O volume útil do Lago de Furnas voltou a ficar abaixo dos 80% depois de quatro meses. O motivo é a estiagem, já esperada para esta época do ano. O volume que chegou a 86,45% em maio, está atualmente em 78,51%. Devido à falta de chuvas, o nível do lago caiu cerca de 1 metro em apenas dois meses.
“Atualmente no período de estiagem, no período mais frio, onde as chuvas são muito menos intensas, muito mais raro, a gente sabe que naturalmente nós teríamos uma diminuição no volume útil da represa, portanto uma diminuição no nível da Represa de Furnas, isso é natural. Mas é preocupante porque nesse ritmo que está indo a diminuição nós chegaríamos no final do ano antes do início do período chuvoso abaixo da cota 762, então é importantíssimo que medidas sejam tomadas ao longo do ano para que a gente garanta a 762”, disse o vice-presidente da Alago, a Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas, Felipe Carielo.
A Cota 762 corresponde ao nível considerado ideal por comerciantes e agricultores que dependem do lago para sobreviver. Hoje o nível está cerca de três metros acima do considerado ideal.
Segundo Felipe Carielo, o nível do lago impacta diretamente na economia dos municípios da região.
“Os municípios que são banhados pelo Lago de Furnas, os 34 municípios, a economia depende diretamente do Lago de Furnas, porque a nossa região é eminentemente turística e também a parte do agronegócio, que depende do Lago de Furnas para irrigação, então é algo que influencia a vida de todo mundo, direta ou indiretamente. A pessoa que tem uma loja que vende um sapato, uma roupa, também depende do Lago de Furnas porque a pessoa que compra dela ganha o dinheiro por meio do lago, então é uma economia que gira em torno do lago. Então a gente precisa que a segurança jurídica seja dada a nós do Sul e Sudoeste de Minas Gerais para que a gente tenha mais tranquilidade para trabalhar”, completou.
Uma das advogadas da brasileira condenada por tráfico de drogas na Tailândia foi presa pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (15) em Pouso Alegre (MG). Talita Franco foi presa com outras seis pessoas durante operação de combate ao crime de associação ao tráfico de drogas.
A prisão de Talita Franco, segundo a polícia, é temporária.
A defesa da advogada disse que ainda não teve acesso ao inquérito que motivou a decisão. Kaelly Cavoli Moreira, advogada de Talita e também de Mary Hellen, disse acreditar que a prisão “tenha sido um grande mal entendido” e que a advogada “o quanto antes estará em casa”.
A OAB de Pouso Alegre comunicou que não vai se manifestar, tendo em vista que a prisão, conforme a Ordem dos Advogados do Brasil, não ocorreu durante exercício da profissão.
Talita Franco foi uma das advogadas a trabalhar no caso Mary Hellen, a brasileira presa e condenada na Tailândia por tráfico internacional de drogas.
A operação
Segundo a Polícia Civil, a advogada e outras seis pessoas foram presas durante a operação “Black List”, que combateu os crimes de associação ao tráfico de drogas na Região de Pouso Alegre.
Conforme a polícia, as investigações começaram há 1 ano, oportunidade em que foi identificada uma organização criminosa que atuava na cidade de Pouso Alegre e região para o cometimento coordenado do crime de associação ao tráfico de drogas.
Ao todo, 55 policiais foram mobilizados para o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão. Outros dois homens, de 20 e 26 anos, foram presos por porte ilegal de armas e posse de drogas.
Outros dois, de 19 e 20 anos, chegaram a ser conduzidos por crimes de menor potencial ofensivo e foram liberados.
Os presos foram encaminhados ao Presídio de Pouso Alegre. Já a advogada foi levada para o Presídio de Santa Rita do Sapucaí. A prisão dela foi acompanhada por representantes da OAB.
O caso Mary Hellen
Mary Hellen Coelho Silva foi detida em fevereiro deste ano com outro brasileiro no aeroporto de Bangkok com 9 kg de cocaína.
A droga estava escondida dentro de um compartimento oculto das três malas que eles carregavam. Outros seis quilos da droga estavam com outro suspeito, que foi preso horas depois. Os três são investigados por tráfico internacional de drogas.
O Itamaraty informou que, por meio da embaixada de Bangkok, acompanha a situação e presta toda assistência aos brasileiros.
A jovem foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão. (Via: G1)
A Polícia Civil do Estado do Goiás prendeu na tarde dessa quinta-feira, 14, em Caldas Novas, a ex-tesoureira da Prefeitura de Capetinga, Juma de Melo Silva, que é acusada de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 900 mil dos cofres da pequena cidade mineira.
Juma estava com o marido, que também é acusado de participar do esquema frautulento. A ex-tesoureira era o principal alvo da Polícia Civil, e estava foragida desde janeiro deste ano, quando uma operação foi feita. Na ocasião, uma francana foi presa suspeita de fazer parte da quadrilha.
Para a Polícia Civil, Juma era a “cabeça” do esquema. Seu cargo na Prefeitura era de confiança e ela tinha total acesso às contas para realizar pagamentos.
A ex-tesoureira era comissionada e começou a realizar pagamentos com recursos da Prefeitura em nomes de familiares e conhecidos. O dinheiro desviado era para ser utilizado em obras na cidade.
O esquema criminoso só foi descoberto, quando Juma começou a faltar do trabalho e foi exonerada. No momento em que a nova tesoureira foi realizar um pagamento comum da Prefeitura, o rombo foi descoberto.
Agora, com a prisão de Juma e seu marido, dois francanos continuam foragidos.
Um deles é o pai de santo Juliano, que tem um parentesco com Juma.
Juliano é o principal suspeito de mandar matar o contador Alexsander Terêncio, 45, no ano passado. A Polícia Civil de Cássia (MG), que é responsável pela investigação, apura se Terêncio tem ligação com o esquema criminoso e se, até mesmo, ele seria o contador da quadrilha.
Para a Polícia Civil de Franca, a principal suspeita de motivação da morte do contador é a fraude financeira.
Juma e seu marido estão presos em Goiás, mas deverão ser transferidos para Minas Gerais nos próximos dias. (Via: GCN)
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, confirmou nesta sexta-feira (15), que falta medicamentos e insumos básicos, como dipirona venosa, soro e contraste, em hospitais de Minas Gerais. Baccheretti explicou que se trata de um problema global, provocado especialmente pelo lockdown recente em importantes cidades da China.
O secretário informou ainda que a escassez de alguns produtos impacta no preço. “O preço do soro está passando de R$ 5 para mais de R$ 60. Isso é um problema muito relacionado ao mercado mundial, especialmente ao lockdown da China, que deu uma desequilibrada grande. Mas agora estamos vendo um reequilíbrio”, ressaltou.
Para tentar minimizar o problema, Baccheretti diz que hospital da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) fazer remanejamento de estoques.
“Estamos junto com os hospitais da Fhemig, que é a fundação hospitalar, são 19 hospitais que têm um grande estoque e a gente sempre vai socorrendo alguns hospitais, como fizemos com a Santa Casa de Belo Horizonte no caso do contraste. Mas, certamente, não temos muito o que fazer, porque é o mesmo mercado e a questão é falta do insumo e não falta de recurso de dinheiro. A gente vem tentando ajudar com a nossa rede”.
Baccheretti lembrou ainda que situação semelhante ocorreu no pico da pandemia. “Isso aconteceu na pandemia com máscara, com luvas, com alguns antibióticos e estamos vendo esse reflexo até hoje, mas a expectativa nossa é que seja normalizado”. (Via: Itatiaia)
Apostas feitas em Carmo do Rio Claro e Arcos, acertaram a quina do concurso 2.500 da Mega-Sena e vão receber R$37.436,76 cada uma. Os dez ganhadores fizeram jogos simples, com dezenas. Cada jogo custa R$ 4,50.
Além de Arcos e Carmo, outras oito cidades mineiras também acertaram a quina. São elas: Belo Horizonte, Caratinga, Congonhas, Muriaé, Nova Porteirinha, Pimenta, Pouso Alegre e Uberlândia.
O prêmio principal do concurso, sorteado na noite da última quarta-feira (13), saiu para uma aposta realizada em Dourados (MS). O ganhador, que preencheu um jogo com sete dezenas, vai receber R$ 27,5 milhões. Os números sorteados foram: 05 – 16 – 25 – 32 – 39 – 55.
Ao todo, a quina teve 84 apostas ganhadoras. Outros 4.928 apostadores acertaram a quadra, com prêmio de R$ 911,60 para cada um.
No próximo concurso, com sorteio no sábado (16), o prêmio estimado é de R$ 3 milhões.
Aos 64 anos, o enfermeiro aposentado Francisco Almir de Freitas foi aprovado no vestibular para cursar medicina em uma faculdade particular na cidade de Quixadá, interior do Ceará. Segundo ele, seu maior sonho é trabalhar como médico pelo menos até os 80 anos para cuidar das pessoas. A previsão é que ele se forme aos 70, já que o curso tem duração de seis anos.
“Com a carreira que tenho posso dizer que não é mais por dinheiro que decidi ingressar na medicina. Meu objetivo é ajudar as pessoas, é meu sonho e também o sonho da minha mãe quando ainda era viva”, disse.
Francisco se formou em enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e se aposentou no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele ainda atua como enfermeiro no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em Fortaleza.
Com o sonho de estudar medicina, o aposentado entrou em uma rotina intensa: fez cursinho preparatório, aulas com professores particulares, videoaulas e resoluções de exercícios de domingo a domingo, até tarde da noite.
“Durante todo esse tempo, além de não ter deixado de trabalhar no Hemoce, prestei vestibular para outras faculdades e fiz o Enem. Inclusive fui aprovado em medicina em duas faculdades do Rio de Janeiro e em outra de Santa Catarina, mas não fui por causa da distância que ficaria da minha família”, conta.
Ele conta que a rotina era estudar durante a tarde e à noite, mesmo no fim de semana, presencial ou on-line. “Tinha os momentos de lazer sim, mas tudo controlado”, explica.
Com a conquista, Francisco, terá que se mudar para Quixadá, a 167 km de Fortaleza, onde mora atualmente. Mesmo com a mudança, ele não vai parar de trabalhar pois conseguiu transferência da unidade onde atua para a cidade na qual foi aprovado.
O aposentado se orgulha em dizer que é inspiração para seus três filhos e acredita que a experiência de 35 anos em hospitais é mais um motivo para se dedicar à medicina.
“Estou me sentindo muito feliz. Eram só nove vagas e fiquei justamente com a última vaga para o curso. Meu presente de 64 anos foi receber o resultado da aprovação justo no dia do meu aniversário. Já no dia da matrícula fui muito bem recepcionado pelo pessoal da faculdade. Peço a Deus que me dê saúde, disposição para terminar o curso e fazer o que mais desejo: ajudar pessoas.”
A polícia da cidade de Bello, na Colômbia, queimou uma carga de 1,5 tonelada de maconha apreendida na última terça-feira (12). A droga foi encontrada em dois endereços distintos.
Segundo a polícia, os traficantes chegaram a efetuaram disparos para intimidar os militares.
O vento, no entanto fez com que a fumaça de maconha fosse levada até as casas vizinhas.
“Sentimos uma fumaceira muito horrível que saia lá do batalhão, um cheiro de maconha tremendo que travava todo mundo”, disse Edilberto Castaño, um dos vizinhos.
Como havia muita fumaça, alguns vizinhos ligaram para a prefeitura achando que havia um incêndio, mas foram informados inicialmente que não havia fogo nenhum e que não houve nenhuma reclamação por causa do cheiro.
Dia histórico para os prefeitos de todos os municípios do país, em especial para os prefeitos da região da AMEG que estiveram no último dia 5 de julho em Brasília pressionando a Câmara dos Deputados para a aprovação da PEC 122/2015. Após anos de espera foi aprovado na tarde desta quinta-feira (14), em dois turnos a PEC 122/15 com aprovação expressiva.
Segundo o texto aprovado, a legislação federal não pode impor despesas sem previsão de fonte orçamentária e financeira ou transferência de recursos necessários para a prestação de serviço público, incluindo despesas de pessoal e seus encargos, para a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. As únicas despesas ressalvadas são as decorrentes da fixação do salário mínimo e as obrigações assumidas espontaneamente pelos entes federados.
“Nós prefeitos temos mesmo que comemorar esta conquista que não é nossa, mas do povo brasileiro. A aprovação em dois turnos desta PEC que já tinha sido aprovada no Senado é resultado direto da mobilização municipalista da qual participamos dias atrás em Brasília representando os municípios da nossa microrregião. Naquela ocasião, disse durante minha fala que as prefeituras seriam inviabilizadas caso a PEC não fosse aprovada com a máxima urgência”, relembrou o prefeito de Carmo do Rio Claro e Presidente da AMEG, Filipe Carielo.
Motivo de grande mobilização da Confederação Nacional de Municípios, CNM, a PEC 122/15 é de suma importância para as prefeituras, uma vez que nos últimos anos, muitos projetos aprovados aumentaram os gastos dos municípios porém o governo federal não apontou uma fonte orçamentária, o que vinha comprometendo o caixa das prefeituras.
Dando exemplo sobre a importância da PEC, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), lembrou que ainda não há fonte para pagar o piso da enfermagem, aprovado recentemente. “Isso é um problema que nós temos que resolver. Essa PEC não proíbe a aprovação de pisos. Não tem nenhuma retaliação contra nenhuma categoria, só cria uma regra para que o Congresso tenha o cuidado de prever as matérias que nós vamos votar com antecedência, colocando no Orçamento as previsões para arcar com essas despesas”, afirmou. “Essa PEC visa garantir que municípios e estados e União não sejam penalizados por decisões tomadas nesta Casa sem prever dotação orçamentária.”
O placar foi de 383 votos favoráveis e 27 contrários, no primeiro turno, e 379 contra 22 no segundo turno. A matéria vai à promulgação.
Na última mobilização municipalista ocorrida em Brasília, a Microrregião do Médio Rio Grande esteve representada pelo presidente Filipe Carielo prefeito de Carmo do Rio Claro, pelos prefeitos de Itaú de Minas; Norival Lima, do prefeito de São Roque de Minas; Onesio Andrade, da prefeita de Pratápolis; Denise Neves, além do prefeito de Guapé, Nelson Lara e do prefeito de Doresópolis, Eliton Moreira.
Representantes da pasta de esportes de 17 dos 22 municípios que compõem a Microrregião do Médio Rio Grande, estiveram reunidos na sede da AMEG na manhã da última terça-feira (12), para mais uma Câmara Técnica da pasta.
Na pauta do dia, os desafios dos gestores municipais na área de esporte e lazer dos municípios, além das conversas para a realização de um Festival de Esportes organizado pela AMEG.
“O incentivo ao esporte por parte da AMEG já é uma tradição. Desde 1.994 a AMEG organiza torneios esportivos que promovem a interação e o entrosamento entre os moradores da região. Além de fortalecer nossos laços, estes eventos movimentam a economia local e ajudam na divulgação dos atrativos de cada município”, destacou o presidente da AMEG e prefeito de Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo.
Com previsão de realização entre os meses de outubro a novembro, o Festival de Esportes da AMEG deve contemplar as modalidades de Futsal, Basquete, Handebol, Vôlei e natação nas categorias, master, adulto, sub-17, sub-15, sub-13 e sub-11 nos naipes masculino e feminino.
No formato de festival, todas as equipes terão a oportunidade de jogar entre si e todas receberão premiação de participação. O festival ainda está em fase de formatação onde os municípios deverão apresentar até o dia 10 de agosto quais modalidades, categorias e naipes pretendem participar e sugerir os municípios que sediarão os jogos.
A AMEG planeja ainda para o ano de 2022 a realização de um campeonato de futsal na categoria adulto, e juntamente com os representantes de esporte dos municípios, teve início às conversas para a realização de um grande campeonato regional com início previsto para os meses de fevereiro a março de 2023.
Participaram do encontro, representantes dos municípios de Alpinópolis, Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Claraval, Delfinópolis, Doresópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Passos, Pimenta, Piumhi, Pratápolis, São José da Barra, São Roque de Minas, São Tomás de Aquino e São João Batista do Glória.
O próximo encontro está previsto para ocorrer no dia 17 de agosto para acertar os detalhes finais para a realização do Festival de Esportes.
Prints de conversas mostram que a fonoaudióloga suspeita de torturar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sua clínica particular em Duartina (SP), teria xingado os pacientes em mensagens.
As imagens fazem parte de denúncias de várias mulheres cujos filhos foram atendidos por Bianca Rodrigues Lopes Gonçalves. Nenhuma das três mães ouvidas pela reportagem será identificada.
Nos registros, supostamente a fonoaudióloga teria ofendido as crianças e ainda tenta forjar os atendimentos.
“Dá uma disfarçada, sabe, finge que eu tô atendendo” e “Eu não vou à tarde para a clínica amiga, inventei para a [nome] que tenho reunião” são frases em conversas apresentadas, segundo as mães.
Uma ex-funcionária, registrou imagens, áudio e vídeos das crianças durante o atendimento. O material foi encaminhado à polícia.
Contratada como acompanhante terapêutica de um dos meninos atendidos, a mulher disse que a fonoaudióloga a instruía a supostamente forjar os atendimentos não realizados nas agendas das crianças.
Além disso, segundo ela, a profissional teria mantido pacientes trancados em uma sala específica chamada de “sala de luz”. Ela ainda afirmou que optou por formalizar a denúncia quando viu um menino receber um tapa.
Segundo os relatos, as conversas seriam de agosto de 2021 (veja acima).
De acordo com o delegado Paulo Calil, as filmagens feitas com aparelho foram encaminhadas para perícia e serão avaliadas. O delegado responsável pelo caso também disse que apura o crime de tortura.
Em nota, a defesa da fonoaudióloga informou que colabora com as investigações policiais. Além disso, afirmou que a família teve de sair da casa com medo de represálias.
“A defesa aguarda o laudo dos vídeos e colabora com as investigações. Sobre os prints, a defesa não irá se manifestar para preservar as partes envolvidas e por entender que o processo irá tramitar em segredo de Justiça.”, disse a defesa por telefone.
Denúncia
A ex-funcionária contratada como acompanhante de um dos meninos contou que ficou abalada psicologicamente.
“As crianças não estavam tendo atendimento. A fonoaudióloga falava com as mães, mas as crianças ficavam na sala comigo, e eu estou cursando a psicologia, ainda não tenho esse repertório de fazer o tratamento adequado”, garante.
“Quando presenciei a olho nu, eu falei para a minha chefe, a que havia me contratado como acompanhante, que não queria trabalhar mais lá. Ainda fiquei na clínica quase um mês para registrar esses momentos. O que eu presenciei nunca vou tirar da cabeça. Não tem sentimento pior. Fiz tudo pelas crianças”, finaliza.
As mães que denunciaram à polícia as supostas agressões e torturas contra as crianças revelaram como suspeitaram das situações.
Uma delas afirma que suspeitou do comportamento alterado do filho, de dois anos, após as consultas com a fonoaudióloga da clínica, que começaram no dia 8 de junho de 2021.
Na época, ela procurou atendimento quando percebeu que o menino não desenvolveu a fala, além de se alimentar apenas com comidas específicas. Depois de levar o filho à consulta, foi recomendado pela fonoaudióloga, segundo a mãe, que levasse o menino a um neurologista pediátrico.
Assim foi feito em 15 de junho de 2021, e o menino foi diagnosticado com TEA em grau leve para moderado pelo neurologista, também particular. A partir daí, a mulher começou a levar o filho a consultas regulares com a fonoaudióloga para que o acompanhamento fosse iniciado.
“Toda sexta-feira, meu filho ia à terapia com a fonoaudióloga e com a terapeuta ocupacional. Nós não tínhamos acesso às terapias, eram reservadas. Nesse tempo, não observamos nada de anormal”, conta.
Em paralelo a isso, a mulher explicou que foi orientada a levar o filho à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Garça (SP), em julho de 2021. No local, ele também começou a ser acompanhado por fonoaudiólogas, psicólogas e terapeutas ocupacionais.
Pela Apae trabalhar com outro método de acompanhamento que não o ABA (Análise de Comportamento Aplicada – em português), como utilizado previamente pela fonoaudióloga da clínica particular, os profissionais recomendaram que a mãe escolhesse um dos locais para tratamento do filho, a fim de não confundi-lo.
“Quando ele entrou na Apae, eu percebi um avanço muito grande. Antes, ele não conseguia lidar com nada, mas melhorou o lado sensorial. Ele ainda não é 100% verbal, não entendemos muita coisa, mas tem melhorado muito. Ele já fala ‘mamãe’ e ‘papai’, por exemplo”, recorda.
As profissionais da Apae emitiram um relatório, encaminhado pela mãe, com apontamentos de melhora no tato, no sensorial e, principalmente, na fala.
Inclusive, a mãe conta que eles chegaram a cogitar uma nova consulta com outro neurologista para comprovar o diagnóstico de TEA, já que poderiam ter diagnosticado o estereotipismo de autista de forma precipitada.
Dessa vez, em consulta com uma neurologista pediátrica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi levantada a hipótese de ser apenas um atraso de fala, com recomendação de que o paciente continuasse o atendimento periódico, além do acompanhamento com a Apae.
“Na primeira consulta, a médica falou que não fecha o diagnóstico para autismo antes dos três anos. Meu filho tinha dois anos e oito meses, mas, na observação, ela falou que ele não possui características para o autismo”, comenta.
Assim que o filho completou três anos, a mulher afirmou que o encaminhou a uma pediatra na Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina.
O menino passou por uma psicóloga depois que a família suspeito de um possível toque nas partes íntimas. Ela recomendou que a mãe gravasse um vídeo em que pergunta ao menino a respeito do órgão genital, relacionando ao período que foi atendido pela fonoaudióloga.
No vídeo, a mãe pergunta: “onde a tia pegava e colocava a mãozinha?”. Logo o menino responde e aponta com o dedo sob a fralda: “aqui”.
Após quatro consultas com a psicóloga, será enviado um relatório ao delegado a fim de entender os motivos desta recusa e se estão relacionados à conduta da fonoaudióloga.
‘Eu confiava nela’
Outra mãe ouvida pela reportagem contou que o filho, de nove anos, era trancado em salas no consultório da fonoaudióloga. Ela descobriu o ocorrido quando foi chamada à delegacia e viu a foto que mostra as mãos do menino no vidro.
Segundo esta mãe, o menino foi diagnosticado com autismo em grau severo aos dois anos e meio. Desde então, o filho é acompanhado por essa fonoaudióloga.
Contudo, a mãe lembra que começou a perceber que o filho não estava evoluindo no tratamento desde o final de 2020. Por isso, quando foi chamada à delegacia, ela acreditava que se tratava da denúncia de falta de atendimento, já que um boletim de ocorrência desse teor já havia sido registrado.
“Achava que eles iam me perguntar dessa falta de atendimento, que eu também vinha percebendo, mas não. Eu descobri que meu filho era trancado em salas do consultório. Não estava esperando. Eu confiava nela”, lembra.
Ainda segundo esta mãe, o filho voltava para a casa com as roupas urinadas e, algumas vezes, sem camiseta. No mesmo dia em que foi à delegacia, a mãe recorda que parou de levar o menino às consultas.
Agressão
Uma terceira mãe explicou, bastante emocionada, que o filho, de seis anos, teria sido agredido na boca pela fonoaudióloga. Segundo ela conta, a criança levou um tapa por ter mordido a profissional.
O menino foi diagnosticado com autismo também em grau severo e, desde os dois anos, é levado para o acompanhamento multidisciplinar. Há dois anos, segundo a mulher, o filho também não demonstra evolução no tratamento.
“É muito difícil, eu sei de onde o meu filho veio, sei o que ele passou para chegar onde está. É uma criança que não sabe falar, que não sabe se expressar. Ele é extremamente vulnerável. O tapa doeu muito mais em mim. Desumano”, lamenta.
No fim de maio deste ano, a criança parou de fazer o acompanhamento nesta clínica particular com a justificativa do descaso no atendimento. Com orientação de outras profissionais, a mãe afirma que o pequeno já consegue, por exemplo, ficar sentado. (Via: G1)
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?