Prefeito de Passos, Diego Oliveira, anuncia pré-candidatura a deputado estadual pelo PSD – Foto: reprodução
O prefeito de Passos (MG), Diego Oliveira, anunciou que é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Para disputar as próximas eleições, ele deixará oficialmente o comando da Prefeitura no dia 31 de março, quando deve formalizar sua renúncia.
Apesar da confirmação da pré-candidatura, Diego seguirá cumprindo normalmente sua agenda administrativa até a data do desligamento, atendendo a todos os requisitos legais exigidos para a candidatura.
O PSD já conta atualmente com um representante de Passos na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Cássio Soares, também filiado ao partido, deve disputar uma vaga na Câmara Federal nas próximas eleições.
Transição de governo
A transição do Executivo municipal será realizada em solenidade na Câmara Municipal. Com a saída de Diego Oliveira, quem assumirá a Prefeitura será Maurício Antônio da Silva, atual vice-prefeito eleito do município. Já o presidente da Câmara, Plínio Andrade, passará a ocupar o cargo de vice-prefeito.
Projeção estadual
Diego Oliveira ganhou projeção em âmbito estadual após a confirmação de Heineken para instalar sua nova fábrica no Brasil em Passos. O investimento, estimado em quase R$ 2 bilhões, resultou na geração de centenas de empregos diretos e indiretos e impulsionou significativamente a economia local.
A unidade da cervejaria, em operação desde o final do ano passado, marcou uma nova fase de desenvolvimento para o município. A chegada da empresa também contribuiu para atrair novos empreendimentos, consolidando Passos como um dos principais polos de crescimento econômico da região.
A pré-candidatura de Diego ocorre nesse contexto de expansão e fortalecimento do município no cenário estadual. A informação foi divulgada em primeira mão pela TV Passos.
O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o partido não prevê espaço para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do estado, nem para uma disputa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Senado, nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (20).
Segundo Cássio, o PSD mineiro já definiu de forma clara seu projeto eleitoral para o próximo pleito, que tem como principal aposta a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes. Para o dirigente, não há possibilidade de o partido sustentar duas pré-candidaturas ao governo estadual dentro da mesma legenda.
Apesar de reconhecer a boa relação pessoal e institucional com Rodrigo Pacheco, Cássio explicou que os caminhos políticos hoje são distintos. Ele afirmou manter um diálogo respeitoso, transparente e constante com o senador, ainda que ambos estejam posicionados em campos políticos diferentes no atual cenário. De acordo com o presidente do PSD em Minas, Pacheco sempre esteve ciente das articulações envolvendo Mateus Simões, inclusive durante as conversas internas que consolidaram o vice-governador como projeto prioritário do partido.
Nos bastidores, Rodrigo Pacheco tem sido citado como possível candidato ao governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que poderia resultar em uma mudança de legenda. Para Cássio, caso essa candidatura se confirme, ela tende a ocorrer fora do PSD, diante da incompatibilidade entre os projetos políticos. O dirigente avaliou que Pacheco construiu, nos últimos anos, uma trajetória de diálogo direto com o governo federal, especialmente durante o período em que presidiu o Senado, entre 2021 e 2025.
Cássio destacou ainda o papel institucional exercido por Pacheco à frente do Congresso Nacional, avaliando que o senador teve atuação relevante na preservação da democracia, ainda que isso tenha lhe causado desgaste político, sobretudo junto a setores da direita após os atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as decisões tomadas por Pacheco naquele período refletiram a responsabilidade do cargo que ocupava.
A definição do PSD por Mateus Simões, conforme explicou Cássio, está diretamente relacionada ao reposicionamento do partido em Minas após as eleições de 2022, quando a sigla passou a integrar oficialmente a base do governador Romeu Zema (Novo) e a ocupar espaços estratégicos na administração estadual. Nesse contexto, Mateus Simões ganhou protagonismo como vice-governador e se consolidou como um dos principais articuladores do campo liberal-conservador em Minas, defendendo a formação de uma ampla coalizão da direita para 2026.
Já em relação ao ministro Alexandre Silveira, Cássio afirmou que, embora a convivência institucional seja possível, a viabilidade eleitoral de uma candidatura ao Senado pelo PSD é vista com ressalvas. Silveira, segundo ele, sempre deixou claro seu alinhamento com o presidente Lula e tem atuado como um dos principais interlocutores do governo federal em Minas Gerais, especialmente em pautas ligadas à energia, infraestrutura e articulação política com prefeitos.
Para o dirigente do PSD, esse alinhamento torna difícil uma composição eleitoral coerente dentro do partido. Ele avaliou que seria difícil explicar ao eleitor um palanque em que o candidato ao governo representa a direita mineira, enquanto um candidato ao Senado pede votos para um presidente de esquerda. Na avaliação de Cássio, esse tipo de contradição costuma ser mal recebida pelo eleitorado, que valoriza clareza e coerência política.
Cássio afirmou ainda que a possibilidade nunca foi formalmente debatida dentro do partido, mas reconheceu que, nos bastidores, o cenário é considerado improvável. Segundo ele, a principal barreira não é institucional, mas política e eleitoral, justamente pela dificuldade de conciliar projetos tão distintos dentro da mesma legenda.
Deputado Estadual Cássio Soares, do PSD – Foto: reprodução
O Partido Republicanos tem enfrentado um período de perda de prestígio político em meio a sucessivos escândalos nacionais. Em contraste, o PSD vem ampliando sua influência, sobretudo em Minas Gerais, onde lideranças locais têm se destacado.
Entre os casos que abalaram o Republicanos está o revelado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que apura fraudes no órgão. As investigações foram ampliadas para incluir a negociação de uma aeronave entre o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o presidente de uma ONG suspeita de envolvimento no esquema.
De acordo com o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), a transação levanta suspeitas de uso indevido de recursos públicos e possíveis vínculos entre políticos e entidades beneficiadas por emendas parlamentares. A ONG, ligada à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), recebeu R$ 2,5 milhões em emendas destinadas por Pettersen.
Conflitos em Minas Gerais
Deputado Euclydes Pettersen, do Republicanos- Foto: reprodução
Em meio ao desgaste nacional do Republicanos, novas polêmicas surgem no interior mineiro. Uma assessora do deputado Euclydes Pettersen passou a perseguir politicamente o prefeito de São José da Barra (MG), Marcelinho Silva (Republicanos), e alguns de seus secretários.
A assessora, contrariando princípios éticos e partidários, iniciou uma série de acusações em um grupo de WhatsApp e, em seguida, possivelmente se uniu a um opositor local para apresentar denúncias contra o prefeito e integrantes de sua equipe. Curiosamente, uma servidora comissionada, supostamente aliada da assessora, acabou sendo poupada das críticas.
Além de protocolar um ofício na Câmara Municipal, a assessora foi convidada a prestar esclarecimentos em uma oitiva no Ministério Público de Alpinópolis. Na última segunda-feira (3), ela e outra mulher visitaram uma empresa que presta serviços à Prefeitura desde 2023, solicitando informações sobre notas fiscais de duas secretarias. Um homem que dirigia o veículo as acompanhava, mas não entrou nas dependências da empresa.
O senador mineiro Cleitinho Azevedo foi informado sobre o caso e afirmou não possuir vínculo direto com a assessora, a quem conhece há pouco mais de um ano. Segundo ele, o namorado da mulher é seu assessor parlamentar.
Procurada, a direção do Republicanos não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Mais escândalos
Em outro episódio que agrava a crise do partido, o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo nesta quinta-feira (6) por decisão da Justiça Eleitoral, a pedido da Polícia Federal (PF), que o investiga por corrupção.
Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que o vice-prefeito, Fernando Martins Neto (PSD) — partido que vem se fortalecendo nacionalmente — assumiu o cargo “até que os fatos sejam devidamente esclarecidos”. O comunicado reforçou ainda o compromisso do município com o cumprimento das decisões judiciais.
Conhecido como o “prefeito tiktoker”, Manga é alvo da operação “Copia e Cola”, da PF, que apura um suposto esquema de desvios de recursos na Saúde por meio de uma Organização Social (OS). O prefeito foi notificado da decisão enquanto estava em Brasília (DF) e gravou um vídeo logo em seguida.
“Fui afastado hoje, vocês acreditam? Bem que me falaram que eu estava aparecendo demais”, declarou o político.
Em abril, Manga havia manifestado publicamente o desejo de concorrer à Presidência da República em 2026 e deve reforçar sua pré-campanha mesmo após a operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência, no interior paulista.
Prefeito que conquistou quase 50 mil votos em reeleição inédita em Passos em 2024, já é visto como uma das principais lideranças políticas do Sudoeste de Minas
Diego Oliveira é um dos mais cotados do PSD para deputado estadual em 2026 – Foto: reprodução
Com uma votação histórica, Diego Oliveira (PSD) foi reeleito prefeito de Passos com impressionantes 88,03% dos votos válidos, cerca de 50.000 votos nas eleições municipais de 2024. O resultado consagrador não apenas reforça sua popularidade local como também o coloca no centro das articulações do PSD para as eleições estaduais de 2026.
A expressiva votação — uma das maiores margens de vitória entre os prefeitos das principais cidades mineiras — fortaleceu o nome de Diego como potencial candidato a deputado estadual, uma movimentação que vem sendo comentada tanto nos bastidores do partido quanto por analistas políticos da região.
Ascensão meteórica e gestão aprovada
Diego foi eleito pela primeira vez prefeito em 2020 e, ao longo dos últimos quatro anos, consolidou sua imagem como um gestor inovador e eficiente.
A aprovação popular se refletiu nas urnas com uma vantagem esmagadora, o que deixou os adversários com votações residuais. “O resultado mostra que estamos no caminho certo. É fruto de uma gestão trabalhadora, comprometida e com olhar no futuro”, afirmou Diego na noite da vitória.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já teria sinalizado entusiasmo com o desempenho de Diego nas urnas. Segundo interlocutores do partido, Kassab vê no jovem prefeito um nome com forte apelo popular, histórico de gestão eficiente e grande potencial de crescimento político fora dos limites de Passos.
Apoio de Cássio Soares fortalece movimentação
Outro apoio importante vem do deputado estadual Cássio Soares, um dos principais articuladores do PSD em Minas e figura influente na Assembleia. Cássio, que tem base eleitoral sólida na região Sudoeste, destacou o trabalho de Diego como modelo de gestão municipal e defendeu sua participação nas próximas eleições estaduais.
“Diego é um gestor moderno, comprometido com as pessoas e que transformou a realidade de Passos. É natural que ele seja lembrado para voos maiores. O PSD precisa de quadros assim para continuar avançando em Minas”, afirmou o parlamentar.
Próximos passos
Embora evite falar diretamente sobre uma pré-candidatura, Diego não nega que o futuro pode incluir uma disputa estadual. “Neste momento, meu compromisso continua sendo com Passos. Mas fico honrado com a confiança do partido e das pessoas que acreditam no meu trabalho”, disse em entrevista recente.
Com popularidade em alta, respaldo político e uma base eleitoral consolidada, Diego Oliveira se posiciona como um dos novos protagonistas da política mineira — e um nome que deve ser observado de perto nos próximos anos.
Prefeito de São José da Barra filia no PSD de Cássio Soares – Foto: Cássio Soares
Na manhã de sábado (2), o prefeito de São José da Barra (MG), Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, que foi eleito por duas vezes pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), filiou ao PSD (Partido Social Democrático). A assinatura aconteceu no escritório do Deputado Estadual, Cássio Soares, em Passos (MG)
O vice-prefeito, André Luis Lemos da Silva, que é pré-candidato à prefeito de São José da Barra já está no partido à anos.
O vice-prefeito, André Luis Lemos da Silva, que é pré-candidato à prefeito de São José da Barra já está no partido à anos – Foto: Cássio Soares
Além de Serginho, o prefeito de Fortaleza de Minas, Adenilson Queiroz e o prefeito de Divisa Nova, José Luiz de Figueiredo, também filiaram ao partido de Cássio Soares, que é o presidente estadual da legenda.
Na ultima segunda-feira (26), o PSD filiou 18 novos prefeitos ao partido. As novas filiações devem deixar o PSD na liderança do ranking de partidos com o maior número de prefeitos filiados em Minas Gerais, ultrapassando o MDB, que atualmente está no topo da lista.
Prefeito de Fortaleza de Minas, Adenilson Queiroz filia ao PSD – Foto: Cássio Soares
O partido tem hoje lideranças importantes em Minas Gerais, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman.
O deputado federal Luiz Fernando Faria (PSD), coordenador da bancada mineira no Congresso, comemorou. “É um grande ato. Estamos filiando diversos pré-candidatos a prefeito na eleição de outubro. Estamos fazendo um trabalho com o olho em 2024, mas preparando o caminho para 2026”, destacou.
Prefeito de Divisa Nova, José Luiz de Figueiredo, filia ao PSD – Foto: Cássio Soares
Nas últimas eleições municipais, o PSD elegeu 78 prefeitos em Minas, ficando na quarta posição das legendas que controlam prefeituras mineiras. Naquele pleito, o MDB foi o partido que mais ganhou prefeituras, com 100 eleitos. Com a troca de cadeiras, o PSD deve assumir a liderança.
Prefeitos de Passos, Paraíso e Piumhi filiam ao PSD sob presidência estadual de Cássio Soares – Foto: Reprodução
Na manhã desta quarta-feira (20), o Partido Social Democrático (PSD) em Minas Gerais, através do presidente do partido, o deputado estadual Cassio Soares, recebeu a filiação de três prefeitos da região.
Ingressaram no PSD Minas os prefeitos de Passos, Diego Oliveira; Piumhi, Dr. Paulo César e de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais.
Desde abril de 2023, quando assumiu a presidência do partido, o deputado Cassio Soares vem realizando uma série de reuniões com políticos mineiros, para apresentar os valores e projetos do PSD, buscando avaliar entre essas lideranças quem se identifica e pode contribuir com os ideais do partido e, principalmente, com o crescimento de nossa Minas Gerais.
Para o presidente do partido em Minas, deputado Cassio Soares, as filiações são de suma importância, uma vez que os prefeitos desempenham bons trabalhos à frente de suas prefeituras.
“Recebo com muita alegria os amigos prefeitos, para compartilharem desse nosso compromisso, de levar adiante as políticas públicas à serviço do povo mineiro. O PSD Minas não para de crescer”, afirmou Cássio Soares.
“Os prefeitos confiaram no nosso partido como um instrumento para poder melhorar a vida das pessoas. Em nome de todos os nossos filiados, do nosso Senador Rodrigo Pacheco, do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; do nosso presidente Nacional, Gilberto Kassab; do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman e dos parceiros deputados estaduais e federais, agradecemos a confiança de vocês e afirmamos que, juntos, vamos mais longe”, concluiu o presidente do PSD Minas.
Cada dia mais protagonista no cenário nacional e com um importante papel na história da democracia brasileira, o PSD continuará em diálogo com os nomes dispostos a construir boas alternativas para Minas Gerais.
O deputado estadual Cássio Soares (PSD) é o novo presidente do PSD de Minas Gerais. Líder da base do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Cássio vai suceder o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que já havia se licenciado da presidência em 13 de abril. Por outro lado, Silveira vai manter o posto de secretário geral nacional do PSD.
Ao Aparte, o agora ex-presidente estadual diz que se licenciou espontaneamente, já que precisa corresponder às expectativas enquanto ministro de Minas e Energia. “Primeiro, (corresponder às expectativas) de todo o povo brasileiro, e, segundo, à confiança que me foi depositada pelo presidente (Luiz Inácio Lula da Silva, do PT)”, apontou, que ocupava a presidência desde março de 2021, quando substituiu o senador Carlos Viana – hoje já no Podemos.
Antes secretário-geral do secretário, Cássio permanecerá no cargo ao menos até 31 de maio próximo. “Isso era uma demanda já do partido, (porque) o partido precisa se preparar para as eleições do ano que vem”, acrescentou Silveira. O vice-presidente será o ex-governador Alberto Pinto Coelho, e o novo secretário-geral, o deputado federal Diego Andrade.
Cássio agradeceu à confiança do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “Nós estamos comprometidos com o futuro da população mineira, com o fortalecimento do nosso estado e com a utilização dos partidos políticos como instrumento dessa transformação”, afirmou o deputado estadual, que está à frente do quarto mandato.
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