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Jornal Folha Regional

Rodrigo Pacheco anuncia saída da política e descarta candidatura ao governo de Minas em 2026

Pacheco confirma que não disputará governo de MG e diz que vai encerrar carreira política – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco confirmou publicamente, na última sexta-feira (29), que não participará da disputa pelo Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Durante um evento realizado em São Paulo, o parlamentar também revelou que pretende encerrar sua trajetória política ao término do atual mandato no Senado, previsto para 2027.

A declaração foi feita após sua participação em um painel sobre tecnologia promovido pelo grupo empresarial Lide. Ao conversar com jornalistas, o ex-presidente do Senado afirmou que sua decisão é definitiva e afastou qualquer possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes ou assumir futuramente uma vaga em tribunais superiores.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

O posicionamento ocorre pouco mais de uma semana após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo mineiro. Nos bastidores, a manifestação foi interpretada como um indicativo de que o partido não conseguiu viabilizar uma aliança que permitisse ao senador disputar o cargo com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo dos últimos meses, o nome de Pacheco vinha sendo apontado por integrantes do governo federal e do PT como uma das principais alternativas para representar o grupo político de Lula na corrida pelo comando de Minas Gerais. O estado é considerado estratégico no cenário eleitoral nacional devido ao peso de seu eleitorado.

Embora nunca tenha oficializado uma pré-candidatura, o senador admitiu anteriormente que manteve conversas com lideranças petistas sobre a possibilidade. Em abril, ele deixou o Partido Social Democrático e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento que ampliou as especulações sobre uma eventual candidatura ao governo estadual.

Ao comentar sua trajetória, Pacheco destacou os cargos que ocupou ao longo dos últimos 12 anos de vida pública.

“Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de rever a decisão no futuro ou de ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o senador negou as duas hipóteses.

“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Ainda na sexta-feira, o Lide promoveu um segundo encontro que reuniu autoridades e lideranças políticas, entre elas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o vice-governador paulista Felício Ramuth, o ex-presidente Michel Temer e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

Durante coletiva de imprensa, Baleia Rossi lamentou a decisão do senador de deixar a vida política e aproveitou para defender uma aproximação em torno da candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas Gerais.

“Eu lamento que ele esteja colocando um ponto final, como ele mesmo falou, na vida pública. Claro que vai continuar contribuindo para os grandes debates e que, se de alguma forma a gente puder dialogar para que haja uma convergência em torno do apoio a Gabriel Azevedo, isso seria muito importante para nós, pela relevância de sua liderança”, afirmou Baleia.

Cássio Soares diz que PSD não terá espaço para Pacheco ao governo de Minas

Cássio Soares – Foto: reprodução

O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o partido não prevê espaço para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do estado, nem para uma disputa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Senado, nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (20).

Segundo Cássio, o PSD mineiro já definiu de forma clara seu projeto eleitoral para o próximo pleito, que tem como principal aposta a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes. Para o dirigente, não há possibilidade de o partido sustentar duas pré-candidaturas ao governo estadual dentro da mesma legenda.

Apesar de reconhecer a boa relação pessoal e institucional com Rodrigo Pacheco, Cássio explicou que os caminhos políticos hoje são distintos. Ele afirmou manter um diálogo respeitoso, transparente e constante com o senador, ainda que ambos estejam posicionados em campos políticos diferentes no atual cenário. De acordo com o presidente do PSD em Minas, Pacheco sempre esteve ciente das articulações envolvendo Mateus Simões, inclusive durante as conversas internas que consolidaram o vice-governador como projeto prioritário do partido.

Nos bastidores, Rodrigo Pacheco tem sido citado como possível candidato ao governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que poderia resultar em uma mudança de legenda. Para Cássio, caso essa candidatura se confirme, ela tende a ocorrer fora do PSD, diante da incompatibilidade entre os projetos políticos. O dirigente avaliou que Pacheco construiu, nos últimos anos, uma trajetória de diálogo direto com o governo federal, especialmente durante o período em que presidiu o Senado, entre 2021 e 2025.

Cássio destacou ainda o papel institucional exercido por Pacheco à frente do Congresso Nacional, avaliando que o senador teve atuação relevante na preservação da democracia, ainda que isso tenha lhe causado desgaste político, sobretudo junto a setores da direita após os atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as decisões tomadas por Pacheco naquele período refletiram a responsabilidade do cargo que ocupava.

A definição do PSD por Mateus Simões, conforme explicou Cássio, está diretamente relacionada ao reposicionamento do partido em Minas após as eleições de 2022, quando a sigla passou a integrar oficialmente a base do governador Romeu Zema (Novo) e a ocupar espaços estratégicos na administração estadual. Nesse contexto, Mateus Simões ganhou protagonismo como vice-governador e se consolidou como um dos principais articuladores do campo liberal-conservador em Minas, defendendo a formação de uma ampla coalizão da direita para 2026.

Já em relação ao ministro Alexandre Silveira, Cássio afirmou que, embora a convivência institucional seja possível, a viabilidade eleitoral de uma candidatura ao Senado pelo PSD é vista com ressalvas. Silveira, segundo ele, sempre deixou claro seu alinhamento com o presidente Lula e tem atuado como um dos principais interlocutores do governo federal em Minas Gerais, especialmente em pautas ligadas à energia, infraestrutura e articulação política com prefeitos.

Para o dirigente do PSD, esse alinhamento torna difícil uma composição eleitoral coerente dentro do partido. Ele avaliou que seria difícil explicar ao eleitor um palanque em que o candidato ao governo representa a direita mineira, enquanto um candidato ao Senado pede votos para um presidente de esquerda. Na avaliação de Cássio, esse tipo de contradição costuma ser mal recebida pelo eleitorado, que valoriza clareza e coerência política.

Cássio afirmou ainda que a possibilidade nunca foi formalmente debatida dentro do partido, mas reconheceu que, nos bastidores, o cenário é considerado improvável. Segundo ele, a principal barreira não é institucional, mas política e eleitoral, justamente pela dificuldade de conciliar projetos tão distintos dentro da mesma legenda.

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas – Foto: reprodução

Depois de considerar diferentes caminhos para o futuro político, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deve disputar o governo de Minas Gerais, segundo informações divulgadas pela revista Veja. A decisão ocorre após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que via a ausência de um palanque consolidado no estado como um entrave para seus planos eleitorais.

Pacheco já procura um novo partido para viabilizar a candidatura e a legenda mais cotada para recebê-lo é a União Brasil. A movimentação encerra um período de indefinição, no qual o senador chegou a cogitar a Presidência da República, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo a saída da vida política.

A entrada de Pacheco na disputa atende a uma demanda do Palácio do Planalto. Lula considera o senador o nome mais adequado para liderar a chapa em Minas Gerais e estruturar o palanque estadual que dará sustentação ao projeto do governo federal junto ao eleitorado mineiro. Até então, o presidente não contava com um candidato definido no estado para representar suas pretensões eleitorais.

A composição da chapa já começa a ser desenhada. A prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), será candidata ao Senado. Pacheco ainda definirá quem ocupará a vaga de vice-governador e quem será o segundo nome ao Senado na coligação.

Pacheco afirma que vaga no STF é ‘página virada’ e que foco é definir candidatura ao governo de Minas

Pacheco afirma que vaga no STF é ‘página virada’ e que foco é definir candidatura ao governo de Minas – Foto: reprodução

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta quinta-feira (27) que considera encerrada a discussão sobre uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que seu foco passa a ser a definição sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026 ou a saída da vida pública ao fim do mandato.

A declaração foi dada após sessão da comissão especial do Senado que discute o novo Código Civil. Pacheco comentou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Messias ainda precisa ser sabatinado pelo Senado.

“Da minha parte, em relação a essa situação, eu considero isso uma página virada, bem amadurecida”, afirmou o senador, ao ser questionado sobre o tema.

Enquanto Pacheco declara que avalia inclusive deixar a política em 2026, setores do PT em Minas Gerais trabalham para que ele dispute o governo do estado. Em reunião em Brasília, na terça-feira (25), a presidente estadual do PT, deputada Leninha, tratou do tema com a bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Segundo participantes do encontro, houve consenso de que o PT mineiro não afastou a ideia de apoiar Pacheco como candidato ao governo. A avaliação interna é que o partido pode aguardar uma decisão definitiva do senador, que transmitiu recentemente a Lula a possibilidade de encerrar a trajetória política ao fim do atual mandato.

No mesmo encontro, dirigentes e parlamentares petistas também trataram da composição da chapa para o Senado. A prefeita de Contagem, Marília Campos, foi apontada como nome em construção para disputa à vaga de senadora, com apoio de diferentes grupos internos do PT.

Aliados articulam para evitar saída de cena

Paralelamente às declarações públicas de dúvida sobre seu futuro, aliados de Pacheco articulam para convencê-lo a permanecer na política e disputar o governo mineiro em 2026. Integrantes de sua base relatam que pretendem fazer um movimento organizado, porém discreto, para apresentar ao senador um cenário em que consideram haver condições de vitória.

Segundo interlocutores, o argumento central é o de que Pacheco poderia se tornar o nome de unificação de segmentos da centro-esquerda e de campos próximos, em torno de uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Esse grupo vê na possível aliança com o PT e no apoio direto de Lula um fator relevante na montagem da campanha no estado.

De acordo com relatos, prefeitos e deputados ligados ao senador planejam encontros e conversas para demonstrar a ele que haveria base territorial, tempo de televisão e palanque nacional suficientes para uma disputa em Minas, sobretudo se houver alinhamento com programas federais em execução no estado.

Definição passa por consultas

Na fala desta quinta-feira, Pacheco reforçou que qualquer decisão sobre o futuro político passará por consultas à sua base em Brasília e em Minas. “Cabe agora sentar com meus companheiros do Senado e companheiros de Minas Gerais para decidir sobre a candidatura”, declarou.

O senador também destacou que mantém canais de diálogo com diferentes campos. “Converso com todo mundo. Até com meus adversários políticos eu dialogo”, afirmou, atribuindo a prática ao funcionamento das instituições democráticas.

Caso opte pela disputa ao governo, Pacheco terá ainda de resolver o destino partidário. Com o PSD abrigando a pré-candidatura de Mateus Simões, o senador conversa com outras siglas, entre elas PSB, MDB e União Brasil. O grau de autonomia que cada partido poderia assegurar em uma campanha estadual é apontado por pessoas próximas como fator determinante.

No PT mineiro, as movimentações em torno de Pacheco são vistas em conjunto com a tentativa de organizar o palanque de Lula no estado. A construção da possível candidatura de Marília Campos ao Senado e a expectativa sobre a decisão do senador compõem o desenho inicial da aliança para 2026.

Dirigentes petistas avaliam que Pacheco poderia funcionar como ponto de convergência entre setores que hoje se encontram dispersos no campo progressista em Minas. Para isso, porém, será necessário que o senador confirme a permanência na vida pública e aceite liderar uma chapa estadual em coordenação com a estratégia nacional do Planalto.

Sempre tive sonho de governar Minas Gerais, diz Pacheco

Sempre tive sonho de governar Minas Gerais, diz Pacheco - Foto: reprodução
Sempre tive sonho de governar Minas Gerais, diz Pacheco – Foto: reprodução

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou no último sábado (1º) que sempre teve o sonho de governar Minas Gerais, mas que o momento é de concluir o ciclo à frente da Casa Alta do Congresso.

“Quem diz que está na política e não tem o sonho de governar o seu próprio estado, não está falando a verdade. Óbvio que isso é o desejo de qualquer político e, evidentemente, é um sonho que eu sempre tive de ser o governador do meu estado”, disse Pacheco em entrevista a jornalistas.

“Mas, se isso se concretizará ou não, depende de muitas variáveis. E repito: o momento hoje não é dessa reflexão. Preciso concluir meu ciclo de quatro anos na Presidência do Senado e faremos, na sequência, uma avaliação sobre o futuro”, ponderou.

Em seguida, o presidente do Senado declarou estar “muito honrado” de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter dito, na quinta-feira (30), que deseja ver Pacheco no governo de Minas Gerais. Como a CNN mostrou, o atual presidente do Senado também deixará o cargo cotado para assumir um ministério na reforma em análise pelo Planalto.

“Fico muito honrado de um presidente da República, como o presidente Lula, que é um grande político, um ser humano extraordinário, poder ter este desejo, esta vontade, mais do que isso, externar a vocês da imprensa da forma como fez. Isso é motivo de muita alegria e de muita honra para mim. Recebo essa mensagem do presidente Lula com sentimento profundo de honra e responsabilidade”, finalizou Pacheco.

Foi a última fala de Pacheco à imprensa como presidente da Casa. Ele deixará o cargo nesta manhã após a eleição da nova Mesa Diretora. O favorito para assumir a presidência é Davi Alcolumbre (União-AP), que tem o apoio de Pacheco e de quase todas as bancadas.

Também concorrem ao cargo os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Pontes (PL-SP), Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Pacheco deixa a presidência do Senado após quatro anos. Chegou ao cargo com o apoio de Alcolumbre e se aproximou de Lula nos últimos anos. Na entrevista, desta manhã Pacheco fez agradecimentos aos senadores, servidores, líderes e aos demais Poderes. Resumiu seu mandato em uma palavra: “democracia”.

Pai de Rodrigo Pacheco morre em Belo Horizonte

Segundo assessoria do presidente do Congresso Nacional, Helio Cota Pacheco faleceu na madrugada desta sexta-feira (8)

Presidente do Senado Rodrigo Pacheco perdeu o pai nesta madrugada - Foto: Agência Senado
Presidente do Senado Rodrigo Pacheco perdeu o pai nesta madrugada – Foto: Agência Senado

Helio Cota Pacheco, pai do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), morreu na madrugada desta sexta-feira (8), em Belo Horizonte. A informação foi divulgada pela assessoria da Presidência do Senado.

A causa do falecimento não foi informado. Por causa da morte do pai, Pacheco não participará do encerramento da 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20), que acontece em Brasília nesta manhã.

Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados

Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados - Foto: Pedro França/Agência Senado
Pacheco apresenta projeto de renegociação da dívida dos estados – Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou, nesta terça-feira (9), um projeto de lei complementar sobre a dívida dos estados com a União. Segundo ele, a apresentação da matéria no plenário da Casa pode ficar para agosto, depois do recesso parlamentar, que tem início no próximo dia 18.

“No Senado, [o objetivo] é passar aos líderes o máximo de consenso possível e, eventualmente, levarmos [o projeto] em urgência para o plenário para poder ser debatido com a participação dos 81 senadores. Vamos fazer um esforço para que [a apresentação em plenário do projeto] seja antes do recesso. Mas, se for necessário passar para agosto, não há problema nenhum”, disse Pacheco a jornalistas.

Ele declarou também que a intenção é que o projeto seja relatado na Casa pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

Na avaliação de Pacheco, o projeto é um “passo muito importante” para o país resolver o problema das dívidas dos estados com a União.

“Caberá, a partir de um gesto do governo federal, através de uma lei dessa, abrir mão do recebimento de juros, permitindo a correção pelo IPCA, e os juros podendo ser revertidos para os próprios estados. Caberá aos governadores e as suas administrações poderem cuidar de compreender que essa é a melhor forma para equacionar definitivamente o problema”, reiterou.

Ainda segundo Pacheco, o texto não tem a “audácia” de ser definitivo. A ideia é que o governo federal e os estados façam suas ponderações à medida.

“Nós buscamos ter um texto de um mínimo consenso, preservando os interesses dos estados federados, sobretudo os endividados, preservando os interesses da União e da Fazenda Pública, exigindo pontos de contrapartida e também garantindo que o proveito da solução federativa se dê também em favor dos estados não endividados”, completou.

Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas

Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas - Foto: reprodução
Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas – Foto: reprodução

 O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destinou R$ 300 mil, obtidos junto ao governo federal, para custear a saúde pública de Itaú de Minas (MG). O recurso, liberado na terça-feira (21), poderá ser utilizado pela prefeitura em ações voltadas para a atenção primária na saúde para os moradores.

As iniciativas abrangem serviços que integram a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), como consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos prestados aos moradores.

Rodrigo Pacheco ressaltou ser fundamental auxiliar as prefeituras para que possam atender às reais necessidades da população. “Quando fortalecemos os municípios, preservamos o direito do cidadão para se beneficiar de serviços públicos de qualidade e acessíveis. As pessoas vivem nas cidades. Por isso, é essencial investirmos em saúde, educação, infraestrutura e outros importantes serviços públicos dos municípios”, enfatizou.

Rodrigo Pacheco busca R$ 280 milhões para asfaltamento entre Delfinópolis e São João Batista do Glória

Rodrigo Pacheco busca R$ 280 milhões para asfaltamento entre Delfinópolis e São João Batista do Glória - Foto: divulgação
Rodrigo Pacheco busca R$ 280 milhões para asfaltamento entre Delfinópolis e São João Batista do Glória – Foto: divulgação

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se comprometeu a buscar R$ 280 milhões para a obra de asfaltamento do trecho de 62 quilômetros entre Delfinópolis (MG) e São João Batista do Glória (MG).

De acordo com informações do Senado, Pacheco se reuniu na última terça-feira (7), em Brasília, com o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Pedro Bruno Barros de Souza, e com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), Rodrigo Rodrigues Tavares.

Pacheco pediu agilidade aos representantes do órgão para a conclusão do projeto. Ele ressaltou que a realização da obra já havia sido discutida com o governo federal, no ano passado, e ressaltou a relevância da intervenção.

“Para que a população da região possa se beneficiar com a pavimentação, que vai proporcionar acesso mais fácil a serviços de saúde, educação, a locais de trabalho e ao escoamento da produção agrícola. Ainda precisamos vencer a etapa de conclusão do projeto. Desde o ano passado, mantenho contato com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para viabilizar essa importante obra e outras aguardadas pelos mineiros”, destacou.

Monte Carmelo a Grupiara

Na reunião com os representantes das entidades, Rodrigo Pacheco evidenciou a existência de conversas com o governo federal para assegurar parte do recurso de R$ 60 milhões necessários para a pavimentação do trecho de 20 quilômetros na ligação das cidades de Monte Carmelo e Grupiara, no Triângulo Mineiro.

Via: Clic Folha

Zema pede ajuda a Pacheco para negociar dívida mineira

Zema pede ajuda a Pacheco para negociar dívida mineira – Foto: reprodução

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enviou um ofício ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), onde ele pede apoio na negociação da dívida do Estado de Minas Gerais junto ao Governo Federal. Além disso, destaca a proposta de repasse da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a União, com a intenção abater parte da dívida pública, atualmente de R$ 164 bilhões.

No plano de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Zema propõe a venda da Codemig como parte dos planos para reduzir o endividamento do Estado, mas não há um valor definido de quanto da dívida pode ser abatido com essa operação no plano.

No ofício enviado para Pacheco, Zema relata que tem se empenhado em obter soluções junto ao Governo Federal para a questão da dívida pública contratual mineira e apresenta três cenários para equacionamento da dívida do Estado de MG com a União.

No primeiro cenário, o saldo devedor atual é congelado, isto é, não evolui mais ao longo do tempo e o pagamento é parcelado em 29 anos, sendo os primeiros nove anos no modelo previsto no RRF e o saldo final dividido igualitariamente nos 20 anos subsequentes.

Para o cenário 2, foi adotada a mesma metodologia anterior, abatendo o valor previsto da Codemig no estoque atual.

No terceiro cenário, foi abatido o valor da Codemig e o estoque evolui nas condições atuais dos contratos com a União.

“Considerando a importância do tema para o Governo de Minas Gerais no sentido de buscar o reequilíbrio das finanças estaduais, venho, respeitosamente, solicitar ao nobre Senador, como Presidente do Senado e Senador por Minas Gerais, apoio no sentido de auxiliar nas negociações da dívida junto ao Governo Federal, tendo em vista ser esta a única forma, atualmente, de Minas Gerais alcançar o equilíbrio fiscal”, escreve Zema no óficio.

Na semana passada, Zema enviou à equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um ofício também propondo a federalização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Fazenda, o pedido feito pelo governador segue em “tramitação interna”. No momento, deputados de Minas Gerais se articulam em prol de uma reunião com Haddad para defender a federalização da estatal.

Atualmente, a estatal é dona da maior jazida de nióbio do mundo, que fica no município de Araxá, na Região do Alto Paranaíba.

A administração da mina acontece em parceria com a empresa privada Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e garante o repasse de 25% sobre o valor do que é extraído para o estado. Em média, a participação nos lucros da CBMM gera para Minas Gerais uma arrecadação anual de aproximadamente R$ 300 milhões. Em 2021, por exemplo, a receita líquida da Codemig foi de R$ 1,3 bilhão.

Pacheco

O senador Rodrigo Pacheco recebeu o documento em 10 de novembro, assinou e respondeu. No texto, Pacheco expressa estar “inteiramente à disposição para atuar junto ao governo federal no sentido de equacionar” a questão da dívida. Ele conclui afirmando que “o Senado permanece ao alcance da população para diálogo e para buscar a melhor condução”.

Em entrevista aos jornais mineiros, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, defendeu a reavaliação da proposta do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Para o senador, o texto que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) não resolve o problema da dívida mineira e ainda “adia” a gravidade enfrentada pelo estado.

Pacheco avaliou que não é necessário “sacrificar servidores” e nem se desfazer do patrimônio dos mineiros.

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