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Jornal Folha Regional

VÍDEO | Ladrões invadem concessionária e fogem pilotando 12 motos furtadas em SC

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que 14 suspeitos encapuzados invadiram uma concessionária, furtaram cerca de 12 motocicletas e fugiram pilotando os veículos na madrugada da última terça-feira (13).

O crime ocorreu em uma loja de motos localizada no município de Itajaí. Ao chegarem no local, os agentes constataram o vidro frontal quebrado e diversas motos caídas no interior do estabelecimento.

Uma câmera de segurança flagrou o momento da invasão. No vídeo é possível ver os criminosos atirando pedras contra o vidro para poder entrar. Na ocasião, um dos envolvidos fica preso por um momento ao tentar escapar com a moto. Veja abaixo:

Segundo a polícia, sete pessoas foram detidas, sendo uma localizada em Itajaí e as demais em áreas de mata em Camboriú e Balneário Camboriú. Entre os envolvidos, estavam adultos e adolescentes.

Durante as buscas, um dos autores, de 18 anos, foi localizado caído na avenida Osvaldo Reis, apresentando lesões aparentes. Ele recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde passou por cirurgia devido uma fratura de tíbia e fíbula.

Ainda durante a ação, dez motocicletas foram recuperadas após serem encontradas abandonadas em vias públicas e matagais em bairros de Camboriú. O material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

Deputados aprovam fim de cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina

Deputados aprovam fim de cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina – Foto: reprodução

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na última quarta-feira (10), projeto de lei que extingue a utilização de cotas raciais em universidades públicas do Estado e em instituições de ensino superior que recebem recursos estaduais. Caso o governador sancione a proposta, Santa Catarina se tornará o primeiro Estado do país a proibir explicitamente cotas raciais em instituições de ensino vinculadas ao poder público estadual.

O PL 753/2025 é de autoria do deputado Alex Brasil (PL) e segue agora para análise e possível sanção do governador Jorginho Mello (PL). O texto determina que processos seletivos financiados com verbas estaduais não poderão reservar vagas com base em critérios raciais. No entanto, as políticas afirmativas direcionadas a estudantes de baixa renda, alunos da rede pública e pessoas com deficiência continuam permitidas.

Caso o projeto seja sancionado pelo governador, instituições que reservarem vagas a pretos, pardos ou indígenas poderão ser multadas em até R$ 100 mil por edital, além da suspensão de repasses públicos. A medida deve atingir instituições como a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), faculdades do sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) e entidades privadas contempladas pelos programas Universidade Gratuita e Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (FUMDESC).

Universidades federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), não são afetadas, pois seguem legislação federal específica. A tramitação do projeto gerou debate entre os parlamentares. O primeiro relator, deputado Fabiano da Luz (PT), considerou a proposta inconstitucional e emitiu parecer contrário.

Após mudança de relatoria, o texto foi retomado e aprovado em plenário, com sete votos contrários. Na justificativa do projeto de lei, Alex Brasil argumentou que ações afirmativas devem priorizar critérios econômicos. Para ele, políticas baseadas em recorte racial geram questionamentos jurídicos e podem contrariar princípios de isonomia e impessoalidade.

Repercussão

A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Santa Catarina (OAB/SC) informou a Agência Brasil que fará uma análise técnico-jurídica da proposta aprovada. O objetivo, segundo a instituição, é verificar a constitucionalidade da proposição e eventuais medidas a serem adotadas, “se for o caso”, considerando a possibilidade de que a legislação seja sancionada pelo governador. A instituição considera que as cotas afirmativas não configuram discriminação.

“Ao contrário, representam um dever do Estado na promoção da efetiva igualdade e no enfrentamento das desigualdades históricas – resultantes, no caso da questão racial, de séculos de escravização”, diz a nota enviada à Agência Brasil. A OAB-SC informou que a análise também discutirá a autonomia da instituição de ensino para regular políticas de acesso, seja para estudantes ou corpo docente e técnico-administrativo.

Menino de 11 anos, autista e deficiente visual, é morto asfixiado pelo pai por causa da pensão alimentícia

Arthur, de 11 anos, estava dentro do Espectro Autista e possuía deficiência visual — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
Arthur, de 11 anos, estava dentro do Espectro Autista e possuía deficiência visual — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Um menino autista de 11 anos foi morto pelo pai, Davi Piazza Pinto, que confessou à Polícia Civil ter matado o filho por asfixia, em João Pessoa. Ele foi preso após se apresentar às autoridades em outro estado, em Santa Catarina, onde reside.

De acordo com a Polícia Civil, Davi Piazza disse em depoimento que matou o filho, que também era uma pessoa com deficiência visual, por não conseguir arcar com a pensão alimentícia.

Pai matou o filho por conta de pensão alimentícia, diz polícia

Homem confessou ter matado filho de 11 anos asfixiado na Paraíba — Foto: Polícia Civil
Homem confessou ter matado filho de 11 anos asfixiado na Paraíba — Foto: Polícia Civil

De acordo com o delegado Bruno Germano, o pai de Arthur Davi relatou em depoimento à Polícia Civil de Florianópolis, Santa Catarina, que estava endividado e, por isso, decidiu matar o próprio filho para não precisar pagar mais a pensão alimentícia da criança, que custava em torno de R$ 1,8 mil.

Ainda segundo o delegado Bruno Germano, o pai do menino também teria afirmado ter matado a criança para “se livrar da dívida”. Os depoimentos de Davi Piazza foram recebidos pela Polícia Civil da Paraíba.

“Nós recebemos os depoimentos da Polícia de Florianópolis do procedimento realizado lá e ele confessou à Polícia Militar que tinha matado a criança num apartamento por meio de asfixia. E o laudo saiu hoje também, foi comprovado que foi a asfixia mesmo. Ele levou o corpo do menino até o terreno baldio. Segundo ele, estava apertado financeiramente, pagava religiosamente todo mês, em torno de R$ 1.800 de pensão, e decidiu vir pra cá pra matar a criança, pra se livrar dessa dívida. Segundo ele, né? Uma motivação totalmente fútil”, afirmou o delegado à rádio CBN João Pessoa.

Motorista que buscou o pai no local da desova do corpo foi ouvido

Um motorista de aplicativo que buscou Davi Piazza Pinto em uma área de mata no bairro do Colinas do Sul, na última sexta-feira (31), foi ouvido pela Polícia Civil nas investigações do caso da morte da criança.

Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pelas investigações, dois motoristas foram responsáveis por levar e trazer o suspeito do local de desova do corpo do garoto após o homicídio, ambos enquanto realizavam o serviço no aplicativo. O que foi ouvido disse que fazia viagem de rotina e ele mesmo se apresentou para prestar esclarecimentos.

O homem procurou a polícia após, segundo as investigações, ter visto a foto do homem que confessou ter cometido o crime na televisão e reconhecer que realizou uma viagem pelo aplicativo. O motorista que levou o homem para o local de desova ainda não foi localizado.

“Ainda não concluímos as investigações, precisamos obter outras informações para entender toda a dinâmica do crime, mas ele retornou com o motorista por aplicativo, onde ele enterrou a criança, até o imóvel que estava”, disse o delegado.

Corpo da criança foi enterrado em local próximo à mata

Corpo de criança é encontrado dentro de saco plástico em uma cova rasa, em João Pessoa — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco
Corpo de criança é encontrado dentro de saco plástico em uma cova rasa, em João Pessoa — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

O corpo da criança foi encontrado, na noite do sábado (1º), em uma área de mata. Arthur Davi estava desaparecido desde a manhã de sexta-feira (31). Desde o início apontado como o principal suspeito, o pai da criança se entregou à polícia em Santa Catarina.

De acordo com informações da Polícia Civil, o homem havia viajado de Santa Catarina para a Paraíba com o argumento de ajudar nos cuidados do filho. A mãe da criança mora em João Pessoa e está em um novo relacionamento. O pai manteve contato com ela e pediu para se encontrar com o menino, o que aconteceu no bairro de Manaíra, zona leste da capital paraibana.

“O pai esteve aqui [em João Pessoa] na quinta-feira, na sexta ele recebeu a criança para curtir momentos em família. Ele tinha combinado com a mãe de levar a criança para passar um tempo [com ele] em Florianópolis. [A mãe] começou a falar com ele, perguntar sobre o filho, e ele dizendo que estava tudo bem. Não enviava fotos. Quando hoje [domingo], ele, arrependido, ligou para ela, informando que tinha matado a criança, o local onde tinha ocultado o cadáver e se entregou à polícia de Florianópolis”, disse o delegado Bruno Germano.

Davi levou o corpo até o bairro Colinas do Sul, onde o enterrou nas imediações de uma antiga fábrica abandonada. O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, em uma cova rasa.

De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte de Arthur Davi foi asfixia por sufocação. Outros exames, como o toxicológico, também foram feitos, mas os resultados ainda não saíram. O corpo foi liberado para os familiares ainda no domingo (2). A criança foi enterrada na segunda-feira (3).

Mãe disse que pai queria se aproximar de filho

Mãe sobre caixão do filho, menino de 11 anos que foi morto asfixiado pelo pai, em João Pessoa — Foto: Karine Tenório/TV Cabo Branco
Mãe sobre caixão do filho, menino de 11 anos que foi morto asfixiado pelo pai, em João Pessoa — Foto: Karine Tenório/TV Cabo Branco

Aline Lorena, mãe da criança morta, disse para a TV Cabo Branco, na manhã da segunda-feira (3), durante o enterro do menino, no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, que não esperava que a morte do filho acontecesse quando concordou com a aproximação do pai com o a criança, a pedido dele próprio.

Ela contou que deixou pronto tudo o que o filho precisaria durante o período em que ficaria com o pai e que pediu para que o homem a avisasse caso a criança apresentasse algum sinal de irritação enquanto eles estivessem juntos.

“Tudo foi muito combinado. A gente conversou, eu sentei com ele. Um dia antes eu expliquei: ‘cara, o Arthur é assim, ele come assim’, eu passei no mercado, comprei o que ele gostaria de comer. Arrumei a roupinha dele, falei: ‘ele vai viajar com tal roupa, tem o fonezinho abafador, como ele é uma criança autista, pode ser que ele se irrite no caminho, mas me avisa, ele tem horário de ir no banheiro, ele tem as coisinhas dele’…”, contou Aline Lorena, mãe da criança.

A mãe contou ainda que chegou a ir ao encontro do pai com o menino e que se disponibilizou para ajudá-lo, devido à condição de autismo que a criança tinha, que poderia ser um fator que causasse alguma dificuldade para o pai da criança em termos de cuidados específicos que ele deveria fornecer.

“Deixei tudo certo. Deixei o menino alimentado, dei banho, ainda quis ficar mais um tempo, mas ele [o pai da criança] falou: ‘não, pode ir que eu cuido, eu preciso conviver’. Não passava pela minha cabeça o que ia acontecer. Não tem justificativa. O Arthur foi uma criança incrível, nasceu de 5 meses, 800 gramas. A gente batalhou a vida inteira por ele. O que aconteceu só cabe à Justiça agora”, disse Aline.

O caso ainda não é tratado como concluído pela Polícia Civil que tenta saber mais da dinâmica da morte e colher depoimentos de testemunhas.

Foto viraliza após imagem de terço se formar em água de batismo em SC: ‘Sinal divino’, diz religioso

Foto viraliza após imagem de terço se formar em água de batismo em SC: ‘Sinal divino’, diz religioso – Foto: Foto Tropical

Uma foto de um bebê sendo batizado em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, viralizou nas redes sociais por um detalhe curioso: ela capturou o momento exato em que a água derramada sobre a cabeça da criança formou o desenho de um terço — objeto tradicionalmente usado pelos católicos para guiar orações.

Na imagem, as gotas aparecem alinhadas como se fossem um cordão, abaixo de uma pequena cruz (veja acima). O ministro responsável pelo batismo, Luciano Henrique da Costa, contou que ficou surpreso no momento em que viu o registro da foto.

“Acredito que pode ser um sinal divino, afinal, Ele se manifesta de várias fornas, nós que provavelmente não enxergamos no dia a dia”, comentou o ministro.

O batismo ocorreu no dia 21 de setembro, segundo a Paróquia Santo Antônio, mas a imagem só foi compartilhada nas redes sociais da igreja na última semana.

Marilei Widmer, proprietária da empresa responsável pelo registro, a Foto Tropical, afirma que a imagem não passou por manipulação e que o detalhe foi percebido apenas no momento em que os clientes escolhiam as fotos.

A reportagem submeteu a foto ao HiveModeration, ferramenta que detecta uso IA em vídeos e imagens. Segundo o resultado da análise, há 0% de chance de o material ter sido produzido com esse recurso.

“Só foi percebido na hora de mostrar a foto para a cliente escolher as que ela queria. Foi quando uma das funcionárias viu e falou: ‘olha que interessante, apareceu uma cruz, um rosário’. A mãe da criança também gostou e ficou bem feliz ao ver isso”, disse.

A foto em questão foi feita por uma funcionária da empresa, segundo Marilei, que fotografava com outros dois colegas. “Essa é a foto mais próxima que foi tirada no dia”, comentou Marilei.

Repercussão

A imagem foi publicada inicialmente nas redes sociais da Paróquia Santo Antônio em 28 de outubro, que recebeu a foto da própria empresa. Em seguida, a foto passou a ser replicada em outras páginas na web. Uma das publicações registrou mais de 609 mil curtidas e outros milhares de comentários.

“Esse fotógrafo (ou quem registrou) merece DESTAQUE”, disse uma pessoa. Houve também quem duvidou da imagem: “Sendo IA ou não, Deus é incrível em tudo que faz e em todas as formas que se faz presente em nossas vidas!”

Vereador cria projeto de lei para proibir nordestinos de morar em Joinville: “vai virar um grande favelão”

Vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina – Foto: reprodução

O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, gerou forte polêmica ao defender um projeto de lei que pretende restringir a migração de pessoas vindas do Norte e do Nordeste para o município. Nas redes sociais, o parlamentar, ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), afirma que, se o fluxo migratório não for controlado, “Santa Catarina vai virar um grande favelão”.

A proposta de Batista sugere que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poderem permanecer legalmente em Joinville.

O parlamentar utiliza como argumento o pacto federativo, sistema que define a distribuição de recursos entre União, estados e municípios. Segundo Mateus, Santa Catarina “paga a conta duas vezes”, uma vez que contribui com a arrecadação federal e ainda precisa lidar com a chegada de migrantes vindos de regiões que seriam “mal administradas”.

O vereador afirma que a presença de migrantes poderia “transformar a cidade em uma favela”, associando a chegada dessas pessoas com problemas sociais e à sobrecarga nos serviços públicos.

“Enquanto Brasília suga nossos impostos e devolve menos da metade, estados mal administrados como o Pará empurram sua população pra cá. O resultado? Congestionamentos, serviços públicos sobrecarregados e aumento da desordem social. Se não controlarmos o fluxo migratório, Santa Catarina vai explodir!”, escreveu em seu Instagram.

O parlamentar também tem o apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). Segundo Batista, sua proposta se inspira em “modelos internacionais como o da Alemanha”, e seria uma forma de “quebrar um pacto federativo injusto”.

Durante sessão na Câmara de Vereadores, na segunda-feira, 25 de agosto, Batista atacou diretamente o Pará, enquanto discursava:

“Belém tem 57% da sua população favelizada. Estou falando da forma como o Estado é governado. Esse fluxo migratório está sendo pressionado novamente por causa de Estados mal geridos no Norte e Nordeste. O Estado do Pará é um lixo.”

Repercussão

As falas e a proposta de Mateus Batista repercutiram de imediato nas redes sociais. Na internet, o público repudiou as suas declarações, e acusaram o vereador de preconceito regional e xenofobia. Políticos e lideranças nacionais também criticaram a iniciativa e reforçaram a necessidade de combater a discriminação contra nordestinos e nortistas.

Sem querer, jovem dispara pistola de pregos no próprio coração em SC e sobrevive após ação rápida: ‘Nasci de novo’

Sem querer, jovem dispara pistola de pregos no próprio coração em SC e sobrevive após ação rápida: ‘Nasci de novo’ – Foto: Hospital Dom Joaquim/ Divulgação

Um adolescente de 17 anos sobreviveu a um acidente grave ao acionar acidentalmente uma pistola de pregos automática contra o próprio peito, em Morro Grande, no Sul de Santa Catarina. O equipamento, comumente utilizado em serviços de marcenaria, disparou um prego de cerca de quatro centímetros que atingiu diretamente o coração do jovem.

Ederson Ezequiel Scheffer foi levado às pressas ao Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, no dia 20 de junho, onde deu entrada na emergência em estado crítico. O jovem foi atendido imediatamente por uma equipe especializada em cardiologia, que conseguiu evitar um desfecho fatal. Ele recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (26) e celebrou a recuperação. “Nasci de novo. Estou pronto para continuar traçando meus objetivos”, afirmou.

A mãe de Ederson, Elizete Rocha Scheffer, agradeceu emocionada à equipe médica. “Agiram rápido e com muita competência. Salvaram o meu filho”, disse.

Cirurgia delicada e risco de morte

Responsável pelo procedimento cirúrgico, o cirurgião cardiovascular Américo Kitawara explicou que o prego havia perfurado o ventrículo direito do coração, colocando a vida do paciente em risco extremo. “O prego estava lacerando o ventrículo direito, quase tendo comunicação com a câmara. Se isso ocorresse, não haveria mais o que ser feito. O sangramento contido foi da musculatura do coração. Se a câmara direita fosse aberta, era sangramento de litros e, em poucos segundos, não haveria tempo para nenhuma intervenção”, detalhou.

Sem querer, jovem dispara pistola de pregos no próprio coração em SC e sobrevive após ação rápida: ‘Nasci de novo’ – Foto: Hospital Dom Joaquim/ Divulgação

O médico relatou que Ederson chegou ao hospital em quadro de tamponamento cardíaco – uma condição grave causada pelo acúmulo de sangue entre as membranas que envolvem o coração, o que compromete seu funcionamento.

“O prego estava fixado no osso do peito, apontando para o coração. Realizamos a remoção e abrimos o pericárdio para localizar a lesão, estabilizá-la e suturá-la. Depois disso, retiramos todos os coágulos ao redor do coração, o que permitiu melhorar a contração cardíaca e estabilizar a pressão arterial do paciente”, explicou Kitawara.

Milagre médico

O enfermeiro perfusionista Ederson Nunes Jacinto, que integrou a equipe médica, ressaltou a gravidade da lesão e o desfecho positivo do caso. “O prego atingiu desde o saco pericárdio até o próprio músculo do ventrículo direito, que estava sendo lesionado. Se fosse um pouco maior, teria rompido totalmente o músculo, resultando em um acidente fatal. Foi um milagre”, declarou.

A rápida atuação da equipe e a precisão no atendimento foram determinantes para salvar a vida do jovem, que agora se recupera bem e já pode retomar seus planos para o futuro.

Jovem de 22 anos é presa após matar a irmã de 4 anos a facadas enquanto ela dormia

Jovem de 22 anos é presa após matar a irmã de 4 anos a facadas enquanto ela dormia - Foto: redes sociais
Jovem de 22 anos é presa após matar a irmã de 4 anos a facadas enquanto ela dormia – Foto: redes sociais

Uma tragédia abalou a cidade de Mafra, em Santa Catarina, na última segunda-feira (13). Soraia Schmidt, de 4 anos, perdeu a vida após ser esfaqueada pela própria irmã, de 22 anos, em um episódio chocante que ocorreu na Vila Ivete. A criança, que estava dormindo no momento do ataque, foi rapidamente levada pela família ao Hospital São Vicente de Paulo, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos.

Segundo a SCC10, a Polícia Militar foi acionada e encontrou a irmã mais velha escondida em um dos cômodos da casa. Durante a abordagem, os agentes utilizaram armamento químico não letal para conter a jovem, que estava armada com duas facas e apresentava sinais de surto psicótico. Segundo a Polícia Civil de Mafra, a jovem já vinha enfrentando transtornos mentais e estava sob tratamento médico.

De acordo com o delegado Eduardo Borges, o ataque ocorreu enquanto a jovem estava sozinha em casa com Soraia. “Ela aproveitou um momento de vulnerabilidade para cometer o ato”, explicou o delegado. A suspeita foi detida e permanece internada para avaliação, enquanto a polícia segue investigando as circunstâncias que levaram a esse desfecho trágico.

O caso causou comoção na comunidade local e na escola onde Soraia estudava. Em uma nota emocionante, o Centro de Educação Infantil Nossa Senhora das Graças expressou seu pesar pela perda da aluna. “Você sempre foi uma criança tão especial, cheia de alegria e curiosidade”, destacou a instituição, ressaltando a luz que Soraia trazia ao ambiente escolar com seu sorriso e vontade de aprender.

Enquanto a cidade de Mafra lida com o impacto desta tragédia, familiares, amigos e a comunidade escolar se reúnem para prestar homenagens à memória de Soraia. O velório e as despedidas ainda não foram anunciados. A Polícia Civil continua investigando o caso.

Assassino aparece rindo em vídeos antes de matar quatro crianças em creche de Blumenau

Luiz Henrique de Lima, de 25 anos, que matou quatro crianças, entre 5 e 7 anos de idade, em Blumenau, Santa Catarina, foi flagrado por uma câmera de segurança de um elevador na última terça-feira (4), um dia antes do crime acontecer.

Nas imagens, Luiz aparece usando uma camiseta regata verde com estampa militar, uma bermuda azul, fones de ouvido e uma pochete preta.
No vídeo, ele chega a simular alguns golpes de luta em frente ao espelho antes de sair do elevador.

Quem é a beata que pode se tornar a primeira santa nascida em SC

A beata Albertina Berkenbrock pode ser canonizada e se tornar a primeira santa nascida em Santa Catarina. O processo junto ao Vaticano aguarda a comprovação de um milagre atribuído a ela para ter prosseguimento (entenda abaixo).

A menina foi morta em 1931, aos 12 anos, e ganhou fama de milagreira em seguida. Albertina foi beatificada em 2007 pelo Vaticano.

Filha de agricultores, Albertina estava no meio do mato à procura de um boi, na comunidade rural de São Luiz, no Sul catarinense, quando foi atacada por um empregado da família. A menina resistiu a uma tentativa de estupro e morreu degolada por um punhal.

Segundo o padre Sérgio Jeremias de Souza, que atua no processo de canonização, alguns possíveis milagres são acompanhados e a dificuldade neste momento é que as pessoas enviem exames comprovando a cura por Albertina. O sacerdote diz que não é possível dar detalhes sobre os casos analisados durante o processo de avaliação.

“Uma outra dificuldade que encontramos são médicos que têm resistência a dar qualquer informação sobre curas inexplicáveis”, argumenta o padre.

Ao mesmo tempo, ele afirma que o número de devotos de Albertina tem aumentado no Brasil e no mundo, o que pode ajudar no reconhecimento de algum milagre. Segundo ele, dezenas de pessoas se manifestam diariamente em um site dedicado à beata. Ele também pede que relatos sejam enviados para seu e-mail.

“Nós pedimos que as pessoas que conseguiram graças por intermédio da beata Albertina enviem por escrito o relatório com fotocópia de exames”, explica.

Como Santa Paulina, que morou em Santa Catarina, nasceu na Itália, Berkenbrock será a primeira santa catarinense caso o processo de canonização avance. Já irmã Dulce foi a brasileira que teve milagres reconhecidos.

Beatificação

Albertina Berkenbrock foi beatificada pelo Vaticano em outubro de 2007. A cerimônia que marcou a titulação foi acompanhada por mais de 10 mil pessoas em Tubarão, no Sul catarinense.

Para ser beatificada, Albertina não necessitou de um primeiro milagre porque foi considerada mártir — que para a igreja católica é alguém que derrama o próprio sangue em nome de um valor do Evangelho, neste caso a castidade.

O Vaticano tem quatro exigências quanto à veracidade de uma graça, até ser considerada milagre: ser preternatural (a ciência não consegue explicar), instantâneo (acontecer imediatamente após a oração), duradouro e perfeito.

Suspeito de atirar em ex-companheira no Sul de Minas e comemorar nas redes sociais é preso em Santa Catarina

A Polícia Civil prendeu na tarde da última quinta-feira (8) em Santa Catarina o homem de 51 anos suspeito de atirar na ex-companheira e comemorar a ação em uma postagem publicada nas redes sociais após o crime. A mulher sobreviveu.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, o homem foi preso na cidade de Garopaba (SC).

O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de julho em Itajubá, no Sul de Minas. O homem invadiu a casa da vítima e fez os disparos contra o rosto dela na frente da filha, de 11 anos. Em seguida, ele fugiu.

Conforme a polícia, as investigações começaram logo após o ocorrido e incluíram diversas diligências em alguns estados do país.

Segundo a polícia, o suspeito, que já responde por dois processos por violência doméstica, ficará preso no Estado de Santa Catarina até a autorização de sua remoção para o Estado de Minas Gerais.

Tiros e comemoração nas redes sociais

O suspeito de atirar na ex-companheira em Itajubá (MG) comemorou a ação em uma postagem publicada nas redes sociais, poucas horas após o crime. Na publicação, ele dizia para que a mulher descansasse em paz e afirmava que ela “não vai trair mais ninguém”. A vítima, entretanto, não morreu, mas foi internada em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas da cidade.

A mulher de 36 anos foi baleada pelo ex-companheiro na madrugada do dia 30 de julho. A PM informou que foi acionada por volta de 00h30.

Testemunhas informaram aos militares que o ex-companheiro da mulher pulou o muro, invadiu a casa e disparou contra a vítima. Após atirar, o suspeito fugiu.

A vítima e o homem tiveram um relacionamento durante dois anos. De acordo com as testemunhas, ele não aceitava o término do namoro. Segundo a Polícia Militar, a mulher tinha uma medida restritiva contra o suspeito.

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