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Jornal Folha Regional

Agroindústria familiar de São Sebastião do Paraíso investe em linha de produtos derivados do abacate

Agroindústria familiar de São Sebastião do Paraíso investe em linha de produtos derivados do abacate – Foto: Diego Vargas / Seapa

O engenheiro agrônomo e produtor rural José Carlos Gonçalves, do município de São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste mineiro, foi além no uso das tecnologias desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Aproveitando o trabalho pioneiro realizado pela empresa na extração do azeite de oliva, ele decidiu aproveitar o conhecimento para produção do óleo de abacate e investiu em uma linha de cosméticos à base do ingrediente.

A busca por alternativas para evitar perdas com abacates que não atendiam aos padrões do mercado fez com que José Carlos investisse em uma agroindústria familiar para o processamento da fruta. “Esses frutos, que não eram impróprios para o consumo, mas que possuíam alguma característica que não agradava aos revendedores e consumidores, chegavam a representar 20% do que era colhido”, relembra.

Agroindústria familiar de São Sebastião do Paraíso investe em linha de produtos derivados do abacate – Foto: Diego Vargas / Seapa

Disposto a se dedicar à cultura, após a aposentadoria, e de volta a sua cidade natal, São Sebastião do Paraíso, o agricultor buscou opções para aproveitar ao máximo a produção que iniciou na década de 1980 em Cajuru, no estado de São Paulo, e que, posteriormente, expandiu para suas propriedades em Minas Gerais.

“Há uns dez anos, eu soube que a Epamig estava realizando extração de azeite de oliva, em Maria da Fé, e que o método de centrifugação poderia ser usado também para a extração do óleo de abacate. Entrei em contato com eles, peguei 12 caixas de abacate (seis da variedade Margarida e seis da variedade Breda), coloquei na caminhonete e fui até lá. Fiquei lá por dois ou três dias e obtivemos o azeite, daí eu falei vamos em frente”, conta.

Produção do azeite

Agroindústria familiar de São Sebastião do Paraíso investe em linha de produtos derivados do abacate – Foto: Diego Vargas / Seapa

Pioneira na extração de azeite de oliva extravirgem no Brasil, a Epamig começou a testar a extração do abacate pelo método de centrifugação para garantir o uso do maquinário em períodos de entressafra da oliveira. A colheita de azeitonas se concentra entre os meses de janeiro e abril.

Carlos Alberto Gonçalves, filho de José Carlos, afirma que esse contato inicial foi fundamental na fase de implementação do projeto. “A Epamig foi uma grande parceira nossa no desenvolvimento da tecnologia. Essa é uma troca de experiências muito válida, na qual a instituição disponibiliza o conhecimento, que ajuda a gente a se desenvolver. Atualmente, caminhamos com as próprias pernas, mas somos muito gratos à Epamig pelo que fizeram e fazem por nós produtores rurais”.

Para a diretora-presidente da Epamig, Nilda Soares, possibilitar o surgimento e a estruturação de novas cadeias produtivas faz parte da missão da empresa. “A proposição de soluções e inovações tecnológicas é parte do trabalho da Epamig. Estamos aqui para atender às demandas do produtor e da extensão rural, de modo a contribuir para o desenvolvimento agropecuário de Minas Gerais. Na cadeia produtiva do azeite de oliva, oferecemos tecnologias do cultivo à disponibilização do produto aos consumidores e também alternativas para a entressafra, como é caso do azeite de abacate”.

Agroindústria e empreendedorismo

Carlos Alberto Gonçalves lembra que o começo da empresa Flor do Abacate não foi fácil. “A gente queria fazer um lagar (ambiente e conjunto de máquinas que fazem extração) industrial, mas não havia muitas informações. Mesmo a Epamig tinha, à época, uma extratora de pequeno porte. Não tínhamos de quem copiar. Fizemos contato com uma marca italiana especializada nesses equipamentos, mas os custos para a implantação da agroindústria eram inviáveis, cerca três milhões de euros”.
 

Agroindústria familiar de São Sebastião do Paraíso investe em linha de produtos derivados do abacate – Foto: Diego Vargas / Seapa

A decisão, então, foi realizar um projeto próprio. “Contratamos um engenheiro químico e um engenheiro civil para a implantação do projeto físico e fomos aos poucos comprando o maquinário, despolpadora de uma indústria, centrífuga de outra, equipamentos de inox usados, tanques e trocadores. Fomos descobrindo o processo no caminho”.

A obtenção do azeite também teve percalços. “Não foi algo que deu certo no início. O abacate tem uma propriedade que amarga quando a temperatura sobe durante a extração. Temos que manter a temperatura ambiente. Hoje temos um processo que ainda demanda melhorias, mas que nos permite levar bons resultados para a mesa do consumidor”, afirma.

O azeite foi o primeiro de uma linha de produtos derivados que busca aproveitar ao máximo as potencialidades do abacate. “A gente realmente agrega valor quando pega um abacate e transforma em azeite, mas isso não é suficiente para manter uma indústria desse porte. Hoje temos um negócio que é altamente sustentável, a gente não perde nada. Temos a produção de cosméticos com o azeite de abacate e, recentemente, inauguramos uma fábrica de sabonete e xampu sólido. A lenha da caldeira vem do abacate e do café. Temos energia fotovoltaica que supre toda a nossa demanda. O que sobra de polpa é usado como adubo, e o caroço do abacate deu origem a um larvicida natural, já patenteado, para o combate ao Aedes aegypti (transmissor de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e febre amarela). Além disso, desenvolvemos o projeto de uma maionese de abacate, já aprovado pela Anvisa.

Cosméticos e mineiridade

A elaboração de cosméticos teve início quando a esposa de Carlos Alberto foi convidada para trabalhar com a família. Fonoaudióloga e exercendo a profissão por 25 anos, Júnia Gonçalves conta que no começo teve um certo receio e passou a conciliar as duas atividades. “O convite veio do senhor José Carlos e, confesso, me deu um certo desconforto, por trabalhar em família e em uma área desconhecida. Mas o fato de termos um projeto de alcance futuro, para as próximas gerações da família, me incentivou a participar. Fiquei encarregada do desenvolvimento de cosméticos e fui estudar”.

Júnia relata que os cosméticos que utilizam azeite de oliva na formulação foram uma inspiração inicial. “A gente tinha visto alguma coisa, pouca coisa na verdade, sobre isso. Então pensamos, o senhor José Carlos e eu, por que não o abacate? Algo tão tropical, tão brasileiro. Começamos nossas tentativas e demorou um certo tempo para chegarmos ao primeiro produto”, detalha.

O coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira, destaca que os cosméticos são uma ótima alternativa para agregar valor à produção. “O azeite de abacate tem em sua composição uma grande concentração de ácido oleico, que é uma gordura insaturada, e também um alto teor de polifenol, duas substâncias bastante desejadas pela indústria cosmética”. 

Hoje a marca Avolovers possui uma gama de produtos veganos, que inclui hidratantes corporais para os pés, para as mãos e para os lábios, linha facial e capilar, vendidos em loja própria e pelo site. “Acredito que os nossos produtos têm uma forte associação com a origem, despertam esse orgulho de ser mineiro, de ser paraisense”, afirma Júnia.

A família Gonçalves já prepara um novo empreendimento em São Sebastião do Paraíso. “Estamos com o projeto arquitetônico em andamento e já preparando o cardápio de um restaurante temático, no qual todas as preparações usarão o azeite de abacate”, adianta Carlos Alberto. “O que a gente ganha, a gente investe aqui em Minas, na indústria, no bem-estar dos nossos empregados. Sou paulista, mas sou filho de mineiro e pai de mineiras. Estou aqui há 30 anos, me sinto mineiro e tenho orgulho disso”.  

Hóspede mata dono de hostel durante a madrugada em São Sebastião do Paraíso

Hóspede mata dono de hostel durante a madrugada em São Sebastião do Paraíso – Foto: redes sociais

O empresário José Luiz Carnevale, de 60 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (6), em seu hostel, em São Sebastião do Paraíso (MG). Segundo a Polícia Militar, a vítima foi assassinada por um hóspede do local.

De acordo com a PM, eles foram acionados por uma funcionária do hostel por volta de 6h30. Ela informou que ao chegar para trabalhar, não encontrou o patrão. Ao procurá-lo, viu pela janela do quarto que ele estava caído e havia manchas de sangue.

No local, a polícia encontrou a vítima já morta e com manchas de sangue nos arredores. Durante levantamento das câmeras de segurança do local, a polícia identificou o suspeito do crime, de 31 anos, que chegou ao local na manhã de terça-feira (5). As câmeras também registraram o momento da fuga do suspeito.

Testemunhas que estavam hospedadas no hostel informaram que ouviram barulhos de uma suposta “quebradeira” durante a madrugada.

Durante as buscas, testemunhas disseram que o homem estaria fugindo sentido para Passos (MG). Os policiais então conseguiram localizar o suspeito. As roupas utilizadas por ele no momento do crime também foram encontradas.

Conforme a polícia, em conversa com o suspeito, ele confessou o crime e disse ter discutido e entrado em luta corporal com a vítima e depois a estrangulou. José Luiz também tinha lesões no rosto causadas por arma branca.

De acordo com o delegado Rafael Gomes, a suspeita é que a vítima e o autor teriam um relacionamento homoafetivo. A motivação será investigada.

Conforme a polícia, o autor já possui passagens policiais por furto, roubo, ameaça, consumo de drogas, entre outras. Ele foi preso e encaminhado para a delegacia juntamente com os materiais apreendidos.

Preço médio de combustíveis cai em Passos e sobe em São Sebastião do Paraíso

Preço médio de combustíveis cai em Passos e sobe em São Sebastião do Paraíso – Crédito: Lucas Lacas Ruiz

Os preços médios dos combustíveis diminuíram em Passos (MG) e, em São Sebastião do Paraíso (MG), o valor cobrado pelo diesel comum, pela primeira nos últimos meses, ultrapassou R$ 6. Em Passos, etanol, gasolina e diesel tiveram redução, mas o preço médio do botijão de 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP) subiu de R$ 80,83 para R$ 84,99, voltando ao mesmo valor cobrado entre 13 e 19 de agosto.

Pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 27 de agosto e 2 de setembro aponta que o preço médio do etanol caiu R$ 0,02 e passou de R$ 3,53 para R$ 3,51 em Passos. Na gasolina, tanto aditivada como a comum, a queda também foi de R$ 0,02, de R$ 5,59 para R$ 5,57 e de R$ 5,47 para R$ 5,45, respectivamente.

O valor médio cobrado pelo litro do óleo diesel também diminuiu em Passos na semana passada. Segundo a ANP, o preço do diesel comum baixou de R$ 5,98 para R$ 5,97 e o do S10 caiu de R$ 6,41 para R$ 6,37.

Em São Sebastião do Paraíso, o preço médio do etanol baixou de R$ 3,45 para R$ 3,44. Na gasolina, aditivada e comum, os preços se mantiveram no município. No óleo diesel, os preços subiram na última semana. De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio cobrado pelo diesel comum passou de R$ 5,87 para R$ 6,01 e, o S10, de R$ 6,02 para R$ 6,15. O botijão de gás teve queda no preço médio em Paraíso, que baixou de R$ 84,98 para R$ 83,98.

No país, os preços médios da gasolina e do etanol tiveram leve queda na última semana, após uma sequência de aumento ocorrida depois do reajuste anunciado pela Petrobras, no dia 15 de agosto, nos valores cobrados pela gasolina A e pelo diesel das distribuidoras.

A gasolina A – produzida pelas refinarias de petróleo e entregue diretamente às distribuidoras – teve o preço médio reajustado em R$ 0,41 por litro e passou a ser vendida às distribuidoras por R$ 2,93. O aumento foi de cerca de 16%. 

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba”, diz o comunicado da empresa. Apesar desse reajuste, no ano o preço da gasolina vendida às distribuidoras acumula redução de R$ 0,15 por litro, segundo a Petrobras.

Para o diesel, a estatal aumentou o preço médio de venda para as distribuidoras em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro. O reajuste representa 26%. Levando em consideração a mistura obrigatória de 88% de diesel A – produzido nas refinarias – e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro. No ano, o preço de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras acumula redução de R$ 0,69 por litro. 

Via: Clic Folha.

Hospital Gedor Silveira continua recebendo pacientes mesmo sob risco de fechar as portas em São Sebastião do Paraíso

Hospital Gedor Silveira continua recebendo pacientes mesmo sob risco de fechar as portas em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação

Mesmo com a possibilidade do Hospital Gedor Silveira, de São Sebastião do Paraíso (MG), fechar as portas por estar com as contas no vermelho, a unidade continua recebendo pacientes para internação.

Desde o anúncio do possível fechamento, feito no começo do mês, até agora foram 42 novas internações. Os pacientes são de Conceição do Rio Verde, Areado, Campanha, Campos Gerais, Carmo de Minas, Divisa Nova, Guaxupé, Itamogi, Jacutinga e Monte Santo de Minas.

“A gente segue com o mesmo escopo de recebimento de pacientes, aqueles que vêm via SUS Fácil, que é o sistema de regulação do governo, e têm os que vêm com determinação judicial para ficar internado por um período determinado pelo juiz. Isso segue acontecendo de maneira normal”, disse o superintendente do Hospital Gedor Silveira, Jean Marco do Patrocínio.

O Gedor Silveira é o maior hospital psiquiátrico de Minas Gerais e referência para 158 cidades da região. Atualmente, 130 pacientes estão internados na unidade, mas desde o ano passado, a instituição está com as contas no vermelho.

O déficit mensal chega a R$ 300 mil por mês. Na semana passada, em audiência pública, ficou definido que uma nova reunião deve ser convocada com todos os prefeitos da região para que os municípios com pacientes internados no Gedor Silveira ajudem a instituição financeiramente.

“Esse recurso é necessário e isso vai ajudar muito a gente, é uma garantia da nossa sobrevivência. Para o mês que vem, infelizmente, não temos dinheiro para honrar com nossos compromissos. Então, ter essa injeção de dinheiro rápido é o que garante a nossa continuidade”, falou o superintendente.

O Gedor Silveira é um hospital especializado em dependência química e saúde mental. Mas a maior causa de internações é a dependência por álcool ou droga. Os pacientes ficam internados por cerca de 60 dias e depois são encaminhados aos CAPS, Centros de Atenção Psicossocial, para dar continuidade a um tratamento que demanda bastante atenção.

“Esse paciente quando chega em surto, é um paciente que normalmente está com juízo realidade prejudicado, ele está desorganizado, agressivo, não tem noção do que está fazendo. Esse paciente faz risco para ele e para os demais, tanto na sociedade quanto na família. Esse paciente é acolhido e a gente faz a medicação necessária, ele tem que voltar à realidade dele para assumir novamente o papel dele junto à sociedade e aos familiares”, falou a médica psiquiátrica e diretora técnica do hospital, Cláudia Poubel.

Hospital Gedor Silveira continua recebendo pacientes mesmo sob risco de fechar as portas em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação

Mas as doenças como esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar também estão entre as que mais levam os pacientes às internações no hospital.

“Hoje, o paciente que vem ser internado no hospital psiquiátrico é porque realmente não conseguiu ter o suporte, para ter o acompanhamento em um CAPs, ou um ambulatório de saúde mental. E ele precisa desse suporte para tirá-lo da crise”, disse a médica.

A reforma psiquiátrica colocou fim aos manicômios e defende a ideia de que o paciente não deve se isolar para receber o tratamento. Mas a advogada Michele Cia explica que uma lei garante internação para que pacientes que tiveram indicação médica.

“Um dos direitos previstos nessa lei do paciente é justamente ser tratado da maneira menos invasiva possível. Agora, acontece agora uma grande confusão ou generalização, a gente falar que internação nunca deve ser feita. Isso também não é verdade, há situações de crise, situações agudas, episódios e períodos que o paciente precisa de uma internação até mesmo para que ele se estabilize e não corra risco de morte, até de se auto lesionar. Isso tem que ser transitório, o mais breve possível com vistas a reinseri-lo à sociedade, que é o grande objetivo de todo tratamento psiquiátrico”, comentou a advogada Michele Cia.

Para a advogada, o que falta hoje é a criação de políticas públicas efetivas que ampare não só o paciente com transtornos mentais, mas principalmente a família dele.

“Historicamente, os hospitais psiquiátricos são utilizados, até o imaginário popular espera isso, para abrigar os indesejáveis da sociedade, aquela pessoa que está dando trabalho, que muitas vezes é difícil para a família lidar. Também é preciso que o estado coloque políticas públicas a favor dessa família, porque não é fácil cuidar de uma pessoa que precisa de um tratamento especial sem o apoio do poder público”, disse a advogada.

Uma reunião entre os diretores do Gedor Silveira e o secretário de Estado de Saúde, Fábio Bacheretti, foi marcada para a próxima segunda-feira (28).

A Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG) informou que uma assembleia ordinária estava marcada para terça-feira que vem em Passos.

O objetivo é pedir ajuda financeira aos municípios que levam pacientes para internação. Mas a assembleia foi transferida para São Sebastião do Paraíso com data ainda a ser definida.

A lista das cidades que devem ser convocadas para a reunião será divulgada nesta terça-feira (22).

Vereadora de São José da Barra participa de Audiência Pública sobre a situação da Fundação Gedor Silveira

Vereadora de São José da Barra participa de Audiência Pública sobre a situação da Fundação Gedor Silveira – Foto: Arquivo Pessoal

Na noite desta quinta-feira (17), acontecey uma Audiência Pública na Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso (MG), para tratar sobre a situação que pode causar o fechamento da Fundação Gedor Silveira, uma instituição filantrópica sem fins lucrativos com a missão de levar tratamento psiquiátrico e de dependência química.

A instituição possui 160 leitos, e atualmente seu funcionamento é 90% via SUS, e se encontra em dificuldades para manter o funcionamento devido a baixa arrecadação para o funcionamento. O valor repassado pelo SUS não é suficiente. O presidente do Hospital, Fernando Martins Alvarenga, que assumiu a pouco tempo a direção, ressaltou que o valor recebido pelo sus não cobre a demanda. A Fundação Gedor Silveira, gera cerca de 140 empregos e atualmente tem 130 pacientes internados. Fernando ainda informou que o déficit mensal é de 300 mil reais em média.

O Prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, disse que a prefeitura contribui com o que foi pedido, mas que infelizmente não é o suficiente. E enfatizou que muitas das vezes somente a Fundação Gedor Silveira consegue estabilizar um paciente em surto psicótico, demonstrando assim a importância de seu funcionamento. E o quanto é importante ter uma solução para que não se concretize o fechamento do hospital.

A Promotora de Justiça, Manoela Oliveira, sugeriu a realização de um consórcio público sediado em São Sebastião do Paraíso para rede de saúde mental. O Prefeito de Passos, Diego Oliveira, sugeriu e se comprometeu a realizar uma reunião através da AMEG e convidar os 154 municípios que possui atendimento pelo hospital e propor a contribuição de acordo com a tabela SUS.

A vereadora Erika Machado (PSDB), foi a única representante de São José da Barra (MG) na Audiência Pública e falou sobre a importância da união para que o hospital não seja fechado, e se colocou à disposição para contribuir no que for necessário. Reforçando o quanto é preocupante o possível fechamento do hospital.

Empresário acusado de estupro de vulnerável no interior de SP é preso em São Sebastião do Paraíso

Empresário acusado de estupro de vulnerável no interior de SP é preso em São Sebastião do Paraíso – Foto: Polícia Civil

Um empresário de 46 anos, acusado pelo crime de estupro de vulnerável em Ribeirão Preto (SP), foi preso na tarde de quarta-feira (19) em São Sebastião do Paraíso (MG).

Segundo informações da Polícia Penal, o homem foi preso após mandado de prisão preventiva ser expedido.

O homem foi preso enquanto trafegava pela rodovia MGC-491 e foi abordado. O homem não ofereceu resistência.

Após a formalização do procedimento, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficou à disposição da justiça.

A Polícia Civil não deu mais detalhes sobre a identidade do homem ou o crime que ele cometeu.

Empresa responsável por obras de campus da UFLA é condenada por não cumprir com obrigações trabalhistas em São Sebastião do Paraíso

Empresa responsável por obras em campus da UFLA é condenada a cumprir obrigações trabalhistas — Foto: Reprodução

Uma empresa do Amazonas responsável pelas obras do campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em São Sebastião do Paraíso (MG), foi condenada a pagar indenização de R$ 100 mil a título de dano moral coletivo por não cumprir com obrigações trabalhistas.

Segundo informações da Procuradoria do Trabalho do Município de Varginha (MG), após investigar denúncia, foi comprovado que a empresa, com sede em Codajás (AM), efetuou a dispensa injustificada de trabalhadores sem o devido pagamento das verbas rescisórias, além de infrações relacionadas a atrasos e não pagamentos de salários.

A Ação Civil Pública também fixou obrigações à empresa de efetuar até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido, o pagamento integral do salário mensal devido aos empregados e quitar integralmente verbas rescisórias em caso de demissão.

Entre as obrigações impostas à empresa na sentença estão: abster-se de transferir aos seus empregados a obrigação da atividade econômica, em especial mediante o descumprimento de direitos trabalhistas em caso de atraso e/ou não recebimento de valores decorrentes dos contratos celebrados com os tomadores dos serviços; na extinção do contrato de trabalho, comunicar aos órgãos e realizar a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos no art. 477 da CLT.

Em caso de descumprimento das obrigações, a empresa estará sujeita a multas no valor de até R$ 50 mil. A título de reparação pelo dano moral coletivo, a empresa foi condenada a recolher, após o trânsito em julgado da ACP, o valor de R$ 100 mil a ser revertida à entidade pública ou privada idônea sem fins lucrativos.

Traficante com mandando de prisão em aberto é preso em operação da Polícia Rodoviária em Paraíso

Traficante com mandando de prisão em aberto é preso em operação da Polícia Rodoviária em Paraíso – Foto: Polícia Militar Rodoviária

Durante operação da Polícia Militar Rodoviária na rodovia MGC-265 no KM-640, em São Sebastião do Paraíso, um veículo VW GOL, com placas de de Itaú de Minas (MG), foi abordado.

Durante consulta dos prontuários dos ocupantes do veículo, foi constatado que o passageiro J.A.M,  28 anos, estava com mandado de prisão em aberto, se encontrando foragido há cinco anos e dois meses.

Foi realizada busca nos demais abordados e no veículo, porém nada de irregular encontrado. 

O referido mandado foi expedido pelo Poder Judiciário de Bauru (MG), por condenação pela prática de tráfico de drogas.

O Indivíduo foi preso e conduzido ao plantão da Delegacia de Polícia de São Sebastião do Paraíso.

Operação prende suspeitos de falsificar e vender atestados médicos para detentos e empresa de São Sebastião do Paraíso

Operação prende suspeitos de falsificar e vender atestados médicos para detentos e empresa de São Sebastião do Paraíso, MG — Foto: Polícia Civil

Duas pessoas foram presas por suspeita de falsificar e comercializar atestados médicos em São Sebastião do Paraíso (MG). A ação faz parte da operação “Efeito Colateral” e aconteceu na última terça-feira (11).

Além das prisões, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, esta é a segunda fase da operação. O esquema criminoso envolvia a falsificação e a venda dos atestados para detentos do presídio local e funcionários de uma empresa.

As investigações tiveram início em maio deste ano, quando os policiais tiveram conhecimento de que alguns condenados estavam apresentando os documentos com indícios de fraude na tentativa de justificar ausência no cumprimento das penas.

De acordo com o delegado Rafael Gomes, as investigações indicam que a responsável pela falsificação dos atestados os vendia por R$ 50 cada.

Paralelamente, uma empresa em São Sebastião do Paraíso relatou à polícia que vários atestados apresentados por seus funcionários para justificar as faltas ao trabalho também apresentavam indícios de fraude.

Presídio São Sebastião do Paraíso (MG) — Foto: João Daniel Alves/EPTV
Presídio São Sebastião do Paraíso (MG) — Foto: João Daniel Alves

A Polícia Civil instaurou inquérito e, após levantamentos, confirmou as falsificações. Os documentos do presídio e da empresa tinham carimbos e assinaturas dos mesmos médicos.

Segundo a Polícia Civil, os médicos foram ouvidos e nenhum deles reconheceu as caligrafias e as assinaturas constantes nos atestados, além de apontarem divergências nos carimbos. Os policiais civis ainda verificaram que não há registros de consultas dos supostos pacientes nos respectivos hospitais e postos de saúde onde teriam sido atendidos.

“Nenhum dos investigados é médico. Na verdade, são pessoas comuns que estavam falsificando estes atestados, inclusive falsificando as assinaturas e carimbos dos médicos. Eles replicaram esse carimbo e estavam vendendo os atestados. Os médicos não têm nenhuma culpa nessa situação”, explicou o delegado.

No total, três pessoas foram presas cautelarmente. O inquérito policial conta com o indiciamento de oito envolvidos. Mais de 40 atestados falsificados foram apreendidos pela PCMG.

“Os suspeitos devem responder por crimes de associação criminosa, falsificação de documentos públicos e particulares, uso de documento falso, entre outros”, acrescentou.

1ª fase

A primeira fase da operação aconteceu no dia 29 de junho. Na ocasião, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e dois de busca e apreensão. As investigações continuam por meio da Delegacia de Polícia Civil em São Sebastião do Paraíso.

Bichoterapia: cães ‘terapeutas’ ajudam pacientes durante tratamento em hospital de São Sebastião do Paraíso

Bichoterapia: cães 'terapeutas' ajudam pacientes durante tratamento em hospital de MG — Foto: Reprodução/EPTV
Bichoterapia: cães ‘terapeutas’ ajudam pacientes durante tratamento na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso — Foto: Reprodução

Você já ouviu falar em ‘bichoterapia’? Pacientes que estão internados na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso (MG) têm recebido uma ajuda especial para a recuperação: são cachorrinhos voluntários que prestam um serviço terapêutico.

Tecnicamente, o trabalho é chamado como ‘terapia assistida por animais’. O projeto existe no local desde 2022.

Ao total, oito cães participam deste trabalho e atuam em escala de revezamento levando alegria para muita gente. Os resultados são muitos, segundo Marina Silva Pannaci Lovo, terapeuta ocupacional da Santa Casa.

“A gente percebe que o paciente fica totalmente satisfeito. Ele tem uma melhora ali, tanto do quadro, se for ver do ponto de vista psicológico e emocional, e do ponto de vista físico”, diz a terapeuta.

“Muitos [pacientes] evoluem tão bem que recebem alta. E muitos quando a gente vai até o quarto, fazer uma visita, eles falam assim: ‘eu vou embora porque agora vou ver meu cachorrinho’. É uma motivação a mais para ter essa melhora”.

Um dos pacientes, de 5 anos, recebeu com muita alegria a cachorrinha Pandora e até a levou para passear. Arthur é um dos pacientes da Santa Casa que recebe a visita dos cães terapeutas.

Para fazer parte do projeto, os animais passam por uma seleção e eles precisam atender alguns requisitos. O primeiro deles é ser ‘apaixonado por pessoas’.

“A feição dele muda um pouco. Você vê que ele melhora até a autoestima. Ele anda mais, sente mais coragem”, relata o pai dele, Cezar Duarte de Paiva.

“Um dos critérios principais é o cão ser dócil, estar vacinado, ter a partir de 1 ano. É preciso trazer para nós toda uma documentação”, informa a terapeuta.

O tutor Matheus Almeida conta que a cachorrinha dele, a Malta, é uma voluntária. Ela gosta de receber e dar carinho, por isso sempre age de forma dócil com os pacientes.

“Ela se sente muito querida quando vem aqui e os pacientes também de certa forma. É uma forma de interagir, o hospital é um ambiente muito delicado. Trazer a Malta aqui faz bem para ela e para os pacientes”, finaliza o tutor.

Bichoterapia: cães 'terapeutas' ajudam pacientes durante tratamento na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso — Foto: Reprodução/EPTV
Bichoterapia: cães ‘terapeutas’ ajudam pacientes durante tratamento na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso — Foto: Reprodução
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