Procon combate abusos de preços em Minas após tragédia no RS – Foto: reprodução
A catástrofe climática que o Rio Grande do Sul enfrenta deve impactar o preço de vários produtos em todo o Brasil. Em Minas Gerais, o Procon (Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor) busca combater o abuso dos valores cobrados diante do estado de calamidade.
O Procon-MG publicou um aviso na última segunda-feira (13) para orientar promotores de Justiça e procons municipais a agir em caso de aumento injustificado de preços depois da tragédia no Rio Grande do Sul, devido ao alto volume de chuvas.
O aviso reforça que o aumento sem justificativa dos preços dos bens de consumo essenciais, aproveitando-se das enchentes, em qualquer localidade representa prática abusiva e é condenado pelo Código de Defesa do Consumidor.
O órgão afirma que o fornecedor que infringir a lei pode sofrer sanções administrativas como multa; apreensão do produto; inutilização do produto; suspensão de fornecimento de produtos ou serviços; suspensão temporária de atividade; revogação de concessão ou permissão de uso; cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade e intervenção administrativa.
Além de multa, o fornecedor pode ser punido com pena de detenção, de seis meses a dois anos. Provocar a alta de preços de mercadorias por meio de notícias falsas, operações fictícias ou qualquer outro artifício também é crime contra a economia popular. Neste caso, a pena de detenção varia de dois a dez anos.
Polícia Penal reforça equipe de apoio do Governo de Minas ao Rio Grande do Sul – Foto: divulgação
A Polícia Penal de Minas se junta à rede de solidariedade, apoio e salvamento do Governo de Minas Gerais às vítimas dos temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas.
No domingo (12), 30 policiais penais do Comando de Operações Especiais (Cope), do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen), embarcarão a Porto Alegre para apoiar o sistema prisional do estado.
A previsão é que a equipe permaneça por pelo menos 15 dias no estado.
Com a tragédia, muitos presídios ou penitenciárias estão alagados ou ilhados. A equipe vai poder contribuir para minimizar qualquer sensibilidade na segurança e, também, reforçar o quadro de profissionais dos locais.
Vários policiais penais do Rio Grande do Sul também estão há dias dentro das unidades prisionais, por questões logísticas ou para reforço na atividade de custódia. Isso porque, além das dificuldades de entrada e saída dos locais, outros profissionais do sistema prisional perderam suas casas.
“Nossa intenção é reforçar a custódia em unidades que precisam de reforço e contribuir com todo o sistema de segurança do Rio Grande do Sul. Estamos enviando uma equipe altamente preparada e extremamente disposta para toda e qualquer ajuda necessária neste momento tão difícil”, destacou o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Leonardo Badaró.
Vale lembrar que o Cope é o grupamento especial da Polícia Penal de Minas responsável por agir em ocorrências de alta complexidade dentro das unidades prisionais, com o objetivo de manutenção da ordem. O diretor do Cope, Reginaldo Santos Evaristo, é o líder da missão.
Reforço na entrega de donativos
A comitiva com os policiais penais será a responsável, ainda, pelo encaminhamento de 4,5 mil litros de água mineral arrecadados pelo Serviço Social Autônomo (Servas), do Governo de Minas, para as vítimas da tragédia.
Para isso, um ônibus do Cope seguirá em comboio, lotado das doações, com o ônibus do Corpo de Bombeiros Militar de Minas (CBMMG), que levará os 30 profissionais da Polícia Penal para atuação no Sul, além de três viaturas utilitárias do sistema prisional mineiro.
Quase 80 mil pessoas estão em abrigos no RS; mortes chegam a 149 – Foto: Pedro Piegas
O número de pessoas em abrigos no Rio Grande do Sul por causa das cheias das últimas semanas aumentou nesta terça-feira (14), após uma nova inundação no Rio Guaíba, em Porto Alegre. Na manhã de hoje, eram 76.884 alojados nos abrigos do estado, e no final da tarde o número passou para 79.494.
Mais uma morte foi confirmada, passando para 149 no total e 124 pessoas continuam desaparecidas.
O total de desalojados pelas enchentes chega a 538.245 pessoas. Dos 497 municípios do estado, 446 foram afetados, o que corresponde a 89,7% do total.
Na manhã de hoje, o nível do Guaíba, que banha a capital e região metropolitana, subiu e atingiu a marca de 5,21 metros – 2,21 metros a mais que a chamada cota de inundação, que é de 3 metros. O recorde histórico, 5,33 metros, foi registrado na semana passada.
Canoas
A cidade de Canoas (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, reúne menos de 3,2% da população do Rio Grande do Sul. Segundo o Censo de 2022, são 347.657 canoenses frente a 10.882.965 gaúchos. Ainda assim, a cidade, a terceira mais populosa do estado, responde por quase 27% do total de pessoas desabrigadas pelas consequências das chuvas que atingem o estado.
A informação está disponível em uma plataforma que o governo do Rio Grande do Sul disponibilizou nesta terça-feira (14), na internet. E dá uma noção do desafio que Canoas e outros municípios atingidos pelos efeitos adversos das recentes chuvas (enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos etc.) enfrentam.
Lula vai anunciar autoridade federal permanente no Rio Grande do Sul – Foto: reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai indicar um representante do governo federal para atuar de forma permanente no Rio Grande do Sul, enquanto durar a calamidade pública no estado, assolado por enchentes desde o dia 29 de abril.
A informação foi divulgada, nesta terça-feira (14), pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante entrevista.
A ideia é que a autoridade coordene uma estrutura administrativa das ações federais na região. Os detalhes serão anunciados durante visita de Lula ao estado, que deve ocorrer na quarta-feira (15), quando serão anunciadas novas medidas de socorro à população gaúcha.
A expectativa é que seja anunciada a criação de um auxílio financeiro temporário para as pessoas afetadas pela catástrofe climática. O valor não foi informado pelo Palácio do Planalto.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, até esta terça-feira (14), um total de 148 mortes em decorrência das chuvas e enchentes. O estado tem, ainda, 124 pessoas desaparecidas, segundo boletim divulgado às 12h.
O total de desalojados pelas enchentes chega a 538.545 pessoas. E os efeitos dos temporais já são sentidos por 2 em cada 10 moradores do Rio Grande do Sul.
O mais recente boletim aponta que 2.124.203 de pessoas foram afetadas pelas chuvas, do total de 10,88 milhões de habitantes do estado, conforme apurado no Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que corresponde a 19,47% da população.
Em todo o estado, 89,7% do total de 497 municípios sofrem direta ou indiretamente com as consequências dos eventos climáticos. O número chega a 446 cidades atingidas.
Na manhã desta terça-feira, os mais de 700 abrigos criados no estado acomodavam 76.884 pessoas que tiveram que abandonar seus imóveis temporariamente ou em definitivo, devido ao comprometimento das estruturas locais ou falta de acesso. O número é ligeiramente inferior à quantidade de pessoas que estavam em alojamentos na segunda-feira (13), conforme boletim divulgado pela Defesa Civil estadual. Naquele momento, eram 77.405 pessoas fora de suas casas.
Cemig contribui para restabelecimento de energia no Rio Grande do Sul – Foto:
A Cemig intensifica o apoio nas ações realizadas para colaborar com a recuperação do Rio Grande do Sul. Na última segunda-feira (13), a companhia enviou unidades móveis de geração de energia e veículos especiais para apoiar a Equatorial CEEE, empresa que atende à região metropolitana de Porto Alegre, capital do estado, no restabelecimento de energia.
Técnicos e engenheiros da companhia foram para o RS reforçar os recursos mobilizados pela distribuidora local, além de cinco modernos geradores e cinco quadriciclos do tipo UTV.
Na semana passada, a companhia já havia disponibilizado um helicóptero para apoio na recuperação do sistema elétrico do estado do Sul, que continua atuando por lá.
Com potência de 500KVA cada, os cinco geradores poderão abastecer cerca de 2,5 mil residências de médio porte.
Já os quadriciclos fora-de-estrada do tipo UTV (sigla em inglês para Utility Vehicle Task) são ideais para utilização em locais onde não é possível transitar com o veículo normal ou 4 x 4, principalmente no período chuvoso, facilitando o serviço das equipes de campo e reduzindo o tempo de atendimento das manutenções emergenciais.
Além de levar os colaboradores em áreas de difícil acesso, os UTV também vão contribuir para o transporte de equipamentos e materiais.
Força-tarefa
Os técnicos e engenheiros da Cemig que fazem parte da comitiva vão atuar junto às equipes da Equatorial Energia na instrução de como instalar e operar os equipamentos.
O presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, destaca que “neste momento tão difícil para a população do Rio Grande do Sul, a Cemig está se solidarizando e disponibilizando estes importantes recursos para auxiliar no restabelecimento do fornecimento de energia para a região impactada pela ação da chuva. Vamos apoiar no que for possível para o restabelecimento do sistema elétrico no Rio Grande do Sul ”, afirma o executivo.
Helicóptero
O helicóptero da Cemig enviado para auxiliar a distribuidora RGE desde 3/5 permanece na atividade. Além do piloto, também um técnico de manutenção de aeronaves trabalha na ação.
O transporte aéreo vai permanecer na região por tempo indeterminado e está realizando vários sobrevoos transportando técnicos locais e equipamentos, conforme a necessidade da distribuidora do Rio Grande do Sul. Já foram realizadas, até o momento, pela aeronave da Cemig, 34 horas de voo e inspecionados cerca de 200 quilômetros de rede elétrica no RS.
O parque de ativos da Cemig inclui dois helicópteros, vinte UTVs e 14 unidades móveis de geração, utilizados no dia a dia na operação, manutenção e expansão do sistema de distribuição. Estas tecnologias estão de prontidão para realizar atendimentos.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, enviou um comunicado à Cemig destacando o seu auxílio à Rio Grande Energia.
“Nesse momento, a ajuda da Cemig, com apoio de aeronave especializada para resgate de pessoas isoladas no estado do Rio Grande do Sul, decorrente das chuvas intensas, será de muita relevância, e mostra a união do setor para o enfrentamento de grave crise climática, sem precedentes em nosso país. No contexto da Sala de Crise criada pela Aneel, por meio da PRT 131/2024, daremos ciência à Diretoria da Agência para eventuais autorizações e reconhecimento de custos que sejam necessários pela regulação setorial”, destaca.
Bombeiros de Minas Gerais realizam mais de 1 mil salvamentos no Rio Grande do Sul – Foto: CBMG/Divulgação
Na ação com a maior equipe em missões especiais executada fora de Minas Gerais neste ano, o Corpo de Bombeiros realizou, em apenas uma semana, 1.313 salvamentos de pessoas vítimas das enchentes que assolam o Rio Grande do Sul, além do resgate de 22 animais na região.
Na quinta-feira (9), a equipe de 28 bombeiros enviados ao estado gaúcho começou a retornar para Minas Gerais. Mas importante destacar que o efetivo permanece à disposição para novos apoios. Além disso, o governo mineiro segue atuando com auxílio de outros militares, aeronaves e equipes técnicas da Copasa e da Cemig, para o restabelecimento do fornecimento de água e da energia elétrica.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) iniciou intensa atuação em cidades gaúchas no domingo (2), logo no início do aumento do volume de fortes chuvas que castigaram o estado. Os militares atuaram principalmente na capital Porto Alegre, além das cidades de Bento Gonçalves, Canoas e São Leopoldo.
Com auxílio de aeronaves preparadas para o transporte de vítimas e cães farejadores, a equipe se dedicou a efetuar resgates aéreos de forma rápida, além de trabalhar em casos de soterramento, devido à experiência da corporação.
O tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, ressalta que a experiência dos bombeiros mineiros em situações extremas, como os casos das tragédias de Brumadinho e Mariana, além dos apoios internacionais, em missões na Turquia, em Moçambique e no Haiti, ajudam a corporação a realizar um trabalho ágil e eficiente.
“Tivemos uma atuação muito intensa com as equipes 24 horas por dia em campo desempenhando tanto o salvamento de pessoas ilhadas, como a busca e recuperação de vítimas desaparecidas. Encerrado o período de uma semana previamente dimensionado junto às autoridades locais, o CBMMG se coloca à disposição e compreende a necessidade de revezamento com outras corporações”, explica o tenente Barcellos.
Parte dos militares retornou na aeronave Caravan e desembarcou em Belo Horizonte na quinta-feira (9), enquanto outros bombeiros farão o translado por terra, em carros e caminhões. A expectativa é que toda a equipe esteja em Minas Gerais até o sábado (11).
Tragédia no RS: polícia de MG prende saqueadores que roubavam voluntários – Foto: divulgação/Polícia Militar de Meio Ambiente de Minas Gerais
A Polícia Militar de Meio Ambiente de Minas Gerais prendeu na última segunda-feira (13) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, dois homens de 45 anos e outro, de 29, que estavam saqueando residências, além de roubar voluntários e equipes de resgate.
Os militares mineiros, que estão apoiando as forças de segurança da cidade, flagraram a retirada de objetos de uma das residências afetadas pelas enchentes após o recebimento de denúncia anônima. Além disso, ao realizar busca pessoal, os policiais encontraram com eles armas, munições e celulares.
O trio, segundo a polícia, já se tornou conhecido pelos saques em áreas alagadas no Rio Grande do Sul. Também chamados de “piratas”, eles têm não só invadido residências, como simulado pedidos de socorro. Quando voluntários ou equipes de resgate se aproximavam, eles atacavam, roubando barcos, jet skis e equipamentos.
Vídeo em que médico compartilhou ida ao Rio Grande do Sul – Vídeo: redes sociais
Um médico do Espírito Santo, que estava no Rio Grande do Sul prestando apoio às vítimas das chuvas, foi encontrado morto dentro de um abrigo na cidade de São Leopoldo, na manhã desta segunda-feira (13 de maio). O cardiologista Leandro Medice ajudava na aferição de pressão de desabrigados e chegou a compartilhar momentos do trabalho voluntário nas redes sociais.
A suspeita é que Leandro, de 41 anos, tenha tido um mal súbito. Ele tinha chegado no Rio Grande do Sul no domingo pela manhã (12) e passou o dia trabalhando no abrigo.
O marido do médico, João Paulo Martins, disse em entrevista que ficou surpreso com a notícia e que o companheiro não tinha problemas de saúde:
“Ele era muito saudável, sempre cuidou da saúde. Nunca teve histórico nenhum de problemas. Eu ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Quando me contaram, pensei que fosse brincadeira”, afirmou.
Marcelo tinha uma clínica de tratamento capilar em Vila Velha, no Espírito Santo, para onde voltaria na noite desta segunda. Ele compartilhou nas redes sociais o momento em que viajava para o sul do país, na madrugada de domingo (12), com um grupo de amigos também médicos.
“Pela primeira vez, eu vou partir para uma missão humanitária, né? O Sul tá precisando da gente, então a gente saiu um pouquinho da nossa rotina, do nosso conforto de consultório”, disse em vídeo.
Médico sai do ES para ajudar vítimas da chuva e é encontrado morto em abrigo no RS – Foto: redes sociais
O cardiologista também contou que a viagem para o estado acontecia logo após uma cirurgia que tinha feito em um paciente:
“A cirurgia acabou agora há pouco, a gente emendou essa missão. São 4 da manhã agora e a gente tá indo pra lá ajudar os nossos irmãos que estão precisando”, disse o profissional no domingo pela madrugada.
O marido de Leandro afirma que falou com ele, pela última vez, em uma ligação na noite do domingo. O médico teria elogiado as condições do abrigo e afirmado que tinha conseguido um colchão muito limpo para dormir.
Na manhã desta segunda (13), ele não apareceu no local de encontro combinado e foi encontrado morto por amigas no quarto em que dormiu sozinho.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul para saber se a morte será investigada e aguarda retorno.
Nas redes sociais, amigos lamentaram a partida do médico:
“Ainda estou sem acreditar nessa realidade difícil de aceitar. Leandro foi um grande exemplo de entrega genuína de amizade, exemplo de gentileza e humanidade. Meus sinceros sentimentos para todos os familiares e amigos”, escreveu um amigo.
Outro seguidor, disse:
“Cumpriu a sua missão na terra em pleno exercício de suas funções de maneira mais nobre, conforme jurou na sua formatura como médico. Descanse em paz!”.
Rafael Dutra, mobilizou a população guapeense e arrecadou um caminhão de doações – Foto: Arquivo pessoal
Diante da situação emergencial que a população do Estado do Rio Grande do Sul está vivendo, o Brasil mobilizou diversas ações para arrecadar dinheiro e donativos para diversas famílias que ficaram desabrigadas devido às enchentes em diversas partes do Estado.
Em Guapé (MG), o jovem Rafael Dutra, liderou a ação e durante a semana arrecadou com o apoio da população guapeense, um caminhão truck carregado de alimentos, águas, rações e roupas.
Segundo Rafael, o caminhão saiu de Guapé na última quinta-feira (9), o qual teve destino para Pimenta (MG), onde transferiram para uma carreta que saiu de Formiga (MG) para o Sul do país.
Neste sábado a ação para arrecadar mais donativos continua em Guapé, e Rafael estará na Praça Dr. Passos Maia, no centro da cidade, recebendo as doações.
A campanha continua neste sábado (11), em Guapé – Imagem: Reprodução
Reconstrução do Rio Grande do Sul deve custar pelo menos R$19 bilhões – Foto: reprodução
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite afirmou nesta quinta-feira (9/8) que a reconstrução do estado deverá custar pelo menos R$ 19 bilhões. Os cálculos são preliminares mas dão uma dimensão do recurso que será necessário para reestruturar os serviços e a infraestrutura do estado.
A declaração de Eduardo Leite foi feita pelas redes sociais. “Os cálculos iniciais das nossas equipes técnicas indicam que serão necessários, pelo menos, R$ 19 bilhões para reconstruir o Rio Grande do Sul. São necessários recursos para diversas áreas. Insisto: o efeito das enchentes e a extensão da tragédia são devastadores. Nas próximas horas, vamos detalhar as ações projetadas que contemplariam as nossas necessidades”, publicou.
O mais recente boletim da Defesa Civil, divulgado nesta quinta-feira (9/5) aponta que 425 municípios foram afetados, 67.542 pessoas foram levadas para abrigos e 164.583 estão desalojadas e mais de 1 milhão e 400 mil pessoas foram diretamente atingidas.
Na quarta-feira, a Confederação Nacional dos Município (CNM) atualizou boletim sobre os estragos causados pelo desastre no Rio Grande do Sul e estimou o prejuízo em R$6,3 bilhões. Esse boletim é atualizado diariamente.
Mais de 61 mil moradias danificadas por desastres no Rio Grande do Sul e prejuízos parciais de R$ 6,3 bilhões. Segundo a CNM, 61,4 mil moradias foram atingidas e 6,2 mil estão totalmente destruídas. A entidade reforça, no entanto, que os dados são parciais e que as gestões enfrentam dificuldades de atualizar os sistemas informativos em tempo real.
Na terça-feira, o Congresso Nacional promulgou um projeto de autoria do governo federal para excepcionalizar os gastos com a reconstrução do Rio Grande do Sul e acelerar o repasse de verbas. O presidente Lula tem dito que não faltaram recursos e não haverá impedimento de burocracia para atender o estado.
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?