Era quase Dia das Mães quando o filho de Ana Nijou, Johan Nijou Pelepenko, de 10 anos, foi assassinado pelo próprio pai, em um hotel da zona norte de São Paulo. “Tiraram de mim o meu maior amor, tiraram parte do meu coração. Um anjo você já era, agora virou uma estrelinha”, escreveu a mãe do garoto em uma publicação nas redes sociais.
Após assassinar o filho devido a um desentendimento motivado pela guarda da criança, o ex-companheiro de Ana, Jhoathan João Pelepenko, tirou a própria vida.
A publicação feita pela mãe do menino gerou comoção entre amigos, familiares e conhecidos, que lamentaram o caso.
“Estou despedaçada com a sua perda, que Deus te dê forças.” “Que a paz alcance vocês de algum modo.” “Como mãe também estou com o coração dilacerado com essa notícia.” “Não tem palavras que expressem a nossa tristeza e a vontade de fazer qualquer coisa para amenizar a sua dor”, relataram alguns internautas.
O ex-casal brigava na Justiça pela guarda da criança, que foi vencida por Ana. Até então, os dois dividiam a guarda do filho. Antes de cometer suicídio, o homem deixou uma carta confirmando o motivo do crime. “O sonho de seu pai morre com a mãe”, escreveu Jhoathan.
Na publicação feita na segunda-feira (9), a mãe de Johan fez um carrossel de fotos. A primeira era uma em preto e branco e informava o luto, as demais eram fotografias do menino sorrindo. “Te amarei eternamente, meu amor, meu bebê, meu Johan”, finalizou.
O caso
No sábado (7), Jhoathan, que morava há cerca de um ano em Santa Catarina, retornou a São Paulo dizendo que queria ver o filho e, após conversa com a ex-mulher, combinou que passaria com a criança o dia anterior ao Dia das Mães.
Feito o acordo, a mãe de Johan arrumou a mochila com os pertences do filho, para que ele pudesse estar um tempo com o pai, e o levou até o local combinado.
Horas depois de encontrar o filho, Jhoathan ligou para a ex-companheira e ameaçou matar a criança caso ela não voltasse com a guarda compartilhada.
Preocupada com as ameaças, a mulher entrou em contato com a recepção do hotel onde o ex-marido estava hospedado com Johan e pediu ao recepcionista que checasse o quarto dos familiares. Ignorada pelo funcionário, a mãe da criança acionou a Polícia Militar para averiguar as condições do filho.
A polícia foi acionada para atender a um caso que envolvia disparo de arma de fogo na rua Santa Teresa de Jesus. No local, de acordo com a corporação, as equipes localizaram a mãe de Johan, que informou que recebia ameaças do pai da criança via telefone.
Os policiais pediram ao recepcionista do hotel que entrasse em contato com o quarto dos hóspedes. Sem sucesso, os agentes se deslocaram até o dormitório e arrombaram a porta.
No aposento, os agentes encontraram as vítimas atingidas pelos disparos. Segundo a PM, o homem atirou contra o próprio filho e, em seguida, contra si. A morte da criança e do atirador foi constatada ainda no local.
Equipes da 3ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar atenderam à ocorrência. O caso foi registrado no 8° DP (Brás).
Segundo o Corpo de Bombeiros, o idoso teria buscado em Alfenas o corpo do filho, que morreu por problemas de saúde, e retornava para Campos Gerais, onde seria realizado o velório.
Um idoso morreu e outras duas pessoas ficaram feridas na noite desta segunda-feira (9) em um acidente na MGC-369, entre Alfenas e Campos Gerais (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, o idoso tinha ido até Alfenas buscar o corpo do filho, que morreu por problemas de saúde, e retornava para Campos Gerais, onde seria realizado o velório.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o carro onde estavam as vítimas bateu de frente com um caminhão na altura do km 166 da rodovia. O carro da funerária seguia logo atrás com o corpo, mas não foi atingido.
Dentro do veículo havia quatro pessoas. O idoso estava no banco do passageiro e foi socorrido em estado gravíssimo pelo Samu e o Corpo de Bombeiros. O carona que estava no banco de trás também foi socorrido pelo Samu.
Já o motorista do carro estava consciente e orientado, mas com fratura de úmero e de fêmur. Todos foram encaminhados para o hospital Alzira Velano, em Alfenas.
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o idoso não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Na noite da última segunda-feira (9), um trator avaliado em 180 mil reais, foi furtado na zona rural de Alpinópolis (MG). Diante do ocorrido, a Polícia Civil deu início ao trabalho de investigação. O veículo foi localizado em uma zona rural no município, na terça-feira (10).
Os militares realizaram campana na quarta-feira (11), data em que abordaram um indivíduo de 21 anos, natural de Alpinópolis, o qual confessou que foi contratado para retirar o trator do local. Durante a abordagem pessoal, policiais civis localizaram uma chave de caminhão no bolso do suspeito.
A PC localizou um caminhão em um posto, no município de Passos, sendo averiguado que a chave localizada com o investigado pertencia ao caminhão. Escondido na carroceria do veículo, policiais civis localizaram um trator, laranja, marca Valtra A605, avaliado em R$100.000,00, objeto de roubo, na noite de terça-feira, na zona rural de Machado. Também foi localizado um facão usado na empreitada criminosa em Machado.
O indivíduo foi conduzido para a DRPC de Passos, lavrado AFPD na presença de advogados, sendo liberado após esclarecimentos.
Vale pontuar que dois policiais militares de Alpinópolis (Tenente Luís Gustavo e Soldado Bruno) auxiliaram no trabalho de campana e no levantamento das informações preliminares.
Participaram de todo o trabalho de investigação o delegado Regional de Passos, Dr. Marcos Pimenta, Dr. Hélio (Delegado de Alpinópolis), Dr. Matheus Ponsansini (delegacia rural de Passos), os investigadores lotados em Passos: Gustavo Vilela (inspetor Passos), Ricardo, Ronaldo, Edmar (piloto do drone) João Carlos e João Paulo, investigadores de Alpinópolis: Grace Renata, Flávio e investigador Fabrício, lotado em Carmo do Rio Claro.
As investigações irão prosseguir visando a identificação de todos os responsáveis e para a recuperação de outros veículos.
Na manhã desta terça-feira (10), uma embarcação denominada ‘catamarã’, com cerca de 10 metros de comprimento, pegou fogo próximo à Escarpas do Lago em Capitólio (MG).
O barco estava ancorado a 70 metros da margem e ninguém estava a bordo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe de militares de Piumhi foi deslocada para atender a ocorrência.
Com o incêndio, dois barcos, conjunto da mesma embarcação, foram consumidos pelo fogo.
Está sendo apurado o que pode ter provocado o fogo, no entanto, a suspeita é de uma pane elétrica.
O número de casos de dengue na região não para de crescer. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), já passa de 5 mil notificações prováveis da doença no Sul de Minas. Em apenas uma semana, a quantidade de casos em Passos (MG) subiu cerca de 94%.
Passos e as cidades próximas estão entre as que têm mais casos de dengue na região. Atualmente, a cidade tem registrado cerca de 766 casos. São Sebastião do Paraíso (MG) tem 590; Cássia (MG) tem 319; Delfinópolis (MG) com 308 notificações.
Como a doença tem se espalhado, Márcia Aparecida da Silva Viana, coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde, convocou os prefeitos de São Sebastião do Paraíso e Passos para repassar medidas que devem ser aplicadas nestas cidades.
“Nós convidamos os prefeitos para estarem aqui, para que nós pudéssemos pensar em medidas estratégicas que trouxessem uma efetividade para serem tomadas oportunamente para interromper esse crescimento escalonado do número de casos de dengue”.
Segundo a coordenadora, as medidas pensadas envolvem ações de controle vetorial e mobilização social. Ela explica que foi constatado pela vigilância epidemiológica que o combate à doença requer 30% de ações e 70% de comportamento social.
“Os prefeitos assumiram um compromisso conosco de estarem investindo tanto nas questões de controle vetorial, quanto nas questões de mobilização social, para que os municípios possam dar conta do mosquito Aedes Aegypti”.
A coordenadora ainda explica que o principal fator foi a situação pós-pandemia, porque foram feitas diversas ações voltadas apenas para a Covid-19 durante os últimos anos. Ainda de acordo com a coordenadora, as autoridades de saúde já esperavam que 2022 fosse ser um ano epidêmico.
“Assim que a gente tirou o olhar da Covid e voltou a olhar para a saúde de uma maneira geral, a gente vê a dengue explodindo, principalmente considerando que a gente saiu da Covid em um momento de sazonalidade da dengue.”
Segundo Márcia, a dengue é uma doença cíclica, que precisa reunir algumas condições em determinado período de tempo para que volte a ocorrer em uma comunidade, por isso podem acontecer picos de casos da doença a cada período.
“A gente tem observado que a cada dois ou três anos, a dengue toma um aspecto em alguns territórios de epidemia”, explica coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde.
Durante três anos, a psicóloga Ana Cristina ouviu histórias de amor de mulheres encarceradas em presídios mistos no Sul de Minas. Entre os assuntos, verdadeiros desabafos de presas que desejam ser amadas. Conversas que agora fazem parte de dois livros, que foram lançados na última quinta-feira (5), em Poços de Caldas (MG).
Ana Cristina Costa Figueiredo, de 34 anos, é pós-doutoranda em psicologia pela Universidade do Porto; além de doutora em Psicologia, mestra em Psicologia Clínica e especialista em Terapia de Casal e Família. A autora é nascida em Capitólio (MG), mas já vive há 18 anos em Poços de Caldas.
‘Amor entre as grades’ e ‘Paixões Aprisionadas’ são resultados do trabalho desenvolvido por ela nos presídios de Andradas (MG) e Poços de Caldas (MG). Escritos durante a pandemia, os livros abordam histórias de encarceradas que desejam ter e poder se relacionar de modo afetivo-sexual com outras pessoas.
Produção dos livros
Psicóloga lança livros com histórias de amor vivenciadas por mulheres em prisões mistas do Sul de Minas — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
A ideia e o processo de produção de ambos foram baseados na experiência de Ana Cristina, enquanto atuava como psicóloga no sistema prisional sul-mineiro, entre os anos de 2014 e 2017.
“Os livros não são sobre mim, eles são sobre essas pessoas aprisionadas e elas precisam ser escutadas. As vozes delas precisam ser reverberadas”, reforça a escritora.
‘Amor entre as Grades: Relacionamentos Afetivo-Sexuais de Mulheres em Presídios Mistos’ foi escrito entre 2017 e 2020. O livro tem uma linguagem mais acadêmica, já que foi baseado em estudos para uma tese de doutorado.
Ana conta que depois de ter publicado o primeiro livro, em 2020, ela percebeu que ele interessava principalmente o público acadêmico e profissionais do sistema prisional. Além disso, a escritora ressalta que o assunto precisava e, ainda precisa, ir mais longe.
“Eu queria que o conhecimento e a experiência que eu tive, tudo o que senti, o que eu vivi, pudesse ser passado para as pessoas de outra forma também”, conta Ana Cristina.
E foi assim que surgiu ‘Paixões Aprisionadas: Histórias de Amor Vivenciadas por Mulheres no Cárcere’, direcionada ao público de maneira geral. A segunda obra foi publicada em 2021 e tem intenção de ser uma leitura mais leve e acessível. O livro é composto por histórias baseadas nas impressões que ela teve enquanto trabalhou nos presídios.
Experiência no cárcere
Nas análises de Ana Cristina, um cuidado para não deixar a sensibilidade de lado. A psicóloga reforça que além de regras institucionais, as presidiárias sofrem inúmeros afastamentos sociais durante toda a vida.
“Nos atendimentos psicológicos, o que elas relatavam era sempre esse desejo de amar, de poderem amar e de serem amadas. Eu percebia que a vida toda delas, elas buscaram isso; e os depósitos afetivos estavam sempre vazios”, conta a escritora.
Psicóloga lança livros com histórias de amor vivenciadas por mulheres em prisões mistas do Sul de Minas — Foto: Fernando Evans/G1
Para a sul-mineira, foi um privilégio ser transformada ao escutar cada trajetória de vida. “Eu acredito que, o mínimo que eu posso fazer, é tentar transmitir para as outras pessoas um pouquinho daquilo que eu vivi, que me transformou profundamente”.
Mulheres em presídios mistos
Desde o lado de fora, a vida das mulheres é marcada por múltiplas violências, como agressões físicas, verbais e psicológicas. Dentro do presídio, a situação não muda. Apesar de comportar homens e mulheres, na maioria das vezes, esses espaços provocam a invisibilidade das encarceradas.
“Acredito que vários fatores são produtores de desigualdade, de violação de direitos, de violência. […] Vários se interseccionam e, então, acabam intensificando a vulnerabilidade na vida dessas mulheres”, explica a psicóloga.
Psicóloga lança livros com histórias de amor vivenciadas por mulheres em prisões mistas do Sul de Minas — Foto: Reprodução/GloboNews
Ana Cristina ressalta que, ao analisar estatísticas ligadas às mulheres nas prisões, foi possível perceber que a maioria delas compartilha o mesmo perfil. São condenadas por crimes como furto, roubo e tráfico de drogas. São mulheres jovens, muitas vezes mães, e que, sobretudo, se assemelham em raça, etnia e classe social.
“São histórias únicas e observamos as opressões, violências, negligências que marcam aquela trajetória de vida. Quanto a essa busca pelo amor, é universal. (…) É possível identificar muitas semelhanças entre essas mulheres e cada um de nós, seres humanos”, comenta Ana.
Preocupação social
A psicóloga acredita que, de maneira geral, as pessoas não se atentam muito ao que acontece nas prisões. “São lugares que são invisibilizados, vidas aprisionadas, são vidas para as quais nós não desejamos olhar”.
“É muito mais fácil colocar a culpa pelo aprisionamento, exclusivamente no indivíduo, sem analisar os fatores sociais que estão envolvidos, sem perceber a nossa contribuição inclusive para que a nossa sociedade funcione desse jeito”, ressalta Ana Cristina.
Psicóloga lança livros com histórias de amor vivenciadas por mulheres em prisões mistas do Sul de Minas — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Durante o tempo vivenciado no sistema prisional, a escritora percebeu que faz parte de sua missão levar essa reflexão para as pessoas. A psicóloga ressalta o poder da empatia, que age como uma engrenagem e, aos poucos, vai mudando a sociedade.
“É uma luta que, muitas vezes, é extremamente desafiadora por conta do preconceito. Muitas pessoas não estão muito abertas para ouvirem e analisarem tudo isso de forma mais complexa. Quem sabe como formiguinha, aos poucos, eu não vou proporcionando essas reflexões?”
Lançamento dos livros
A escritora havia marcado o lançamento das obras para a sexta-feira (6), entretanto, a estreia dos livros foi adiantada.
O evento de lançamento acontece na quinta-feira (5), às 19h, na Casa do Colono – Café & Bistrô. O local fica no interior das Thermas Antônio Carlos, localizada à Praça Dr. Pedro Sanches, no Centro de Poços de Caldas.
As obras são destinadas a todos aqueles que se interessam por temas que perpassam a vida humana, como a formação e o rompimento dos vínculos afetivos, as relações de poder e, sobretudo, o amor.
As flexibilizações da pandemia já trouxeram resultados para as rotas de turismo religioso do Sul de Minas. Cidades históricas da região, que geralmente são visitadas pela cultura e símbolos religiosos, afirmam que após a Semana Santa foi possível perceber uma melhora no movimento de fiéis.
No Sul de Minas, algumas rotas religiosas como Cássia, Bom Repouso, Três Pontas, Baependi e Inconfidentes atraem turistas de todo Brasil. Depois do período religioso, entre 10 e 16 de abril, a gestão municipal e os representantes religiosos observaram uma retomada na quantidade de visitas. Em alguns lugares, a retomada é mais lenta. Em outros, o turismo está voando.
Conhecidos pelo aconchego, sempre oferecido a quem na região chega, os sul-mineiros agora reabrem os braços aos fiéis, peregrinos, romeiros e visitantes, que desejam trilhar novas rotas de um verdadeiro ‘turismo de fé’ no Sul de Minas.
Cássia
Santuário de Santa Rita de Cássia
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Reprodução/EPTV
A cidade de Cássia nasceu em torno da imagem de Santa Rita, padroeira das causas impossíveis, protetora das viúvas e a santa das rosas, que foi beatificada em 1627. Além da devoção à Santa, muitos fiéis vão até a cidade buscar a bênção do Beato Padre Donizetti.
Segundo Diego Borges Dias, secretário de Turismo, os turistas geralmente são de diferentes origens dentro do Brasil. “Passam por Cássia, por exemplo, e consequentemente vão visitar outros municípios”.
O aumento no fluxo de visitantes na cidade geralmente acontece em maio, mês em que se festeja tradicionalmente o Dia de Santa Rita de Cássia.
“No mês de maio, em especial no dia 22, que é o dia de Santa Rita. Todos os dias ‘22’ de cada mês é lembrado como dia de Santa Rita”.
Neste ano, uma novidade chega para somar a lista de atrativos de Cássia. É o Novo Santuário para a Santa Rita, que será inaugurado entre os dias 20 e 22 de maio. De acordo com Diego, a expectativa de público é de aproximadamente 100 a 150 mil turistas na inauguração do local.
O novo Santuário deve ocupar uma área de 180 mil metros quadrados, sendo 100 mil de edificação. Para garantir o conforto dos fiéis, a capacidade é de até 5 mil pessoas sentadas e cerca de 2 mil em pé.
O empresário idealizador do Santuário, Paulo Flávio de Melo Carvalho, explica que a inauguração será um momento de fé e devoção.
“A expectativa é fortalecer a cidade de Cássia como um destino de turismo religioso e um local para se viver uma experiência de fé e evangelização”.
Para a gestão municipal, a expectativa não é diferente. “O atual cenário já é de desenvolvimento e de aumento de novas empresas, principalmente ligadas ao setor de alimentos e bebidas, setor de hospedagem e setor imobiliário”, ressalta o secretário de Turismo.
Bom Repouso
Nossa Senhora das Graças
Imagem de Nossa Senhora das Graças fica em Bom Repouso (MG) — Foto: Prefeitura de Bom Repouso (MG)
Os visitantes viajam até a cidade de Bom Repouso em busca de conhecer a imagem de Nossa Senhora das Graças, que tem cerca de 20 metros de altura. A “santa gigante” é o maior patrimônio tombado de Bom Repouso e virou símbolo que representa o município na rota dos fiéis.
“Quem visita nossa cidade e procura um turismo religioso, visita nossa Igreja Matriz, Gruta de Nossa Senhora de Fátima e principalmente a imagem de Nossa Senhora das Graças. Quem procura um turismo de aventura, visita as cachoeiras, principalmente a do paredão onde se faz a escalada”.
De acordo com Talita Bertolacini de Almeida Pereira, secretária do Desenvolvimento Social, após o início da pandemia o fluxo de turismo baixou muito na cidade, mas ainda não está totalmente normal.
“No mês de novembro temos um número significativo (de visitas), pois se comemora o dia de Nossa Senhora das Graças no dia 27 do mês”.
Os visitantes costumam ficar uma diária e, às vezes, até um final de semana. É no período de férias que a estadia geralmente se prolonga.
Segundo a secretária, a cidade está pronta para receber novos turistas até o fim do ano. A expectativa é que Bom Repouso acolha cerca de 1.000 novos visitantes a cada mês.
Três Pontas
Padre Victor
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Fernanda Rodrigues/G1
Quem chega em Três Pontas, procura geralmente pela Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda, que abriga os restos mortais do Beato Padre Victor. O Memorial, Parque da Mina e a Herma do Padre Victor também são destinos popularmente buscados pelos fiéis.
Segundo a turismóloga Keyre Kelly Ferreira Mariano, outros locais bastante visitados são o Carmelo São José, o Memorial “Nossa Mãe”, a Casa da Cultura “Alfredo Benassi” e o Parque Municipal Vale do Sol. Na cidade, o turismo já vem tomando forma novamente após as flexibilizações da pandemia.
“Ainda estamos no processo de retomada, mas aos poucos estamos notando um aumento no fluxo de turistas”, comenta Keyre.
Os maiores benefícios para Três Pontas, segundo a turismóloga, geralmente são o fomento da atividade turística, aquecimento do comércio local e da rede de serviços. Segundo informações da prefeitura, os turistas são predominantemente da região Sudeste e geralmente ficam de um a dois dias na cidade.
Maior movimento mesmo acontece em setembro, em virtude da comemoração da festa do Beato Padre Victor, que acontece no dia 23. Em novembro, no dia 14, também é perceptível um aumento no fluxo de turistas para a comemoração local pela “Nossa Mãe”, Madre Teresa Margarida do Coração de Maria.
A expectativa em Três Pontas gira em torno do aumento das visitas dos romeiros, peregrinos e turistas. Além disso, a volta da realização dos eventos presenciais como o Festival Canto Aberto, Expocafé e a Festa do Padre Victor, que chega a receber até 70 mil pessoas.
Segundo a turismóloga do município, há um projeto futuro para criação de rotas de peregrinação, além da implantação de um observatório sobre o turismo local. Apesar de ainda não ter data marcada, a proposta deve iniciar no segundo semestre de 2022.
Baependi
Nhá Chica
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Fernanda Rodrigues/G1
Em Baependi, os turistas buscam conhecer a história da Nhá Chica, beatificada há 10 anos. Dentro da cidade os principais pontos turísticos são as igrejas e os eventos religiosos. O Santuário Nossa Senhora da Conceição, conhecido como Igreja da Nhá Chica, é um dos principais destinos.
De acordo com André Luis Corrêa Santos, sacristão da Paróquia Santa Maria de Baependi, em 2022, a Paróquia de Baependi completará 300 anos de fundação, sendo a 2ª mais antiga do Sul de Minas.
Outro sucesso é a Matriz Nossa Senhora Montserrat, que foi uma das primeiras igrejas da região a ter um tombamento pelo IPHAN – Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. André conta que a igreja foi construída em um estilo ‘suí generis’ que a fazem única em todo Brasil pela suas particularidades barrocas e também influências do estilo rococó.
“Nesta igreja está o altar mór onde se encontra o ouro doado pela Beata Nhá Chica”.
De acordo com Flávia Pelúcio de Lara, coordenadora de Cultura, a prefeitura apoia os eventos e manutenções do turismo na cidade. As peregrinações movimentam principalmente a economia, além de difundir a religiosidade, as belezas e a cultura local.
Baependi é visitada por turistas do Brasil todo, mas é principalmente da região Sudeste que são os visitantes. A maior parte dos turistas que vão até a cidade é para visitar, pedir e agradecer as graças alcançadas por intermédio da Beata Nhá Chica.
Segundo Flávia, o turismo está retomando com força total. Eles recebem turistas durante o ano todo, porém nas festividades religiosas, como Semana Santa, Corpus Christi e aniversário de morte da Beata Nhá Chica, há um aumento considerável de movimentação na cidade.
No ano passado a cidade recebeu quase 5 mil romeiros e, segundo a coordenadora de Cultura, o município trabalha para aumentar esse número.
“Estamos focados em estruturar nossa cidade para comportar um número maior de pessoas, para num futuro próximo, poder atrair mais visitantes com responsabilidade e organização”, comenta Flávia.
Inconfidentes
Caminho das Capelas
Flexibilizações da pandemia refletem na retomada do turismo religioso no Sul de Minas — Foto: Divulgação Caminho das Capelas
As principais atrações de Inconfidentes despertam o interesse especial dos peregrinos: são as rotas religiosas. A gestão municipal é quem cuida da sinalização dos caminhos de peregrinação que cortam o município, especialmente o Caminho das Capelas que passa por todos os bairros rurais de Inconfidentes.
De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o objetivo desta rota é levar turismo para o interior da cidade, onde se encontra uma variedade de cultura religiosa e gastronômica.
“O benefício principal é atrair visitantes para o município de maneira a alavancar a economia local”, ressalta.
Em Inconfidentes, além de visitantes de diversas regiões do Brasil, há bastante fiéis de municípios da região Leste do estado de São Paulo. Ainda de acordo com a prefeitura, com as flexibilizações da pandemia, o turismo de peregrinações voltou a se intensificar na cidade.
Segundo informações do setor de Cultura e Turismo de Inconfidentes, o município recebe mais turistas em datas de feriados estendidos, bem como em feriados religiosos como a Semana Santa.
“A cidade tem diferentes atrativos para os peregrinos”.
De acordo com Emerson Fernandes Pereira, chefe do Setor de Cultura e Turismo, os pontos mais visitados geralmente são a Igreja Matriz São Geraldo Magela, as Capelas Beata Nhá Chica que é ponto inicial do Caminho de Nhá Chica e a Capela São Judas. Há também o Bar do Maurão, um local tradicional de encontro dos peregrinos.
A gestão afirma que o município está pronto para receber novos visitantes e a expectativa é receber até 30 mil peregrinos neste ano. Nos projetos futuros, segundo a assessoria de comunicação, é realizar a 2ª caminhada do Caminho das Capelas com o apoio da prefeitura.
Na tarde desta segunda-feira (09), ocorreu um acidente envolvendo três pessoas, sendo uma delas a criança Maria Vitória Linhares Borges de 1 ano e 7 meses, que veio a óbito após um triciclo motorizado tombar na comunidade do Itapiché, zona rural de Alpinópolis (MG).
Segundo o pai da vítima, Túlio Augusto Borges Leite, 22 anos, eles estavam na roça e foram levar água para um cavalo, usando um triciclo motorizado. No veículo, estava o condutor Túlio e na parte de trás do meio de locomoção estavam seu tio Lamir dos Reis Torre e a filha Maria Vitória Linhares Borges de um ano e sete meses.
A redação do Jornal Folha Regional apurou que durante o deslocamento pela estrada rural, em uma subida íngreme, o triciclo empinou a frente, vindo a tombar para trás, atingindo Lamir e Maria Vitória, que ficaram presos no compartimento traseiro, bem como o condutor Túlio, o qual ficou preso pelo guidão do triciclo.
Túlio conseguiu sair de baixo do guidão e erguer o triciclo pelo caixote traseiro, local onde estavam as outras duas vítimas, vindo a retirar o veículo de cima delas.
De acordo com o pai, o caixote do triciclo estava sobre as vítimas, quando conseguiu erguer de cima delas, seu tio Lamir pegou Maria Vitória nos braços e mandou Túlio socorrer a criança. Momento em que Túlio deslocou até a sede do sítio, que fica próximo ao local do acidente, tomou um veículo e socorreu às vítimas em direção à Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis.
Na Santa Casa, as vítimas foram atendidas, sendo que Maria Vitória chegou no hospital em estado grave, sendo necessário fazer manobras de reanimação, porém, sem sucesso, vindo a falecer. O tio Lamir, foi atendido e relatou dores no ombro direito.
Uma mulher foi presa acusada de matar o próprio filho, o pequeno Romério Sampaio Vaz, 5 anos, no último domingo (1º), no município de Ibiquera, na Chapada Diamantina. Ao ser localizada pela polícia, a mãe do menino confessou ter envenenado a criança “porque ele era autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa”. Ela e mais duas mulheres que tiveram participação no crime foram presas em flagrante, na última quinta-feira (5), por policiais da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Itaberaba, que empreenderam diversas diligências até localizá-las.
“Quando chegamos na residência da genitora, questionamos onde a criança estava, a mãe primeiramente disse que o filho estava viajando, posteriormente acabou confessando que a criança havia sido morta por ela com chumbinho e depois enterrada na zona rural do município de Ibiquera, cinco quilômetros de distância da cidade”, disse o coordenador da 12ª Coorpin, delegado Geraldo Adolfo.
O corpo da criança foi encontrada numa cova rasa, em local de difícil acesso no município de Ibiquera. “Em depoimento, a mãe alegou que havia colocado chumbinho na água e na comida da criança, no sábado (30), e que no dia seguinte, por volta das 7h, teria encontrado o filho morto, e assim resolveu levá-lo para enterrar. A mãe alegou que resolveu matar o filho porque ele era autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa”, disse o delegado.
As três mulheres, de 31, 39 e 59 anos, foram autuadas em flagrante, na Delegacia Territorial de Itaberaba, pelo crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver, e a mãe também responderá por homicídio. O avô da criança, que também ajudou a enterrar o corpo, segue sendo procurado. As três estão custodiadas, à disposição da Justiça.
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) que vai elevar o preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 a partir de terça (10). Os preços da gasolina e do gás de cozinha não serão alterados.
Segundo a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias – desde 11 de março. Naquele momento, diz a Petrobras, a alta refletia “apenas parte da elevação observada nos preços de mercado”.
“Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”, afirma a estatal em nota.
A Petrobras afirma ainda que, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da petroleira no preço pago pelo consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba.
Via: G1.
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