Jornal Folha Regional

Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público

Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público - Foto: reprodução
Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público – Foto: reprodução

O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) ajuizou uma representação no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o governador Romeu Zema (Novo) e o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Claudio Gomes, pela edição de um decreto que altera os índices da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) nos alimentos em Minas Gerais. O parlamentar acusa o governo do Estado de, na prática, aumentar a carga tributária sobre a carne, o que, segundo ele, só poderia ter sido feito por via de lei.

A mudança na base de cálculo fez com que o imposto fosse fixado no fim de fevereiro em 11% para o produto interno e 18% para carnes importadas ou de outros Estados. Rousseff pede que o MPMG interfira. “Tal majoração, que viola os princípios do direito constitucional tributário e o direito fundamental à alimentação enseja a atuação urgente deste Ministério Público”, defende Rousseff no documento. Conforme apurou a reportagem, um inquérito junto ao MPMG foi aberto para avaliar o que será feito a partir de agora.

A medida do governo do Estado acontece em um momento quando os valores dos alimentos têm subido no Brasil, e em meio a uma corrida do governo federal para tentar baixar os preços dos produtos.

O vereador afirma que, apesar de não haver um aumento na alíquota nominal do imposto, o decreto do governo do Estado promove “na prática” um aumento da carga tributária efetiva “dos alimentos enumerados”. “A arrecadação fazendária aumentará, pelas vias tributárias, a despeito de aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), ferindo o princípio da legalidade tributária”, diz a representação.

Ele também diz que o decreto viola o princípio da seletividade do ICMS, por ter como alvo apenas um tipo de produto essencial à vida do consumidor. Por fim, o vereador afirma que há uma possível violação do direito fundamental à alimentação, que consta na Constituição Federal.

“Em um momento de dificuldades econômicas globais, com a elevação do preço dos alimentos que compõem a cesta básica ao redor do Brasil, o Governo Federal e os governos estaduais enveredam esforços para promover a redução dos impostos nos alimentos, visando torná-los mais acessíveis à população. Indo na contramão desta tendência, o Governo de Minas Gerais promove a majoração, via mudança da base de cálculo, de carnes e pescados, alimentos essenciais”, destaca o parlamentar.

Questionado sobre a ação, Rousseff diz que a mudança que Zema fez ao mudar a base de cálculo do ICMS é um aumento de imposto. “O mesmo governador que dá uma isenção bilionária de imposto para empresa de doadores de campanha dele é o que quer cobrar mais da cesta básica dos mineiros e das mineiras. Essa mudança, ao nosso ver, só podia ter sido feita por lei e é inconstitucional. Espero que o MPMG tome medidas necessárias para suspender essa cobrança ilegal”, diz.

Ministro criticou Zema

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, chegou a comentar sobre o decreto nas redes sociais no início de março. Ele disse que Zema “zomba da cara do povo mineiro dizendo que uma maneira de combater a alta dos alimentos é comer banana com casca”, em referência a uma publicação feita pelo governador para criticar o governo federal. “Ele acaba de publicar o decreto 49.000/2025, que altera para maior a alíquota do ICMS para os alimentos que entram em Minas Gerais”, pontuou.

Fávaro ainda afirmou que o governador não se ateve aos esforços da União em tentar, junto aos Estados, reduzir a carga tributária dos alimentos. “Em momento que governo tira impostos dos alimentos, conversa com empresários e está conclamando os governadores para baixar o ICMS, para juntos fazermos o povo brasileiro comer melhor e superar esse momento difícil da alta internacional dos preços dos alimentos, você aumenta para arrecadar mais? Tenha sensibilidade com o povo mineiro”, completou.

Procurado, o governo do Estado não respondeu. O espaço continua aberto.

Micro e pequenas empresas e prefeituras afetadas pelas chuvas terão crédito emergencial em Minas

Micro e pequenas empresas e prefeituras afetadas pelas chuvas terão crédito emergencial em Minas - Foto: divulgação
Micro e pequenas empresas e prefeituras afetadas pelas chuvas terão crédito emergencial em Minas – Foto: divulgação

As micro e pequenas empresas e prefeituras de cidades com decreto de emergência ou calamidade em função das chuvas em Minas Gerais poderão acessar linhas de crédito emergenciais disponibilizadas pelo  Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema nesta terça-feira (28). 

Para as micro e pequenas empresas, as condições são diferenciadas, com taxas fixas de 0,9% ao mês, prazo de 36 meses e carência de seis meses para começar a pagar.

Já as prefeituras vão acessar os financiamentos com taxas de juros de 0,41% ou 0,49% ao mês + Selic, a depender do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município, prazo de 84 meses para pagamento e carência de 12 meses.

O financiamento pode ser usado para habitação, pavimentação, reformas em edificações públicas municipais, infraestrutura e drenagem urbana, entre outros projetos.

A contratação do crédito é feita por meio do site do BDMG, de forma digital. Para as Micro e Pequenas Empresas, a simulação do financiamento é feita diretamente na plataforma com retorno no mesmo dia sobre o limite autorizado. As prefeituras também conseguem contratar o crédito de forma 100% pelo BDMG Digital.

De acordo com o governador, o objetivo é que as pequenas empresas continuem operando normalmente, gerando emprego e renda para a população. “As  prefeituras também terão condição de recuperar a infraestrutura e estruturas danificadas, além de realocar moradias que estavam em áreas de risco”, afirma Zema.

Governo Zema vai pagar salário menor para servidores da saúde após atrasos da União

Governo Zema vai pagar salário menor para servidores da saúde após atrasos da União - Foto: Carl de Souza / AFP
Governo Zema vai pagar salário menor para servidores da saúde após atrasos da União – Foto: Carl de Souza / AFP

O governo Romeu Zema (Novo) diz que alguns servidores lotados em órgãos do sistema de saúde estadual irão receber apenas 86% do valor calculado como devido pelas unidades de Recursos Humanos. A razão, de acordo com o governo, seria um atraso do governo federal nos repasses referentes ao complemento previsto na criação do “piso da enfermagem”.

“Esse problema no repasse irá impactar a parcela complementar do piso referente ao mês de dezembro/24, cujo crédito ao servidor será no quinto dia útil de fevereiro. Em função disso os profissionais que têm direito ao complemento na SES-MG, na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), na Fundação Ezequiel Dias (Funed), na Fundação Hemominas, na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) receberão 86% do valor calculado como devido pelas unidades de Recursos Humanos”, diz nota enviada pelo governo à imprensa.

Ainda segundo a gestão Zema, o governo Lula (PT) deve R$ 4 milhões, referente a repasses pactuados para o pagamento do “Piso da Enfermagem” e avisa que irá cobrar o Ministério da Saúde para que regularize a situação. 

De acordo com a administração estadual, as dívidas surgiram por falhas na gestão federal. “Em função de erros nos repasses devidos pelo governo federal,  não houve o pagamento integral pactuado junto ao Governo de Minas no período entre setembro de 2024 e a folha do 13º salário”, afirma em nota divulgada à imprensa.

O governo mineiro afirma que está em tratativas com o Ministério da Saúde para regularização desse repasse e, assim que a situação for regularizada pela União, irá fazer o pagamento do valor proporcional do complemento do piso da enfermagem de forma retroativa, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério.

A reportagem fez contato com o Ministério da Saúde e aguarda um retorno sobre a previsão para que a situação seja regularizada.

Zema visita cidades da região e participa de inauguração em São Sebastião do Paraíso

Zema visita cidades da região e participa de inauguração em São Sebastião do Paraíso - Foto: reprodução
Zema visita cidades da região e participa de inauguração em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

O governador de Minas, Romeu Zema, retorna a região nesta quinta-feira (23), e deve participar de reuniões em municípios até amanhã. Hoje, pela manhã, Zema é aguardado em Guaxupé (MG), onde inicia uma maratona de atividades para lançamento de obras e reuniões com lideranças.

Em São Sebastião do Paraíso (MG) ele deve participar da inauguração de um Cemei e uma escola municipal no Jardim Diamantina e também do Centro Regional de Queimados, na Santa Casa de Misericórdia.

A visita em Guaxupé está marcada para ter início às 8h desta quinta-feira, 23, onde Zema deve anunciar obras de recuperação da rodovia que liga o município a Tapiratiba, sendo o encontro do trevo de acesso.

Estarão presentes prefeitos, deputados e lideranças regionais. Em seguida, às 9h30 será feita a visita a empresa Santa Margarida, que é especializada na produção de tecidos.

Às 11h, em Arceburgo, o governador visitar a empresa Fertpar, um dos maiores empreendimentos de fertilizantes da região, que fica próxima à divisa com o estado de São Paulo. Em seguida ele estará em Monte Santo de Minas onde participará de um almoço com lideranças no Minas Tênis Clube.

No período da tarde Romeu Zema deve participar, em Itamogi, de encontro com prefeitos, vereadores demais lideranças a partir das 16h. Posteriormente, ele deverá seguir para São Sebastião do Paraíso onde irá pernoitar.

Na sexta-feira,24, ainda em Paraíso, às 8h, o governador participa da inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil Karina Rodrigues Silva e da Escola Municipal Waldir Marcolini que compreende uma creche/escola no bairro Jardim Diamantina, juntamente com o vice-governador, Mateus Simões, a secretária estadual de Educação, Igor de Alvarenga.

O prefeito Marcelo Morais, o vice-prefeito, Daniel Tales Oliveira, e o secretário municipal de Educação, Lucas Cândido Oliveira, farão a recepção aos convidados.

Ainda pela manhã em Paraíso, às 10h será feita a inauguração do Centro Regional de Queimados nível 3 na Santa Casa de Misericórdia de Paraíso. A obra foi viabilizada com recursos do Estado e atende uma reivindicação de todos os prefeitos da região. A ala criada já está em atendimento e é referência estadual neste tipo de atendimento, podendo receber inclusive pacientes de outras regiões do estado.

Depois das inaugurações Romeu Zema segue para Itaú de Minas, onde participará de um encontro com lideranças a partir do meio-dia. O governador esteve na região em dezembro do ano passado quando fez inaugurações de casas populares para famílias carentes em Claraval (MG).

Via: Clic Folha

De autoria do deputado Arantes, ALMG aprova em 2º turno o projeto de lei que institui a campanha “Junho Violeta” idealizada por São José Barrense

Romulo Leandro, idealizou a campanha em 2017. Diversos Estados e a União abraçaram a causa - Foto: Priscila Dutra
Romulo Leandro, idealizou a campanha em 2017. Diversos Estados e a União abraçaram a causa – Foto: Priscila Dutra

A iniciativa, que agora segue para sanção pelo governador Romeu Zema (NOVO), pretende criar um mês inteiro de ações para mobilizar, sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre os direitos e a proteção da pessoa idosa.

No dia 11 de dezembro, foi aprovado em 2º turno no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o Projeto de Lei nº 2.577/2021, de autoria do deputado estadual e 1º Secretário da ALMG, Antonio Carlos Arantes (PL). A proposta institui a campanha “Junho Violeta”, voltada à conscientização da violência contra a pessoa idosa, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho.

Deputado Estadual Antônio Carlos Arantes, autor dk Projeto de Lei em Minas Gerais - Foto: ALMG
Deputado Estadual Antônio Carlos Arantes, autor dk Projeto de Lei em Minas Gerais – Foto: ALMG

A iniciativa, que agora segue para sanção pelo governador Romeu Zema, pretende criar um mês inteiro de ações para mobilizar, sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre os direitos e a proteção da pessoa idosa. “Este é mais um passo importante na construção de políticas públicas que valorizam e protegem nossos idosos, uma parcela crescente e essencial da população mineira”, destacou o deputado Antonio Carlos Arantes.

Objetivos da Campanha

A campanha “Junho Violeta” será realizada anualmente durante o mês de junho e terá como símbolo um laço na cor violeta. Entre as principais diretrizes estão: conscientizar a população de que a violência e o abandono de pessoas idosas são crimes; informar sobre os canais de denúncia disponíveis para casos de violência e abandono; incentivar doações e apoio a organizações da sociedade civil que cuidam de pessoas idosas; realizar ações de conscientização sobre os direitos das pessoas idosas; estimular eventos e iluminação de prédios públicos na cor violeta durante o mês de junho.

Contexto e Importância

Dados revelam que o Brasil já possui mais de 30 milhões de pessoas acima dos 60 anos, com um aumento significativo nas denúncias de violência contra idosos. Apenas em 2017, o Disque 100 registrou 33.133 denúncias, envolvendo negligência, abandono, abuso financeiro e violência física ou psicológica.

“É inadmissível que nossos idosos, que tanto contribuíram para a sociedade, ainda sejam vítimas de maus-tratos e abandono. Com o “Junho Violeta”, queremos promover um debate amplo e efetivo, mobilizando a sociedade e o poder público para agir”, afirmou Antonio Carlos Arantes.

A iniciativa de lançar a campanha Junho Violeta com o tema ‘Violetas contra a violência’ e o lema ‘Dignidade e respeito para com a pessoa idosa’ foi idealizada em 2017, pelo jornalista e empresário mineiro Romulo Leandro Alves, que naquela época coordenou um setor no Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), o qual atual em diversas frentes em defesa da pessoa idosa.

Próximos Passos

O projeto agora será encaminhado para sanção do governador Romeu Zema. Com a aprovação, Minas Gerais reforça seu compromisso com a proteção e valorização dos idosos, promovendo dignidade, respeito e cuidado para essa importante parcela da população.

Deputado Estadual Antônio Carlos Arantes, autor dk Projeto de Lei em Minas Gerais - Foto: ALMG
Identidade visual oficial da Campanha junho Violeta – Imagem: Agência Inova

Zema quer transferir Cemig, Copasa e Codemig à União para abater dívida

Após a aprovação do projeto que permite a renegociação das dívidas dos Estados com a União, o Propag, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou, nessa terça-feira (17/12), que pretende transferir para o governo federal a participação de Minas Gerais em três estatais: a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). A medida teria como objetivo abater parte do valor da dívida de Minas Gerais com a União, hoje estimada em R$ 165 bilhões. No último mês, o Governo de Minas enviou à ALMG propostas para privatizar as estatais.

“O que nós queremos é que a União considere os ativos do Estado, que serão transferidos à mesma e o valor abatido. No caso de Copasa e Cemig, esse valor é de mais fácil definição, porque são empresas abertas, cotadas em bolsa de valor, então você tem um valor muito mais objetivo”, afirmou o governador mineiro em coletiva de imprensa. 

Zema também mencionou a Codemig, que não é listada na bolsa de valores, mas que, segundo ele, o valor poderia ser mensurado com base nos resultados financeiros dos últimos anos.

“No caso da Cemig, muito provavelmente ela seria transformada numa ‘corporation’, até porque a União não pode assumir riscos com essa transferência, de mecanismo de ‘tag along’ e outros semelhantes. Então a transformação numa ‘corporation’ eliminaria esse risco e a União ficaria com as ações que hoje pertencem ao Estado, recebendo os dividendos de uma empresa que hoje está estruturada, é lucrativa e tendo em posse as ações”, finalizou.

Aprovação do Propag

O Projeto de Lei Complementar (PLP 121/2024), que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), foi aprovado ontem pelo Senado. De autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta foi aprovada com apoio dos 73 senadores presentes, sem nenhum voto contrário e sem abstenções, e segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O texto prevê, entre outras coisas, que as dívidas sejam parceladas em prazos de 30 anos, com taxas menores, reversão de 1% dos juros em investimentos nos estados, em infraestrutura, segurança pública e educação, por exemplo, e que os estados possam entregar ativos, créditos e participações acionárias em empresas para abatimento dos juros.

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil - Foto: divulgação
Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema participou, na última quinta-feira (21), da inauguração do Centro de Inteligência em Defesa Civil (Cindec), localizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O Cindec é uma iniciativa inédita no Brasil desenvolvida para integrar tecnologia e informação, com objetivo de prevenir e responder de maneira mais eficiente a situações de emergência, como os períodos de chuva ou de queimadas.

A moderna estrutura conta com um painel de monitoramento de dados em tempo real e uma equipe de especialistas para analisar as informações. O investimento é da ordem de R$ 12,5 milhões, com recursos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente (Caoma), além de uma parceria estratégica com o Instituto Proteja Minas e o Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS).

Para o governador Romeu Zema, a iniciativa vai contribuir para tornar Minas Gerais referência nacional na prevenção de desastres, além de fortalecer o apoio que a Defesa Civil Estadual presta aos municípios, uma vez que, a partir de agora, as prefeituras poderão acessar informações mais completas sobre ocorrências de desastres.

“É um trabalho que será construído com os municípios. E é uma capacitação contínua, porque novas ferramentas e novos bancos de dados serão introduzidos ao nosso sistema, para que esse trabalho seja cada vez mais robusto e possa salvar vidas. Então, nossa Defesa Civil passa a contar com um recurso extra, o que reduz a incidência de risco para a vida dos mineiros”, disse o governador.

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil - Foto: divulgação
Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil – Foto: divulgação

Na prática, o Cindec irá integrar uma rede de bancos de dados de diferentes áreas do governo para realizar análises mais aprofundadas sobre situações de risco e desastres. Esse trabalho irá propiciar que outros setores, como os de infraestrutura, saúde e meio ambiente, por exemplo, possam contribuir com informações em um único sistema, organizado pelo Centro de Inteligência.

“O período chuvoso, por exemplo, coincide com o período de férias, e com um período de intensa movimentação das estradas. Muitas vezes, as estradas estão mais perigosas por estarem molhadas e escorregadias. Então, teremos um banco de dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais DER-MG acoplado no Cindec. Fora isso, temos uma série de monitoramentos que também servirão de bases para cruzarmos essas análises”, avaliou o chefe do Gabinete Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Rezende.

Em breve, o Cindec estará disponível para acesso da população, gestores e especialistas, por meio de uma plataforma gratuita e online. O projeto está alinhado com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, ao Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), ao Plano Estratégico do Gabinete Militar do Governador, responsável pela coordenação da Defesa Civil no Estado, e ao Marco de Sendai da ONU para Redução de Riscos e Desastres.

Também participaram do evento a presidente do Servas, Christiana Renault, o coordenador-ajunto de Defesa Civil, major Wenderson Duarte Marcelino; e o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do Caoma/MPMG.

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil - Foto: divulgação
Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência em Defesa Civil – Foto: divulgação

Governo Zema encaminha propostas para privatização de Cemig e Copasa

O governo de Romeu Zema (Novo) enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais as propostas para privatização de Cemig e Copasa.| Foto: Pedro Gontijo/Governo de Minas Gerais
O governo de Romeu Zema (Novo) enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais as propostas para privatização de Cemig e Copasa.| Foto: Pedro Gontijo/Governo de Minas Gerais

As propostas de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) do governo de Romeu Zema (Novo), enviadas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na última quinta-feira (14), trazem modelos distintos para o futuro das estatais. Em conjunto, os projetos das duas empresas valem mais de R$ 15 bilhões, de acordo com o Executivo mineiro.

Protocolados pelo vice-governador então em exercício, Mateus Simões (Novo), os projetos de lei delineiam como o estado pretende transferir a gestão das empresas para o setor privado, com a proposta de aumentar eficiência e competitividade. Na ocasião, o governador Romeu Zema estava em agenda internacional no Arzebaijão, participando da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, onde o presidente da Cemig, Reinaldo Passanezi Filho, estava entre os palestrantes.

As propostas de privatização dependem de articulação política para avançarem no Legislativo estadual. Embora o governo conte com uma base favorável, a resistência de sindicatos, movimentos sociais e parte da oposição deve intensificar o debate nos próximos meses.

Em outubro do ano passado, Zema enviou à ALMG uma proposta de alteração da Constituição do Estado com a exclusão da exigência de consulta pública para a privatização. A proposta encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aguardando parecer. “Para nós, fazer o refendo não é um problema, mas uma burocracia”, disse Simões.

Privatização da Cemig passa por modelo de “corporation” com veto estatal

O modelo proposto para a privatização da Cemig é o de “corporation”. Trata-se da disponibilização das ações da companhia ao mercado financeiro, resultando em uma estrutura sem controlador definido.

No entanto, o governo de Minas Gerais manteria uma participação de 17,04% das ações totais, junto à chamada “golden share“, ação especial que garante poder de veto em decisões estratégicas. Essa estrutura visa preservar o interesse público em temas essenciais, como segurança energética e investimentos no estado.

A proposta surge no momento em que a Cemig anuncia mudanças significativas na gestão. Andrea Marques de Almeida, ex-executiva de empresas como Vale e Petrobras, assumirá a vice-presidência de Finanças e Relações com Investidores em dezembro, em um movimento interpretado como parte da preparação para a privatização da companhia.

Copasa tem proposta de privatização tradicional com promessa de redução tarifária

Para a Copasa, o governo de Minas Gerais propõe um modelo mais direto, no qual o controle acionário seria transferido integralmente à iniciativa privada. Segundo o vice-governador Mateus Simões, a regulação continuará sob responsabilidade da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (Arsae-MG), o que, segundo ele, asseguraria tarifas justas e serviços de qualidade.

O governo argumenta que a privatização da Copasa pode reduzir custos ao consumidor, uma vez que a regulação estadual e o acompanhamento pelo Ministério Público e pela sociedade garantiriam transparência. Além disso, Simões defende que a eficiência da gestão privada poderá atrair mais investimentos e expandir a cobertura de saneamento no estado.

Sindicato alerta para perda de trabalho e governo rebate

A transição preocupa sindicatos de trabalhadores das categorias envolvidas. O Sindieletro, que representa trabalhadores da Cemig, alerta para potenciais perdas de postos de trabalho e aumento das tarifas. O governo, por sua vez, alega que os direitos trabalhistas dos funcionários serão preservados e que a privatização pode abrir novas vagas, especialmente em áreas técnicas.

O argumento é que o setor privado teria mais flexibilidade para contratar diretamente, reduzindo a dependência de terceirizações. “Eles não vão sofrer nenhum rebaixamento salarial. Continuam tendo os mesmos acordos e convenções coletivos (de trabalho) respeitados”, disse Simões em entrevista coletiva após a entrega dos projetos de lei à Assembleia Legislativa.

Um dos principais pontos de defesa do governo é que as tarifas de energia e água não serão impactadas diretamente pela privatização, pois continuam sendo definidas por agências reguladoras. No caso da Cemig, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por fiscalizar as operações e definir os preços, enquanto no caso da Copasa, a Arsae-MG tem papel semelhante.

“No caso da Copasa, quem faz a regulação é a Arsae, uma agência estadual. Mesmo que ela seja privatizada, o controle das tarifas continua sendo nosso, auditado pelo Ministério Público e pela população, para ser acompanhado para não ter nenhuma cobrança por serviço que não esteja sendo prestado”, disse Simões.

O vice-governador também destacou que a privatização promete ganhos de eficiência operacional, com expectativas de redução de custos ao longo do tempo. “Uma empresa mais ágil e eficiente tende a oferecer tarifas mais competitivas, beneficiando o consumidor final”, argumentou.

Zema tenta vilanizar o Magistério no Orçamento de 2025

Projeto de Lei Orçamentária Anual – 2025 enviada à ALMG diz que previsão de reajuste do piso do magistério nos números apresentados é causa de aumento de “despesas”

Zema tenta vilanizar o Magistério no Orçamento de 2025 - Foto: reprodução
Zema tenta vilanizar o Magistério no Orçamento de 2025 – Foto: reprodução

BH – “Comparando com a LOA 2024, o aumento percebido na despesa total se deve principalmente às despesas constitucionais em saúde, educação e amparo e fomento à pesquisa, vinculadas ao crescimento da receita; ao crescimento dos gastos dos outros Poderes; e às despesas de pessoal do Executivo, que consideraram o crescimento vegetativo e a previsão de reajuste do piso do magistério nos números apresentados”. Esta é a afirmação do Governo que pode ser constatada no Anexo de Riscos Fiscais da LDO 2025. Classificado como risco ao orçamento, o reajuste do Piso para 2025 acima de 4,28%, segundo o Governo, a cada 1% acima do valor estipulado, aumentará a despesa relacionada ao Piso em R$ 219,7 milhões por ano.

PONTO DE VISTA

Entretanto, conforme o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas (Dieese), o que o Governo não fala é que esse suposto risco ao orçamento representa apenas 1,1% do Orçamento da Secretaria de Estado da Educação (SEE/MG) previsto para 2025 (R$ 19,494 bilhões). Considerando a última atualização do VAAF-MIN, em agosto de 2024, o reajuste do Piso para 2025 está em 4,59%, o que geraria um aumento na despesa com pagamento do Piso de R$ 65,96 milhões (impacto de 0,3% no orçamento da SEE/MG para 2025).

OMISSÃO

O que o Governo também não fala – destaca o Dieese – é sobre o aumento no Orçamento da Seinfra (149,86%) em R$ 1,372 bilhão, aumento na Gestão da Dívida Pública Estadual (18,46%) em R$ 1,178 bilhão, aumento na PMMG (6,02%) em R$ 844,745 milhões, aumento na Segov (95,80%) em R$ 843,062 milhões e aumento no TJMG (8,21%) em R$ 777,953 milhões.

À PROCURA DE CULPADOS

“Antes mesmo de começar o exercício, o governo já antecipa que a culpa por um eventual déficit orçamentário é dos (as) trabalhadores (as) em educação, o que nos coloca de sobreaviso sobre as novas lutas que iremos travar no próximo ano”, avalia a diretora de Comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), Marcelle Amador.

Ela destaca ainda o que considera um conceito retrógrado de gestão pública ao considerar “gastos” aquilo que é investimento fundamental no desenvolvimento de um povo como a destinação de recursos às políticas públicas de saúde, educação e fomento à pesquisa. “É um tipo de abordagem nada progressista, que busca colocar tais investimentos como vilões de um orçamento que não prioriza o desenvolvimento humano, intelectual e científico do povo de Minas Gerais”, destaca a dirigente do SindUTE/MG.

Sessão plenária que analisou a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano – Foto: Alexandre Netto/ALMG
Sessão plenária que analisou a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano – Foto: Alexandre Netto/ALMG

OUTROS FATORES

Marcelle Amador salienta que as isenções fiscais aos empresários e o pagamento da dívida pelo Regime de Recuperação Fiscal, por exemplo, são fatores que aumentam o déficit fiscal sem trazer qualquer benefício direto à população. “Ao contrário, para minimizar os efeitos danos desta política, corta-se em políticas públicas essenciais que, na ponta, atingem diretamente o cidadão”.
Ressalta-se que no PLOA 2025 a previsão de isenções fiscais está 30% maior que a previsão na LOA 2024, passando de R$ 17,437 bilhões previstos em 2024 para uma previsão de R$ 22,713 bilhões para 2025.

CRESCIMENTO DA RECEITA

O texto enviado à ALMG estima as receitas e fixa as despesas do Orçamento Fiscal e do Orçamento de Investimentos das empresas controladas pelo Estado. No próximo ano, a projeção é que a receita total mineira seja de R$ 126,661 bilhões, enquanto as despesas foram fixadas em R$ 133,818 bilhões. Assim, a previsão das receitas apresentou crescimento de mais de R$ 12 bilhões e das despesas de cerca de R$ 11 bilhões.

PAGAMENTO DA DÍVIDA

Em relação à despesa total projetada, os principais componentes são pagamento de pessoal do Poder Executivo (47,7%), outros Poderes (17,2%), Capital e Custeio Constitucionais (10,8%) e Serviço da Dívida (6,0%).

Nesse sentido, a projeção para a PLOA de 2025 considerou o RRF, com pagamento de 11,11% dos valores originalmente devidos das parcelas dos contratos da dívida administrados e garantidos pela União, bem como os efeitos da possível migração ao Propag. No que se refere ao valor total das despesas com juros e encargos da dívida e amortização da dívida, no PLOA 2025 há uma previsão de aumento de R$ 1,173 bilhão comparado com a previsão na LOA 2024, representando um aumento de 18,84% com estas despesas.

Zema afirma que o DPVAT não voltará a ser cobrado em MG

Zema garante que DPVAT não retornará em Minas - Marcos Vieira/EM/D.A Press
Zema garante que DPVAT não retornará em Minas – Marcos Vieira/EM/D.A Press

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou na última terça-feira (22) que o seguro obrigatório de proteção a vítimas de acidentes de trânsito, conhecido como DPVAT, não voltará a ser cobrado em Minas Gerais em 2025.

O governador mineiro criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de priorizar o aumento de impostos e a arrecadação.

“A volta do DPVAT é um absurdo. Sempre foi um imposto disfarçado de seguro, beneficiando apenas os amigos dos poderosos, que lucraram milhões com isso no passado. Em Minas, sob meu governo, não vamos cobrar isso dos proprietários de veículos. Mudaram o nome para SPVAT, mas aqui não teremos essa cobrança”, declarou em entrevista à Rádio Itatiaia.

Zema ainda reforçou sua oposição às medidas do governo federal: “Não vou colocar mais essa conta no bolso do mineiro. O governo federal só fala em aumentar impostos, sem discutir austeridade ou cortes de gastos. Nós não aumentamos impostos em Minas e não permitiremos que o que vem de Brasília pese ainda mais sobre os mineiros”, afirmou.

O DPVAT foi extinto em 2020 pelo governo federal, mas, em maio deste ano, o Congresso Nacional aprovou a retomada do seguro, agora rebatizado como Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). O presidente Lula sancionou o projeto, e a cobrança está prevista para começar no início de 2025.

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