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Jornal Folha Regional

Ex-aluno da rede de ensino de Passos lança ‘O Coelho’ na Bienal de São Paulo

O passense André Luis Nascimento foi aluno da rede municipal de ensino na escola da zona rural da Mumbuca, Dr. Manoel Patti. Leitor ávido desde que foi alfabetizado cresceu participando e ganhando concursos de redação e poesia, além de escrever peças teatrais para todas as escolas que frequentou. Aos 14, compôs a letra do hino da E. M. Dr. Manoel Patti. No próximo dia 9 de julho este jovem prodígio terá seu livro ‘O Coelho’ lançado na Bienal Internacional do Livro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Graduado em Matemática pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) Unidade Passos; graduado também em Letras pela Unimes e pós-graduado em Ensino de Língua Inglesa pela Cruzeiro do Sul/Unifran. Em 2013, foi convidado para escrever o roteiro do musical Aladdin ,da principal escola de música da cidade. “Após retornar de um curso de inglês na Oxford College House, em Londres, iniciei a escrita de “O Coelho”, inspirado, de forma sombria, na história de Lewis Carroll, que me fascina desde criança. Atualmente, leciono inglês, português e literatura, além de trabalhos como tradutor. Moro com meu esposo e nossos sete cães-filhos”, contou.

Nascido na zona rural de Passos, na comunidade Mumbuca, desde pequeninho era sonhador. Já dizia ao seu pai que iria falar inglês, morar fora, ser cantor, criar filmes e desenhos e conhecer o mundo inteiro. “Lembro-me de ter o apoio de muitos professores, o que fez total diferença, mas é claro que sempre havia as pessoas da comunidade, da própria família e outras crianças que olham torto para gente, acham que somos malucos e não vamos dar em nada na vida, porque não ‘temos os pés no chão’, enganados”, disse o autor.

Nascimento disse que jamais vai se esquecer do seu melhor presente quando criança, por volta de uns 10 anos. “Ganhei de um tio um dicionário de inglês. Foi com ele que tudo começou. Foi difícil crescer sentindo que eu não me encaixava naquele lugar e todos me achavam estranho. Os meninos, na zona rural, são ensinados a plantar alguma lavoura, cuidar de gado, ter uma namorada, casar, ter filhos e possuir uma fazenda. Eu não queria nada daquilo. Na adolescência ficou muito pior. Além dos sonhos que pareciam ser oprimidos pela realidade do local, começou a autodescoberta de quem eu era, minha sexualidade, sentimentos e a tristeza profunda por me sentir que era errado ser como eu era e que nunca seria motivo de orgulho para a família”, desabafou.

O jovem contou que tratou de estudar muito e se tornar fluente no inglês. “No ensino médio, vim para Passos e aproveitei todas as oportunidades de estudo e cursos que ganhava de familiares. Entrei na faculdade de Matemática com 17 anos e arrumei o primeiro emprego. Com o dinheiro que guardei, fui para o intercâmbio. Durante esse período, experimentei de tudo: teatro, música, desenhei cenário para peça teatral, mas nunca me encontrava. Foi em Londres que tudo começou, quando comprei um original de Alice no País das Maravilhas, em inglês e recobrei a memória que tinha de criança. O filme da Disney era minha válvula de escape: imaginar que poderia haver todo um outro mundo cheio de aventuras, eu só precisava encontrar o maldito buraco (risos)”, salientou.

Lá, o processo de escrita de O Coelho começou. “Queria uma releitura, uma versão nacional, minha. Fluiu muito rápido, pois bastou colocar na minha protagonista muito de mim: uma adolescente que queria muito mudar a vida, desejava mais que tudo viver uma aventura, pois se sentia deslocado, não pertencendo a lugar nenhum. É aí que o livro se conecta aos jovens de hoje: existe muito desse sentimento, principalmente pós-pandemia. Quem sou eu? Por que não me sinto suficiente? Por que tenho que corresponder a tantas expectativas? Eu sou capaz? Eu posso ser um herói?”, questionou.

Quando voltou, finalizou a escrita e passou a enviar o original para editoras tradicionais. “Fui rejeitado por todas. Não satisfeito, paguei uma primeira impressão em uma gráfica, o que foi muito traumatizante, pois não houve correção, a capa era uma imagem do Pinterest  e divulgação zero. Quando vi meu trabalho cheio de erros, quis desistir, me senti um fracassado”, desabafou.

Logo veio a pandemia e o jovem escritor acabou adiando a busca por uma editora. “Nesse período, escrevi mais dez livros, fiz muitos cursos e aprendi muito sobre o mercado editorial, até que O Coelho caiu nas mãos da maravilhosa Mari Vieira, uma escritora, revisora e editora de Campinas. Através dela, meu livro chegou às mãos da Cabana Vermelha e até chegou a ser transformado em projeto de filme e enviado para uma produtora no Rio de Janeiro – imagine o ápice da minha loucura. Chorei muito. Foi nesse dia que, pela primeira vez, senti que eu tinha um dom e sabia fazer algo bem feito”, contou Nascimento.

Infelizmente, o dono da produtora perdeu a filha de forma violenta e acabou não levando o projeto para frente, até então. Finalmente, depois de muita espera, O Coelho teve sua segunda edição lançada pela Editora Cabana Vermelha no dia 30 de maio e está em pré-venda. Também foi em maio que a editora o convidou para ir junto a ela e alguns outros escritores para a Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, algo que ainda me faz tremer e morrer de medo e pedir que me belisquem o tempo todo. Imaginem o orgulho, a concretização de um sonho, de um dom”, disse.

O menino lá da roça, que muita gente achava que era doidinho, vai com seu livro para uma das maiores bienais do mundo. Da Mumbuca para uma Bienal Internacional. “Já avisei a todos que vou correr atrás da Thalita Rebouças. Não posso, agora somos colegas de profissão. É realmente uma honra e algo que gostaria de compartilhar com toda a cidade, com todas as crianças e jovens, principalmente de lugares estereotipados, acorrentados na ideia de que se você nasce ali, você está fadado a ser algo já definido por todos ao seu redor. E não quero dividir isso com todo o mundo para que me elogiem ou por ego. Eu escrevo por amor; no Brasil, não se faz dinheiro escrevendo, já foi essa época. Eu quero alimentar sonhos, eu quero que olhem para mim e digam: poxa, se ele pode, eu também posso, e muito mais. Quanta criança tem por aí que é mestre em desenhos, música, jogos, esportes e tantas outras áreas, mas acabam deixando de lado, porque parece que estamos em um lugar distante e escutamos o tempo todo que devemos ter filhos, casa, carro e uma poupança”, ensinou.

O jovem talento vai além, questionando e refletindo de que não tem nada de errado com isso, mas e nossa alma? Nossos sonhos? O que somos de verdade? Quem ou o quê vai preencher isso? “Se eu posso estar em uma bienal internacional, por que as crianças dessa cidade não podem estar sonhando trabalhar na NASA, estar no ITA, em uma rede de TV, escrevendo roteiros para a Netflix ou desenhando logos para as marcas mais famosas do mundo?”, questionou.

COMO ADQUIRIR

Nascimento deixa um recado para todos que queiram o prestigiar e o nome da cidade de Passos, que carrega com orgulho, e, para todos que queiram viver uma superaventura, corram para o site da Editora Cabana Vermelha ou suas redes sociais, todas com o nome André L. Nascimento, para adquirir o livro O Coelho, que está em pré-venda por R$ 45,90, com direito a brindes para os primeiros compradores e marca-páginas. Para as pessoas de Passos ou quem fizer a retirada na Bienal, o livro será autografado e terá dedicatória mais que especial. Em Passos, provavelmente em agosto, haverá uma tarde de autógrafos.

O livro conta a história de Alice, uma garota brasileira sempre responsabilizada pelas frustrações da mãe e que aprendeu a se esconder em fones de ouvido e moletons escuros. Vítima de bullying na escola por ser muito maior que as outras garotas, deseja mais que tudo não viver a vida que tem. Seu desejo é tão forte que monstros começam a surgir por São Paulo, onde mora, e persegui-la, loucos para destruírem o único presente que os avós, assassinados em sua frente no sul do Brasil, lhe deixaram: um livro de Alice no País das Maravilhas. Não bastasse, a garota passa a ver o gato da avó a falar, o qual havia desaparecido no dia do assassinato, mais de dez anos atrás, além de descobrir que existem cópias suas pelo mundo e que são todas parte de um ritual para a existência de uma força macabra escondida nos confins do planeta.

A cada enrascada, Alice descobre que as personagens do livro de sua homônima eram na verdade avisos para tudo que está acontecendo em sua vida e o famoso conto de fadas vira um quebra-cabeça, um jogo de mistérios e pistas a serem desvendadas, como o se o livro antigo fosse uma bíblia para salvar a Terra de um grande mal.

É quando surge O Coelho, um rapaz que nunca revela seus olhos e faz parte de uma sociedade protetora de “Alices” e que, assim como no livro de Lewis Carroll, está sempre atrasado e não consegue salvá-la. Entre temas importantes, como bullying, relacionamentos problemáticos entre pais e filhos, vitiligo, identidade de gênero e protagonismo feminino, a aventura nos leva a repensar como uma garota com autoestima destruída conseguirá ser nossa heroína se ela mesma nunca acreditou em seu potencial?

É uma história de superação, aprender a encontrar forças em tempos difíceis e enxergar beleza em todos os corpos, cores e formas, mas acima de tudo, em si mesmo. Só assim nossa heroína será capaz de despertar seus poderes e enfrentar seu pior monstro: ela mesma.

“Agradeço a todos os passenses que me apoiam, conto com todos na Bienal e comprando o livro para fazermos uma tarde de autógrafos linda, mas, acima de tudo, com todos voltando a sonhar, principalmente depois de um período tão triste em nossas vidas. Muita fé, muita coragem e muitos sonhos para que a vida volte a ser uma aventura incrível”, finalizou.

Via: Observo.

Números de casos prováveis de dengue aumentam em São José da Barra e região

Os registros de casos prováveis de dengue na região tiveram alta de 2,44% na última semana, em comparação com o período anterior. De acordo com o boletim de arboviroses, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta quarta-feira, 22, foram registradas 10.272 notificações de dengue, 14 de chikungunya e duas de zika. Foram confirmados quatro óbitos por dengue, nos municípios de Piumhi, São João Batista do Glória, São Roque de Minas e São Tomás de Aquino.

Dos 27 municípios da região, até o momento, apenas Alpinópolis, Capetinga, Capitólio, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Pimenta e São Sebastião do Paraíso registraram casos prováveis de chikungunya e Passos continua sendo o único município com notificações de zika.

Quanto aos casos prováveis de dengue, Passos, com 2.122 registros, é o município com mais notificações, seguido por Piumhi (1.719), São Sebastião do Paraíso (1.602), Cássia (715), Ibiraci (558), Delfinópolis (418), Capitólio (411), Itaú de Minas (373), Pratápolis (364), São Tomás de Aquino (311), Claraval (286), São João Batista do Glória (273), São Roque de Minas (272), Capetinga (255), Guapé (152), Pimenta (125), Vargem Bonita (81), São José da Barra (69), Monte Santo de Minas (47), Nova Resende (47), Itamogi (22), Fortaleza de Minas (20), Alpinópolis (10), Bom Jesus da Penha (7), Jacuí (7), Carmo do Rio Claro (4) e Doresópolis (2).

Contudo, comparando com a semana anterior, quando foram registrados 10.027 casos prováveis de dengue na região, Bom Jesus da Penha (-12,50%) e Pimenta (-7,41%) apresentaram queda nos registros, enquanto Alpinópolis, Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Delfinópolis, Doresópolis, Guapé, Itamogi, Jacuí e Vargem Bonita mantiveram os números.

Já Monte Santo de Minas (14,63%), Fortaleza de Minas (11,11%), São José da Barra (7,81%), Piumhi (6,97%), Claraval (5,54%), São João Batista do Glória (2,63%), São Sebastião do Paraíso (2,36%), São Roque de Minas (2,26%), Itaú de Minas (2,19%), Nova Resende (2,17%), São Tomás de Aquino (1,97%), Passos (1,68%), Pratápolis (1,39%), Cássia (1,13%) e Ibiraci (0,54%) tiveram aumento nas notificações.

Via: Clic Folha.

Governo discute Auxílio Brasil temporário de R$ 600 e voucher caminhoneiro

O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que está em discussão entre os líderes da Casa uma proposta do governo de aumentar, temporariamente, para R$ 600 o Auxílio Brasil, que hoje é de R$ 400 até o fim do ano. Além disso, está na mesa também a possibilidade de criação de um voucher para caminhoneiros autônomos no valor de R$ 1.000. Essa discussão se dá dentro da PEC que permite que Estados zerem o ICMS do diesel, já aprovada na Câmara. A ideia do governo é, em vez de fazer a compensação aos Estados, usar esses R$ 30 bilhões que estavam reservados para isso em auxílios diretos ao cidadão em meio à alta dos combustíveis.

“Há um receio de que os governadores, pelos últimos gestos que adotaram, não tenham a mesma sensibilidade com relação à população. E por isso, como é uma PEC autorizativa, para aqueles que zerarem o ICMS do diesel, é importante que ela seja eficaz. E se há esse receio, existem outros mecanismos que estão sendo por iniciativa de diversos senadores, algumas emendas já protocoladas nesse sentido, que estão sendo avaliados, e que há uma convergência, no sentido de que chegue na ponta para o consumidor, especialmente o caminhoneiro, especialmente a dona de casa que precisa do botijão do gás, a questão também do etanol, para que mantenha sua competitividade. Então há uma convergência de que possivelmente alterar, substituir essa compensação para os governos por medidas mais efetivas que a gente tenha certeza de que vão chegar na ponta com relação aos auxílios. Tanto o aumento do Auxílio Brasil, (como o) voucher caminhoneiro e o auxílio gás, que são políticas sociais e muitas delas já em curso no país sejam mais eficazes”, disse Carlos Portinho.

Questionado sobre de onde sairiam os recursos, ele enfatizou que seria o mesmo recurso que na ideia inicial seria liberado para os Estados. “A gente está falando sim em R$ 30 bilhões que o governo está disposto a colocar na mesa e ele continua disposto a colocar na mesa e quer que chegue na ponta de forma eficaz”, resumiu.

Ao ser perguntado se o dinheiro serviria para zerar a fila do Auxílio Brasil ou se para aumentar o benefício Carlos Portinho explicou que a principal discussão hoje é sobre a elevação do valor do benefício até o final do ano, para não comprometer o próximo mandato.

“Existe uma discussão sobre a possiblidade de aumentar em R$ 200 reais excepcionalmente o Auxílio Brasil para que a dona de casa, aquele que está em casa e precisa gastar, seja na gasolina seja no botijão de gás, ou em algum combustível, energia, possa ter amenizada essa despesa. Seria o Auxílio Brasil, também o auxílio gás e o vale caminhoneiro”, explicou.

Em relação a essa ajuda aos transportadores, Carlos Portinho explicou que valeria para todos os caminhoneiros autônomos, possivelmente no valor de R$ 1.000. Ele avalia que, apesar de especialistas indicarem que não seria possível conceder benefícios em ano eleitoral, a questão deve ser superada. O senador entende que no caso dos benefícios já existentes, como o Auxílio Brasil, o aumento não fere a legislação. Quanto ao vale para caminhoneiros, ele justifica que, em uma situação de emergência, todos os Poderes deveriam agir com sensibilidade para permitir a concessão.

Menina de 11 anos que foi estuprada em SC consegue fazer aborto

O Ministério Público Federal (MPF) informou, no começo da tarde desta quinta-feira (23), que o procedimento de interrupção de gestação foi realizado na menina de 11 anos impedida de fazer aborto após estupro em Santa Catarina. De acordo com a assessoria de imprensa, o aborto foi realizado na quarta-feira (22).

A unidade de saúde foi procurada pelo g1 SC, mas até a última atualização deste texto não havia se manifestado.

Este mesmo hospital havia recebido recomendação do MPF para realizar o procedimento nos casos autorizados por lei, independentemente de autorização judicial, idade gestacional ou tamanho do feto.

Em comunicado, o MPF informou que o hospital “comunicou à Procuradoria da República, no prazo estabelecido, que foi procurado pela paciente e sua representante legal e adotou as providências para a interrupção da gestação da menor”.

A criança descobriu a gestação quando tinha 22 semanas, foi impedida de realizar o procedimento e levada a um abrigo (entenda abaixo). O caso ganhou repercussão na segunda-feira (20), após uma reportagem do Portal Catarinas e The Intercept.

Íntegra da nota

“O Ministério Público Federal (MPF) em Florianópolis, considerando a grande repercussão do caso envolvendo menor vítima de estupro e que teve a interrupção legal da gestação negada pelo serviço de saúde, vem informar o acatamento parcial da Recomendação expedida nesta quarta (22) ao hospital (o nome do hospital foi preservado por segurança da criança).

O Hospital comunicou à Procuradoria da República, no prazo estabelecido, que foi procurado pela paciente e sua representante legal e adotou as providências para a interrupção da gestação da menor.

Em relação aos demais termos da Recomendação, serão avaliadas oportunamente quais as providências as serem adotadas pela Procuradoria da República titular do 7º Ofício da Cidadania.

O Ministério Público Federal lamenta a triste situação ocorrida e reafirma seu compromisso em zelar pelo efetivo respeito aos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal.”

Entenda o caso

Vítima de estupro, a menina descobriu que estava na 22ª semana de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento de aborto negado. Naquela unidade, a interrupção é realizada quando a gravidez está em até 20 semanas, apesar da legislação não estipular prazos ou solicitar autorização judicial para o procedimento.

Segundo a lei, o aborto é permitido nos casos em que a gravidez é decorre de estupro ou quando há risco à vida da gestante. Em um terceiro caso, quando há um diagnóstico de anencefalia do feto, o aborto é permitido desde 2012, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde um despacho da juíza, a criança estava sendo mantida em um abrigo para evitar que fizesse um aborto autorizado. Somente na terça, a menina foi liberada para sair do abrigo e voltar à casa da mãe. Depois disso, a defesa da família da menina entrou com um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para realizar o procedimento de interrupção da gravidez.

Investigações

A conduta da promotora e da juíza que atuam no caso estão sendo investigadas. Na segunda-feira (21), a Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que está apurando a conduta da juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Já o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou um procedimento para apurar a conduta da promotora de Justiça Mirela Dutra Alberton no caso da menina de 11 que foi estuprada e ficou grávida em Santa Catarina.

Via: G1.

Restos mortais de coronel do Exército que morreu há 2 anos são furtados de cemitério

Restos mortais de um coronel do Exército que foi sepultado há 2 anos foi furtado do Cemitério Municipal de Pouso Alegre (MG). A suspeita é que o furto tenha ocorrido entre a noite de terça-feira (21) e a madrugada de quarta (22). Um outro jazigo onde está sepultado uma mulher também foi violado.

Depois que o furto foi descoberto por funcionários, a gerência do cemitério acionou a Polícia Militar e a família dona do jazigo.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, dois jazigos foram violados, sendo que um deles, onde estava sepultado o Coronel José Delfino da Costa, que morreu no dia 9 de junho de 2020, aos 87 anos, teve a ossada furtada.

A suspeita da administração do cemitério é que indivíduos não identificados tenham pulado o muro dos fundos do cemitério, tendo acesso ao local. Eles ainda teriam usado provavelmente um pé de cabra para remover o mármore de cima e depois ainda quebraram a parede do túmulo.

O túmulo de uma outra mulher, que faleceu em 1995, também foi violado. No entanto, conforme a polícia, a administração do cemitério informou que o ladrão teria revirado os ossos, mas não foi possível afirmar se algum deles foi levado.

A suspeita é que o autor ou autores do furto tenham fugido com os ossos pelos fundos do cemitério. Por enquanto, ninguém foi preso.

Vinho da Serra da Canastra ganha como o melhor do Brasil em prêmio mundial

A velha máxima de que vinho bom é só estrangeiro, ou apenas do sul do Brasil, está sendo revista. Um vinho brasileiro, produzido na Serra da Canastra, em Minas Gerais, ganhou esta semana um importante prêmio mundial.

O Decanter World Wine Awards, é simplesmente a maior e mais influente competição da bebida. Decanter é uma revista inglesa fundada em 1975, uma espécie de “Bíblia” global do vinho.

E teve mais: No total, o Brasil conquistou 16 medalhas com seus vinhos na 19ª edição do prêmio.Os premiados foram classificados nas categorias Best in Show e medalhas de platina, ouro e prata.about:blank

Destaques brasileiros

Os destaques foram os vinhos produzidos pelas vinícolas Sacramento Vinifer, com a maior pontuação, e Casa Geraldo, ambas localizadas na região sudeste, que ainda é pouco identificada com vinhos premium.

Hoje, das cerca de 830 mil toneladas de uvas cultivadas, por safra, para a produção de vinhos no país, 90% estão no Rio Grande do Sul.

Porém, a Sacramento Vinifer, do empresário Jorge Félix Donadelli, fica na região de Caxambu (MG), na Serra da Canastra, onde as uvas são cultivadas na fazenda São Miguel.

O outro destaque, a Casa Gerado, é uma vinícola fundada por Geraldo Marcon em 1969, no município de Andradas, também em Minas Gerais, aos pés da Serra da Mantiqueira.

Espumantes brasileiros premiados

Além dos vinhos daqui, os espumantes brasileiros também fizeram sucesso na premiação.

“10 espumantes receberam medalha de prata, o que revela muito da vocação brasileira. Ainda tiveram medalha três brancos e um rosé, todos com notas entre 91 e 90 pontos”, explicou à Forbes a especialista Suzana Barelli, jornalista que escreve e acompanha há 20 anos esse mercado.

No ano passado, foram comercializados no país 30,3 milhões de espumantes brasileiros, volume 40% acima de 2021.

Já as exportações chegaram a 935 mil litros, um aumento de 21%, segundo a Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura).

Credibilidade do vinho brasileiro

E para quem ainda duvida que o vinho brasileiro é bom, Suzana explica:

“O Decanter World Wine Awards é um concurso conceituado e isso sempre ajuda a dar credibilidade ao vinho. Antes da Decanter, o Sabina também foi considerado o melhor tinto brasileiro pelo guia Descorchados, do chileno Patricio Tapia. Assim, o vinho [brasileiro] vai conquistando o seu espaço e mostrando consistência”.

Ela contou ainda a “nova” técnica de cultivo da uva no Brasil que está impulsionando a qualidade do vinho nacional.

“Tanto o Sabina, como o outro tinto brasileiro que também teve medalha de prata, porém com 91 pontos (o sabina teve 92), são elaborados com a mesma técnica de cultivo. Um dos problemas para o vinho brasileiro é que por aqui chove na época em que as uvas estão quase prontas para serem colhidas, tornando-as mais diluídas e suscetíveis a doenças.

[Mas] Na região sudeste, os invernos são marcados por dias quentes e manhãs/ madrugadas bem frias, que proporcionam uma grande amplitude térmica, que as uvas adoram para amadurecer com maior complexidade. E não tem as chuvas do verão. É esta técnica, ainda relativamente recente, a principal razão do sucesso destes vinhos. Por enquanto, a variedade tinta syrah é a que melhor se adapta a esta técnica”, afirmou a especialista.

Com informações da Forbes e Só Notícia Boa.

Diretor afirma que servidora desviou mais de R$ 3,5 milhões do DMAE, em Poços de Caldas

A sindicância realizada no DMAE apontou que mais de R$ 3,5 mil foram desviados do departamento por uma servidora, em Poços de Caldas. A trabalhadora havia dito, em boletim de ocorrência, que o valor desviado era de R$ 800 mil. A revelação sobre o valor foi feito pelo diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgoto durante sessão na Câmara Municipal.

Paulo César Silva apresentou na reunião os dados do processo de sindicância aberto pelo departamento depois da denúncia sobre o desvio de verba feito por uma servidora. Durante a sessão com os vereadores, o diretor-presidente explicou que durante o processo foram descobertos desvios desde 2016.

“O andamento do processo de sindicância e a auditoria foram nos trazendo cada vez mais surpresas um tanto quanto desagradáveis em relação ao que vinha acontecendo. Primeiro, que era uma ocorrência que vinha acontecendo desde 2016. Esses desvios vinham acontecendo há muitos anos, o que também nos fez chegar em um volume muito maior do que aquilo que a servidora confessou no ato do boletim de ocorrência ser o valor desviado”, revelou o diretor-presidente Paulo César Silva.

Durante a sindicância, o diretor-presidente destacou também que o dinheiro era desviado no comércio local. Os comerciantes foram incluídos no processo e, segundo Paulo César Silva, terão que se explicar à Polícia Civil.

“Constatamos que houve desvios de compras em que a servidora fazia no comércio local, com várias lojas, vários comércios locais. Ela fazia os pagamentos direto, através de várias formas que ela tinha. Conseguimos detectar todas as compras e cruzamos todas as lojas do comércio local que forneciam para ela, recebendo do DMAE. Todos já foram convocados para se manifestar por meio de seus advogados, procuradores ou pela própria empresa. Todo esse documento foi encaminhado à Polícia Civil”, falou o diretor.

Processo administrativo

A procuradora-geral do município, Vanessa Gavião, detalhou como dinheiro era desviado e falou sobre o fim do processo administrativo. Ela comentou, ainda, sobre o andamento do inquérito policial.

“O inquérito está em trâmite e é de competência da polícia. Estamos acompanhando e ele está tramitando. O processo administrativo foi encerrado e ele conclui pela demissão por justa causa da servidora, o que já foi acatado pelo diretor-presidente. Foram vários artifícios que foram utilizados, entre eles a emissão de cheques para suposto pagamento de fornecedor, também a utilização com transações bancárias, como PIX, transferências. Ela utilizou de sua função, que era dentro da contabilidade, para poder movimentar as contas bancárias da instituição”, falou a procuradora-geral.

Ainda segundo a procuradora, outros processos podem ser abertos para verificar se outros funcionários se envolveram no desvio de dinheiro. Há um processo para que o valor desviado seja ressarcido.

“Com o processo administrativo encerrado, foi concluído pela demissão por justa causa da servidora. Há possibilidade ainda de abertura de novos processos para apurar outras falhas administrativas de outros servidores. A participação de outros eventuais acusados será apurado pelo inquérito, mas pode ser apurado internamente pelo DMAE. Além disso, concluiu-se também pela necessidade de ressarcimento dos cofres públicos. Em razão disso, a assessoria jurídica já providenciou uma ação de ressarcimento ao erário”, relatou Vanessa Gavião.

No boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar, a servidora alegou que fez os desvios por passar por problemas financeiros pelo fato de cuidar da tia, que sofre de Alzheimer. A defesa da servidora afirmou que não vai se manifestar sobre os valores do documento de sindicância, pois eles divergem dos valores divulgados na Câmara.

Denúncia e inquérito policial

A Polícia Civil investiga, por meio de inquérito, o desvio no Departamento Municipal de Água e Esgoto de Poços de Caldas.

A denúncia foi feita pelo próprio diretor do DMAE, Paulo Cesar Silva, que fez um boletim de ocorrência contra uma servidora após levantamento do setor de contabilidade do departamento.

Conforme o boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar, a mulher alegou que fez os desvios pois estava passando por problemas financeiros por ter que cuidar de uma tia que sofre de Alzheimer. Os desvios teriam começado em janeiro de 2020.

Ainda conforme o boletim, a mulher teria desviado cerca de R$ 8 mil por semana, totalizando quase R$ 800 mil. A fraude acontecia durante o pagamento de cheques a fornecedores, que eram pagos por duas vezes. Os valores teriam sido gastos nas despesas médicas da tia, que morreu em junho de 2021 e também em gastos familiares, como compras, viagens e outros.

Para a Polícia Militar, a mulher disse que agiu sozinha e que ninguém mais sabia.

Via: G1.

Agressor de procuradora foi suspenso e teve salário cortado

O procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, que espancou a procuradora-geral de Registro, no interior de São Paulo, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (22) e teve o salário suspenso, conforme consta no Diário Oficial do Município. O processo administrativo aberto contra ele deve resultar na exoneração do servidor público.

O procurador chegou a ser levado para o 1º Distrito Policial (DP) da cidade, mas foi liberado após o Boletim de Ocorrência sobre a agressão ser registrada.

A publicação da portaria Nº 525/2022, portanto, representa uma punição imediata do procurador, que foi filmado dando socos, chutes e xingando a vítima.

De acordo com o texto, a princípio, o procurador ficará suspenso do cargo por 30 dias, sem receber salário. A medida passou a valer na última terça-feira (21).

A prefeitura de Registro informou que a medida faz parte do processo administrativo que deve resultar na exoneração de Demétrius. “É necessário seguir essa etapa e os trâmites legais para que a decisão seja tomada de maneira consistente”, esclareceu.

Depoimento da procuradora

Em entrevista, a procuradora se disse ‘desrespeitada como mulher’.

“Foi exposta a minha dignidade. Como mulher, fui desrespeitada, assim como servidora pública. Enfim, foi um desrespeito global da minha personalidade como mulher”, afirmou.

A procuradora disse que temia o colega de trabalho.

“Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que fosse ser uma violência física, achava que fosse um ‘bate boca’, uma discussão”, relata a profissional, em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo.

Ela relatou à polícia que o colega Demétrius Macedo apresentava comportamento suspeito e que já havia sido grosseiro com outra funcionária do setor. A procuradora informou ter enviado um memorando à Secretaria Administrativa com uma proposta de procedimento administrativo. Agora, a procuradora quer que Macedo seja processado em decorrência das agressões e ofensas contra ela.

Entenda o caso

Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, é a procuradora-chefe do agressor Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, também procurador. A situação aconteceu na tarde da última segunda-feira (20), por volta das 16h50, na Prefeitura de Registro (SP).

A ação foi filmada por outra funcionária e mostra que o procurador desferindo socos e chutando a colega, como mostra o vídeo acima.

A agressão teria sido motivada pela abertura de um processo administrativo contra o procurador por conta de sua postura no ambiente de trabalho.

O agressor chegou a ser conduzido ao 1º Distrito Policial (DP) do município, mas foi liberado após um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso ser registrado.

O que diz a prefeitura

A administração municipal, por meio de nota, manifestou “mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo Procurador Municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de Procuradora Geral do Município. Que a vítima e sua família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento”.

A prefeitura acrescentou que está tomando as providências necessárias e já determinou de imediato que o agressor seja suspenso, nos termos do art. 179, c/c inc. III do art. 180, ambos da Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Registro, com prejuízo de seus vencimentos, a partir de 21 de junho.

“Reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, principalmente aquelas que vitimizam mulheres. Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico”, complementa.

O município apontou disse ainda aos demais servidores: “recebam nosso amparo e saibam que a prática de violência é veementemente repudiada e será severamente punida”.

Via: G1.

Brasileiros buscam gasolina mais barata na Argentina

O aumento da gasolina no Brasil anunciado pela Petrobras e em vigor desde sábado (18) fez com que motoristas de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, buscassem o combustível em postos da Argentina. Nesta quarta (22), houve filas em alguns estabelecimentos.

O preço da gasolina comum em postos de Uruguaiana é de R$ 7,27, enquanto a gasolina aditivada custa R$ 7,39. Em três revendas de Paso de los Libres, no país vizinho, o combustível é vendido a brasileiros por cerca de R$ 3,58.

O proprietário de um posto argentino diz que, desde sábado, houve um aumento da procura de motoristas brasileiros para abastecer seus carros no país vizinho.

Cuidados

Especialistas alertam para dois cuidados que os motoristas brasileiros devem tomar ao abastecer na Argentina: com a composição do combustível do país vizinho e com as regras para cruzar a fronteira.

O professor de engenharia mecânica da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Gustavo Santiago explica que abastecer um carro flex na Argentina pode causar problemas a longo prazo. Isso porque a gasolina vendida no Brasil tem 27% de álcool em sua composição. Já o combustível argentino tem apenas 10% de álcool.

Para evitar problemas, o engenheiro mecânico recomenda que o motorista abasteça com alguns litros de etanol puro para compensar a porcentagem de álcool dentro do tanque.

Além disso, para entrar em Paso de los Libres por via terrestre, pela Ponte Internacional, os motoristas brasileiros precisam apresentar carteira de identidade ou passaporte, comprovante de residência de Uruguaiana e carta verde (um seguro obrigatório para circular de carro no Mercosul).

Quem não mora na cidade deve apresentar identidade ou passaporte, carta verde, seguro Covid e declaração jurada. Os documentos precisam estar impressos.

Conforme a Receita Federal, não é permitido que pessoa física, na condição de viajante, traga combustível da Argentina em forma de mercadoria para venda no Brasil.

Via: G1.

Projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores pretende a criação da Guarda Municipal em Passos

Um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores de Passos (MG) pretende criar uma Guarda Municipal na cidade. A ideia é que pelo menos 40 guardas sejam contratados na cidade. Uma audiência pública debateu a implantação da guarda na última segunda-feira (20).

O projeto de lei deu entrada na Câmara de Vereadores em dezembro do ano passado, mas a vontade de criar esse grupo de segurança já tinha sido manifestada pela prefeitura em setembro do ano passado.

“Foi encaminhada à câmara um projeto para criação da Guarda Municipal e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social também e ontem nós tivemos uma audiência de iniciativa do Poder Legislativo. A audiência foi proveitosa, teve um número de pessoas representativo e significativo, lideranças, surgiram ali várias sugestões que o Poder Legislativo e Executivo estão analisando, para que esse projeto saia o melhor possível e que se estruture uma Guarda Municipal apropriada para a nossa cidade de Passos”, disse o vice-prefeito da cidade, Arlindo Nascimento (PSL).

Ainda segundo o vice-prefeito, a Guarda teria um leque extenso de atuação, principalmente para organização do trânsito da cidade.

“Na Constituição de 1988 no seu parágrafo 4º, artigo 144, faz a previsão da Guarda Municipal dizendo os seguintes, que os municípios poderiam constituir suas guardas para proteger seus bens, serviços e instalações. Até então era um conceito estático, parado, de vigia mesmo, mas o tempo foi passando, essa guarda começou a fazer patrulhamentos ostensivos e veio uma lei então de 2014, que é a Lei 13.022, que criou o estatuto das Guardas Civis Municipais, e essa lei ampliou o leque de ação das guardas dizendo que ela poderia patrulhar todos os seus bens, os bens em comum, principalmente”, disse o vice-prefeito.

A expectativa é que um concurso público para a contratação de guardas municipais seja aberto até o fim do ano na cidade.

Via: G1.

Jornal Folha Regional
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