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Jornal Folha Regional

Capitólio recebe Circuito Mineiro de Vôlei de Praia 2025

Capitólio recebe Circuito Mineiro de Vôlei de Praia 2025 – Foto: reprodução

A famosa Prainha de Capitólio será palco, neste fim de semana, de mais uma etapa do Circuito Mineiro de Vôlei de Praia 2025, reunindo duplas profissionais e amadoras em disputas que prometem agitar o público e movimentar o turismo local. O evento é uma realização da Federação Mineira de Vôlei (FMV), em parceria com a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores.

Com premiação total de R$ 5 mil, o torneio marca presença no calendário esportivo e turístico de Minas Gerais. As partidas principais acontecem no sábado e domingo (1º e 2 de novembro), com jogos pela manhã e a grande final prevista para as 11h de domingo. Interessados em participar ainda podem se inscrever até quarta-feira (29 de outubro) na categoria amadora, que dá oportunidade para duplas locais e regionais competirem lado a lado com atletas de elite.

Esporte, turismo e tradição

Referência em eventos esportivos ao ar livre, Capitólio alia beleza natural e hospitalidade a um ambiente perfeito para o vôlei de praia. O município, cercado pelos cânions e águas cristalinas do Lago de Furnas, espera receber centenas de visitantes, impulsionando setores como hospedagem, gastronomia e lazer — especialmente no encerramento do Festival Gastronômico Sabores de Capitólio.

A etapa contará com a participação de duplas de destaque nacional e internacional, reafirmando o protagonismo de Minas Gerais, estado que concentra mais de 44 mil atletas registrados e mantém tradição no vôlei de praia. A FMV, com mais de 80 anos de história, destaca o circuito como instrumento de formação de novos talentos e de democratização do acesso ao esporte.

Segundo Gustavo Teodoro Queijinho, vice-presidente da FMV e ex-campeão nacional infantojuvenil, o torneio reforça o papel social e esportivo da modalidade:

“O Circuito Mineiro de Vôlei de Praia é uma vitrine para novos atletas e uma forma de aproximar o público do esporte de alto rendimento. Capitólio viverá um fim de semana de grandes jogos e muita emoção.”

Sob a presidência de Wesley Mendonça, eleito em março, a federação tem ampliado o número de etapas e aprimorado a estrutura dos eventos, em sintonia com o calendário nacional da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

Formato e projeção nacional

O torneio será disputado nas categorias masculina e feminina, em formato de rede eliminatória para os profissionais, com espaço dedicado aos atletas amadores. Além da premiação em dinheiro, os vencedores receberão troféus e reconhecimento oficial da FMV.

O Circuito Mineiro integra o calendário esportivo de 2025, que acompanha o crescimento da modalidade no país e as etapas do Volleyball World Beach Pro Tour, com quatro paradas confirmadas no Brasil.

O Brasil é referência mundial no vôlei de praia, acumulando 12 medalhas olímpicas — entre elas três ouros, quatro pratas e cinco bronzes — desde a estreia da modalidade em Atlanta 1996. Minas, berço da bicampeã olímpica Ana Patrícia Silva, segue como celeiro de promessas e exemplo de investimento em esporte e lazer.

Mais informações sobre inscrições e programação estão disponíveis no site fmvolei.org.br e nas redes sociais da Prefeitura de Capitólio.

Um fim de semana de areia, talento e superação promete transformar a Prainha em um verdadeiro palco do esporte mineiro, onde cada ponto é uma celebração do vôlei, da natureza e da paixão por competir.

Novo vídeo mostra homem acendendo rojão que matou turista no Réveillon

Um novo vídeo localizado pela Polícia Civil pode ajudar a identificar o responsável pelo disparo do rojão que matou uma turista, na noite de Réveillon, na Praia Grande, litoral paulista.

Elisângela Tinem Gonçalves morreu sobre a areia da praia do bairro Nova Mirim, segundo constatado por socorristas dos Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela estava acompanhada do primo, Alexander Freitas Gonçalves, de 41 anos, que se feriu ao tentar ajudar a parente, mas sem gravidade.

Nas novas imagens levantadas pela polícia é possível observar quando o suspeito acende o artefato e o momento em que o explosivo atinge o peito de Elisângela, que tenta retirá-lo, sem sucesso. O homem usa camiseta branca a bermuda vermelha.

Ele agacha em um ponto da areia, de acordo com o registro, e se retira assim que o artefato começa a se incendiar. Em cerca de 20 segundos, o morteiro dispara, mas desvia seu curso, acertando em cheio o peito de Elisângela, explodindo em seguida. O clima de festa se converte em terror, com gritos e corre-corre. As investigações apontam que, após o estrondo, o responsável pelo disparo fugiu do local, sem prestar socorro.

O delegado Alex Mendonça do Nascimento, assistente do 1º DP da cidade litorânea, afirmou na tarde da última terça-feira (3) que a polícia já conhece o rosto do suspeito. Os trabalhos estão focados agora para identificá-lo. “Seria interessante que ele se apresentasse na delegacia, já que o caso, por ora, é avaliado como culposo [sem intenção de matar]”, sugeriu o policial.

Caso o suspeito não se apresente, Nascimento não descarta a possibilidade de solicitar à Justiça um mandado de prisão contra o homem, para que ele dê esclarecimentos sobre o caso.

Além de identificar o autor do disparo, a polícia também trabalha para saber quem vendeu o artefato, cuja base do disparador já foi apreendida. Segundo a Lei Municipal n° 744, de outubro de 1991, é proibida a venda e comercialização de fogos de artifício na cidade.

A Polícia Civil foi a campo, nesta terça, para levantar novos registros em vídeo do momento em que a turista foi atingida pelo rojão. Os novos ângulos podem ajudar a identificar o suspeito e verificar como ele agiu antes, durante e após a morte da vítima. A Prefeitura de Praia Grande também foi acionada, para disponibilizar eventuais registros feitos por sua central de monitoramento com câmeras.

Elisângela morava na região central da capital paulista, segundo a polícia, e foi para a Praia Grande exclusivamente para passar o fim de ano. Ela deixa um filho de 13 anos.

No dia do incidente, a prefeitura da cidade litorânea esclareceu que o bairro onde Elisângela foi atingida não constava no cronograma oficial da queima de fogos do município. “O artifício que acertou a vítima não partiu dos fogos oficiais da Prefeitura”, salientou o governo municipal em nota.

O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal culposos, ou seja, sem intenção de matar.

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