120 (cento e vinte) cargos de delegado de polícia federal;
69 (sessenta e nove) cargos de perito criminal federal;
630 (seiscentos e trinta) cargos de agente de polícia federal;
160 (cento e sessenta) cargos de escrivão de polícia federal;
21 (vinte e um) cargos de papiloscopista policial federal.
Segundo a autorização, o prazo para a publicação do edital de abertura de inscrições para o concurso público será de até seis meses, contados a partir desta sexta (14/02), data da publicação da portaria. Não informações anda sobre datas das inscrições, das prova e a remuneração dos aprovados.
Grupo que fraudou o INSS e gerou prejuízo de R$ 7 milhões é alvo de operação da PF em MG – Foto: divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) cumpriu, no início da manhã desta terça-feira (6 de janeiro), mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema que falsificava documentos para fraudar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema teria gerado prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres da União.
Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Ponte Nova, nos municípios mineiros de Ouro Preto, Mariana e Viçosa.
O golpe foi descoberto após as investigações apontarem que o grupo criminoso criava pessoas fictícias e efetuava a falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência com o objetivo de fraudar o INSS. As fraudes praticadas envolveram em sua maioria benefícios de amparo ao idoso de baixa renda.
A investigação identificou ao menos 43 benefícios previdenciários fraudados. Através da descoberta, foi possível a identificação dos integrantes do grupo criminoso, que serão autuados pela prática dos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, cujas penas de reclusão variam de dois anos e quatro meses a nove anos e sete meses.
A PF calcula que o prejuízo sofrido pela União com o esquema ilícito supere R$ 7 milhões. Ainda segundo a PF, com a prisão dos suspeitos a expectativa é que seja evitado um prejuízo superior a R$ 9 milhões aos cofres públicos.
PF terá concurso com 192 vagas; veja cargos, salários e outros detalhes – Foto: reprodução
O MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) autorizou a abertura de um concurso público para a PF (Polícia Federal). A seleção será 192 vagas, 92 que exigem ensino superior completo e 100 vagas para candidatos com ensino médio completo.
A PF tem seis meses para abrir o concurso, com a publicação do edital completo, a contar da divulgação portaria MGI 9363/2024, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (6), autorizando a abertura dos postos.
Após a divulgação do edital, as provas deverão ser realizadas em, no mínimo, dois meses. Também há previsão para política de reserva de vagas.
Técnico em Comunicação Social – Ensino superior completo – 3
Técnico em Assuntos Educacionais – Ensino superior completo – 10
POSSÍVEIS SALÁRIOS
A portaria não diz expressamente quais serão as remunerações para as vagas. Contudo, os vencimentos básicos para os cargos do PECPF (Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia Federal) vão de R$ 2.618,69 até R$ 9.728,20 para cargos de nível superior.
Para o nível intermediário, que exige ensino médio completo, a remuneração pode ir de R$ 2.484,28 até R$ 5.775,44.
O pedido para realização de concurso na Polícia Federal foi feito ainda em 2023 pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) e referendado pelo diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
A intenção era que a categoria entrasse no CNU (Concurso Nacional Unificado), o maior do país até agora, com mais de 2 milhões de inscritos e 970 mil participantes, o que não ocorreu. A categoria, no entanto, não havia desistido de reivindicar a participação em uma segunda edição do CNU.
A megacampanha da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para o combate aos crimes de estelionato virtual, lançada em outubro deste ano, já garantiu a prisão de 90 pessoas, sendo quadro em estados como Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Intitulada “Se deu dúvida, é golpe!”, a iniciativa conta com a parceria da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e busca reduzir a criminalidade no Estado.
A campanha tem como garoto-propaganda o influencer Tião Bruto Sistemático. Ela pretende conscientizar e chamar a atenção da população mineira, principalmente os idosos, sobre a atuação de criminosos que utilizam a internet para aplicar as mais diversas ações criminosas. Entre os golpes, estão pix errado, promoções tentadoras, falsos atendentes de bancos, cupons de descontos e boletos falsos.
Segundo a porta-voz da corporação, major Layla Brunnela, a operação, coordenada pelo Ficco, já trouxe resultados extremamente positivos para a população. “Essas prisões, inevitavelmente, combinarão com prevenção qualificada e prevenção de ilícitos, além de mostrar uma resposta imediata para a sociedade mineira”, explicou.
A major ressaltou também a importância da campanha e da atuação integrada entre as policias. “Todas as ações de comunicação, preventivas e operacionais, voltadas para uma melhor qualificação dos dados, acabam sendo reforçadas por ações repressivas qualificadas integradas, como é esse caso da Polícia Militar, por meio da Diretoria de Inteligência e, também, da Polícia Federal” , pontuou.
Prevenção
A megacampanha da Polícia Militar foi abraçada por veículos de comunicação e influencers, além de contar com diversas peças publicitárias, que estão sendo divulgadas em outdoors e cartazes com dicas de segurança em locais com grande circulação de pessoas, em todas as regiões de Minas, além de spot de rádios e publicação de vídeos nas redes sociais.
A iniciativa foi elaborada com base no tripé comunicação, inteligência e operações.
Plano de militares, segundo a PF, incluía o sequestro e morte de Lula, do seu vice, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes – Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Policiais federais prenderam cinco pessoas, incluindo quatro militares do Exército, em operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19) para desarticular organização criminosa responsável por ter planejado um golpe de Estado para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anular ações do Poder Judiciário.
Os militares presos fazem parte dos chamados “kids pretos”, como são conhecidos os integrantes do Comando de Operações Especiais do Exército. Os kids pretos são altamente treinados com técnicas de ações de sabotagem e incentivo à insurgência popular. Essas ações são descritas pelo Exército como “operações de guerra irregular”.
No caso investigado pela PF, o plano batizado de “Punhal Verde e Amarelo” incluía o sequestro e morte de Lula, do seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a investigação da Polícia Federal, a ação seria desencadeada em 15 de dezembro de 2022, duas semanas antes da posse de ambos.
Além dos cinco mandados de prisão, o STF expediu três mandados de busca e apreensão e 15 medidas como a proibição de contato entre os investigados, a entrega de passaportes em 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas. Os mandados roam cumpridos no Rio de Janeiro, em Goiás, no Amazonas e no Distrito Federal.
A PF batizou a operação desta terça de “Contragolpe”. Um dos alvos é o general da reserva Mário Fernandes, que foi secretário-executivo, segundo posto mais importante, da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele também foi assessor no gabinete do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde. Ficou lotado no gabinete do Pazuello entre março de 2023 e março de 2024.
Confira a seguir quem são os seis presos pela PF nesta terça-feira:
Hélio Ferreira Lima, militar com formação em Forças Especiais, os “kids pretos”.
Mário Fernandes, general reformado que foi secretário executivo da Presidência da República no governo Bolsonaro e assessor do ex-ministro e deputado federal Eduardo Pazuello.
Rafael Martins de Oliveira, militar com formação em Forças Especiais, os ‘kids pretos’.
Rodrigo Bezerra de Azevedo, militar com formação em Forças Especiais, os ‘kids pretos’.
Wladimir Matos Soares, policial federal.
Em nota, a PF destacou que o planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações.
Os fatos investigados nesta fase da investigação configuram, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Grupo foi flagrado durante os atos de 8 de janeiro
A operação desta terça é fruto de investigação do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado e a sequência de atos promovidos ao longo do processo eleitoral de 2022, e que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023. Os militares alvos da operação desta terça já eram investigados no inquérito aberto após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Nas investigações sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, a PF identificou kids pretos, com botas militares e calças camufladas, participando das invasões às sedes dos Três Poderes. Um deles, o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes, chegou a fazer vídeo em frente ao Palácio do Planalto, em meio à invasão e depredação do prédio que é a sede do Poder Executivo.
O general narrou o cenário, dizendo que estava “arrepiado”. Fernandes foi alvo da 18ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada em 29 de setembro de 2023. Fernandes não está entre os alvos desta quinta-feira.
Já na reserva do Exército, Ridauto Lúcio Fernandes ocupou cargos importantes no governo de Jair Bolsonaro. Ele trabalhou com o ex-ajudante de ordens do então presidente, o tenente-coronel Mauro Cid, que, após ser preso, fechou um acordo de delação premiada com a PF para responder processos em liberdade, mediante uma série de restrições.
Ao lado de Cid, o ex-general trabalhou no Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia. Além de Goiânia, ele foi encarregado das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Região Metropolitana de Natal e em Mossoró. O general visitou Cid na prisão e disse, ao jornal “Folha de S. Paulo”, que a visita teve motivação “pessoal” e que seu objetivo era “ver se poderia ajudar em algo”.
Investigação da PF sobre o 8 de janeiro mostra que o suposto plano para derrubar Lula por meio de uma intervenção militar incluía o acionamento do Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia, para efetivar a intervenção militar federal, com a volta de Bolsonaro ao Planalto.
Mauro Cid é apontado como um dos mentores do suposto golpe
Em outra operação deflagrada em fevereiro, a PF apontou Mauro Cid e outros seis oficiais do Exército como integrantes do “núcleo operacional” da suposta “organização criminosa” que pretendia dar um golpe de Estado para impedir a posse de Lula, com prisão de ministros do STF. Na ocasião, além dos militares, foram alvos da operação Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Segundo a PF, os oficiais comandados por Cid integravam os “kids pretos”. No caso do plano para impedir a posse de Lula, Cid e seus colegas eram encarregados de “reuniões de planejamento e execuções de medidas”, além de “logística e financiamento” para manutenção dos acampamentos de apoiadores de Bolsonaro em frente a quartéis do Exército, onde a intervenção militar era a principal bandeira.
Para apontar Cid e outros oficiais como responsáveis pelo “núcleo operacional” do plano de golpe de Estado, a PF apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF troca de mensagens de áudio e textos recuperados por peritos com autorização judicial.
Os investigadores citam uma reunião entre o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, então ajudante de ordens de Bolsonaro, com oficiais com formação para integrar as forças especiais. O encontro aconteceu na noite de 28 de novembro de 2022, em Brasília.
Essa reunião resultou, ainda de acordo com a PF, em uma carta assinada por oficiais e endereçada ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, que pedia a adesão dele ao plano de golpe de Estado. Gomes não cedeu à pressão desses militares nem de outros. Por isso, foi chamado de “cagão” por Braga Netto, então ministro da Defesa, que também apoiou “oferecer a cabeça dele aos leões”, conforme provas anexadas pela PF ao relatório em que pediu autorização para cumprimento de buscas, apreensões e prisões nesta quinta-feira.
Os investigadores souberam dessa reunião em Brasília por meio de diálogos que estavam arquivados no telefone celular de Mauro Cid, apreendido pela PF – ele foi preso por causa da falsificação de comprovantes de vacina contra Covid-19 e é investigado em outros inquéritos, como o que desencadeou a operação desta quinta e o que trata das joias da Arábia Saudita que Bolsonaro não entregou ao patrimônio da União.
Mauro Cid vai depor novamente e pode ter delação anulada
Mauro Cid foi intimado a depor novamente, nesta terça-feira. A PF recuperou dados que haviam sido apagados em computadores dele. Ou seja, é forte a suspeita que Cid escondeu informações relevantes dos investigadores. com isso, ele corre o risco de perder os benefícios da delação premiada.
Polícia Federal combate esquema de fraude no seguro DPVAT em Formiga, Piumhi e Guapé; prejuízo pode ter sido de R$ 2,5 milhões – Foto: divulgação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (16) as operações Acidentados e Bones II, para combater fraudes no Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores (DPVAT).
As ações tiveram como alvo associações criminosas que teriam causado um prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões ao esquema de seguro.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em cinco cidades: Formiga, Luz, Piumhi, Guapé, em Minas Gerais, e Ribeirão Preto, em São Paulo. Notebooks e celulares apreendidos irão subsidiar as investigações.
Além disso, medidas cautelares foram impostas, como a proibição de investigados de se ausentarem de suas cidades e a restrição de contato entre os envolvidos.
Investigações
As investigações começaram após a Caixa Econômica Federal (CEF) enviar ofício à Polícia Federal.
De acordo com a PF, corretores de seguro captavam vítimas de acidentes de trânsito e, com documentos falsos fornecidos por médicos e fisioterapeutas, inflavam os valores das indenizações do DPVAT. A polícia também apurou que alguns beneficiários estavam cientes da fraude.
Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, uso de documentos falsos e estelionato. As penas podem chegar a até 14 anos de prisão.
PF apreende quase R$ 1,9 milhão em espécie em carros de empresário sob suspeita de crime eleitoral – Foto: divulgação
A Polícia Federal apreendeu R$ 1.859.040 em espécie que estavam em dois carros estacionados na garagem de um centro empresarial localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (3), durante ação contra crime eleitoral.
Os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na sede de duas empresas em atuação no Rio de Janeiro, sendo que o dono de uma delas é suspeito de praticar corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro.
Durante as buscas, os policiais encontraram o dinheiro distribuído em caixas de papelão no interior de dois veículos de uso exclusivo do investigado. Os carros estavam estacionados no subsolo do centro empresarial.
A PF não informou o nome do empresário investigado, tampouco das empresas onde foram cumpridos os mandados de buscas e do candidato que seria beneficiado com a corrupção eleitoral.
“Os valores apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no RJ para o prosseguimento das investigações, no âmbito de inquérito policial instaurado para apurar a prática de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, diz a corporação em nota.
Com esta apreensão – a terceira nesta semana –, a Polícia Federal no Rio de Janeiro contabilizava, até a manhã desta sexta-feira (4), R$ 3.929.040. em espécie, apreendidos em ações de combate à prática de corrupção eleitoral em 2024.
Dinheiro apreendido durante pagamento por ‘adesivaço’
Também na quinta-feira, a PF prendeu em flagrante quatro pessoas envolvidas em compra de votos e associação criminosa em Teresina (PI). Cada eleitor recebia de R$ 100 a R$ 200. Havia mais de 300 em uma fila à espera do pagamento.
Os eleitores eram motoristas de aplicativo. O pagamento era relativo a “adesivaço” realizado anteriormente. Foram apreendidos cerca de R$ 150 mil.
Durante ação de monitoramento em evento político na zona sul da capital do Piauí, policiais federais abordaram os envolvidos no instante da entrega de dinheiro.
Dez pessoas foram conduzidas à sede da PF para prestar esclarecimentos, permanecendo quatro presas por suposto envolvimento em crimes de corrupção eleitoral e de associação criminosa.
A legislação veda a veiculação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em veículos prestadores de serviços públicos, nos quais se enquadram os carros e motos que prestam serviços por aplicativo.
Mais de 50 são presos durante distribuição de dinheiro para motociata
Já em Aracaju, ainda na quinta-feira, policiais militares prenderam em flagrante mais de 50 pessoas sob suspeita de compra de voto. Elas estavam no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte da capital de Sergipe.
A Polícia Militar sergipana recebeu uma denúncia que ocorria uma motociata, em que os condutores dos veículos passavam pelas ruas oferecendo dinheiro em troca do voto para uma candidata à Prefeitura de Aracaju.
De acordo com o relato do denunciante, ele se desentendeu com um dos organizadores do esquema, que inicialmente havia prometido R$ 50, mas na hora do pagamento, o valor foi reduzido para R$ 40. Insatisfeito, o eleitor telefonou para a PM.
Quando os militares chegaram, mais de 100 pessoas estavam formadas em uma fila, esperando o pagamento. Houve correria, mas 54 foram capturadas, a maioria motociclistas.
Com algumas pessoas, suspeitas de serem as organizadoras, foram encontrados envelopes com dinheiro, além de uma lista com nomes e números de telefone. Já motociclistas contaram que receberam o dinheiro para participar do ato a favor da candidata a prefeita.
Uma suspeita contou aos policiais militares que estava coordenando o grupo detido e que havia outros quatro grupos, totalizando cerca de 350 motociclistas, que já haviam recebido o pagamento prometido.
Além disso, materiais de campanha, como bandeiras e adesivos, foram encontrados na residência onde havia maior aglomeração, que parecia servir como ponto de controle para a distribuição do dinheiro.
A PM não informou o nome da candidata que seria beneficiada com a compra de votos. Há cinco mulheres entre os oito candidatos a prefeito de Aracaju. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal, por se tratar de crime eleitoral. Os suspeitos foram liberados após prestarem depoimento, mas não estão livres de processo criminal.
A PF abriu inquérito para investigar tanto os indivíduos que teriam oferecido dinheiro a eleitores quanto os que teriam aceitado a oferta em troca de votos.
Operação nacional da PF contra abuso infantil prende dois em MG – Foto: divulgação
Duas pessoas foram presas em uma operação da Polícia Federal (PF) de combate ao abuso sexual infantil que cumpriu mandados em três cidades de Minas Gerais, nesta quarta-feira (25). A operação “Terabyte” cumpriu 141 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, sendo que, em Minas, 9 mandados foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Uberlândia, no Triângulo.
De acordo com a PF, na capital mineira foi cumprido um dos mandados. Em Juiz de Fora foram quatro mandados de busca e apreensão e, em Uberlândia, também foram cumpridos outros quatro. Porém, foi na cidade do Triângulo Mineiro que foram presas em flagrante as duas pessoas.
A operação foi organizada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil da PF, tendo como foco a identificação e a prisão de abusadores sexuais de crianças e adolescentes. Para isso, foram empregados 750 policiais federais em todo o Brasil. Ao todo, no país foram detidos 51 suspeitos.
Ainda segundo a corporação, para o cumprimento dos mandados e identificação dos suspeitos, a PF contou com o apoio da Agência de Investigação Interna (Homeland Security Investigations – HSI), da Embaixada dos Estados Unidos.
“A operação visa maior integração entre as forças policiais federais e estaduais, que atuam nos limites dos seus estados, na persecução penal de criminosos que armazenam e compartilham material de abuso sexual infantojuvenil. Além disso, objetiva demonstrar o engajamento e o compromisso dos diversos agentes públicos envolvidos na defesa da dignidade sexual de crianças e adolescentes vítimas”, detalha.
O nome “Terabyte” faz referência à unidade de armazenamento de dados cibernéticos, que equivale a mil gigabytes. O nome foi escolhido uma vez que a operação visa investigar especialmente os indivíduos que contenham ou compartilhem grande quantidade de material de abuso sexual infantil.
Mais de mil abusadores presos em menos de 1 ano
A PF informou ainda que, de dezembro de 2023 a agosto de 2024, um intervalo de nove meses, o setor de Capturas da corporação já cumpriu 1.291 mandados de prisão de abusadores sexuais.
“A Polícia Federal alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. A prevenção é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes”, conclui.
Marido de deputada preso sob suspeita de compra de votos escondeu parte dos R$ 500 mil na cueca – Foto: divulgação/Polícia Federal
Marido da deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR), o empresário Renildo Lima foi flagrado com maços de dinheiro na cueca em uma ação da Polícia Federal (PF) desencadeada após denúncia sobre compra de votos em Boa Vista, capital de Roraima.
Além de Renildo, os agentes prenderam em flagrante uma advogada, dois policiais militares e outras duas pessoas, incluindo um assessor parlamentar lotado na Câmara dos Deputados. O grupo estava com R$ 500 mil em espécie.
Os seis foram presos na tarde de segunda-feira (9), logo após o saque em uma agência bancária. Eles estavam divididos em dois carros, com santinhos de um vereador que é candidato à reeleição.
Todos foram autuados pelos crimes de compra de votos e associação criminosa. Após serem levados para a Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, passaram por audiência de custódia por meio de videoconferência na terça-feira (10).
Os dois policiais militares detidos são do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM de Roraima. Eles estavam de folga e faziam a segurança particular dos demais no momento da abordagem dos policiais federais.
Em nota, a PM informou que a Corregedoria “está acompanhando o caso e tomará todas as providências necessárias para o devido esclarecimento dos fatos, colaborando com a Polícia Federal para garantir que todas as medidas legais sejam adotadas no curso das investigações.”
A PF assinou uma equipe após receber informações enviadas pelo Disque-Denúncia. A corporação não deu mais detalhes, mas a equipe de reportagem apurou que o assessor parlamentar preso na operação está lotado na Câmara Federal desde março de 2023.
Marido de deputada preso sob suspeita de compra de votos escondeu parte dos R$ 500 mil na cueca – Foto: divulgação/Polícia Federal
A defesa de Renildo e a deputada Helena não haviam se manifestado até a mais recente atualização desta reportagem. Ela se limitou a escrever uma mensagem em rede social.
“Acreditar que movimentar o próprio dinheiro é sinônimo de compra de votos é pura ignorância. Agora, devemos fechar as empresas em período eleitoral? Só o que faltava”.
Renildo é dono da Voare Táxi Aéreo. Helena disputou sua primeira eleição em 2022. Usou o nome de urna “Helena da Asatur”, por causa da empresa que pertence ao grupo Voare, que ela fundou com o marido.
Com a apreensão desta segunda-feira, a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões relacionados a crimes eleitorais apenas em Boa Vista, nos últimos três dias. Nesta sexta-feira (6), foram apreendidos R$ 500 mil divididos em cinco pacotes de notas de R$ 100.
Na quarta-feira (4), em duas ações distintas, com R$ 190 mil e R$ 330 mil apreendidos, além de celulares e material de campanha. Em uma das ações, uma pessoa estava com uma arma e foi presa porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
PF vai investigar denúncias de assédio contra ministro dos Direitos Humanos – Foto: reprodução
A Polícia Federal (PF) vai investigar as denúncias de assédio sexual contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, com abertura de inquérito ainda nesta sexta-feira (6).
A informação foi confirmada pelo diretor-geral Andrei Passos Rodrigues.
“Instauramos a Notícia Crime em Verificação ontem. A Corregedoria dará o encaminhamento para instaurar inquérito hoje”, afirmou.
Com a abertura de inquérito, os envolvidos no caso, como o ministro e as denunciantes, devem ser chamados para depoimentos. Ainda não foi definido qual unidade da PF ficará responsável pelo caso.
As denúncias de assédio sexual contra Almeida se tornaram públicas nesta quinta-feira (5) após a organização Me Too Brasil confirmar que recebeu denúncias contra o ministro. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, seria uma das vítimas. Ela ainda não se manifestou.
Segundo comunicado, as vítimas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico.
“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, disse o documento.
Ainda segundo fontes, pelo menos quatro casos de assédio sexual foram levados ao Me Too. Também teriam sido feitas dez denúncias de assédio moral contra Silvio Almeida no Ministério de Direitos Humanos.
“Confesso que é muito triste viver tudo isso, dói na alma. Mais uma vez, há um grupo querendo apagar e diminuir as nossas existências, imputando a mim condutas que eles praticam. Com isso, perde o Brasil, perde a pauta de direitos humanos, perde a igualdade racial e perde o povo brasileiro”, divulgou Silvio Almeida ao se defender das acusações e negar os casos.
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