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Jornal Folha Regional

Possível desativação de presídio preocupa autoridades e pode impactar segurança em Boa Esperança

Possível desativação de presídio preocupa autoridades e pode impactar segurança em Boa Esperança – Foto: reprodução

A possibilidade de desativação do presídio de Boa Esperança, no Sul de Minas, tem mobilizado autoridades locais e levantado preocupações sobre os reflexos da medida na segurança pública do município. Embora o Governo de Minas Gerais confirme a realização de estudos sobre a unidade, nenhuma decisão oficial foi tomada até o momento.

A discussão ocorre enquanto uma nova penitenciária é construída em Lavras, cidade que poderá receber os detentos atualmente custodiados em Boa Esperança. O novo complexo prisional terá capacidade para 628 internos, número quase três vezes superior à capacidade do presídio lavrense em funcionamento atualmente.

A obra é executada pela mineradora Vale, mas sofreu atrasos em razão do período chuvoso. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ainda não existe previsão definida para a conclusão dos trabalhos.

Em nota, a pasta informou que o cenário das unidades prisionais do estado está sendo analisado, incluindo a situação de Boa Esperança. No entanto, reforçou que não há qualquer decisão formal sobre o fechamento da unidade nem de outros estabelecimentos prisionais em Minas Gerais.

Apesar disso, a possibilidade já gera preocupação entre profissionais da segurança pública. Em entrevista à TV Boa Esperança, o delegado Alexandre Boaventura destacou os impactos que a transferência dos presos para outras cidades poderia causar na rotina da Polícia Civil.

“Toda vez que tiver um preso em Boa Esperança durante o dia, nós teremos que levar, os dois investigadores que aqui estão, então, terão que levar o preso para Lavras. Dá uma hora e meia de ida, uma hora e meia de volta. Se for dois presos durante o dia, seis horas. Ou seja, há o risco de que a cidade fique sem investigadores.”

Segundo o delegado, os reflexos também atingiriam o trabalho da Polícia Militar, especialmente em situações de condução de presos.

“O trabalho da Polícia Militar é impactado, porque se a Polícia Militar chega aqui com o preso e não tem equipe para receber, o que a Polícia Civil vai fazer? Aí a Polícia Militar também vai ter que se transferir até Varginha, ou seja, a cidade fica também sem policiamento ostensivo da Polícia Militar.”

As declarações evidenciam a preocupação das forças de segurança com a eventual necessidade de deslocamentos frequentes para cidades vizinhas, o que poderia reduzir o efetivo disponível para atendimento de ocorrências em Boa Esperança.

Enquanto isso, o Governo de Minas mantém a posição de que o tema permanece em fase de estudo e que, até o momento, não existe definição sobre o futuro da unidade prisional do município.

Homem condenado por matar a filha de 5 anos após ela fazer xixi no chão é encontrado morto em MG

Homem condenado por matar a filha de 5 anos após ela fazer xixi no chão é encontrado morto em MG – Foto: redes sociais

Um detento condenado por torturar e matar a própria filha, de cinco anos, em Monte Santo de Minas, no Sul de Minas, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (11) no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), policiais penais foram acionados por volta das 6h20 para verificar a situação do preso Adrian Juliano Martins Herculano. Ao chegarem à cela, os agentes encontraram o detento pendurado por uma corda artesanal feita com um lençol e já sem sinais vitais.

A direção da unidade informou que todas as providências administrativas foram tomadas e que foi aberto um procedimento interno para investigar as circunstâncias da morte. Os detentos que dividiam a cela com Adrian deverão prestar esclarecimentos ao Conselho Disciplinar do presídio.

Segundo a secretaria, Adrian estava custodiado no complexo penitenciário desde 14 de fevereiro de 2025 e possuía registros no sistema prisional desde 2020. Ele cumpria pena após ser condenado por um crime ocorrido em janeiro de 2023, em Monte Santo de Minas.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem teria se irritado com a filha após a criança urinar no chão. Em seguida, ele torturou a menina, causou sua morte e ateou fogo no corpo na tentativa de ocultar o crime.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público e condenou Adrian a 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e majorado, além dos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver.

O caso da morte do detento dentro do presídio segue sendo investigado.

Três fugitivos da Penitenciária de Formiga são recapturados; um segue foragido

Três dos quatro presos que haviam fugido da Penitenciária de Formiga foram encontrados na manhã deste domingo (30) no distrito de Betânia, em Pedra do Indaiá. A recaptura foi feita por policiais penais da própria unidade, com o apoio da Polícia Militar, informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Foram detidos novamente Victor Hugo de Souza Pereira, Marcirlei Ferreira Neto e Nicolas dos Santos Gonçalves. Apenas Marcos Vinícius da Silva, de 28 anos, continua foragido. A Sejusp reforça que qualquer informação que possa ajudar a localizá-lo pode ser comunicada, de forma anônima, ao Disque Denúncia Unificado 181.

A fuga ocorreu na noite de quinta-feira (27). Imagens registradas por câmeras mostram os quatro homens, ainda com o uniforme do sistema prisional, correndo por uma rua do Bairro Água Vermelha, nas proximidades da penitenciária. De acordo com a PM, os detentos teriam deixado o local após conseguirem chegar ao telhado da unidade.

A Sejusp abriu um procedimento interno para investigar o que possibilitou a fuga e apurar eventuais responsabilidades.

Segundo dados da própria secretaria e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os quatro fugitivos somam juntos mais de 100 anos de pena, decorrentes de crimes como homicídio qualificado, tráfico de drogas, roubo e receptação.

Três fugitivos da Penitenciária de Formiga são recapturados; um segue foragido – Foto: divulgação/Sejusp

Homem condenado por estupro, roubo e latrocínio foge do Presídio de Itajubá

Homem condenado por estupro, roubo e latrocínio foge do Presídio de Itajubá – Foto: divulgação/Polícia Militar

Um homem condenado por crimes de roubo, latrocínio e estupro está foragido após fugir do Presídio de Itajubá (MG) na manhã de domingo (23). Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Márcio Alves Pereira, de 43 anos, trabalhava nos serviços gerais da unidade prisional e escapou pelo alambrado.

O detento estava preso desde 9 de julho de 2024, quando foi capturado por estuprar e roubar, mediante ameaça, uma mulher de 35 anos e a filha dela, de 10, no bairro Família Andrade, em Santa Rita do Sapucaí (MG).

A direção do presídio instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da fuga. À época do crime, Márcio já estava foragido da Justiça de São Paulo, onde havia sido condenado a 45 anos de prisão por roubo, latrocínio e estupro, após sair do presídio e não retornar.

Relembre o caso

Márcio Alves Pereira foi preso por roubar e estuprar mãe e filha na madrugada de 9 de julho de 2024, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito entrou na casa da família no bairro Família Andrade, armado com uma faca, rendeu uma mulher de 35 anos e duas crianças, sendo uma menina de 10 anos.

O suspeito roubou R$ 70 e estuprou a mulher e a menina. Ainda de acordo com o BO, a mulher tentou impedir que a filha fosse abusada sexualmente empurrando o autor, mas não conseguiu evitar que o abuso acontecesse.

Segundo a Polícia Civil, antes de cometer os crimes em Santa Rita do Sapucaí, Márcio já estava foragido da Justiça no Estado de São Paulo, onde cumpria pena de 45 anos pelos crimes de roubo, latrocínio e estupro.

O detento teria recebido o direito de uma saída temporária e não retornou para o cumprimento da pena.

Via: G1

Cozinha Escola no Presídio de Alfenas forma mão de obra para o mercado gastronômico

Cozinha Escola no Presídio de Alfenas forma mão de obra para o mercado gastronômico – Foto: divulgação

No primeiro dia de outubro, o Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, integrou a seus projetos de ressocialização o Projeto Cozinha Escola. A ação, que nasceu de uma parceria entre a unidade e a empresa Claudionor Cirqueira Sales – ME, consiste em um curso profissionalizante que tem como objetivo apresentar, através de aulas práticas e teóricas, os conceitos de nutrição, cozinha e alimentação saudável. O curso já conta com a participação de 12 custodiados.

As aulas acontecem dentro da própria unidade, numa cozinha integrada ao projeto, e o curso dura seis meses. Na primeira semana de funcionamento, as lições abordaram o tema ‘Segurança e Legislação em Cozinha Industrial’, visando apresentar as normas e princípios de boas práticas dentro do ambiente da cozinha industrial, a fim de destacar a prevenção de acidentes, o uso adequado de equipamentos e a importância de um ambiente de trabalho organizado. Dentro do projeto, são produzidas pelos participantes cerca de 1.700 marmitas diariamente. 

Para a coordenadora pedagógica do Presídio de Alfenas, Jéssica Fialho, o Cozinha Escola é fundamental no processo de ressocialização, porque oferece aos presos oportunidades de reintegração social e profissional. “Os projetos capacitam os indivíduos para o mercado de trabalho, proporcionando uma alternativa ao crime, ao mesmo tempo em que cumprem o direito à educação e à dignidade humana”, disse.

Além disso, o Presídio de Alfenas possui uma parceria com a empresa Eclypse Indústria e Comércio de Materiais Médicos e Hospitalares, que consiste na confecção de aventais cirúrgicos para uso hospitalar. A ação conta com a mão de obra de 18 custodiados em regime fechado e produz  trimestralmente cerca de 300 mil unidades de aventais. 

Outra iniciativa em destaque é o Projeto Assolar, que fabrica móveis e artesanatos em madeira sob encomenda para o comércio local, que conta com a participação de oito presos. Os projetos de ressocialização e trabalho vigentes servem como meio de profissionalização e reintegração social dos detentos sob custódia, que precisam passar por um processo de aprovação pela Comissão Técnica de Classificação (CTC), que avalia o perfil de cada um e autoriza ou não sua participação nos projetos. 

“Capacitação gera oportunidade, e oportunidade afasta o crime. O Cozinha Escola, como nossos outros projetos, é investimento em segurança. Formamos profissionais qualificados que, ao recuperarem sua liberdade, estarão preparados para contribuir com a sociedade e não para voltar ao sistema prisional. Esse é o resultado que buscamos: eficiência e prevenção”, afirma o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco. 

Com iniciativas como o Projeto Cozinha Escola, o Projeto Assolar e a parceria com a Eclypse Indústria e Comércio, o Presídio de Alfenas reforça seu compromisso com a ressocialização e a capacitação profissional dos custodiados.

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas – Foto: divulgação

Governo de Minas Gerais deu mais um passo importante para o fortalecimento das unidades do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Nesta segunda-feira (21/7), foi inaugurado o anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, com 306 vagas.

Mais de R$ 16 milhões foram investidos nas obras realizadas por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).

A nova estrutura foi construída com recursos provenientes do Estado e do Governo Federal. A capacidade total do presídio passou de 196 para 502 vagas, um aumento de quase 160%.

O espaço, destinado a detentos do sexo masculino, conta com duas alas, 37 celas equipadas com beliches, duas celas destinadas para pessoas com deficiência física, além de ala para encontro íntimo, pátio para banho de sol, pátio para visitação e salas multiuso. A unidade conta com um acesso que permite aos policiais fazer a liberação dos detentos para o trânsito interno sem a necessidade do contato físico.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o novo modelo de construção foi projetado não apenas para facilitar a logística da unidade prisional, indo além disso, em vários aspectos.

“Estamos inaugurando um anexo que reafirma claramente o propósito do Governo do Estado, à medida que não apenas vai garantir ainda mais dignidade no cumprimento da pena, mas também irá ampliar a segurança para servidores e visitantes”, destacou.

O diretor-geral do Presídio de Alfenas, Marco Aurélio Bispo Silva, destacou que a entrega representa um importante avanço para o sistema prisional, evidenciando o compromisso de Minas com a segurança da sociedade e dos servidores que atuam dentro das unidades prisionais e, ainda, oferece mais dignidade no cumprimento da pena.

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas – Foto: divulgação

Detento é encontrado morto no presídio de São Sebastião do Paraíso

Detento é encontrado morto no presídio de São Sebastião do Paraíso - Foto: reprodução
Detento é encontrado morto no presídio de São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

Um homem de 51 anos, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado morto, na última quarta-feira (26), dentro de uma cela do presídio de São Sebastião do Paraíso (MG). Ele estava sozinho e foi achado pendurado na porta da cela com uma corrente envolta ao pescoço. Ele havia retornado de atendimento médico.

O detento estava na unidade prisional desde 6 de novembro de 2022, tendo passagens pelo sistema penitenciário desde 2007. Segundo informações, um policial penal que passava pelo corredor adjacente à cela de atendimento, localizada próxima à enfermaria, visualizou o homem de costas para a grade e tentou verbalizar com ele, sem obter resposta. Diante da situação, o servidor acionou o diretor adjunto da unidade, que compareceu ao local e iniciou os procedimentos protocolares, incluindo o chamado do Corpo de Bombeiros Militar e da Perícia da Polícia Civil.

A perícia técnica constatou o óbito no local, indicando asfixia mecânica por enforcamento como a provável causa da morte. O corpo foi removido por uma funerária após a liberação da perícia. (Observo)

Autor de assassinato de irmãos gêmeos e idosa em Alpinópolis morre em presídio

Autor de assassinato de irmãos gêmeos e idosa em Alpinópolis morre em presídio - Foto: Patrocínio Online
Autor de assassinato de irmãos gêmeos e idosa em Alpinópolis morre em presídio – Foto: Patrocínio Online

O detento Neison Fernando Fabiano, de 47 anos, foi assassinado por outro preso, dentro de uma cela da Penitenciária de Patrocínio, no Alto Paranaíba, na noite da última segunda-feira (24). O suspeito confessou o crime.

Neison tinha sido condenado em 2018 a 68 anos e nove meses, no Fórum da Comarca de Passos (MG), pelo assassinato dos irmãos gêmeos Gabriel e Rafael Amaral, de 17 anos, e da bisavó deles, Luzia Maria dos Santos, de 80.

O crime aconteceu em uma residência no bairro Vila Betânia, em Alpinópolis (MG), no dia 3 fevereiro de 2016. Segundo informações do processo, o homem invadiu o imóvel onde os irmãos viviam com a bisavó e disparou vários tiros contra eles.

Ainda conforme o processo, o crime teve motivações passionais, já que Neison mantinha um relacionamento amoroso com a mãe dos adolescentes. O assassinato ocorreu pouco tempo depois de um suposto desentendimento entre o casal, com posterior rompimento da relação. Esse fato teria motivado o autor a executar as três vítimas por vingança.

Suposta tentativa de estupro levou ao assassinato de Neison

O suspeito de matar Neison é um detento de 21 anos. Ele relatou ao registro policial que, inicialmente, visualizou Neison com as calças abaixadas, tentando estuprar outro preso, de 30 anos, que estaria dormindo, sob efeito do uso de medicamentos.

O suspeito disse que ficou indignado com a situação e, por isso, quebrou um aparelho de barbear, pegou uma das lâminas e, em seguida, começou a socar e chutar Neison. Depois disso, o jovem detento contou que aplicou um mata-leão e cortou o pescoço do homem.

‘Queria decapitá-lo’

O suspeito também relatou ao registro policial que, ao visualizar que policiais penais chegavam à cela, intensificou os golpes com a lâmina no pescoço de Neison. Ele complementou que fez isso porque tinha a intenção de decapitar o homem.

Ainda conforme o depoimento do suspeito, antes do ocorrido, ele não possuía nenhum desentendimento com a vítima.

Posicionamento da Sejusp

Segundo nota da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), todas as providências administrativas relativas ao óbito do detento Neison Fernando Fabiano foram tomadas pela direção da Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio. Veja abaixo na íntegra.

“Policiais penais da unidade foram acionados por outros detentos para comparecerem a uma das celas. Ao chegar, encontraram Neison caído no chão da cela com cortes no pescoço. O detento foi retirado do local e levado imediatamente ao pronto-socorro local, porém não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. A direção da unidade prisional apura administrativamente as circunstâncias do ocorrido. As investigações criminais estão sob responsabilidade da Polícia Civil. Neison Fernando deu entrada no sistema prisional, administrado pelo Depen- MG, em 13/4/2016 e estava na Penitenciária de Patrocínio desde 3/10/2018”.

Detentos de São Sebastião do Paraíso participam de curso profissionalizante

Detentos de São Sebastião do Paraíso participam de curso profissionalizante - Foto: divulgação
Detentos de São Sebastião do Paraíso participam de curso profissionalizante – Foto: divulgação

A ausência de qualificação profissional está entre os principais obstáculos para que egressos do sistema prisional conquistem um novo emprego e deixem o mundo do crime.

Para reverter essa situação e incentivar a capacitação dos detentos, o Presídio de São Sebastião do Paraíso (MG) firmou, recentemente, uma parceria com a empresa paulista Metalvale para capacitar profissionalmente os custodiados e empregá-los nas atividades de produção da organização.

O planejamento deste trabalho de cooperação entre a unidade prisional e a empresa começou em julho deste ano. Em São Paulo, a organização já empregava mão de obra carcerária em seus setores de produção, e, vislumbrando a possibilidade de expandir essa iniciativa também para o território mineiro, procurou o Presídio de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas.

Especializada na confecção de aviamentos em metal destinados à fabricação de cintos, bolsas, calçados, entre outros, a Metalvale oferece aos detentos um curso, com duração de 40 horas, no qual eles aprendem sobre a montagem correta de pinos em fivelas, utilizando ferramentas como graziano e alicate, técnicas de lixamento de rebarbas em peças de zamac utilizando lixadeiras industriais e uso de furadeira de bancada para remanchar apliques.

Todos os maquinários e equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para a realização do treinamento são disponibilizados pela empresa, que também designa um colaborador para acompanhar o processo de aprendizagem.

Perspectivas para o futuro

A primeira turma de custodiados, composta por cinco pessoas que estão em regime semiaberto, concluiu o curso no dia 27/9. No dia 30 do mesmo mês, uma nova turma deu início à qualificação, contando agora com 20 alunos. O crescimento expressivo de participantes aconteceu de maneira orgânica. 

Segundo o diretor regional da Polícia Penal na 18ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), Francisco da Silva Neto, quando os detentos souberam da realização do curso, o interesse foi imediato.

“Como na unidade prisional existem duas turmas escolares, foi ofertado aos indivíduos privados de liberdade que estão matriculados na escola o curso profissionalizante”, conta.

 Ao final do curso, todos os participantes receberão um certificado, que será anexado ao processo de execução da pena: para cada três dias trabalhados, um é reduzido na sentença a ser cumprida.  

Com a conclusão das primeiras duas turmas do curso, há previsão de que a Metalvale contrate os melhores alunos para atuar efetivamente na fabricação de seus produtos na unidade fabril que será instalada no Presídio de São Sebastião do Paraíso.

A princípio, serão contratados entre dez e 15 detentos que, além da remição de pena, serão remunerados por seu trabalho. A expectativa é que, ao longo do tempo, um total de 50 custodiados sejam empregados pela empresa. 

Rodolfho Formágio é um dos custodiados que participam do curso. Ele conta que, no primeiro dia, tudo era uma grande novidade e que ele e seus companheiros estavam muito curiosos sobre como a fábrica funcionaria e como o trabalho seria feito. Hoje, todos têm gostado da nova rotina. “Já de primeiro impacto nós nos adaptamos ao trabalho e estamos nos dando bem. A cada dia que passa o trabalho tem sido melhor para cada um de nós”.

Presídio de Varginha firma parceria de trabalho com multinacional de peças automotivas

Presídio de Varginha firma parceria de trabalho com multinacional de peças automotivas - Foto: Sejusp/divulgação
Presídio de Varginha firma parceria de trabalho com multinacional de peças automotivas – Foto: Sejusp/divulgação

As unidades prisionais administradas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) têm sido cada vez mais procuradas pela iniciativa privada, para firmar termos de parceria de mão de obra carcerária. Foi o que aconteceu no Presídio de Varginha, no Sul de Minas, com a multinacional de peças automotivas Magneti Marelli, cujas atividades empregando a mão de obra de presos começaram na última semana.

Por enquanto, são três presos trabalhando em uma sala do presídio. Eles cuidam de embalar as peças do Centro de Distribuição da empresa, que funciona no porto seco do município de Varginha. Mas tudo indica que, em breve, será necessário um espaço maior e mais presos.

“Estamos muito otimistas com esta parceria, pois a Marelli é uma empresa conceituada no mercado. O fato de termos sido procurados significa um bom nível de confiança atingido pelo Depen, em relação à humanização e à classificação dos presos para as atividades laborais”, analisa o diretor do Presídio de Varginha, Fredson Ferreira.

Os presos trabalham de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Receberão o benefício da remissão de pena, ou seja, para cada três dias trabalhados, um a menos na pena; 3/4 do salário mínimo; e uma cesta básica por mês, que poderá ser retirada por um parente devidamente cadastrado e autorizado pela direção da unidade prisional. O termo de parceria de mão de obra carcerária foi assinado pelo período de um ano, mas pode ser renovado a cada 12 meses.

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