrar a dívida, teria sido atingido com uma paulada e, em reação, esfaqueou o homem utilizando uma faca de cozinha.

A vítima foi socorrida em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para a Santa Casa de Passos, onde permanece internada. O agressor foi encontrado em sua residência, conduzido à delegacia e liberado após prestar depoimento.

A faca usada no ataque foi apreendida pela Polícia Militar. Já o suposto pedaço de madeira citado pelo suspeito não foi localizado. Testemunhas ouvidas disseram ter visto os dois homens no bar pouco antes do incidente, mas não presenciaram o momento da agressão.

Ainda segundo a PM, tanto o comerciante quanto o suspeito possuem registros anteriores com a polícia. As investigações seguem a cargo da Polícia Civil.

Relógio furtado é recuperado e autor preso em flagrante em Ibiraci

Relógio furtado é recuperado e autor preso em flagrante em Ibiraci – Foto: divulgação/Polícia Militar

Na última terça-feira (29), a Polícia Militar de Ibiraci (MG) prendeu um homem suspeito de furtar um relógio durante patrulhamento no município. A ação rápida aconteceu após a vítima acionar a PM, relatando que teve o objeto subtraído por um indivíduo.

Com base nas informações repassadas, os militares iniciaram rastreamento e conseguiram localizar o autor nas imediações. Durante a abordagem, foi realizada busca pessoal, sendo o relógio furtado encontrado no bolso da bermuda do suspeito.

A vítima reconheceu tanto o objeto quanto o autor do furto. Diante dos fatos, o homem foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde o flagrante foi ratificado. O relógio foi devidamente restituído à vítima.

Jornal Folha Regional
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