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Jornal Folha Regional

Governo de Minas sanciona lei que vai facilitar a produção de cachaça e aguardente de cana no estado

Governo de Minas sanciona lei que vai facilitar a produção de cachaça e aguardente de cana no estado – Foto: Diego Vargas

Governo de Minas sancionou a Lei n° 25.424, que dispõe sobre a inspeção e a fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana, considerada fundamental para desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana, cujas bebidas possuem valor histórico, cultural e gastronômico no estado.

A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (2/8) e regulamenta a produção da bebida, seguindo as normas higiênico-sanitárias desde o engarrafamento e o acondicionamento do produto. O estabelecimento também deverá seguir regras sanitárias previstas, além de manter a documentação em dia para evitar o risco de penalidades como multas e, em último caso, a suspensão da atividade. 

O gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Lucas Silva Ferreira Guimarães, contextualiza que “essa lei é de importância histórica para o estado, além fazer com que inúmeros estabelecimentos que estão na fila, aguardando vistoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), passem a ter os seus documentos analisados em um prazo menor, sobretudo pela capilaridade que o IMA tem”.

Ele acrescenta que o instrumento trará “justiça social” para os produtores que desejam produzir a bebida de forma regulamentada e sustentável em Minas Gerais, beneficiando economicamente e culturalmente a região da fabricação.

Minas Gerais deve receber US$ 16,5 bilhões em investimentos na produção de minerais até 2029

Minas Gerais deve receber US$ 16,5 bilhões em investimentos na produção de minerais até 2029 - Foto: reprodução
Minas Gerais deve receber US$ 16,5 bilhões em investimentos na produção de minerais até 2029 – Foto: reprodução

A mineração no Brasil deve receber, até 2029, mais de US$ 68,3 bilhões em investimentos. E Minas Gerais deve abocanhar a maior fatia dos aportes, com previsão de receber US$ 16,5 bilhões (24,1%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), nesta terça-feira (6 de maio).

De acordo com o instituto, Minas Gerais representa 40% de todo o faturamento do setor no primeiro trimestre de 2025, com R$ 29,8 bilhões. O que significa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período em 2024. O setor como um todo faturou R$ 73,8 bilhões, um crescimento de 8,6%.

Grande parte dos investimentos previstos para Minas Gerais devem estar voltados aos minerais críticos, em especial o lítio, importante componente para a produção de baterias. O Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha têm se tornado importantes pólos de produção de lítio no Estado. Salinas, por exemplo, tem perspectiva de se tornar um dos maiores pólos produtores de lítio do mundo, segundo previsão de Dale Henderson, CEO da Pilbara Minerals (PLS), empresa que realizou um aporte de US$ 370 milhões para adquirir a Latin Resources, que era responsável pela exploração do mineral na cidade.

São considerados minerais críticos: cobre, alumínio, níquel, lítio, nióbio, zinco, cromo, grafita, titânio, vanádio e chumbo. A expectativa do setor é que, até 2040, a demanda por cobre, lítio, níquel, cobalto, grafita e terras raras deve aumentar mais de 80%. E o Brasil está muito bem posicionado nos rankings mundiais de produção e reservas. No caso do lítio, o Brasil é o 5º maior produtor e o 7º com maior reserva.

Outros dados do setor

Ainda conforme o levantamento do Ibram, neste ano foram geradas mais de 2 mil novas vagas no Brasil. O minério de ferro respondeu por 53% do faturamento do setor, com R$ 38,8 bilhões, e foi responsável por 63,9% das exportações. Foram exportadas cerca de 87,7 milhões de toneladas de produtos do setor mineral (aumento de 0,3% em relação ao ano passado). No entanto, esse volume representa cerca de US$ 9,3 bilhões, uma queda de 13%, que está relacionada, segundo o Ibram, ao preço do minério de ferro, que caiu consideravelmente nos últimos anos.

Além disso, a China foi o principal destino das exportações minerais brasileiras no primeiro trimestre de 2025, com 68,3% das exportações. Já as importações minerais vieram principalmente dos Estados Unidos (20,8%), Rússia (19,3%), Austrália (11,5%) e Canadá (9,3%). As importações minerais caíram tanto em dólar (-17,1%) quanto em toneladas (-6,3%), totalizando US$ 1,6 bilhões e 8,75 milhões de toneladas.

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