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Jornal Folha Regional

Produtor tem 54 sacas de café furtadas em propriedade rural entre Bom Jesus da Penha e Nova Resende

Produtor tem 54 sacas de café furtadas em propriedade rural entre Bom Jesus da Penha e Nova Resende – Foto: reprodução

A Polícia Militar investiga o furto de aproximadamente 54 sacas de café em coco ocorrido em uma propriedade rural localizada no bairro Penha de Baixo, em Bom Jesus da Penha. O crime foi registrado na última quinta-feira (18) em uma área próxima à divisa com o município de Nova Resende.

Segundo as informações levantadas pelos militares, o café havia permanecido na lavoura após o término da colheita e foi levado pelos criminosos antes de ser recolhido pelo produtor.

Diante da ocorrência, a Polícia Militar reforçou o alerta aos produtores rurais da região, especialmente durante o período de safra, quando o aumento da movimentação de cargas agrícolas costuma atrair a ação de criminosos.

A orientação é para que moradores e trabalhadores do campo mantenham vigilância redobrada sobre propriedades, lavouras e locais de armazenamento. A corporação também pede atenção à circulação de veículos suspeitos, principalmente caminhonetes transitando em horários incomuns ou sem justificativa aparente nas estradas rurais.

Qualquer movimentação considerada suspeita deve ser comunicada imediatamente à Polícia Militar por meio do telefone 190. Conforme a corporação, a participação da comunidade é essencial para prevenir novos furtos e contribuir para a identificação dos responsáveis pelos crimes na zona rural.

Empresário de Franca é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões; vítimas são de Cássia, Ibiraci e outras cidades

Empresário de Franca, SP, é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões; vítimas são de Cássia, Ibiraci e outras cidades – Foto: redes sociais

Ao menos 30 produtores rurais já registraram ocorrência policial denunciando o empresário Elvis Vilhena Faleiros, natural de Franca (SP), pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos galpões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), entidade da qual ele é presidente.

De acordo com a Polícia Civil, o número de pessoas prejudicadas pode ser ainda maior e chegar a 180 vítimas, com um prejuízo financeiro estimado em R$ 132 milhões. As denúncias envolvem produtores de Ibiraci (MG), onde fica a sede da cooperativa, além de cafeicultores de Franca e Cristais Paulista (SP) e das cidades mineiras de Claraval e Cássia.

A Justiça decretou a prisão de Elvis Faleiros, que segue foragido. Além dele, dois diretores da Cocapil também são investigados. Como medida judicial, houve a penhora de bens do presidente e dos diretores da cooperativa.

O delegado responsável pelo caso em Ibiraci, Estevam Ferreira, informou que os depoimentos colhidos até o momento apresentam versões semelhantes. Segundo ele, os produtores afirmam que confiaram a guarda do café à cooperativa e, quando solicitaram a retirada das sacas, foram surpreendidos pela inexistência do produto nos armazéns. O inquérito policial deve ser concluído até esta sexta-feira (9), mas novas denúncias ainda podem ser formalizadas por outras vítimas.

As irregularidades começaram a ser descobertas em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a Cocapil para retirar parte do café estocado e constataram que as sacas não estavam mais no local onde deveriam estar armazenadas.

Para a Polícia Civil, o caso tem grande impacto econômico e social. O delegado destacou que se trata de uma conduta extremamente grave, com forte prejuízo à economia local, o que justificou o pedido de prisão preventiva como resposta proporcional ao dano causado à ordem pública.

A defesa de Elvis Faleiros, representada pelo advogado Márcio Cunha, afirmou que o déficit financeiro da cooperativa teria ocorrido em razão das oscilações do mercado cafeeiro. Segundo ele, o empresário tem a intenção de ressarcir todos os produtores lesados e estaria buscando recursos financeiros para quitar integralmente os cafés depositados.

Durante as investigações, a Polícia Civil também ouviu dois diretores da Cocapil, que atribuíram o desvio das sacas a dificuldades financeiras enfrentadas pela cooperativa. Eles relataram que a situação começou a se agravar a partir de 2021, período marcado pela valorização do café e por contratos de venda com preços previamente travados, que se tornaram inviáveis de cumprir diante da alta do mercado. Segundo os relatos, esse cenário teria provocado um desequilíbrio financeiro prolongado, levando o presidente da cooperativa a utilizar o café dos produtores para pagar dívidas.

A defesa confirmou que a cooperativa enfrentou uma crise prolongada e afirmou que havia expectativa de recuperação da produção, o que não se concretizou. De acordo com o advogado, além da instabilidade econômica, fatores climáticos também contribuíram para o agravamento da situação, como as geadas registradas a partir de 2020 e a forte seca em 2021, que comprometeram a produção e dificultaram o cumprimento dos contratos e a recomposição dos estoques.

Até o momento, apenas o presidente da cooperativa teve a prisão decretada. A defesa informou que já ingressou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi analisado devido ao recesso do Judiciário.

15 sacas de café são furtadas em fazenda de São Tomás de Aquino

15 sacas de café são furtadas em fazenda de São Tomás de Aquino - Imagem: Agência Inova
15 sacas de café são furtadas em fazenda de São Tomás de Aquino – Imagem: Agência Inova

A Polícia Militar registrou a ocorrência de um furto de 15 sacas de café em uma fazenda no município de São Tomás de Aquino (MG). O crime teria ocorrido no último fim de semana.

Segundo informações da PM, um trabalhador na propriedade rural relatou que os grãos furtados estavam prontos para serem encaminhados ao secador.

Ainda conforme apurado pela PM, outro funcionário da fazenda relatou ter avistado um drone sobrevoando a área no último sábado, mas acreditou tratar-se de um equipamento da própria Polícia Militar, devido ao horário e à forma do sobrevoo.

Conforme a PM, o administrador da propriedade acredita que o crime tenha ocorrido no período da madrugada, após a 1h.

Durante a vistoria inicial, os policiais localizaram sacarias vazias, grãos de café espalhados pelo chão, pegadas e vestígios que indicavam a direção da fuga, a qual teria ocorrido por dentro de um milharal próximo. As marcas sugerem que os autores utilizaram um veículo automotor para acessar e deixar a propriedade.

Via: Clic Folha

Ladrões levam 10 sacas de café de barracão em Carmo do Rio Claro

Ladrões levam 10 sacas de café de barracão em Carmo do Rio Claro - Foto: reprodução
Ladrões levam 10 sacas de café de barracão em Carmo do Rio Claro – Foto: reprodução

Dez sacas de café foram furtadas de um barracão de uma propriedade rural, no bairro Castelhanos, em Carmo do Rio Claro (MG), na última quarta-feira (21).

Segundo a Polícia Militar, os criminosos arrombaram a porta dos fundos de um barracão usado para limpeza e armazenamento de grãos.

As sacas de cafés limpos foram retiradas do local com um carrinho de mão. Pela cotação atual, o valor de cada saca é em torno de R$ 2,5 mil.

Indícios apontam que os ladrões fugiram por uma estrada de terra que liga Carmo do Rio Claro ao distrito de Vilelândia.

A Polícia Civíl investiga o caso, ninguém foi preso.

Falta de segurança preocupa produtores

A chegada da época da colheita, com os frutos maduros no pé e o alto valor do produto, que tem a saca a um valor médio de R$ 2,5 mil há vários meses tem aumentado os casos de furtos de café, sejam no pé ou estocados.

Muitos produtores estão investindo em câmeras e seguranças particulares, mas os casos continuam ocorrendo.

Para tentar coibir a ação de bandidos, a Polícia Militar realiza a “Operação Agrogerais Segura” que aumenta o patrulhamento em áreas da zona rural dos municípios do Sul de Minas. A corporação, juntamente com a Polícia Civil, tem realizado reuniões com agricultores para discutir medidas para aumentar a segurança no campo.

Via: G1

Produtores conseguem na Justiça retirar sacas que ainda estavam em armazém de empresa que fechou em Nova Resende

Produtores conseguem na Justiça retirar sacas que ainda estavam em armazém de empresa que fechou em Nova Resende - Foto: reprodução
Produtores conseguem na Justiça retirar sacas que ainda estavam em armazém de empresa que fechou em Nova Resende – Foto: reprodução

Produtores conseguiram na Justiça retirar algumas sacas que ainda estavam no armazém de uma empresa de café que há um mês fechou as portas em Nova Resende (MG). Assim que a empresa fechou em fevereiro, alguns produtores já entraram na Justiça para tentar recuperar o café que eles tinham armazenado. E alguns desses produtores tiveram decisões favoráveis.

Nos últimos dias, alguns produtores com mandado de busca e apreensão conseguiram retirar as últimas sacas de café que estavam armazenadas no depósito da “Central do Café”.

“Nós ainda conseguimos retirar para dois produtores, mas nós esperamos que, amigavelmente, a Central do Café nos procure, assim como procure também os outros produtores, e que sente conosco para a gente poder traçar um caminho paralelo a esse caminho da Justiça para reaver aquilo que é devido para cada produtor”, disse o advogado Ricardo Alexandre Lima e Lima.

Mais de 300 sacas ainda estavam armazenadas no local. O produtor Leo Carlos Madeira, de Nova Resende, foi um que entrou na Justiça e conseguiu retirar as 22 sacas.

“No momento eu fiquei com medo de perder, porque acontece de muitas vezes, acontecer o que aconteceu aqui, tem acontecido muito. Normalmente a maioria dos agricultores não consegue reaver o que perde”, disse o produtor.

“Todos foram surpreendidos com esse fechamento repentino, até porque, como vocês podem ver, o armazém está inacessível e também está fechado. Então, é uma situação preocupante”, disse o advogado Marcos Roberto Gomes Júnior.

O Edilson também conseguiu retirar quase 80 sacas dele e do filho. O problema é que todo o café ainda está sob custódia, ou seja, os produtores guardaram em outros locais, mas ainda não podem vendê-lo.

“Eu tenho pressa de vender esse café, porque eu não devo nada pra eles, o café é meu, porque eles estão embaraçando né? E o juiz de Nova Resende ter a dó de nós, pelo amor de Deus, nós que mora na roça nós é muito sofrido, é sofrido demais”, disse o produtor rural Edilson Donizete Lopes.

Produtores conseguem na Justiça retirar sacas que ainda estavam em armazém de empresa que fechou em Nova Resende - Foto: reprodução
Produtores conseguem na Justiça retirar sacas que ainda estavam em armazém de empresa que fechou em Nova Resende – Foto: reprodução

A Central do Café é uma empresa que compra e vende o grão. A sede fica em Muzambinho, mas tem filiais em Nova Rezende, Monte Belo e Cabo Verde. Todos os locais fecharam no dia 11 de fevereiro.

Duas semanas depois, o dono, Créucio Carlos de Oliveira, se reuniu com os produtores. Ele confirmou que deve mais de 15 mil sacas de café para 380 cafeicultores. Na reunião, Créucio também apresentou uma lista de bens que, segundo ele, serão vendidos para quitar parte da dívida.

De acordo com o sindicato dos produtores rurais de Muzambinho, A dívida da Central do Café chega a 16 mil e 500 sacas, avaliadas em mais de 40 milhões de reais.

“Muitos produtores tinham café lá para subsistência, iam lá, vendiam 10 sacas para pagar as contas do mês, iam fazendo desse jeito até chegar na panha, né? Então o produtor agora está descapitalizado, próximo à panha de café. Isso está sendo um problema também, porque a panha se aproxima, aqui a nossa colheita em Muzambinho se inicia lá para meados de maio, mais ou menos e o produtor não vai ter dinheiro para iniciar essa colheita”, disse o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Muzambinho, Rodrigo de Almeida Machado.

João tinha quase 180 sacas armazenadas no depósito de Mozambinho, uma carga avaliada em quase 450 mil reais, que o produtor não sabe se um dia vai conseguir recuperar.

“Bastante decepcionante, haja vista que o produtor sempre sofreu, ele não é dono praticamente do preço da sua mercadoria, ele é a mercadoria estável, Você depende da bolsa de valores de Nova Iorque, hoje um preço bom. Na confiança que você tinha do empresário, do corretor de café com o produtor, vem essa decepção tão grande aí, não só minha, mas de toda a classe cafeeira, né?”, disse o produtor rural João Batista Vasconcelos.

Via: G1

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