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Jornal Folha Regional

Após protesto inusitado, Copasa emite nota e explica situação do abastecimento em Teófilo Otoni

Após protesto inusitado, Copasa emite nota e explica situação do abastecimento em Teófilo Otoni – Foto: reprodução

Após a repercussão de um vídeo que mostra uma mulher tomando banho com água do bebedouro em uma loja da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em Teófilo Otoni, a empresa se pronunciou oficialmente sobre o episódio nesta sexta-feira (1º). A cena, gravada na tarde da última terça-feira (29), viralizou nas redes sociais e chamou atenção para a insatisfação de moradores com a instabilidade no abastecimento de água na região.

Na nota enviada ao jornal Folha Regional, a Copasa esclareceu que reconhece e apoia manifestações pacíficas, “desde que o ato não desrespeite os outros clientes em busca de atendimento ou de funcionários que estejam no exercício de sua função”. A Companhia também afirmou que a mulher “em momento algum procurou atendimento na agência”, alegando que, segundo relatos de testemunhas, ela teria entrado no local com o objetivo de ser gravada enquanto fazia a manifestação.

A manifestante aparece nas imagens visivelmente irritada, segurando um caneco e uma barra de sabão, enquanto se banha com a água do bebedouro. “Eu preciso tomar banho, lá em casa não tem água. Tô desde sábado sem água. Tem água pra nada lá, nem pra tomar um café”, disse ela, em um ato de protesto que gerou aplausos, risos e também críticas por parte de quem assistia à cena.

Diante da repercussão, a Copasa também detalhou os motivos da interrupção no serviço e afirmou que a situação já foi normalizada. “A Copasa entende a preocupação e revolta dos moradores de Teófilo Otoni afetados pelo desabastecimento na região Sul da cidade, mas esclarece que trabalhou incansavelmente desde domingo (27/07), quando uma obra registrou a necessidade de intervenções mais complexas que o esperado”, diz a nota.

A Companhia informou ainda que diversas frentes de trabalho atuaram para minimizar os impactos e que caminhões-pipa foram utilizados para abastecer moradores das áreas mais vulneráveis durante o período de intermitência. “O abastecimento foi normalizado no início da noite de terça-feira (29/07) em toda região sul da cidade”, conclui a empresa.

O protesto da mulher continua dividindo opiniões: enquanto alguns usuários das redes sociais consideraram o ato uma forma legítima de chamar atenção para a precariedade dos serviços, outros apontaram a atitude como inadequada por ter ocorrido dentro de uma unidade de atendimento ao público.

CONFIRA A NOTA COMPLETA

A respeito da manifestação de uma cliente na agência de atendimento da Copasa na última terça-feira (29/07), em Teófilo Otoni, a Companhia esclarece que:

1 –  Apoia qualquer manifestação pacífica desde que o ato não desrespeite os outros clientes em busca de atendimento ou de funcionários que estejam no exercício de sua função, que é auxiliar as pessoas a conseguirem os serviços.

2 – A cliente em questão em momento algum procurou atendimento na agência. Segundo relatos das testemunhas, ela entrou com o objetivo de ser gravada fazendo a manifestação. 

3 – Por fim, a Copasa entende a preocupação e revolta dos moradores de Teófilo Otoni afetados pelo desabastecimento na região Sul da cidade, mas esclarece que trabalhou incansavelmente desde domingo (27/07), quando uma obra registrou a necessidade de intervenções mais complexas que o esperado. Diversas frentes de trabalho atuaram para minimizar os impactos e normalizar o abastecimento o mais breve possível.

4 – Durante o período de intermitência, caminhões-pipa abasteceram moradores das áreas mais vulneráveis da região.

A Companhia reforça que o abastecimento foi normalizado no início da noite de terça-feira (29/07) em toda região sul da cidade.

Após protesto inusitado, Copasa emite nota e explica situação do abastecimento em Teófilo Otoni – Foto: reprodução

Confira o primeiro pronunciamento de Bolsonaro após as eleições

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno, o primeiro pronunciamento após perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição. Depois, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que dará início à transição de governo.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.
Bolsonaro também disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações. Caminhoneiros que apoiam o presidente fazem bloqueios em estradas do país desde o fim do domingo (30).

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, continuou

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.

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