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Jornal Folha Regional

Voo pela vida: homem com 90% do corpo queimado é transferido para hospital de referência em São Sebastião do Paraíso

Voo pela vida: homem com 90% do corpo queimado é transferido para hospital de referência em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação

Um homem de 59 anos foi transferido em estado gravíssimo para a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, hospital referência no atendimento a vítimas de queimaduras no Sul de Minas, após sofrer um acidente doméstico envolvendo gás de cozinha. A ocorrência foi registrada na tarde deste sábado (20).

Natural de Jesuânia (MG), o paciente teve aproximadamente 90% do corpo atingido por queimaduras, em sua maioria de segundo grau, conforme informações médicas. Diante da gravidade do quadro clínico, foi necessário o acionamento do transporte aeromédico do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

A operação foi conduzida pelo Batalhão de Operações Aéreas, que realizou um pouso de emergência no Aeroporto de São Sebastião do Paraíso para viabilizar a remoção do paciente. Durante todo o voo, a vítima recebeu atendimento contínuo de uma equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que acompanhou o transporte a bordo da aeronave.

Após a chegada ao aeroporto, o homem foi encaminhado à Santa Casa pela Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU de São Sebastião do Paraíso, onde permanece internado sob cuidados especializados.

Ainda de acordo com as informações apuradas, a esposa da vítima estava com ele no momento do acidente e também sofreu queimaduras graves, que atingiram cerca de 60% do corpo.

Técnica inovadora utilizada em hospital de MG salva vida de jovem com 85% do corpo queimado

Técnica inovadora utilizada em hospital de MG salva vida de jovem com 85% do corpo queimado – Foto: divulgação

“Só dele estar vivo, já é uma grande vitória”. A frase emocionada da cuidadora de idosos Joice Maria de Santana resume a trajetória de mais de seis meses de internação de seu filho, Kauã  Oliveira, no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital João XXIII (HJXXIII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte.

O jovem de 24 anos foi vítima da explosão de um botijão de gás em abril deste ano, em Patos de Minas, após acender um cigarro próximo ao equipamento. Com 85% do corpo queimado, o quadro foi considerado gravíssimo. “O médico me disse que a chance dele sobreviver era baixíssima. Hoje, ver meu filho conversando e reagindo é um milagre. Só tenho a agradecer a Deus e à equipe do João XXIII”, relata Joice.

Após atendimento inicial no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), Kauã foi transferido para o João XXIII, referência estadual no atendimento a grandes queimados. Lá, recebeu um tratamento inovador que foi decisivo para sua recuperação: a técnica Meek, padronizada desde abril pela equipe em casos de extrema gravidade.

Segundo Kelly Araújo, coordenadora do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o jovem é um exemplo de superação. “O Kauã chegou em estado muito grave, com queimaduras de terceiro grau em quase todo o corpo. A área sem queimadura era mínima. Com a tecnologia Meek, conseguimos expandir essa pequena área de pele não queimada, o que foi essencial para o processo de cicatrização da área afetada”, explica.

Técnica inovadora

O Meek é um equipamento que corta a pele do paciente em vários pedaços para ser fixada em curativos que se expandem, como uma “sanfona”, e aumentam em até nove vezes a capacidade de cobertura da pele. O Hospital João XXIII foi o primeiro do país a padronizar a técnica.

Antes da adoção do método, as possibilidades de recuperação de pacientes com queimaduras tão extensas eram reduzidas.

“Com as técnicas tradicionais, a expansão da pele doadora era de até quatro vezes. Com o Meek, conseguimos multiplicar essa área, reduzir o número de cirurgias e acelerar o processo de reabilitação”, explica Kelly Araújo, coordenadora do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ).

Ao longo da internação, Kauã enfrentou momentos delicados, como infecções e complicações hepáticas. Além das cirurgias e enxertos, o trabalho de reabilitação foi essencial.

O fisioterapeuta João Paulo Brito, que acompanha o paciente desde o início, destaca a importância do trabalho multidisciplinar. “Kauã perdeu muita massa muscular e ficou muito tempo acamado. Fomos trabalhando o controle de tronco, o equilíbrio e a força, sempre respeitando os limites dele. Quando ele conseguiu sair pela primeira vez para ver o sol, foi um momento simbólico. Ele ficou feliz e ainda mais motivado a continuar lutando”.

A mãe, que acompanha o filho diariamente, lembra com gratidão cada avanço. “Só quero levar meu filho pra casa e agradecer a todos aqui por tratarem ele com tanto carinho. Se não fosse o Meek e essa equipe maravilhosa, não sei se ele estaria aqui”. 

Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi

Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi - Foto: divulgação
Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi – Foto: divulgação

Uma idosa teve queimaduras no rosto devido a um incêndio em uma residência na região central de Piumhi. O caso aconteceu na madrugada desta terça-feira, 4, na rua Dom Pedro II.

Segundo a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que o fogo teria começado na sala de estar da casa, mas que os moradores já estavam fora da área de risco quando a corporação chegou ao local.

Os Bombeiros constataram grande quantidade de fumaça e um pequeno foco de incêndio no sofá, que havia sido parcialmente controlado pela proprietária com o uso de água.

Após avaliação da situação e confirmação da interrupção da energia elétrica, os Bombeiros iniciaram o combate às chamas. Em seguida, realizaram a ventilação da residência e o rescaldo completo do ambiente.

O atendimento também incluiu o suporte a pessoas que haviam inalado fumaça durante o incêndio, além de uma vítima que apresentava sinais de queimaduras leves no rosto. A equipe acionou o Samu, que enviou uma ambulância para conduzir as vítimas ao pronto socorro para acompanhamento médico.

O incêndio causou danos materiais em móveis, como o sofá, geladeira, portas, paredes e fiação elétrica da casa. A energia foi mantida desligada até a chegada de um técnico especializado para a avaliação da rede elétrica.

Após o rescaldo e a coleta de material, o local foi deixado sob a responsabilidade de um dos moradores. A residência segue sendo monitorada para garantir a segurança dos envolvidos.

Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi - Foto: divulgação
Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi – Foto: divulgação
Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi - Foto: divulgação
Idosa sofre queimaduras durante incêndio em residência em Piumhi – Foto: divulgação

Via: Clic Folha

Criança de 4 anos é transferida de Baependi para UTI Neonatal de Paraíso após sofrer queimaduras graves em acidente doméstico

Criança de 4 anos é transferida de Baependi para UTI Neonatal de Paraíso após sofrer queimaduras graves em acidente doméstico - Foto: Corpo de Bombeiros
Criança de 4 anos é transferida de Baependi para UTI Neonatal de Paraíso após sofrer queimaduras graves em acidente doméstico – Foto: Corpo de Bombeiros

Uma criança de 4 anos sofreu queimaduras graves após um acidente doméstico na zona rural de Baependi (MG) e precisou ser transferida na última quinta-feira (23) por uma aeronave para a UTI Neonatal em São Sebastião do Paraíso (MG).

Conforme os bombeiros, a criança teve cerca de 30% do corpo queimado. O incidente ocorreu quando a criança tentou manusear uma pequena vareta utilizada como tocha e, ao aproximá-la de um galão contendo etanol, o recipiente entrou em combustão, causando as chamas que atingiram o menor.

Logo após o acidente, os próprios pais socorreram a criança em um veículo particular, percorrendo cerca de 50 km por estrada de terra até o Hospital de Baependi. Durante o trajeto, os primeiros socorros foram prestados pela mãe da criança.

Devido à gravidade das queimaduras, o paciente foi transferido para a UTI neonatal da Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, referência em tratamento de queimados na região.

A transferência aérea foi realizada pelo Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Belo Horizonte.

Ao chegar ao Aeroporto Regional Joaquim Montans, em São Sebastião do Paraíso, o translado terrestre até a Santa Casa foi efetuado pela unidade de resgate do Corpo de Bombeiros Militar de Paraíso.

Via: G1

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

A Universidade Federal do Ceará (UFC) divulgou o edital de seleção para a licença de uso da patente da pele de tilápia liofilizada. O produto pode ser incluído em kits de curativos biológicos destinados ao tratamento de queimadura em pele de humanos. A patente pertence aos médicos Marcelo Borges de Miranda, Edmar Maciel Lima Júnior e à UFC, que trabalham no projeto há pelo menos uma década.

A tilápia representa 63,5% (ou 486,2 mil toneladas) da produção brasileira de pescados no Brasil, e a tendência é que esse número aumente para 80% até o 2030, segundo o anuário da Associação Brasileira da Piscicultura. Mas, segundo Edmar Maciel Lima Júnior, a captação de peles ainda é insuficiente no país e o produto é destinado a queimaduras mais graves. “Mas a captação de peles é quase insuficiente no país, principalmente pela falta de uma cultura do nosso povo de fazer a doação desse tecido”, destacou.

O uso de pele de tilápias como curativos é aplicado em nove estados brasileiros e o projeto é discutido em 96 projetos diferentes, envolvendo mais de 350 pesquisadores. “Esse é um peixe criado em grande quantidade no Brasil e no mundo, com a segunda maior produção, atrás apenas das carpas. Além disso, ele possui um ciclo reprodutivo rápido, suporta temperaturas que variam entre 12 ºC e 38 ºC em cativeiro e demora cerca de seis meses para alcançar entre 800 gramas e 1 kg”, acrescentou.

Os participantes da proposta da UFC estão dialogando com representantes da empresa pernambucana Hebron Farmacêutica, que pode desenvolver os kits para aplicação comercial. Além do Ceará, a Hebron mantém parcerias com universidades como as Universidades Federais de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, bem como com instituições como as Universidades Estaduais de São Paulo (USP), Campinas (UNICAMP) e Pernambuco (UPE), além da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Santa Casa de São Sebastião do Paraíso é credenciada para atender pacientes com queimaduras graves

Santa Casa de São Sebastião do Paraíso é credenciada para atender pacientes com queimaduras graves – Foto: reprodução

O Centro de Tratamento de Queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso (MG) foi credenciado para realizar atendimentos de nível III. O hospital já era credenciado para atender pacientes com queimaduras do tipo 2.

O credenciamento foi autorizado nesta terça-feira (19) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e pelo Conselho Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde do Estado de Minas Gerais.

Com a ampliação dos atendimentos para atender pacientes mais graves, não haverá mais a necessidade de transferir pacientes para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Como o hospital era a única referência para tratamento no estado, os pacientes graves precisavam aguardar dias por uma vaga até ser transferidos. Muitos não resistiam nesse processo.

Segundo a direção da Santa Casa, a expectativa é que os atendimentos de nível 3 comecem ainda no primeiro semestre de 2023.

Lago de Furnas é portador da matéria-prima mais importante para a cura de queimaduras

Em 2011, o médico pernambucano Marcelo Borges, viu uma matéria no Jornal do Commércio de Pernambuco, onde foi revelado que a pele da tilápia é subproduto de descarte e apenas 1% é empregado no artesanato, assim surgiu a ideia de utilizar esta pele no tratamento de queimaduras. No ano de 2014, Marcelo Borges compartilhou a ideia com o cirurgião plástico cearense Edmar Maciel, que o convidou para viabilizar e realizar este estudo no Ceará.

Hoje, a linha de pesquisa com a pele de tilápia tem a participação de 189 colaboradores distribuídos em sete estados e outros seis países, os quais são: Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Colômbia, Guatemala e México, todos coordenados por um grupo brasileiro. O material biológico é objeto de 43 projetos de pesquisa conduzidos dentro e fora do Brasil.

O método pioneiro ajudou a recuperar centenas de vítimas da explosão que ocorreu em Beirute, no Líbano, no dia 4 de agosto deste ano. Foi enviado mais de 40 mil cm² de pele do estoque brasileiro para tratar os libaneses.

Em setembro deste ano, o procedimento foi vencedor do Prémio Euro Inovação na Saúde, com mais de 1.600 projetos inscritos no Brasil e mais de 15 mil médicos participando por meio da votação.

Segundo Edmar Maciel, presidente do Instituto de Apoio ao Queimado, o método é bem mais eficiente do que um curativo feito com pomadas e cremes, que precisam ser trocados constantemente. Além de causar dor, as bandagens podem requerer o uso de anestésicos, elevando ainda mais o preço do tratamento.

“Já a pele de tilápia tem efeito de cicatrização mais rápido e não necessita de tantas trocas, já que o colágeno interage com a ferida da queimadura facilitando o processo de cicatrização. E, como a pele da tilápia adere completamente à área queimada, isso evita a contaminação externa e a e a perda de líquido e proteína, que desidrata o paciente”, afirmou Edmar.

Tilápia no Lago de Furnas

A criação de tilápias, no lago de Furnas, se tornou uma boa alternativa de renda para pescadores da região. Além do lucro, as peles dos peixes serviriam muito bem para ajudar no método para queimaduras.

Hoje na região existem inúmeros tanques para a criação dos animais, cada um com aproximadamente dois mil peixes. Mesmo em época de piracema, a produção não para. 

Do cativeiro, os peixes vão direto para o abate. Apenas o filé, que corresponde a um terço do peso total, é aproveitado, descantando a pele que poderia ser utilizada no tratamento.

A tilápia foi a espécie que melhor se adaptou às águas da represa.

Em 2016, 200 toneladas da espécie, aproximadamente 600 mil peixes, foram encontrados mortos no lago, um prejuízo para os piscicultores estimado em cerca de R$ 900 mil. A água estava com uma cor avermelhada e com pouco oxigênio, mas não se soube a causa concreta das mortes.

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