Defesa Civil recebe 74 novos veículos para fortalecer prevenção a desastres em MG – Foto: divulgação
O governo de Minas Gerais entregou, nesta sexta-feira (3/7), 74 novos veículos para Defesas Civis do estado. De acordo com o governador Mateus Simões (PSD), o objetivo é fortalecer a atuação dos municípios na prevenção e resposta a desastres. Nesta etapa das entregas, 59 municípios serão contemplados com as novas viaturas.
Foram beneficiadas as regiões da Zona da Mata, Jequitinhonha, Norte, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce, Central Mineira, Sul/Sudoeste de Minas, Oeste, Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Vale do Mucuri. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o investimento foi de cerca R$ 19,9 milhões através de recursos do Termo de Descentralização de Crédito Orçamentário (TDCO), firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp), e o Gabinete Militar do Governador (GMG).
De acordo com o Coordenador Estadual da Defesa Civil de Minas Gerais, Coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, a entrega dos veículos contribui para a gestão de risco de desastres no estado. “É um trabalho de mãos dadas, no qual a gente não está simplesmente entregando uma viatura, mas estamos em conjunto construindo um cenário cada vez mais focado na prevenção na preparação, na gestão de risco de desastres”. pondera o Coronel.
“É reforçar o compromisso de fazer com que a ponta da linha, de fazer com que onde a vida acontece, esteja cada vez mais bem organizado, cada vez mais bem preparado” disse Roberto sobre a preparação de seis mil servidores para se preparar para o período chuvoso em Minas Gerais.
Novas viaturas
A nova frota é composta por 59 caminhonetes Fiat Strada cabine dupla 4×2. Outras 15 motocicletas Honda Sahara 300, equipadas com kit de segurança com capacete, joelheira, cotoveleira e caneleira, completam o reforço. No conjunto também consta notebooks para auxiliar os trabalhos nos municípios, que serão entregues nas próximas etapas do projeto.A distribuição dos veículos considera critérios técnicos relacionados às necessidades locais e ao fortalecimento da estrutura das Defesas Civis municipais.
Já as motos contemplam as regiões da Zona da Mata, Norte, Metropolitana de BH, Vale do Rio Doce e Sul/Sudoeste de Minas. Os ciclomotores foram adquiridos com recursos do Termo de Aiustamento de Conduta (TAC) da Vale, no âmbito do Acordo de Reparação de Brumadinho, com R$ 611,7 mil de investimento.
Investimento milionário desde 2019
De acordo com o governo de Minas, a entrega das novas viaturas “dá continuidade à política de fortalecimento da proteção e defesa civil implementada desde 2019”. Ao todo, mais de R$ 94 milhões foram destinados para equipamentos de proteção e defesa civil.
Fortalecimento
A entrega faz parte da estratégia do Governo de Minas de fortalecer o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, ampliando a capacidade de resposta dos municípios diante da ocorrência de desastres naturais e eventos climáticos extremos.
Secretaria de Estado de Saúde esclarece risco de hantavirose e reforça prevenção em Minas – Foto: divulgação
A investigação de possível transmissão de hantavírus entre passageiros de um navio de cruzeiro, no Atlântico Sul, acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), trouxe o assunto de volta ao debate. No Brasil, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclarece que o cenário é diferente, a hantavirose está associada ao contato direto com roedores silvestres, principalmente em áreas rurais, e a cepa identificada no país não é transmitida de pessoa para pessoa.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, não há motivo para alarme. “Muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, afirmou.
A doença tem ocorrência pontual no estado e exige vigilância contínua, especialmente em regiões rurais. Minas tem atuação reconhecida nessa área e investe na capacitação de equipes. Em 2024, foi o primeiro estado do país a sediar treinamento prático em investigação de doenças zoonóticas, com foco em hantavirose e peste.
“As ações de vigilância e prevenção são contínuas. Isso leva à consolidação de estratégias permanentes pelos municípios com apoio do Estado, incluindo atividades educativas e monitoramento epidemiológico”, comenta o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi.
Casos no estado
Até o momento, Minas tem um caso confirmado de hantavirose em 2026, notificado ainda em fevereiro deste ano. O caso evoluiu para óbito e teve diagnóstico confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) no mesmo período. O paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e tinha histórico de contato com roedores silvestres em ambiente de lavoura e paiol.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial do Governo Federal, Minas registrou seis casos confirmados da doença em 2025, com quatro óbitos. Em 2024, foram oito casos confirmados, também com quatro óbitos.
Prevenção
Mesmo sem risco de transmissão entre pessoas, a SES-MG reforça cuidados para quem vive ou trabalha em áreas rurais.
“A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possa haver fezes ou urina de roedores. O ideal é ventilar o ambiente, umedecer o piso antes da limpeza e manter alimentos e resíduos bem protegidos”, destacou Baccheretti.
As principais medidas são guardar alimentos em recipientes fechados, dar destino adequado ao lixo e entulhos, manter terrenos limpos, não deixar ração animal exposta e retirar restos de alimentos de animais domésticos.
Também é importante evitar plantações muito próximas das casas, ventilar locais fechados antes de entrar e umedecer o chão antes da limpeza. A orientação é não varrer a seco.
Sintomas
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia (dor de cabeça), dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, pode haver dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Não há vacina nem tratamento específico. Pessoas com sintomas após contato com roedores silvestres ou ambientes rurais com sinais desses animais devem procurar atendimento de saúde.
Casos de escorpiões crescem 40% em Passos e acendem alerta para prevenção – Foto: reprodução
Passos (MG) registrou 460 acidentes com escorpiões entre janeiro e setembro de 2025, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Entre as vítimas, está uma criança de apenas um ano, que precisou receber soro antiescorpiônico.
Especialistas alertam que os números tendem a crescer ainda mais até o fim do ano. Historicamente, agosto, setembro e outubro concentram o maior número de ocorrências, período em que os escorpiões entram em reprodução.
Por que os escorpiões invadem as casas
De acordo com Felipe Fraga, veterinário do Departamento de Zoonoses de Passos, a alta presença dos aracnídeos nas residências está ligada à capacidade de adaptação:
“Esses animais encontram com muita facilidade acesso às casas, alimentos para se manter e abrigo para reprodução. Eles são extremamente adaptáveis ao ambiente urbano”, explica Fraga.
Como se prevenir
Para reduzir os riscos de acidentes, o Centro de Zoonoses recomenda:
Instalar telas e soleiras em portas, janelas e ralos.
Vedar frestas em paredes e pisos.
Evitar o acúmulo de materiais, mesmo os considerados servíveis.
Manter a higiene da casa.
Usar desinfetantes com cheiro forte.
Combater baratas, principal presa dos escorpiões.
O que fazer em caso de picada
As orientações do Ministério da Saúde incluem:
Mantenha a calma e afaste a vítima do animal.
Lave o local da picada com água e sabão.
Não faça torniquete, cortes ou sucção.
Capture o escorpião com segurança, se possível.
Procure atendimento médico imediato em hospital de referência.
Compressas mornas podem aliviar a dor até a chegada ao atendimento.
Sintomas de alerta:
A dor aparece de forma imediata e pode irradiar pelo membro afetado, acompanhada de vermelhidão e suor local. Em crianças, há risco de vômitos, agitação, arritmia cardíaca, dificuldade para respirar e choque, sinais que exigem socorro urgente.
Tratamento e atendimento em Passos
O diagnóstico é clínico, e o tratamento é feito com soro antiescorpiônico, disponível apenas em hospitais. Casos graves podem exigir eletrocardiograma e radiografia de tórax.
Em Passos, o soro está disponível na UPA e na Santa Casa. Fraga reforça:
“O soro será aplicado apenas em acidentes com escorpiões do gênero Tityus, que são mais perigosos, e em casos classificados como moderados ou graves. A avaliação médica é obrigatória para definir a necessidade do soro.”
Acidentes com outros animais peçonhentos
Entre janeiro e setembro, Passos somou 616 acidentes com animais peçonhentos em 2025 — um aumento de 20% em relação ao ano anterior (513 casos). Do total:
74,7% envolveram escorpiões.
96 foram causados por abelhas.
40 por aranhas.
16 por serpentes.
4 por outros animais peçonhentos.
Em 2024 e 2025, a região do corpo mais atingida foram os dedos das vítimas, reforçando a importância de cuidados extras ao manusear objetos ou calçar sapatos.
Polícia Militar reforça ações de prevenção à violência doméstica em MG – Foto: Marcilene Neves/PMMG
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) lançou, nesta terça-feira (6), a Campanha Ações de Prevenção à Violência Doméstica – Agosto Lilás, e a Operação Shamar em todas as regiões de Minas, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.
O objetivo da campanha é reforçar a importância da prevenção e do combate à violência doméstica, promovendo ações educativas e de apoio às vítimas.
Ao longo de todo o mês de agosto serão intensificadas ações repressivas e preventivas, inclusive em conjunto com outras Forças de Segurança estaduais.
“Buscamos a sensibilização das vítimas para que elas tenham consciência de situações que não podem ocorrer, como um relacionamento abusivo, e denunciem. É importante destacar, também, que as pessoas que convivem com vítimas de violência doméstica também o façam. A denúncia salva vidas”, destacou a chefe da Seção de Direitos Humanos da Diretoria de Operações da PMMG, major Jane Calixto.
A comandante da Primeira Companhia de Prevenção à Violência Doméstica da PMMG, tenente-coronel Ivana Ferreira Quintão, agradeceu o apoio de todos que, em conjunto com a instituição, impulsionam as ações e operações diárias de enfrentamento aos crimes contra a mulher no estado. Ela também destacou a importância da Operação Shamar 2024, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“O termo shamar, que significa “guardar” ou “proteger” em hebraico, reflete nosso propósito de cuidar e proteger todas as mulheres, garantindo-lhes um ambiente seguro e livre de violência”, afirmou.
Prevenção
Com a missão de promover atendimento mais humanizado à mulher vítima de violência doméstica e familiar e desestimular ações criminosas no ambiente domiciliar, a Polícia Militar de Minas Gerais conta, desde de 2010, com o serviço Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD).
A PPVD consiste em viatura, qualificada e treinada, composta por uma policial do sexo feminino e um policial do sexo masculino, que prestam serviço de proteção à vítima, garantindo o seu encaminhamento aos demais órgãos da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.
A abordagem prevê que a vítima receba do poder público, no menor tempo possível, a atenção devida a cada caso, e atua também em contato com o agressor para promover a quebra do ciclo de violência.
Medicamento mostra 100% de eficácia na prevenção do HIV – Foto: RF._.studio
Recentemente, um novo marco foi alcançado na luta incansável contra o HIV. Um inovador medicamento injetável, conhecido como lenacapavir, demonstrou uma eficácia impressionante de 100% na prevenção do vírus em mulheres cisgênero. Este desenvolvimento revolucionário possui o potencial de transformar completamente as estratégias de prevenção ao HIV ao redor do mundo.
O estudo clínico PURPOSE 1, que testou essa nova abordagem, foi realizado em diversos locais na África do Sul e Uganda. Os resultados destacam não apenas a eficácia do lenacapavir, mas também a sua segurança e a possibilidade de reduzir drasticamente as novas infecções pelo HIV, que ainda são uma grande preocupação global.
O que é o Lenacapavir e como ele atua?
O lenacapavir atua de maneira distinta dos métodos tradicionais de profilaxia pré-exposição (PrEP). Trata-se de um inibidor de fusão capside, que interfere diretamente na estrutura protetiva do HIV, impedindo a replicação do vírus no corpo humano. A grande vantagem deste tratamento está na sua aplicação, necessária apenas duas vezes por ano, o que representa um grande avanço em termos de conveniência e adesão ao tratamento.
Por que a eficácia do Lenacapavir é uma notícia tão importante?
Nos resultados apresentados pelo estudo PURPOSE 1, o lenacapavir impediu a infecção por HIV em todas as 2.134 mulheres que receberam o tratamento, evidenciando sua eficácia de 100%. Em contraste, outras opções de PrEP na forma de pílulas diárias mostraram taxas de eficácia menores. Esses números são particularmente expressivos quando consideramos os esforços globais para reduzir as novas infecções por HIV.
Impacto potencial do Lenacapavir na adesão ao PrEP
Além de sua eficácia, o lenacapavir pode melhorar significativamente a adesão ao tratamento de PrEP. Segundo Linda-Gail Bekker, do Desmond Tutu HIV Center, a administração semestral do medicamento pode facilitar a aceitação e integração do tratamento na rotina das pessoas, combatendo também o estigma e a discriminação associados ao uso diário de comprimidos.
Próximos passos na pesquisa
As investigações sobre o lenacapavir continuam com o estudo PURPOSE 2, que inclui uma gama mais diversa de participantes. Os resultados desse estudo ampliado são aguardados com grande expectativa, pois podem ampliar ainda mais o uso do lenacapavir em diferentes populações e comunidades.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e reguladores de diversos países estão de olho nestes resultados, que poderão definir novas diretrizes e recomendações de uso do lenacapavir como uma ferramenta essencial na prevenção do HIV. A luta contra a AIDS pode estar prestes a conhecer um dos seus mais eficazes aliados no combate a esta epidemia global.
Julho Verde reforça a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e de pescoço – Foto: Rafael Assis
Hélio Francisco da Costa trabalhava como pedreiro quando começou a apresentar rouquidão constante. “O tempo foi passando e meus colegas sempre me dizendo que não era normal e que eu deveria procurar um médico. Quando eu finalmente fui consultar, tive a notícia que estava com câncer de laringe”, conta ele, que descobriu a doença há três anos.
O tratamento incluiu sessões de radioterapia e cirurgia. “No início foi muito difícil, eu ficava muito nervoso, pois tentava me comunicar com as pessoas, mas somente a minha irmã me entendia, já que com a retirada das cordas vocais eu não podia mais falar”, lembra.
Ele foi um dos 13 pacientes do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), que receberam uma laringe eletrônica em 2023. Um ano depois, Seu Hélio, que ainda frequenta a unidade para consultas regulares de acompanhamento, só tem a agradecer. “Agora está muito bom, melhorou 100%. Me comunico com qualquer pessoa, sem nenhum problema”, afirma feliz.
Julho Verde reforça a conscientização e prevenção do câncer de cabeça e de pescoço – Foto: Rafael Assis
O Hospital Alberto Cavalcanti, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), foi o primeiro hospital público estadual a entregar laringes eletrônicas. O investimento total foi de R$ 50 mil na compra das 20 primeiras unidades do equipamento.
Em 2024, oito novas laringes eletrônicas já foram entregues e outras duas estão previstas para os próximos dias.
“Todos os pacientes que foram submetidos a tratamentos que resultaram na retirada completa das cordas vocais – laringectomia total – são elegíveis ao uso de laringe eletrônica. Isto melhora a qualidade de vida dos pacientes e familiares, principalmente daqueles com dificuldades de comunicação escrita”, afirma o médico cirurgião Guilherme de Souza Silva, coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HAC.
Julho Verde
Neste mês, a campanha Julho Verde intensifica os alertas sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer na região da cabeça e pescoço, que atinge órgãos como boca, língua, gengivas, faringe, laringe, esôfago, tireóide, cavidade nasal, seios paranasais e glândulas salivares.
Entre o período de 2019 e 2024 foram registrados em Minas Gerais mais de 22,7 mil casos e 8.645 óbitos por causa desse tipo de câncer.
Dentre as neoplasias de cabeça e pescoço, o câncer de lábio e cavidade oral estão entre os mais prevalentes. Entre 2019 e 2024 foram diagnosticados 3.504 casos do câncer de orofaringe e 2.976 casos da doença na língua e mais de 30 mil internações associadas ao câncer de cabeça e pescoço. Cerca de 66% delas estavam relacionadas ao câncer de boca.
Esse é o quinto tipo de câncer mais incidente no Brasil, mas seu índice de cura pode chegar a 90% se tratado precocemente. “Quando o diagnóstico é feito na fase inicial da doença, as chances de cura são muito altas”, destaca o médico cirurgião.
Fatores de risco e prevenção
Esse tipo de câncer atinge, em sua maioria, homens acima de 50 anos. Todavia, o médico alerta para o crescimento do número de mulheres acometidas pela doença, que é causada, em grande parte, pelo consumo exagerado de cigarros e bebidas alcoólicas. O número de casos em fumantes chega a ser de duas a três vezes maior que entre não fumantes.
“Há alguns anos, a proporção era de 11 homens para cada mulher. Hoje, com o aumento no número de mulheres fazendo uso de álcool e cigarros, essa proporção diminuiu e temos três homens para cada mulher com a doença”, ressalta Guilherme de Souza Silva.
Além disso, outros fatores de risco são o uso de cigarros eletrônicos ou de narguilé, exposição ao sol sem proteção, que representa risco importante para o câncer de lábio, e infecção pelo vírus HPV, que está relacionada a alguns casos de câncer de orofaringe quando transmitida por sexo oral.
“A principal forma de prevenção é não fumar nem consumir bebidas alcoólicas. Além disso, a vacina contra HPV também ajuda a prevenir”, afirma o médico.
Diagnóstico
Os cânceres de cabeça e pescoço afetam as partes superiores ou iniciais das vias respiratórias e digestivas, sendo o câncer de boca o mais comum. Os primeiros sinais de que algo pode estar errado são feridas na boca e garganta que não cicatrizam, dificuldade e dor para engolir e alterações na voz, podendo surgir ainda nódulos no pescoço e sintomas como falta de ar.
“Diante de qualquer lesão no lábio e na cavidade oral que não cicatrize em até 15 dias a orientação é procurar atendimento em uma unidade básica de saúde para avaliação com um profissional cirurgião-dentista, que vai realizar o exame clínico da boca e, se necessário, o encaminhamento para biópsia para estabelecimento do diagnóstico”, destaca a coordenadora de Saúde Bucal e Ações Integradas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Jacqueline Silva Santos.
Segundo ela, as biópsias podem ser realizadas nas unidades básicas de saúde pelo cirurgião-dentista ou nos Centros de Especialidades Odontológicas.
“Além disso, as pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca, como os fumantes e etilistas, devem fazer visitas periódicas ao cirurgião-dentista para um cuidadoso exame de rotina, pois as chances de cura são maiores nas fases iniciais da doença e quando o tratamento é adequado e oportuno”, orienta.
“Os casos considerados urgentes e de alta suspeição para o câncer de boca devem ser encaminhados diretamente às Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou aos Centros de Assistência Especializada em Oncologia (Cacon) para confirmação diagnóstica”, explica Jacqueline Silva Santos.
Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento tanto para quem quer parar de fumar, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), quanto para quem foi diagnosticado com a doença, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e Centros de Assistência Especializada em Oncologia (Cacon).
Essas unidades realizaram o tratamento para o câncer de cabeça e pescoço, com atendimento integral e gratuito para todos os cidadãos, por meio de profissionais cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, dentistas, fonoaudiólogos e nutricionistas, visando oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes. O tratamento pode variar de acordo com o estágio do câncer, a localização específica e a saúde geral do paciente.
Atualmente, em Minas Gerais, o tratamento do câncer de cabeça e pescoço é realizado em 17 municípios e são responsáveis pela demanda de todo o estado. Nos últimos 12 meses (de maio de 2023 a abril de 2024), foram realizados 8.471 procedimentos relacionados ao câncer de cabeça e pescoço, sendo 1.356 cirurgias, 5.305 quimioterapias e 1.810 radioterapias.
O Hospital Alberto Cavalcanti é referência na oncologia com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, são realizadas 166 consultas e 37 cirurgias por mês na unidade, somente pelos cirurgiões de cabeça e pescoço. Entre elas, estão tireoidectomias (retirada da tireoide), glossectomias (retirada de parte ou toda a língua), laringectomias (retirada das cordas vocais), linfadenectomias cervicais (retirada dos linfonodos do pescoço), além de biópsias para diagnósticos.
O tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta pelos profissionais da cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia clínica, fonoaudiologia, enfermagem, serviço social, psicologia, nutrição, terapia ocupacional e fisioterapia.
“Cada paciente tem seu tratamento definido e realizado, com ou sem cirurgia. Após o tratamento oncológico específico, é feito um acompanhamento regular do paciente na unidade”, informa o médico cirurgião Guilherme de Souza Silva.
As consultas acontecem às segundas, terças, quintas e sextas-feiras e são realizadas por meio de agendamentos, que podem acontecer por encaminhamento das unidades de saúde, pela Comissão Municipal de Oncologia ou por matriciamento (quando o paciente está internado em outra unidade da Rede Fhemig e é diagnosticado ou possui suspeita de câncer). Além disso, o HAC oferece serviço de pronto-socorro 24 horas, todos os dias da semana, para os pacientes.
Em artigo, cardiologista da Unimed Araxá explica a importância de modificar fatores que originam as doenças
Prevenção cardiovascular: quanto mais cedo melhor – Foto: reprodução
Cada dia após o nascimento é mais um dia em direção ao envelhecimento. A cada minuto que vivemos, ocorrem alterações metabólicas e estruturais em nosso organismo, nos expomos aos riscos do ambiente, nosso organismo se modifica. Por que não nos cuidarmos o mais precocemente possível para que envelheçamos com saúde?
Na juventude, um período de vitalidade e descobertas, é fácil negligenciar a saúde em prol de outras prioridades aparentemente mais imediatas.
Atualmente, um conceito que vem sendo difundido é o da prevenção primordial. A prevenção primordial vai além do tratamento das doenças existentes, buscando modificar os fatores fundamentais que as originam. Ao abordar os determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde, ela visa criar condições que promovam o bem-estar e previnam o surgimento de problemas de saúde antes mesmo que eles se manifestem.
Cultivar hábitos saudáveis desde cedo é a chave para estabelecer uma base sólida para a saúde cardiovascular ao longo da vida. E o primeiro alicerce dessa construção é uma dieta equilibrada. Os jovens devem buscar uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, grãos integrais e proteínas magras. Esses alimentos fornecem os nutrientes essenciais como fibras, vitaminas e antioxidantes que ajudam a proteger o coração contra doenças. Evitar o consumo de alimentos processados, ricos em gorduras saturadas, açúcares e sódio é crucial para manter suas artérias desobstruídas e a pressão arterial sob controle.
Paralelamente à dieta, os jovens devem ter o hábito de praticar exercícios físicos regularmente. A atividade física não apenas fortalece o coração, mas também melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar o peso, reduzir o estresse e melhorar o humor. Incorporar uma variedade de exercícios aeróbicos como corrida, natação e ciclismo, além de exercícios de força e flexibilidade, é fundamental para promover uma saúde cardiovascular abrangente. Além disso, abordar fatores de risco adicionais como o tabagismo e o álcool é também importante, evitando agressões ao nosso próprio corpo.
Nesse sentido, a prevenção primordial vai além da adoção de hábitos saudáveis. Envolve também a educação e a promoção de ambientes e políticas que apoiem escolhas benéficas. As escolas, locais de trabalho e sua comunidade podem desempenhar papel crucial no desenvolvimento de programas de educação sobre a saúde cardiovascular.
Em última análise é um investimento no futuro. Ao adotar um estilo de vida saudável precocemente, os jovens não apenas protegem seus corações, mas estabelecem padrões positivos que impactam a comunidade e gerações futuras.
Cada passo consciente em direção ao saudável pavimenta corações mais fortes para enfrentar os desafios do amanhã.
– Evitar desmatar morros, pois sem a vegetação ficam suscetíveis à deslizamentos, evitar plantar bananeiras também uma vez que deixam a terra mais frágil. Cobrir morros próximos a residência com lonas ou outros materiais impermeáveis ajudam a diminuir a erosão
– Ficar atento aos sinais de perigo como postes ou muros inclinados, paredes com trincas ou barrigas.
Enchentes e enxurradas:
– Não tentar enfrentar uma enxurrada, além da própria força da água, ela também carrega objetos que podem ferir, e ao mesmo tempo oculta perigos como buracos e desníveis.
– Não se arriscar para salvar pessoas ou bens. No caso para ajudar pessoas tente jogar objetos flutuantes ou cordas, mas não entre na água, grandes chances de se tornar mais uma vítima.
– Cuidado com cachoeiras e rios, o nível de água sobe de forma muito abrupta, no caso de chuvas em partes superiores do curso d’água, ainda mais que na nossa região tem muitas cachoeiras.
– Lembrar que a água de enchentes e de enxurradas são sujas e podem transmitir doenças como leptospirose e hepatite tipo A. Se, após o contato, apresentar sintomas como: febre, diarreia, vômito, e dores de cabeça ou no corpo; procurar um posto de saúde mais próximo.
– Manter ralos, calhas, e bueiros limpos para não interromper o fluxo de água.
– Evite dirigir, principalmente em ruas e avenidas que costumam alagar. E não fique dentro do carro se parecer que ele poderá ser arrastado pela água.
Tempestades:
– Cuidado com os raios, não se abrigue próximo de árvores ou postes, eles atraem raios. Não ficar em pé em campo aberto, não ficar dentro da água.
– Tempestades fortes podem derrubar até árvores sadias, evite estacionar carros ou ficar perto de árvores durante tempestades.
Setembro é o mês mundial de prevenção ao suicídio, denominado também Setembro Amarelo. O assunto que já foi um grande tabu, atualmente ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, na maioria das vezes, pelos preconceitos e falta de informações.
A equipe do Jornal Folha Regional convidou a Dra. Anelisa Freire Gomes para uma entrevista informativa sobre o assunto, para auxiliar e esclarecer algumas dúvidas que a população costuma ter referente ao tema.
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