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Jornal Folha Regional

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros – Foto: reprodução

A partir de abril, o Brasil terá novas regras para definir o valor de venda de novos medicamentos. A Resolução Normativa nº 3/2025, publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no final do ano passado, substitui normas que estavam em vigor há mais de duas décadas. A mudança impacta diretamente o chamado “preço de entrada”, o valor máximo autorizado pelo governo para que um produto comece a ser comercializado no país.

A regulação de preços é um pilar fundamental para o sistema de saúde brasileiro. Antes de um remédio chegar às prateleiras, o governo estabelece tetos para a indústria, para as vendas ao governo e para o consumidor final. Se esse valor inicial é fixado em um patamar elevado, os reajustes anuais tendem a encarecer o produto. 

No entanto, conforme o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), a atualização ficou aquém do que deveria, já que não resolve problemas centrais que existem atualmente. Além disso, o instituto acredita que, na prática, os medicamentos podem continuar ficando mais caros para os consumidores ao longo do tempo.

Como funciona o controle de preços?

A CMED regula o setor estabelecendo três indicadores principais:

  • Preço Fábrica (PF): o teto para a indústria vender o produto.
  • Preço Máximo ao Consumidor (PMC): o limite do que pode ser cobrado de você nas farmácias.
  • Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG): o valor limite para compras públicas que abastecem o SUS.

O que muda com a nova norma?

A nova regra altera a forma como a indústria farmacêutica deve justificar o preço de um lançamento. Entre as principais mudanças estão novas classificações para os medicamentos, incluindo a chamada “inovação incremental”, quando o remédio não é totalmente novo, mas passou por mudanças na fórmula ou no modo de uso.

Apesar da atualização ser vista como necessária, entidades de defesa do consumidor, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), demonstram preocupação. 

“A norma que regula os preços de medicamentos novos realmente precisava ser atualizada. Mas o resultado da atualização não supera problemas atuais, como a pressão nas compras feitas pelo SUS e, por consequência, o acesso da população a esses medicamentos. Além disso, por enquanto, não há previsão da atualização das regras sobre o preço de venda ao consumidor, que são as regras que estabelecem os reajustes dos medicamentos que já são vendidos nas farmácias,” enfatiza Marina Paullelli, porta-voz do instituto. 

Desafios para o acesso à saúde

Um dos avanços apontados pela nova norma é o fim da exigência de patente para que um remédio seja enquadrado em categorias de preços mais altos, o que evita aumentos artificiais. No entanto, o modelo brasileiro ainda utiliza uma lista de países de referência (como Japão e Estados Unidos) para comparar valores. Para o Idec, comparar a realidade brasileira com a desses países pode pressionar os preços para patamares incompatíveis com o bolso da população.

Outro ponto criticado pelo instituto é a falta de transparência. A nova resolução prevê sigilo em informações sobre acordos de preços feitos em outros países. Segundo o Idec, essa confidencialidade dificulta a fiscalização pela sociedade civil e enfraquece o controle social.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou que a CMED definiu novas regras para a precificação de medicamentos no Brasil “com o objetivo de corrigir defasagens de mais de 20 anos, estimular a incorporação de tecnologias inovadoras e ampliar o acesso à saúde. Por exemplo, a padronização dos preços máximos de medicamentos biossimilares derivados de um mesmo medicamento originador promove mais competividade no mercado e redução de custos para a população. Da mesma forma, a categoria de medicamentos de inovação incremental estimula o desenvolvimento de produtos com benefícios clínicos adicionais”. 

A pasta disse ainda que “promove outras iniciativas para reduzir o custo de medicamentos e ampliar o acesso à saúde, como a proposta de precificação para Produtos de Terapias Avançadas (PTA) e uma consulta pública sobre preços-teto para aquisição de medicamentos relacionados a demandas judiciais”.

Homem é preso com anabolizantes e medicamentos ilegais avaliados em R$ 60 mil em São Sebastião do Paraíso

Homem é preso com anabolizantes e medicamentos ilegais avaliados em R$ 60 mil em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite da última terça-feira (13), um homem de 31 anos suspeito de envolvimento no transporte e na comercialização irregular de anabolizantes e medicamentos para emagrecimento em São Sebastião do Paraíso (MG).

A ação foi desencadeada após a corporação receber denúncias sobre a atividade criminosa. Com base nas informações, investigadores passaram a monitorar o suspeito até que, por volta das 21h, ele foi abordado enquanto dirigia um veículo em uma rodovia da região.

Durante a fiscalização, os policiais localizaram diversos anabolizantes e medicamentos ocultos dentro de embalagens de shampoo e condicionador, estratégia usada para tentar despistar a fiscalização. Além dos produtos, aparelhos celulares e cosméticos também foram apreendidos.

Na sequência, a equipe se deslocou até a residência do investigado, onde encontrou uma quantidade ainda maior de medicamentos e substâncias de origem duvidosa, reforçando a suspeita de que o material seria destinado à comercialização e distribuição ilegal.

Em depoimento, o homem afirmou que os produtos teriam sido adquiridos no Paraguai e transportados até Foz do Iguaçu (PR), de onde seguiram para Minas Gerais sem qualquer autorização dos órgãos competentes. O prejuízo estimado com a apreensão gira em torno de R$ 60 mil.

O suspeito foi autuado por crime contra a saúde pública, infração cuja pena pode chegar a até 15 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento e devem apurar a possível configuração de crime federal, em razão da origem estrangeira dos medicamentos apreendidos.

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado – Foto: reprodução

A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado fez uma profunda mudança no projeto que queria liberar a venda de remédios nos supermercados.

O texto aprovado na última quarta-feira (17) autoriza a venda de medicamentos desde que haja a instalação de uma farmácia completa dentro dos supermercados.

A versão aprovada tenta alcançar um ponto intermediário entre os interesses dos supermercados – que defendiam liberação completa da venda – e as preocupações com a saúde pública levantadas pelas farmácias – que não queriam a flexibilização das regras.

A proposta inicial do texto previa a venda de medicamentos sem receita médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, diretamente nas gôndolas dos supermercados mercados. Haveria um corredor dos remédios, como há um de alimentos ou itens de limpeza.

Mas, após muito debate na comissão, o relator Humberto Costa, do PT de Pernambuco, alterou radicalmente a proposta.

O senador acatou a preocupação de especialistas e representantes do setor do varejo de medicamentos sobre os riscos à saúde, tais como a automedicação e a falta de orientação profissional.

Assim, o projeto aprovado autoriza a instalação de farmácias e drogarias completas dentro dos supermercados.

A regra prevê que elas estejam fisicamente separadas de outros setores. Ou seja, precisam ser apartadas do supermercado. Além de seguirem rigidamente as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Um dos pontos principais é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

“O relatório conseguiu contemplar os diversos posicionamentos, os diversos legítimos interesses que havia e, como tal, acredito que ele deveria se limitar ao que foi apresentado por nós como relatório”, disse o relator.

O autor do projeto, o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, afirma que o resultado é bom para todos.

“Foi bom para os supermercados, porque a regra inicial era só os medicamentos isentos de prescrição, foi bom para as farmácias, porque ganharam uma regra que preserva as suas regras sanitárias, foi bom para o consumidor que, em tese, passa a ter mais concorrência, e mais concorrência, pela lei do mercado, leva a queda de preços, porque o preço do medicamento hoje influencia na vida das pessoas, dos aposentados, é um preço alto no orçamento”, disse Efraim Filho à Agência Senado.

O texto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo. Por isso, já segue para a Câmara dos Deputados.

Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31)

Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31) - Foto: reprodução
Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31) – Foto: reprodução

A partir de hoje, os preços dos medicamentos no Brasil podem ficar até 5,06% mais caros. O reajuste máximo permitido, que ocorre anualmente, foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

O que aconteceu

O indicador foi definido pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O reajuste é baseado na inflação do IPCA entre os meses de fevereiro do ano anterior e fevereiro do ano em que ocorre o reajuste. Em 2024, o aumento foi de 4,5%.

O ajuste máximo dos preços definido pela Cmed ficou em:

  • 5,06% para medicamentos do nível 1;
  • 3,83% para medicamentos do nível 2 e
  • 2,6% para medicamentos do nível 3.

Os níveis dependem da competitividade dos produtos no mercado, ou seja, com mais alternativas no mercado. Os de nível 1 são os mais competitivos, e os de nível 3, os menos. Os de nível 2 são intermediários.

Reajuste médio será de 3,48%, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). “Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os
contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, afirma Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.

Setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo submetido ao controle de preços. Somente uma vez por ano as indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os preços de seus produtos, para compensar os aumentos de custo de produção acumulados nos 12 meses anteriores.

Reajuste pode ser aplicado neste ano, a partir de hoje, em cerca de 10 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro. Ele não se aplica aos MIPs (medicamentos isentos de prescrição), que têm preços liberados e, portanto, estão fora do controle de preços.

Algumas classes de medicamentos isentos de prescrição:

  • Analgésicos e antitérmicos
  • Antigripais
  • Descongestionantes nasais
  • Antialérgicos
  • Antiácidos
  • Produtos dermatológicos e dermocosméticos
  • Produtos para dor articular e muscular

Novo preço dos medicamentos não é automático e funciona como teto que pode ser cobrado de cada remédio. Os fornecedores têm um período para adaptações e precisam respeitar os “limites legais e suas estratégias diante da concorrência”, afirma a Anvisa. No entanto, mercado pode praticar descontos em cima do valor. Por isso, o preço final pode variar, o reajuste pode ser aplicado até março de 2026. “Em 2024, por exemplo, identificamos medicamentos que tiveram variações maiores que 300% ao longo do ano. Esse é o caso da rivaroxabana, um tipo de anticoagulante, que teve seu preço variando em até 359%”, explica Lélio Souza, vice-presidente de Soluções para Prática Médica da Afya, hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil.

Anvisa tem canal de denúncia caso farmácias cobrem valor do remédio acima do estabelecido em lei. Ao fazer a solicitação (neste link), o consumidor precisará incluir documentos como a nota fiscal e a cópia da ata de preço.

”A lei prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos”, disse a Anvisa.

Veja dicas para economizar

Compre genéricos ou biossimilares. São versões mais baratas e com eficácia comprovada.

Use programas governamentais, como Farmácia Popular. Algumas UBSs também disponibilizam gratuitamente diversos medicamentos via SUS.

Compare preços das farmácias antes da compra.

Compre em maior quantidade. Algumas farmácias oferecem desconto na compra de mais de uma unidade, mas isso só vale se o medicamento tiver validade longa e for de uso contínuo.

Aproveite descontos e programas de fidelidade. Há muitos estabelecimentos que oferecem benefícios para clientes cadastrados.

Supercentenária completa 112 anos sem doenças nem remédios

Supercentenária completa 112 anos sem doenças nem remédios - Foto: arquivo pessoal
Supercentenária completa 112 anos sem doenças nem remédios – Foto: arquivo pessoal

Angelina Torres é a mulher mais velha da Espanha e está entre as 57 pessoas mais longevas do mundo. A supercentenária, de 112 anos, que diz não ter doenças tampouco toma remédios. Olha isso! A idosa é lúcida, orientada e falante.

Ela mora com a filha, um neto e um bisneto em Barcelona. Adora recordar quando chegou à cidade, que adotou como sua, ainda criança. Segundo ela, o que mais mudou ao longo dos anos foi a forma de vida.

Angelina relembra que, antes, apenas o homem trabalhava com raras exceções e que isso acabou. “Todos os dias me pergunto por que cheguei a essa idade”, questiona. Ela virou celebridade na cidade e contou o que faz para a longevidade.

Virou celebridade

Angelina é tratada como uma celebridade na Catalunha. Recebe visitas de autoridades e pessoas famosas. Mas não demonstra se aborrecer.

A família de Angelina é conhecida por reunir pessoas longevas. A mãe chegou aos 100 anos, uma irã aos 93 e, ela, agora aos 112.

Exímia costureira, a idosa disse não ter segredos para a longevidade, apenas gosta de fazer compras, trabalhar, conversar com os amigos e “ajudar quem não precisa”.

Fotografia de família

Angelina lembra com carinho dos tempos de criança, mesmo com as dificuldades atual. Segundo ela, a maior diferença é a solidariedade entre as pessoas.

Também observa que todos trabalham – homens e mulheres – e que, antes, essa era uma atribuição basicamente masculina.

Sem ressentimentos

Com uma vida marcada por perdas, a idosa não guarda mágoas nem ressentimentos.

O pai morreu quando era criança, o marido pouco tempo depois do casamento foi chamado para o front. Sobreviveu e ficou ao seu lado até morrer.

Dos tempos que já passaram, Angelina disse que o período mais “duro” é o da guerra, que impõe restrições por falta de dinheiro e de produtos, La Vanguardia.

Supercentenária completa 112 anos sem doenças nem remédios - Foto: arquivo pessoal
Supercentenária completa 112 anos sem doenças nem remédios – Foto: arquivo pessoal

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos - Foto: Prefeitura de Arcos
Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos – Foto: Prefeitura de Arcos

Cerca de 500 caixas de remédios variados foram descartadas irregularmente em uma estrada rural que liga a área urbana de Arcos (MG) à comunidade de Cristais.

Segundo a prefeitura de Arcos, os medicamentos foram encontrados na última terça-feira (25), após uma denúncia feita à Secretaria de Saúde e Meio Ambiente. Ainda não foi possível identificar o responsável pelo descarte.

De acordo com a prefeitura, os remédios não pertencem a nenhum posto de saúde e nem ao Hospital Municipal.

O material foi recolhido e será incinerado por uma empresa especializada, em Iguatama (MG).

A administração municipal disse que pretende acionar a polícia para procedimentos de praxe.

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos - Foto: Prefeitura de Arcos
Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos – Foto: Prefeitura de Arcos

Farmácia Popular terá remédios para Parkinson, colesterol, glaucoma e rinite gratuitos

Farmácia Popular terá remédios para Parkinson, colesterol, glaucoma e rinite gratuitos – Foto; reprodução

A partir desta quarta-feira, 10, o Ministério da Saúde passa a oferecer gratuitamente remédios indicados para o tratamento de colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite no Programa Farmácia Popular do Brasil. Com a ampliação, 39 dos 41 itens disponibilizados pelo projeto poderão ser retirados sem custo.

Antes, apenas anticoncepcionais e remédios indicados para pessoas que tratam diabeteshipertensão, asma e osteoporose eram entregues de forma gratuita. O restante fazia parte da lista de medicamentos por copagamento, em que o Estado subsidia até 90% do valor e o paciente realiza a compra com desconto — para pessoas cadastradas no Bolsa Família ou pertencentes à população indígena, todos os medicamentos do programa já são gratuitos.

Com a nova medida, o Ministério da Saúde espera beneficiar 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa. Pelas projeções da pasta, a inclusão dos medicamentos à lista de gratuidade pode gerar uma economia de até R$ 400 por ano para esses usuários.

A atualização acontece em comemoração aos 20 anos do Farmácia Popular, que soma 70 milhões de pessoas atendidas desde sua criação, em 2004. O projeto passou por cortes no orçamento em 2022 e foi relançado em junho de 2023. No início deste ano, o programa incluiu também em seu escopo a distribuição de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Para adquirir um medicamento ou fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, o paciente precisa apresentar documento de identidade com número do CPF e receita médica em um dos estabelecimentos credenciados. A prescrição médica pode ser proveniente tanto de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto de serviços particulares.

Para retirar absorventes higiênicos, é preciso ter entre 10 e 49 anos e estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico). É necessário emitir o Documento de Autorização do Programa Dignidade Menstrual pelo site ou pelo aplicativo Meu SUS Digital e apresentá-lo, em formato digital ou impresso, nos estabelecimentos credenciados pelo Farmácia Popular.

São José da Barra promove campanha sobre descarte de medicamentos vencidos

São José da Barra promove campanha sobre descarte de medicamentos vencidos - Foto: reprodução
São José da Barra promove campanha sobre descarte de medicamentos vencidos – Foto: reprodução

A Prefeitura de São José da Barra (MG) promove neste mês de maio uma campanha sobre o descarte correto de medicamentos vencidos ou que sobraram de algum tratamento. A administração alerta que jogar esses materiais no lixo comum ou no esgoto doméstico podem degradar o meio ambiente.

Segundo informa a Secretaria de Saúde do município, o ideal é entregar esses produtos separadamente ao agente comunitário de saúde, durante a visita domiciliar, ou, se preferir, levar até a unidade de saúde mais próxima de casa.

Conforme a pasta, as medicações não devem ser retiradas da embalagem primária, que é aquela que fica em contato direto com o remédio. No caso de líquidos, a embalagem primária é o frasco de vidro ou plástico, já os comprimidos e pílulas, o blister de alumínio. As caixas, bulas e outros materiais também devem ser devolvidos e descartados corretamente.

Sobre a prescrição de antibiótico e corticoide, a secretaria orienta que é fundamental para o restabelecimento da saúde, que o tratamento seja mantido pelo prazo prescrito, evitando a interrupção da medicação assim que os sintomas supostamente desaparecem.

A secretaria alerta ainda que os medicamentos não devem ser descartados no lixo comum ou no sistema de esgoto porque liberam resíduos químicos que contaminam o solo, os rios, córregos e até mesmo a água que bebemos, pois, cada quilo de medicamento descartado incorretamente pode contaminar até 450 mil litros de água.

“Saúde em Movimento na Praça”

A Secretaria de Saúde do município iniciou nesta semana o projeto “Saúde em Movimento na Praça”, voltado para o bem-estar, promoção e prevenção a saúde.

Segundo a secretaria, serão ofertados serviços de aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos de hepatite B, C, HIV e sífilis. O projeto ainda prevê panfletagem e orientação sobre hipertensão, uso racional de medicamentos, tabagismo e importância do exercício físico.

Conforme o cronograma divulgado pela prefeitura, o evento começou na última terça-feira, 30 de abril, na praça João Paulo I. Na próxima quinta-feira, 9, o projeto retoma na praça Paraguaçu, no bairro de Furnas. No dia seguinte deve chegar na praça Elói Batista Pereira, no centro. Já no dia 14 deste mês, o “Saúde em Movimento” deve instalar na praça Bom Jesus, no bairro de Bom Jesus da Penha. Por fim, no dia 22, o projeto deve chegar na praça Juvenal Dias, na Cachoeira da Laje.

Via: Clic Folha

Remédios devem subir 4,5% a partir de 1º de abril

Remédios devem subir 4,5% a partir de 1º de abril - Foto: reprodução
Remédios devem subir 4,5% a partir de 1º de abril – Foto: reprodução

O governo federal deve anunciar um aumento de 4,5% no preço dos medicamentos até o fim do mês. A projeção do reajuste é feita pela indústria farmacêutica e pode ser oficializada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) ainda nesta semana.

O reajuste costuma ser divulgado no último dia útil de março, mas em virtude do feriado da Semana Santa existe a possibilidade de o anúncio ser feito até quinta-feira (28). Ele deve entrar em vigor a partir do 1º de abril.

O aumento é anual e leva em consideração um cálculo que considera a inflação no período medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,5% em fevereiro no acumulado dos últimos 12 meses.

Os outros índices usados no cálculo (produtividade do índice farmacêutica, custos de produção não captados pelo IPCA e promoção de concorrência no setor) foram estabelecidos como zero pela Cmed. Neste ano, não haverá distinção de aumento em três faixas (mercado mais competitivo, moderadamente concentrado e muito competitivo) como já ocorreu em outros anos.

O aumento deve entrar em vigor em 1º de abril após a publicação da resolução da Cmed no Diário Oficial da União, porém o reajuste não é imediato, já que depende de cada farmácia e indústria farmacêutica.

FARMÁCIAS ANUNCIAM PROMOÇÕES; ANALISTAS RECOMENDAM PESQUISA

Nas lojas em São Paulo e nos sites, grandes redes do setor como Drogasil, Farmácias Pague Menos, Drogaria São Paulo, Droga Raia e Drogaria Pacheco anunciam promoções para medicamentos antes do reajuste anual. Os descontos chegam a até 90% em alguns casos.

“É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos. Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais, aumentos de preços podem demorar meses ou nem acontecer”, afirma Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, recomenda que os consumidores evitem comprar por impulso, pesquisem preços de genéricos ou similares e façam o cadastro no programa Farmácia Popular.

“A grande maioria das farmácias possui ainda programas de fidelidades com grandes benefícios. Além disto existem os programas dos laboratórios, faça seu cadastro, pois são aceitos em muitas farmácias, gerando economia de até 70%”, comenta Domingos.

Remédios podem ficar até 5,6% mais caros a partir de sábado (1º)

Os preços dos remédios podem subir até 5,6% a partir de sábado (1º). Então, é importante o consumidor começar a pesquisar para garantir um bom desconto e até fugir de preços abusivos.

A projeção de aumento é do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma). A estimativa foi feita com base nas regras que estabelecem o reajuste de preços de medicamentos, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais fatores de produtividade e de ajustes de preços de cada setor.

O aposentado Gilberto Camargos, morador de Vicente Pires, no Distrito Federal, conta que possui toda renda comprometida com medicamentos. Ele contou que ganha um salário mínimo por mês e gasta mais de R$ 2 mil só com medicamentos. “É indescritível o tanto que [o reajuste] irá prejudicar a sobrevivência de alguém como eu, que depende de um mínimo possível para sobreviver e ainda tem que gastar tudo com medicamento. Agora sobe o medicamento, mas o salário continua do mesmo jeito”, criticou. 

Um estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aponta que o teto dos preços dos remédios não impede reajustes abusivos nas compras realizadas pelos consumidores em farmácias. É o caso, por exemplo, do Clavulin, antibiótico, que pode chegar até 86% de diferença nos preços. Já nos medicamentos genéricos, a variação ficou entre 384% no omeprazol, remédio para gastrite, e 91,9% no atenalol, um anti-hipertensivo.

Para a coordenadora do Programa de Saúde do Idec, Ana Carolina Navarréte, o consumidor deve pesquisar em sites ou lojas físicas ou até participar de programas das empresas que pedem o CPF para encontrar os melhores valores.

“O Idec recomenda que o consumidor, primeiro de tudo, pesquise, nunca aceite o primeiro preço que ele encontrar, ele pode fazer isso na internet, ligando na farmácia. Uma outra coisa é avaliar a participação em programas como Farmácia Popular, faz muita diferença um programa como esse e ele pode dar desconto de até 90% em alguns medicamentos.”

O reajuste nos remédios é feito anualmente, a partir de 31 de março, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O aumento este ano vai atingir cerca de 10 mil medicamentos disponíveis no mercado brasileiro. 

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