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Jornal Folha Regional

Queijos de cidades da Serra da Canastra são premiados em evento mundial

Queijos de cidades da Serra da Canastra são premiados em evento mundial – Foto: divulgação

A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil confirmou o crescimento e a relevância do setor lácteo artesanal ao reunir números expressivos e ampla participação internacional. O evento foi realizado entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, no Teatro B32, na cidade de São Paulo.

Organizado pela SerTãoBras em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, o encontro colocou o Brasil no centro das atenções da cultura queijeira mundial. Nesta edição, foram inscritos mais de 2.700 queijos e produtos lácteos para avaliação técnica — número superior à expectativa inicial de 2 mil itens.

O concurso contou com a participação de representantes de mais de 30 países, incluindo potências tradicionais como França e Suíça. Ao todo, cerca de 350 jurados, entre brasileiros e estrangeiros, analisaram critérios como textura, aroma e equilíbrio de sabores.

Além da competição, o evento também teve grande adesão do público: aproximadamente 60 mil visitantes passaram pelo local, que contou ainda com a presença direta de mais de 100 produtores brasileiros em uma feira gratuita.

Minas Gerais lidera premiações

Os produtores de Minas Gerais tiveram desempenho de destaque, conquistando 172 medalhas — cerca de 30% das 567 premiações distribuídas no evento. O resultado reforça a posição do estado como referência nacional na produção de queijos e derivados lácteos.

As medalhas mineiras foram distribuídas da seguinte forma:

  • 23 medalhas Super Ouro
  • 42 medalhas de Ouro
  • 52 medalhas de Prata
  • 55 medalhas de Bronze

Além dos queijos artesanais, Minas também foi premiado em categorias como doce de leite, iogurte e manteiga.

Serra da Canastra em evidência

A região da Serra da Canastra voltou a se destacar no cenário nacional. Entre os municípios com premiações confirmadas estão:

  • Piumhi: 7 medalhas (3 de prata e 4 de bronze)
  • São Roque de Minas: 1 Super Ouro, 3 de prata e 3 de bronze
  • Delfinópolis: 1 medalha de bronze

Um dos principais destaques foi a Fazenda Santiago, em São Roque de Minas, que conquistou medalha Super Ouro com um queijo Canastra de produção familiar. A tradição da propriedade ultrapassa 200 anos e atualmente está na sétima geração da família. O trabalho envolve Luís Fernando, responsável pelo manejo e ordenha do rebanho, sua mãe Raquel, que atua na fabricação, e o patriarca José Antônio de Faria, que coordena as atividades da fazenda.

Produtores premiados

Entre os produtores da região que conquistaram medalhas estão:

  • Adalton Soares da Costa — Bronze (Queijo do Tino, 45 dias)
  • Jadir da Costa Pereira — Prata (Canastra Real, 150 dias)
  • Jadir da Costa Pereira — Prata (Queijo J&C, 240 dias)
  • Vinícius Silva Pereira — Bronze (Pingo do Mula)
  • Vinícius Silva Pereira — Prata (Pingo do Mula)
  • José Antônio de Faria — Super Ouro (Queijo Canastra, 15 dias)

Reconhecimento e expansão do setor

O desempenho mineiro contou com o apoio de instituições como a Emater-MG e das prefeituras locais. Segundo os envolvidos, as premiações funcionam como importantes selos de qualidade, contribuindo para a abertura de novos mercados e o fortalecimento da produção artesanal.

O evento reforça o papel do Brasil no cenário internacional e evidencia o potencial do setor para crescer aliado à valorização da tradição e da identidade regional.

Serra da Canastra realiza 1º Concurso de Queijo Autoral para celebrar criatividade e tradição

Serra da Canastra realiza 1º Concurso de Queijo Autoral para celebrar criatividade e tradição – Foto: reprodução

A Serra da Canastra, no Sudoeste de Minas, referência mundial em queijos artesanais, realiza o 1º Concurso de Queijo Autoral, iniciativa que premia produtores pela originalidade e qualidade de suas criações. O evento une tradição e inovação nesta sexta-feira (7/11), às 15h, na Praça Belo Horizonte, em São João Batista do Glória. O evento será realizado juntamente com o 3º Seminário Regional de Turismo Rural, que inicia às 8h30, na Câmara Municipal da cidade.

O coordenador técnico regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Carlos Eduardo Bovo, explica que os queijos autorais possuem no processo de fabricação elementos diferentes ou inovadores, seja na maturação, novos ingredientes ou outros aspectos.

“Criamos o 1º Concurso de Queijo Autoral para valorizar e gerar a oportunidade de divulgar os outros tipos de queijos que são produzidos na região. A proposta é estimular a criatividade dos produtores, mostrar sabores novos e apresentar para o público queijos a Canastra já faz, mas muita gente ainda desconhece”, comenta.

Inovação

Assim como os demais concursos de queijos, os jurados avaliam aspectos internos e externos de cada uma das peças, analisando aspectos como apresentação (formato e acabamento), cor (uniformidade, intensidade e brilho), características da massa, a textura, sabor, a consistência e demais itens. “O critério novo que a gente está propondo é a inovação”, diz o coordenador.

Já o Seminário Regional de Turismo Rural visa estimular o turismo na região, que já atrai muitos visitantes não só pela produção de queijos, mas também pelas belezas naturais como cachoeiras e o Lago de Furnas. O evento terá diversas palestras pela manhã e no período da tarde, haverá uma visita guiada à Queijaria Quintal do Glória.

“A região tem um lado turístico muito forte e nossa proposta é unir esse turismo já existente com o turismo rural, que tem muitos atrativos entre eles produtos de ótima qualidade como queijos, doces e cafés. Trazer e segurar o turista para ele conhecer também o meio rural e nossos produtos”, afirma Bovo.

São João Batista do Glória celebra o sabor mineiro com o 1º Concurso de Queijo Autoral e o 3º Seminário Regional de Turismo Rural

São João Batista do Glória celebra o sabor mineiro com o 1º Concurso de Queijo Autoral e o 3º Seminário Regional de Turismo Rural – Foto: reprodução

O sabor e a tradição mineira vão tomar conta de São João Batista do Glória (MG) no dia 7 de novembro, quando o município sediará dois grandes eventos que prometem valorizar o que a região tem de melhor: o 1º Concurso de Queijo Autoral do Sudoeste Mineiro e o 3º Seminário Regional de Turismo Rural.

A iniciativa busca unir o orgulho da produção artesanal com o fortalecimento do turismo e da economia local, celebrando a cultura e o talento dos produtores da região. Será um encontro de histórias, sabores e oportunidades, onde o queijo e o turismo rural se tornam protagonistas no desenvolvimento regional.

A programação começa pela manhã, com o Seminário Regional de Turismo Rural, das 8h30 às 12h30, na Câmara Municipal, reunindo produtores, empreendedores e representantes do setor público e privado para discutir estratégias e experiências que impulsionem o turismo sustentável e o agronegócio local.

À tarde, o clima será de competição e celebração na Praça Belo Horizonte, onde acontece, das 16h às 18h30, o Concurso de Queijo Autoral. Queijeiros de toda a região vão apresentar suas criações exclusivas, produzidas com técnica, tradição e identidade. O evento promete despertar os sentidos e mostrar por que o queijo mineiro é reconhecido em todo o país como símbolo de qualidade e sabor.

Mais do que uma disputa, o concurso será uma vitrine para os produtores rurais, destacando o potencial do Sudoeste de Minas como referência na produção artesanal e no turismo de experiência.

As atividades contam com a realização da Prefeitura Municipal de São João Batista do Glória (Administração 2025/2028), Emater e Unifor, e com o apoio da Câmara Municipal, Sicoob e Polícia Militar.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com Ailton (Emater) pelo telefone (35) 99208-0153.

Participe, prestigie os produtores locais e viva essa experiência que une cultura, sabor e tradição no coração do Sudoeste Mineiro.

Made in Minas Gerais celebra queijos do Estado no próximo domingo, 15; veja programação

Made in Minas Gerais celebra queijos do Estado no próximo domingo, 15; veja programação – Foto: reprodução

No domingo (15), das 11h às 19h, acontece a quinta edição da festa Made in Minas Gerais na praça da Savassi, no cruzamento entre as avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas. O evento gratuito vai homenagear a Rota do Queijo de Minas, reunindo produtores de queijo da Canastra, Mantiqueira de Minas, Diamantina, Araxá e Entre Serras da Piedade ao Caraça.

“O turismo gastronômico, em especial o rural, tem se consolidado como um dos principais pilares de preservação e fortalecimento da cultura queijeira em Minas Gerais. Ao abrir as portas para visitantes, os produtores de queijo agregam valor ao seu produto, proporcionam experiências autênticas e impulsionam a economia local. Em muitos casos, a venda do queijo é apenas o começo: hospedagens, visitas guiadas e a comercialização de outros produtos regionais entram no pacote, transformando o queijo no grande atrativo para novos negócios e conexões com a cultura mineira”, diz Jordane Macedo, idealizador do Made in Minas Gerais e da Rota do Queijo de Minas.

Com programação diversa, o evento reúne chefs e restaurantes de várias regiões do Estado, além de shows de música, produtos mineiros e o concurso Super Queijos – que celebra queijos artesanais gigantes, com produção colaborativa iniciada na serra da Canastra. Nesta edição, quatro queijos de diferentes regiões mineiras, com até 130 kg e meses de cura, serão avaliados por especialistas e parte do público. O vencedor receberá o primeiro troféu Super Queijos, e as peças serão vendidas em cunhas após o concurso. “Esse movimento também contribui para o fortalecimento do trabalho familiar, em cenário no qual a sucessão no campo, especialmente entre produtores de queijo, é um desafio real”, diz Jordane.

O público poderá experimentar pratos de várias regiões de Minas: Capitão Leitão (Cristovão Laruça) e Bar do Zezé (Vitor Martins), ambos de Belo Horizonte, ao Centro; Bar do Thom (Thom), de Montes Claros, ao Norte; Dona Lucinha (Marcia Nunes), representando o Serro; Nosso Marmitex (Mirian Coura), de Rio Piracicaba, a Leste; Porto Capetinga Bar (Daniel Silva), de Santo Hilário/Pimenta, e Ocê Tá Bão (Weber Junior), a Oeste; O Provençal (Gabriel Gaede), de Tiradentes, e Catorze Cozinha (Matheus Gomes e Pedro Scarpa), de Itanhandu, ao Sul.

Made in Minas Gerais

Data: 15 de junho de 2025 (domingo)

Horário: das 11h às 19h

Local: Praça da Savassi/Belo Horizonte – MG (no cruzamento entre as avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas)

Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso pela Sympla

O público também pode contribuir, voluntariamente, com 1kg de alimento não perecível. As doações serão destinadas ao Instituto Adotar.

Os animais de estimação também são bem-vindos, já que o evento é pet friendly. 

Queijos de Piumhi colocam tradição da Canastra nos holofotes globais

Queijos de Piumhi colocam tradição da Canastra nos holofotes globais - Foto: redes sociais
Queijos de Piumhi colocam tradição da Canastra nos holofotes globais – Foto: redes sociais

O tradicional saber fazer do queijo mineiro, passado de geração em geração nas famílias do campo, está ganhando o mundo. Um exemplo emblemático vem de Piumhi (MG), onde o casal Rogério e Larissa Ferreira, da queijaria Barão da Canastra, representa a quarta geração de uma família de queijeiros e tem levado os sabores da região da Canastra para os paladares mais exigentes do planeta.

A história do casal é marcada por inovação sem perder as raízes.

A produção começou com o tradicional queijo Canastra, com dois tipos de maturação: 21 dias para o queijo capa branca e entre 60 e 90 dias para os queijos de casca florida. Em 2022, a dupla deu um passo ousado e passou a produzir também um parmesão, utilizando fermentos e coalhos importados da Itália e com maturação de nove meses.

A aposta deu certo. O queijo de casca florida da Barão da Canastra, com 90 dias de maturação, conquistou medalha de ouro no prestigiado concurso internacional Mondial du Fromage em 2023, na França, e também levou prata no World Cheese Awards (WCA) no mesmo ano.

Larissa explica que o diferencial está no terroir da Canastra e na produção artesanal. “Todo o mofo que tem ali é natural, vem da pastagem, da água, tem todo o terroir da Canastra”, afirma.

O mofo branco da casca, segundo ela, ajuda a preservar a umidade no interior do queijo, conferindo uma textura especial e sabor adocicado, que lembra até o famoso Grana Padano italiano.

A conquista dos queijos de Piumhi reflete um movimento nacional de valorização e profissionalização dos queijeiros artesanais, que têm aliado tradição e inovação para conquistar novos mercados e elevar o nome do Brasil no cenário gastronômico internacional.

Fonte: Jornal 104 FM

INPI reconhece queijos de São João Batista do Glória como Indicação Geográfica

INPI reconhece queijos de São João Batista do Glória como Indicação Geográfica - Foto: reprodução
INPI reconhece queijos de São João Batista do Glória como Indicação Geográfica – Foto: reprodução

O município de São João Batista do Glória foi reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como integrante da área delimitada da Indicação Geográfica do Queijo Canastra.

De acordo com o gerente executivo da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), Higor Freitas, a inclusão do Glória na Indicação Geográfica reforça a produção dos queijos artesanais no município e reconhece, São João Batista do Glória como produtor de Queijo da Canastra.

Com o reconhecimento, os produtores que seguem as regras do Caderno de Especificações Técnicas da IG podem fazer o uso do nome Canastra em seus queijos, assim como, utilizar os selos da Indicação Geográfica também.

Segundo a Aprocan, a Indicação Geográfica do Queijo da Canastra abrange os municípios de Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São João Batista do Glória, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita. O reconhecimento também traz maior valorização do produto, aumento do turismo na região e mais segurança aos consumidores.

“Esse processo iniciou em 2019, com os estudos e levantamento de dados para comprovar que o Glória pertence a IG do Queijo da Canastra. O processo é muito trabalhoso, pois envolve um grande estudo, construção de documentos, e um período de análise de toda a documentação encaminhada ao INPI”, disse Higor.

“É necessário comprovar, nesse caso, que historicamente o município do Glória tem fama pela produção de Queijo da Canastra. Também é preciso ainda comprovar outras características, como o método de produção do queijo, características sensoriais e outros aspectos que comprovam que o queijo produzido no município segue as mesmas características dos queijos da Canastra”, afirma.

Segundo Higor, a Aprocan foi responsável por realizar todo o estudo, levantar informações necessárias e protocolar o pedido junto ao INPI. Conforme a associação outros parceiros foram fundamentais nesse momento, como o Sebrae e a Sicoob Sarom, que auxiliaram na contratação do especialista em Indicações Geográficas Fabrício Welge para acompanhar o processo.

O Instituto Mineiro de Agropecuário foi responsável por emitir uma portaria reconhecendo São João Batista do Glória como produtor de queijo da Microrregião da Canastra, documento necessário para compor o dossiê. A Emater também auxiliou com a mobilização de produtores e levantamento dos dados necessários para compor o estudo.

Lei

Conforme a Lei nº 9.279/1996, artigo 177, a indicação de procedência é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço.

Apenas produtores de Queijo Minas Artesanal que estão estabelecidos na área delimitada pela IP Canastra e que seguem as regras do Caderno de Especificações Técnicas para a produção podem utilizar a denominação da Canastra. Com o reconhecimento, os produtores do Glória poderão usar o selo IP Canastra e o selo nacional das Indicações Geográficas. (Clic Folha)

Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos

O projeto do Procon-MG, em parceria com o governo de Minas, garante um produto de qualidade para o consumidor e ajuda a desenvolver a cadeia produtiva dos queijos artesanais

Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos - Foto: divulgação
Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos – Foto: divulgação

Na família da Maria Lucilha, de São Roque de Minas, a história com o queijo já atravessa cinco gerações. Ainda criança, ela ajudava os pais e avós nas etapas da produção artesanal. Por falta de recursos, a família precisou interromper a atividade. Em 2012, Lucilha resolveu resgatar a tradição e retomou o processo. “Começamos com o que tínhamos em mãos na época — algumas vacas, duas filhas e um sonho de produzir queijo de qualidade com valor agregado”, conta. De lá para cá, foram muitos desafios e alguns bons encontros que ajudaram a alavancar a produção. No ano passado, Lucilha conheceu a Emater e teve acesso ao projeto Queijo Minas Legal. Em menos de um mês, a produção da queijaria Pingo de Amor passou de 15 para 50 peças por dia. Lucilha saiu da clandestinidade, regularizou a queijaria e conquistou o selo SIM (Serviço de Inspeção Municipal). Todo investimento e trabalho rendeu prêmios. O queijo fabricado aos pés da Serra da Canastra levou ouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil 2024, em São Paulo, além de dois ouros e duas pratas no prêmio Queijo Brasil deste ano, em Santa Catarina. “Hoje só eu estou cuidando da queijaria, trabalhando com o melhor leite vindo do curral, diminuindo perdas e agregando sabor e valor”, comemora.

A queijaria Pingo de Amor é uma das 17 beneficiadas pelo projeto Queijo Minas Legal que receberam premiações em concursos. Os avanços do projeto foram apresentados durante uma reunião no Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O número de queijarias regularizadas saltou de 21 em abril para 78 em agosto.

“Esse é um projeto muito importante, que traz os produtores para a formalidade. Ao se regularizarem, eles encontram um ambiente muito mais adequado para se desenvolverem, com novas oportunidades. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura e suas vinculadas, Emater, Epamig e IMA, também está modernizando a legislação dos queijos artesanais para atrair mais produtores para a atividade, gerando emprego e renda no campo”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.

Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos - Foto: divulgação
Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos – Foto: divulgação

 Vera Lúcia, de Ritápolis, também faz parte dessa história. A produção de queijo é uma tradição das mulheres de sua família, iniciada por sua avó Mariazinha. O legado familiar ganhou força com o apoio do projeto Queijo Minas Legal. Neste ano, Vera conquistou o 3º lugar no 2º Concurso Regional do Queijo Minas Artesanal do Campo das Vertentes. “O Queijo Seu Jorge surgiu a partir do desejo da minha sobrinha Gabriela. Ela herdou o talento de minha avó Mariazinha, que fazia queijos muito apreciados. Gabriela começou a pesquisar sobre o assunto e matriculou-se em alguns cursos. Hoje, somos muito gratas a todos os funcionários que prestam um trabalho relevante de qualidade e eficiência”, afirma Vera.

O projeto Queijo Minas Legal foi lançado em 2022 com o objetivo de auxiliar pequenos produtores a expandir sua atuação no mercado consumidor por meio da regularização de queijarias. A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado, via Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MG/MPMG) e o Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor (FEPDC).

O projeto pode ganhar mais um parceiro importante. Durante a reunião no Procon-MG, representantes do Sebrae apresentaram uma proposta para oferecer linhas de crédito específicas e capacitação em gestão para os produtores rurais.

Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos - Foto: divulgação
Produtores regularizados pelo “Queijo Minas Legal” são premiados em concursos – Foto: divulgação

Na próxima etapa do projeto, estão previstas a capacitação de técnicos e fiscais, a elaboração e distribuição de materiais de divulgação sobre o universo do queijo, a estruturação de um laboratório de pesquisa em queijos artesanais, a realização de análises laboratoriais em água e queijo, a compra de equipamentos e a aquisição de “kits queijaria” para as visitas de assistência técnica.

Ao final de 2024, espera-se que, por meio do projeto, mais de 200 produtores estejam regularizados, representando um aumento de mais de 100% no número de queijarias legalizadas no estado de Minas Gerais. “A regularização das queijarias promove desenvolvimento econômico e social, valorização do nosso patrimônio cultural e garante um alimento saboroso e seguro na mesa do consumidor”, conclui o coordenador do Procon-MG e promotor de Justiça, Glauber Tatagiba.

Queijaria Quintal do Glória conquista mais duas medalhas em Mundial do Queijo

Nilseia Vilela no 3º Mundial do Queijo do Brasil – Foto: divulgação

A Queijaria Quintal do Glória, de São João Batista do Glória, foi premiada com duas medalhas de prata no 3° Concurso de Queijos e Produtos Lácteos no 3° Mundial do Queijo do Brasil que aconteceu nos dias 11 a 14 de abril no Teatro B32, em São Paulo. Os queijos premiados no evento foram o “Chuveirinho da Canastra” e o “Quilombo da Canastra”, ambos recebendo a medalha de prata na ocasião.

Pioneiros na produção do Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra em São João Batista do Glória, Nilséia Vilela e Renato Vilela, produtores e proprietários da Quintal do Glória, relatam que o queijo mudou a vida deles e dos familiares.

“Na minha família meu esposo e eu somos os primeiros a produzir o Queijo Canastra, não tem tradição familiar; para aprender fazer o Queijo eu busquei ajuda de amigos queijeiros de tradição para conseguir entender como produzir um produto de tamanha história, o Ivair, a Lucia e o Roberto Soares (produtores do Queijo Canastra) que me ajudaram a entender e a começar a produzir. O Queijo representa para nós recomeço de vida, logo que fechamos nosso Comércio de Material de Construção, o queijo veio pra nós como um presente de Deus, nunca imaginei fazer Queijo, e hoje não imagino a minha vida e do meu esposo sem a produção do Queijo, até meus filhos não nos vêem mais fazendo outra coisa.”

Nilséia ainda destacou a importância que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) teve na sua história. “No início, só consegui aprender a fazer porque já tinha feito vários cursos do Senar que me deu uma base boa pra começar, e agora após 06 anos, o Senar foi essencial para o nosso crescimento, hoje fazemos parte da assistência que o Senar oferece que é o AT&G do leite e já fizemos o AT&G do Queijo.”

Queijos premiados – Foto: divulgação

Além do SENAR existe a Associação dos Produtores de Queijo da Canastra (APROCAN) que tem a função de proteger e valorizar a marca do Queijo Canastra, auxiliando os produtores e combatendo essa falsificação. Eles também são os responsáveis por disponibilizar o selo de qualidade Queijo Canastra para os produtores associados, comprovando que aqueles queijos são verdadeiros da região. Tem muitos produtores da Canastra que não são associados, mas não há garantias que esse queijo está totalmente seguro e com a melhor qualidade do Queijo Canastra. São João Batista do Glória foi reconhecida oficialmente em 2017 pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) como cidade produtora do Queijo Minas e, recentemente, foi inserida na APROCAN, assim, os produtores se encaixando em todos os requisitos de produção poderão inserir o selo do Queijo Canastra.

Desde 2008, o queijo canastra é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional – IPHAN como patrimônio cultural imaterial brasileiro, tornou-se um símbolo para a região e para Minas Gerais. Em 2022, o Queijo Canastra foi eleito pelo site especializado The Taste Atlas como o melhor queijo do mundo, desbancando queijos reconhecidos internacionalmente. O que faz os produtores da região se sentirem muito realizados com todo o reconhecimento.

Atualmente a queijaria Quintal do Glória possui quatro medalhas nacionais, sendo três de prata e uma de bronze, e três medalhas internacionais, as duas deste ano e uma em setembro de 2023 no Mondial du Fromage que aconteceu em Tours, na França. “É muito gratificante saber que seu produto feito com tanto amor e cuidado consegue fazer as pessoas sentirem aquele sabor especial ao ponto de premiá-lo, isso não tem dinheiro que paga, e muito melhor é quando chega uma cliente pra comprar pela terceira vez, a alegria e a certeza que estamos no caminho certo, produzir um produto com tanto reconhecimento não é fácil, por isso ficamos muito orgulhosos com nossas conquista.”

O 3° Mundial do Queijo do Brasil contou com mais de 100 produtores de 14 países e quase 2 mil queijos participando do concurso. Além do 3° Concurso de Queijos e produtos Lácteos, no teatro aconteceu o 2º Concurso de Melhor Queijeiro do Brasil, o 2º Concurso de Melhor Queijista do Brasil, o 2º Concurso de Melhor Fondue do Brasil, feiras de queijos, bebidas e alimentos artesanais para os produtores, profissionais do ramo e apreciadores.

3º Mundial do Queijo premia 35 produtos mineiros em evento com 14 países

Tereza e Mateus, da Fazenda Saudade, em Ibertioga — Foto: Arquivo pessoal/Fazenda Saudade
Tereza e Mateus, da Fazenda Saudade, em Ibertioga — Foto: Arquivo pessoal/Fazenda Saudade

Pelos menos 35 queijos de produtores mineiros receberam medalhas no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado no último fim de semana, em São Paulo. Os produtos receberam medalhas nas categorias Super Ouro (três queijos), Ouro (nove queijos), Prata (10 queijos) e Bronze (13 queijos). Foram premiados queijos, iogurtes, doces de leite e coalhadas. Ao todo, participaram do Concurso de Queijos e Produtos Lácteos cerca de 1.900 itens de produtores de 14 países.

A seleção dos melhores queijos foi feita por 300 jurados. No total, 598 medalhas foram distribuídas. Os produtos foram pontuados após avaliação de itens como aroma, sabor, consistência e aparência. Os premiados com a categoria Bronze receberam entre 70 e 80 pontos. Na premiação Prata, ficaram os produtos que obtiveram entre 81 e 90 pontos. Em seguida, com 91 a 98 pontos, os produtores vencedores da medalha Ouro. Já os ganhadores da categoria Super Ouro, tiveram 99 e 100 pontos.

“O concurso mundial é muito importante. Os mineiros conquistando essas premiações, num concurso com 14 países, conseguem uma valorização muito grande e divulgam o produto de Minas”, explica Maria Edinice Rodrigues, coordenadora estadual de queijos artesanais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

Premiados

Do Campo das Vertentes, o queijo Lasquinha foi um dos premiados com a medalha Ouro. Ele é um queijo Minas Artesanal, produzido na Fazenda da Saudade, em Ibertioga. Os responsáveis pela produção são o casal Tereza Rodrigues e Mateus Brandão. Ela, uma jornalista, e ele, publicitário.

Tereza Rodrigues conta que a produção de queijo começou em 2018, após deixarem a vida corrida que tinham em Brasília e se mudarem para a fazenda da família. Para chegar ao estágio atual de qualidade, foram vários cursos, visitas a outras queijarias e experimentações.

Hoje o casal processa 150 litros de leite diariamente para fazer o queijo em dois tamanhos, de 650 e 250 gramas. As vendas são feitas em Tiradentes, São João del-Rei, Belo Horizonte, Barbacena e Cataguases. Como a queijaria também possui o selo Sisbi, que permite a comercialização para todo o país, também vendem em São Paulo, Rio de Janeiro e para consumidores de outros estados que fazem os pedidos pela internet.

Com a premiação no 3º Mundial do Queijo do Brasil, eles vislumbram um novo horizonte. “Essa medalha de ouro vai melhorar muito a nossa visibilidade, porque muitos clientes buscam por queijos premiados. É a porta de entrada para novas parcerias”, comemora Tereza Rodrigues.

O Laticínio Seritinga, localizado no município de mesmo nome, na Serra da Mantiqueira, também foi premiado. O produtor Aurelio Vilela Arantes teve três queijos entre os medalhistas do evento. O destaque foi o Queijo Terroir da Seritinga, que recebeu a medalha Super Ouro.

A produção do Terroir da Seritinga une a tradição das técnicas trazidas por dinamarqueses, que chegaram à região em 1940, com as condições de clima, solo e vegetação da Serra da Mantiqueira. Além do queijo premiado como Super Ouro, o laticínio também investe na produção de queijos tipo Gouda e Emmental, nos queijos Minas Padrão, Meia Cura e Coalho. Muitos também já receberam premiações em outros concursos.

A produção é vendida para diversas partes do país. O laticínio processa 15 mil litros de leite por dia. 

Na visão da coordenadora da Emater-MG, o patamar atingido pelos produtores do estado é resultado de um trabalho que começou com o reconhecimento da importância dos produtos artesanais do meio rural. “A Emater é pioneira, com o Governo de Minas Gerais, na publicação de uma lei que regulamenta os produtos artesanais. Trabalhamos ao longo dos últimos anos para os agricultores melhorarem a qualidade dos produtos. Desde a parte de melhoramento genético e qualidade do rebanho, até a parte de boas práticas dentro da queijaria, para oferecer seguro para o consumidor”, diz Maria Edinice.

O 3º Mundial do Queijo do Brasil foi promovido pela SerTãoBras, associação de produtores de queijos artesanais criada há 16 anos e que reúne mais de 250 associados do Brasil. O evento contou com a parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, uma das maiores associações de queijeiros do mundo.

Produtores de São Roque de Minas participam do 3° Mundial de Queijo do Brasil em SP

Produtores de São Roque de Minas participam do 3° Mundial de Queijo do Brasil em SP – Foto: reprodução

Produtores do queijo Canastra em São Roque de Minas participam do 3° Mundial de Queijo do Brasil, que começou ontem, 11. O evento é promovido pela associação de produtores de queijo artesanal SerTãoBras, e está ocorrendo em São Paulo, capital.

O mundial acontece a cada dois anos e, em 2024, está sendo realizado mais uma vez no Teatro B32, que fica na Praça da Baleia, na avenida Faria Lima, um dos principais centros econômicos do país, assim como ocorreu na edição de 2022.

“O queijo de São Roque de Minas é reconhecido nacional e internacionalmente pela sua qualidade e sabor incomparáveis, fruto do trabalho árduo e da tradição de nossos produtores. Este evento representa uma oportunidade única de mostrar ao Brasil e ao mundo toda a excelência dos nossos queijos, além de promover o intercâmbio de conhecimento e experiências entre os produtores de diferentes regiões”, publicou a prefeitura em rede social do município.

A programação do 3° Mundial de Queijo do Brasil iniciou ontem, 11, com o concurso de melhor fondue do Brasil, seguida pela abertura oficial do evento, com corte da faixa e presença de autoridades brasileiras e internacionais.

Às 9h desta sexta-feira, 12, é aberta a Feira de Queijos e Produtos de Terroir e Salão Profissional e o início da primeira etapa do concurso mundial de queijo. A escolha do melhor está prevista para às 16h, e a divulgação dos resultados às 20h.

No dia seguinte, 13, às 9h, será iniciado o concurso de melhor queijista do país, aquele que é especialista no estudo do queijo, com encerramento às 12h. Às 14h, iniciará o concurso de melhor queijeiro, aquele que fabrica e vende o queijo, com encerramento às 17h. Na sequência, às 18h, ocorrerá a premiação.

Via: Clic Folha.

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