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Jornal Folha Regional

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira (1°)

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira (1°) – Foto: reprodução

A Petrobras informou, em nota divulgada no último domingo (31), que a partir desta segunda-feira (1º) implementará um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário.

O desconto aplicado faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal e é equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda.

O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Este valor é 37,4% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação no período.

Para o consumidor final, de acordo com a Petrobras, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1º de junho.

A subvenção econômica foi autorizada pelo governo federal no sábado (30), por meio da Medida Provisória nº 1.363/2026, aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar preço e oferta, de modo a garantir o abastecimento de diesel.

Na nota, a Petrobras afirmou que está avaliando os termos da nova subvenção: “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”.

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras – Foto: reprodução

A Petrobras informou que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Esta será a primeira diminuição no valor do combustível promovida pela estatal em 2026. A última atualização de preços havia ocorrido em outubro de 2025.

Com a mudança, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro, equivalente a uma redução de 5,2%. Em nota oficial, a empresa destacou que, desde dezembro de 2022, o valor da gasolina para as distribuidoras já foi reduzido em R$ 0,50 por litro. Considerando a inflação acumulada no período, a queda real chega a 26,9%.

Em relação ao diesel, a Petrobras informou que não haverá alteração nos preços neste momento. Ainda assim, a estatal ressaltou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada do diesel, já corrigida pela inflação, é de 36,3%.

A companhia também explicou que o preço praticado pela Petrobras representa, em média, cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos de combustíveis. O valor cobrado nas bombas é influenciado por diversos outros componentes, como os custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, o preço do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para a formação da gasolina C, além dos impostos federais — como Cide, PIS/Pasep e Cofins — e do ICMS, cuja alíquota varia conforme o estado.

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21)

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21) – Foto: reprodução

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina em 4,9% para distribuidoras a partir desta terça-feira (21).

Assim, o preço médio da gasolina A passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.
Essa será a segunda redução dos preços de gasolina feita pela petroleira neste ano. Com isso, diz a Petrobras, os preços já caíram 10,3% (R$ 0,31 por litro) no acumulado de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%”, informou a Petrobras em nota oficial.

A companhia também informou que deve manter os preços de venda do diesel para as distribuidoras neste momento. Nesse caso, segundo a Petrobras, foram três reduções desde março de 2025. Em janeiro, no entanto, a petroleira havia anunciado um aumento de R$ 0,22.

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam apenas cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir de amanhã, 21/10, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 4,9%.

Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste anunciado, esta é a segunda redução dos preços de gasolina em 2025. No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde março de 2025 a Petrobras realizou 3 reduções. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 35,9%.

Transparência

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Acesse: precos.petrobras.com.br

Colheita de café no Sul de MG tem grãos menores devido ao clima e preço da saca pode ser impactado

Colheita de café no Sul de MG tem grãos menores devido ao clima e preço da saca pode ser impactado – Foto: reprodução

A colheita de café avança para os últimos dias no Sul de Minas Gerais, mas o cenário preocupa produtores e especialistas. Apesar de grande parte da safra já ter sido retirada do campo, o rendimento dos grãos ficou abaixo do esperado, exigindo maior volume para compor uma saca de 60 quilos.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o café colhido nesta temporada apresenta peso inferior à média histórica, o que força os agricultores a utilizarem mais grãos beneficiados. Normalmente, são necessários de 7 a 8 “saquinhos” para fechar uma saca. Em 2025, no entanto, há relatos de produtores que precisaram de até 12.

A Fundação Procafé estima que 86% dos cafeicultores já finalizaram a colheita no país. Na Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, o índice chega a 83,9% no Sul de Minas. Neste momento, a maior parte dos trabalhadores está dedicada à varrição, etapa em que são recolhidos os grãos que permaneceram no chão da lavoura.

Pesquisadores explicam que o baixo volume de chuvas e as temperaturas acima da média durante o outono e o inverno de 2024 enfraqueceram as lavouras. A situação se agravou com a escassez de precipitações registrada entre fevereiro e março de 2025, período crucial de granação e maturação dos frutos.

No mercado, os reflexos já são percebidos. A avaliação de analistas é de que a quebra é concreta, mesmo que os números oficiais ainda não tenham sido divulgados. A justificativa é climática: a seca e outros fatores ambientais comprometeram diretamente o peso do grão.

Além disso, há incertezas em relação ao futuro. Especialistas alertam que os efeitos desta safra podem se prolongar, atingindo a produtividade de 2026. O preço do café, por sua vez, já apresenta tendência de alta nas últimas semanas, movimento atribuído justamente à percepção de quebra de safra e às projeções incertas sobre a próxima produção.

Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras

Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras - Foto: reprodução
Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras – Foto: reprodução

A Petrobras anunciou que reduzirá o preço da gasolina nas refinarias em 5,6% a partir desta terça-feira (03/06). Considerando a mistura da gasolina com o etanol que é vendida nas bombas, a petrolífera estima que o combustível ficará R$ 0,12 mais barato nos postos.

Na última semana, a presidente da estatal, Magda Chambriard, já havia sinalizado que a empresa poderia reduzir o preço, dado que o valor do barril de petróleo tem diminuído internacionalmente e a valorização do real frente ao dólar aumentou ao longo de maio.

Mesmo antes do reajuste da Petrobras, a gasolina já vinha ficando mais barata nas bombas — segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), devido à alta concorrência entre os estabelecimentos. Levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro divulgado nesta segunda (02/06) mostra que a gasolina ficou R$ 0,08 mais barata em maio e chegou à média de R$ 6,02 em BH e região.

Assim, caso os postos repassem integralmente a diminuição anunciada pela Petrobras, o motorista encontrará a gasolina abaixo dos R$ 6 nos próximos dias. O administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, projeta que a queda para o consumidor não deve ser imediata. “Vemos que, quando há queda, demora um pouco mais para ela chegar ao bolso do consumidor. Mas, claro, como já está ocorrendo um movimento de queda, se o consumidor pesquisar bastante, abastecer só no posto mais barato, em regiões mais baratas e abastecer menos, na expectativa de ter o combustível mais em conta, consegue realmente acelerar essa queda e até intensificá-la mais”.

O etanol e o diesel também baixaram no último mês. O etanol baixou 2%, e o preço foi de R$ 4,38 para R$ 4,29 — 71% do valor da gasolina, no limite do que é vantajoso para o consumidor. A queda média do diesel foi de 1%, e o combustível passou de R$ 6,18 para R$ 6,11. 

Matéria em atualização.

Tirar ou renovar a CNH está mais caro em Minas Gerais em 2025

Tirar ou renovar a CNH está mais caro em Minas Gerais em 2025 - Foto: reprodução
Tirar ou renovar a CNH está mais caro em Minas Gerais em 2025 – Foto: reprodução

O Governo de Minas reajustou os valores dos exames médicos e psicológicos para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Estado em 2025.

O aumento foi de 4,75% e seguiu o reajuste anual da Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerias (UFEMG), atualizado no dia 28 de novembro de 2024, conforme a Resolução da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), cujos valores entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2025.

Por exemplo, os exames psicológico e médico, que custavam R$ 211,78, agora custam R$ 221,85. Já o reexame psicológico passou de R$ 84,70 para R$ 88,72, enquanto a obtenção da segunda via de exames, de R$ 55,02 para R$ 57,02.

Veja o comunicado na íntegra:

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag-MG) informa que, a partir de 1º de janeiro de 2025, os valores referentes aos exames médicos e psicológicos nas clínicas vinculadas à Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CETMG) serão reajustados, conforme previsto no art. 61 da Portaria CET nº 808/2024.

O reajuste, de aproximadamente 4,75%, segue o ajuste anual do valor da UFEMG (Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais), atualizado em 28/11/2024 pela Resolução SEF nº 5.850/2024.

Passos tem a gasolina mais cara de Minas Gerais

Postos de combustíveis de Passos (MG), vendem o litro de gasolina mais caro do estado. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que o insumo é comercializado a R$8,199 na cidade. Três Corações, na mesma região, ocupa o segundo posição de preços mais altos, com a gasolina disponibilizada por até R$8,169. 

No Noroeste de Minas, o terceiro preço mais alto foi verificado em Unaí, onde os motoristas desembolsam R$8,069 no litro do combustível. Se comparado o custo observado em Passos, com o menor valor verificado no estado, de R$7,499, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a diferença chega a R$0,70. Em Belo Horizonte, o boletim da ANP encontrou postos comercializando gasolina com valores entre R$7,290 e R$7,690. 

Em Contagem, na Grande BH, o menor preço da gasolina foi de R$7,380 e o maior chegando a R$7,599. Já em Betim, segundo a ANP, os motoristas encontram o litro da gasolina por R$7,399 até R$7,567. A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 19 de março, sendo a primeira depois do mega reajuste anunciado pela Petrobras, em 10 de março. A empresa reajustou a gasolina em 16%, e elevou o diesel em quase 25% nas refinarias. 

Preço do gás de cozinha em Passos chega até R$ 115

Pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 24 e 30 de outubro, em Passos (MG), aponta para variação de até R$ 15 no preço do gás de cozinha, botijão de 13 quilos: entre R$ 100 e R$ 115. Com preço médio de R$ 106 na cidade, o produto está R$ 4 (pouco mais de 4%) acima da média nacional, que fechou a última semana com o valor praticamente estável.

No início desta semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que é possível que os combustíveis tenham novo aumento dentro de 20 dias, porém a Petrobras desmentiu.

Em Passos, a gasolina varia entre R$ 6,97 e R$ 7.29.

Via: Da Redação.

Ambev anuncia que cerveja ficará mais cara a partir de segunda-feira

A cervejaria Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, anunciou,  na noite desta terça (28), o aumento do preço das cervejas. No comunicado enviado a clientes e distribuidores, a cervejaria afirma que o reajuste vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária.

Ainda segundo a Ambev, o reajuste pode variar entre regiões, marcas, embalagens e segmentos. A empresa concentra 60% de participação de mercado no mercado no país. No comunicado, a Ambev ainda diz que “reforçamos o nosso compromisso com a competitividade das nossas marcas no mercado, visando sempre a boa performance do volume de vendas da indústria”.

A Ambev não informou qual será a faixa de reajustes. A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) disse que o aumento de preços deve ser alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, em torno de 10%.

Gasolina chega a quase R$ 6,80 em Minas e passa de R$ 7 em alguns estados

O aumento nos preços da gasolina nos postos revendedores da Grande Belo Horizonte alcançou 3,07% em apenas 17 dias deste mês, levando o consumidor a pagar até R$ 6,499 pelo litro do combustível, segundo levantamento divulgado ontem pelo site de pesquisas de preços Mercado Mineiro. Para o etanol, a alta foi ainda maior no período, ao atingir 5,95% entre o dia 5 e domingo, com custo máximo de R$ 4,899. Foram consultados 145 estabelecimentos de BH e entorno.

Os gastos impostos aos motoristas que o Mercado Mineiro constatou são coerentes com relatório publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que acompanha os preços dos combustíveis em todo o país. Na semana passada, o menor preço do litro da gasolina encontrado em Minas Gerais era de R$ 5,899 em Uberlândia, no Triângulo; e o maior custo nas bombas chegou a R$ 6,759 em Paracatu, no Noroeste do estado. O preço médio foi de R$ 6,185 por litro entre os dias 15 e 21 deste mês.

De acordo com a ANP, a gasolina teve reajuste de 1,5% em média no Brasil, bem abaixo do medido na Grande BH, vendida a R$ 5,956. Mas, o consumidor já paga mais de R$ 7 no litro do combustível em postos do Rio Grande do Sul (R$ 7,18), Rio de Janeiro (R$ 7,05),e Acre (R$ 7,13). Na comparação entre os estados, o preço mais alto, em média, é o dos postos do Rio de Janeiro (R$ 6,485) e o mais baixo foi verificado no Amapá (R$ 5,143).

Quanto ao etanol, o preço médio subiu 2,2%, também abaixo do reajuste da Grande BH, alcançando R$ 4,497. O recorde de Minas é de Bom Despacho, no Centro-Oeste: o litro a espantosos R$ 6,19, mais caro que a média da gasolina na Grande BH. O menor valor é de R$ 4,149 em Montes Claros, no Norte do estado, e novamente Uberlândia.

Diante da corrida dos preços, a pergunta essencial é se o consumidor pode evitar o prejuízo crescente. Feliciano Abreu, diretor do site Mercado Mineiro, indica o caminho. “Não compensa abastecer com etanol hoje, porque ele representa (em média) 75% do preço da gasolina (historicamente, diferenças abaixo de 70% indicam que esse combustível vale mais a pena). Está sendo uma surpresa desagradável, porque subiu até mais que a gasolina. Não é uma desculpa do dólar (alto), mas do mercado, que está demandando muito. A gente nem viu safra este ano”, avalia.

Por outro lado, Feliciano afirma que o índice de 70% não pode ser interpretado como lei para optar pelo etanol ou pela gasolina. Isso ocorre porque há variações de desempenho dos veículos, além do comportamento do próprio motorista. “Sempre indico perguntar para o taxista ou para o motorista de aplicativo. Eles sabem responder melhor que qualquer um”, diz.

O crescimento dos preços apresentado na última pesquisa do Mercado Mineiro surpreendeu o diretor do site. O preço médio da gasolina na Grande BH evoluiu de R$ 5,918, no último dia 5, para R$ 6,10 no domingo, representando R$ 0,18 por litro. No caso do etanol, o custo do litro nas bombas subiu de R$ 4,319, na média, para R$ 4,576. Quanto ao diesel, que abastece a maioria dos veículos de carga, o crescimento de preços foi de de 0,34%. Na prática, o motorista passou a pagar dois centavos a mais no litro desse combustível: de R$ 4,691 para R$ 4,707.

“A gente fez a pesquisa semana passada e se assustou muito porque repassaram praticamente a integralidade da alta (do preço da Petrobras). Geralmente, cai um pouco por recomposição e transporte”, afirma. Para quem usa muito o carro e consome cerca de um tanque de combustível por semana, a alta do valor do litro da gasolina, neste ano, onera o bolso de forma considerável, como explica Feliciano Abreu.

Considerando-se os reajustes aplicados desde o início do ano, em oito meses a variação alcança 31%. “Se você colocar isso em 50 litros por semana (um tanque), você está pagando R$ 70 a mais por semana. É muito dinheiro”, avalia.

Extremos

A título de exemplo do comportamento dos preços, o posto Wilson Piazza, de bandeira Shell, na Região Centro-Sul de BH, vendia o combustível mais barato no domingo na Grande BH, entre os 145 estabelecimentos pesquisados pelo Mercado Mineiro. O litro era oferecido a R$ 5,899 e o do etanol a R$ 4,299.

Na mesma região, é vendida a gasolina mais cara entre os preços levantados, no valor de R$ 6,499, no Bairro Luxemburgo. A bandeira é da Petrobras. O preço varia em 10,17% na comparação com o estabelecimento do Serra. O motorista que optou pelo etanol encontrou o litro mais caro, a R$ 4,899, em posto sem bandeira instalado no Anel Rodoviário, na altura do Bairro Nazaré, Nordeste da capital mineira.

(*Amanda Quintiliano/Especial para o EM)

Promoção em Divinópolis e pesquisa em Uberlândia

Em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, até domingo era possível encontrar o litro da gasolina a R$ 6,09. O menor valor praticado na cidade, que fica a cerca de 120 quilômetros da capital, é reflexo de promoção realizada sempre aos domingos por redes de postos de combustíveis. Em poucos estabelecimentos, que não aderem à prática, o combustível era comercializado a R$ 6,19. Ainda sem saber quanto as revendas poderão cobrar durante esta semana, alguns frentistas imaginam ao menos R$ 6,29 por litro.

O combustível teve alta acumulada de 27,5% neste ano até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quem sentiu no bolso o aumento foi o motorista de aplicativo Gustavo Miguel. Atuando nesta área desde o início do ano, ele acompanhou reajuste a reajuste e, aos poucos, viu a renda encolher.

Aproveitando a promoção, ainda na manhã de domingo, ele completou o tanque e gastou R$ 250. “Vai dar para eu rodar até terça ou quarta no máximo”, contou. Somam-se a isso outras despesas com a manutenção do veículo. “Se colocar pneus, óleo, que são gastos a longo prazo, não está compensando porque precisamos ainda pagar o percentual do aplicativo”, disse.

Para tentar equilibrar o orçamento, o motorista está cortando despesas no dia a dia. “Um lanchinho que eu fazia na rua, o almoço, agora é só em casa”, exemplificou. Alternativa para complementar a renda é fazer viagens particulares. Entretanto, nesse caso, o peso do aumento é compartilhado com o cliente.

A alta no preço da gasolina tem dado o que falar no Sul de Minas. Em Varginha, o preço ultrapassou os R$ 6 e já subiu cerca de 50% no acumulado do ano. Os motoristas que dependem do combustível para trabalhar ficam no prejuízo. O preço da gasolina já foi reajustado nove vezes só este ano.

Os motoristas, que precisam do combustível em Varginha, pagam entre R$ 6,17 e R$ 6,19. Em janeiro, o preço não chegava a R$ 5. “Está um absurdo. Eu trabalho fazendo entregas na região e o meu lucro está sendo usado para abastecer o veículo”, diz um trabalhador autônomo, que prefere não ser identificado.

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