Rede de Supermercados ABC inaugura o primeiro Hiper ABC em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação
A primeira unidade do Hiper ABC em São Sebastião do Paraíso (MG) foi inaugurada nesta terça-feira (9), marcando a chegada do formato hipermercado da rede ao município. A nova operação reforça a presença do Grupo ABC no Sudoeste de Minas e amplia as opções de compras para os consumidores da cidade.
Instalada na Avenida Darcio Cantieri, nº 1.870, no bairro Jardim Europa, a nova loja será a segunda operação do grupo no município. Diferentemente da unidade já existente, o novo espaço foi planejado para concentrar compras, alimentação e serviços em um único local, oferecendo mais comodidade aos clientes.
A estrutura contará com diversos setores voltados às necessidades do dia a dia. Entre os diferenciais estão um restaurante para atendimento dos consumidores ao longo do dia e o açougue Friboi Nota 10, que oferecerá cortes selecionados e atendimento especializado.
O empreendimento também disponibilizará uma adega premium, produtos importados, itens de marca própria e uma linha diversificada de produtos voltados a diferentes perfis de consumidores, incluindo opções saudáveis, funcionais, sem glúten e sem lactose.
Além disso, o setor de hortifrúti reunirá frutas, legumes e verduras selecionados, enquanto áreas como padaria, mercearia, frios, laticínios, bebidas e conveniência complementarão a oferta da nova unidade.
Os clientes ainda poderão participar do programa de fidelidade Cliente Plus, que garante descontos exclusivos em produtos selecionados. O cadastro será realizado por meio do aplicativo Super ABC+, com identificação pelo CPF no momento das compras.
Com a inauguração, o Grupo ABC amplia sua presença em São Sebastião do Paraíso e fortalece sua atuação no interior mineiro. A expectativa é que a nova unidade contribua para o desenvolvimento econômico da região do Jardim Europa, movimentando o comércio local e ampliando as opções de consumo para moradores da cidade e de municípios vizinhos.
A proposta é transformar o novo Hiper ABC em um centro de conveniência e compras, reunindo variedade de produtos, serviços e alimentação em um único endereço.
Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado – Foto: reprodução
A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado fez uma profunda mudança no projeto que queria liberar a venda de remédios nos supermercados.
O texto aprovado na última quarta-feira (17) autoriza a venda de medicamentos desde que haja a instalação de uma farmácia completa dentro dos supermercados.
A versão aprovada tenta alcançar um ponto intermediário entre os interesses dos supermercados – que defendiam liberação completa da venda – e as preocupações com a saúde pública levantadas pelas farmácias – que não queriam a flexibilização das regras.
A proposta inicial do texto previa a venda de medicamentos sem receita médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, diretamente nas gôndolas dos supermercados mercados. Haveria um corredor dos remédios, como há um de alimentos ou itens de limpeza.
Mas, após muito debate na comissão, o relator Humberto Costa, do PT de Pernambuco, alterou radicalmente a proposta.
O senador acatou a preocupação de especialistas e representantes do setor do varejo de medicamentos sobre os riscos à saúde, tais como a automedicação e a falta de orientação profissional.
Assim, o projeto aprovado autoriza a instalação de farmácias e drogarias completas dentro dos supermercados.
A regra prevê que elas estejam fisicamente separadas de outros setores. Ou seja, precisam ser apartadas do supermercado. Além de seguirem rigidamente as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.
Um dos pontos principais é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.
“O relatório conseguiu contemplar os diversos posicionamentos, os diversos legítimos interesses que havia e, como tal, acredito que ele deveria se limitar ao que foi apresentado por nós como relatório”, disse o relator.
O autor do projeto, o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, afirma que o resultado é bom para todos.
“Foi bom para os supermercados, porque a regra inicial era só os medicamentos isentos de prescrição, foi bom para as farmácias, porque ganharam uma regra que preserva as suas regras sanitárias, foi bom para o consumidor que, em tese, passa a ter mais concorrência, e mais concorrência, pela lei do mercado, leva a queda de preços, porque o preço do medicamento hoje influencia na vida das pessoas, dos aposentados, é um preço alto no orçamento”, disse Efraim Filho à Agência Senado.
O texto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo. Por isso, já segue para a Câmara dos Deputados.
Falta de mão de obra afeta supermercados: oito em dez cargos estão vazios – Foto: reprodução
Os supermercados no Brasil enfrentam atualmente uma crise de mão de obra, comprometendo o funcionamento e a qualidade do atendimento ao público nas lojas. De acordo com um levantamento divulgado este mês pela Confederação Nacional do Comércio de Bens (CNC), oito em cada dez cargos essenciais no setor supermercadista estão vazios. O problema tem se agravado nos últimos anos e já é responsável por impactos significativos tanto para os consumidores quanto para os próprios estabelecimentos.
Entre os cargos essenciais que enfrentam escassez de profissionais, destacam-se operadores de caixa, açougueiros, embaladores, repositores de mercadorias, atendentes de loja e auxiliares de serviços de alimentação. Esses profissionais representam aproximadamente 70% da força de trabalho no setor supermercadista, o que demonstra a gravidade da situação, já que essas funções são vitais para o funcionamento diário das lojas.
A falta de funcionários não afeta apenas a operação interna dos supermercados, mas também prejudica diretamente os consumidores. Em muitas lojas, os clientes estão enfrentando filas mais longas, falta de reposição de produtos nas prateleiras e, consequentemente, uma queda na qualidade do atendimento. A sobrecarga de trabalho nos poucos funcionários remanescentes tem levado a um cenário de exaustão, afetando o rendimento da equipe e, em última instância, o serviço prestado.
Essa escassez de funcionários se observa também em Nova Friburgo. Uma rede fluminense de supermercados com filial na Avenida Alberto Braune, por exemplo, anuncia em sua porta de entrada, há cerca de três semanas, uma lista com oportunidades de emprego para vários cargos e ainda não conseguiu preencher.
Clientes reclamam que na maioria dos supermercados da cidade há falta de funcionários e observam também grande rotatividade. “A maioria dos jovens não querem trabalhar neste ramo, pois reclamam dos baixos salários e das cargas horárias exaustivas. Muitas lojas funcionam todos os dias das 7h às 22h e abrem aos domingos, até à noite. Geralmente nos fins de semana, a maioria dos caixas é a turma com mais de 40 anos de idade”, observa a consumidora Marina Souza.
Principais cargos afetados
Entre as funções mais afetadas, estão aquelas que são essenciais para o funcionamento de qualquer supermercado. O operador de caixa, por exemplo, é responsável por processar as transações e garantir que o atendimento seja rápido e eficiente. No entanto, a falta desse profissional tem gerado congestionamento nas filas e aumento da insatisfação dos consumidores.
O repositor de mercadorias, por sua vez, tem como principal tarefa manter as prateleiras abastecidas e organizar os produtos de maneira que o supermercado tenha sempre o estoque disponível para os clientes. A escassez de repositores tem levado à falta de reposição de produtos, o que pode gerar prejuízos financeiros para os supermercados e até a perda de clientes.
Outro cargo fundamental é o de açougueiro, que é responsável pela organização e corte de carnes. A falta desse profissional tem comprometido a qualidade do atendimento no setor de carnes, além de tornar o ambiente mais caótico e menos eficiente.
Causas da escassez de mão de obra
A pesquisa da CNC aponta alguns fatores-chave que explicam a falta de profissionais no setor supermercadista. Em primeiro lugar, os salários baixos têm sido uma das principais razões para a desmotivação dos trabalhadores e a alta rotatividade no setor. Muitos profissionais optam por buscar alternativas em outros setores, que oferecem melhores condições financeiras ou mais estabilidade.
A falta de qualificação e o distanciamento de muitos jovens do mercado de trabalho formal também têm agravado ainda mais o problema. Muitos optam por buscar alternativas no trabalho informal ou no setor digital, que oferecem mais flexibilidade e, em muitos casos, uma maior capacidade de geração de renda. Essa tendência é especialmente forte entre as novas gerações, que têm menos interesse em trabalhar em funções presenciais, como as de caixas e repositores em supermercados.
O que está sendo feito
Diante desse cenário, alguns supermercados têm buscado alternativas para enfrentar a escassez de mão de obra. A automação é uma dessas soluções. Algumas redes de supermercados estão investindo em tecnologias como caixas de autoatendimento, que permitem que os clientes façam suas compras e paguem de forma independente. Embora isso ajude a reduzir a necessidade de operadores de caixa, não resolve o problema em outros setores essenciais, como o açougue e a reposição de mercadorias.
Há ainda um esforço crescente por parte das empresas em oferecer treinamentos internos e parcerias com programas de qualificação profissional. Essas iniciativas visam capacitar novos trabalhadores para as funções mais demandadas no setor supermercadista, mas os especialistas alertam que essas medidas ainda são insuficientes para reverter o cenário a curto prazo.
A escassez de mão de obra nos supermercados é um problema que compromete o funcionamento adequado das lojas e afeta diretamente a experiência do consumidor. A falta de profissionais essenciais, como operadores de caixa e repositores, reflete questões como baixos salários, alta rotatividade e a migração de trabalhadores para setores informais ou digitais.
Enquanto algumas empresas tentam amenizar a situação com automação e programas de qualificação, é evidente que medidas mais eficazes e estruturais são necessárias para garantir a estabilidade e a qualidade do atendimento no setor supermercadista a longo prazo.
Rede de supermercados terá que pagar R$ 746 mil por vender caixas de sabão em pó falsificadas em MG – Foto: divulgação/Procon
A rede supermercadista Super ABC terá que pagar R$ 746 mil por vender caixas de sabão de pó falsificado em Uberlândia (MG). O valor da autuação foi definido através de um acordo firmado com a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
A investigação teve início em dezembro de 2023 após denúncias de consumidores. Na época, foram apreendidas 476 unidades do produto suspeitas de adulterações. Os produtos foram enviados para análise, tendo sido confirmada a falsificação em janeiro de 2024, ocasião em que mais caixas do sabão em pó foram recolhidas no estabelecimento, totalizando quase 1,5 tonelada de produtos impróprios para o consumo.
No Termo de Ajuste de Conduta (TAC) estão englobados tanto os quatro autos de infração referentes ao sabão em pó falsificado, quanto outros seis autos de infração cujos objetos são de vício de qualidade (produto vencido, etc) e de vício de informação (precificação).
O valor comprometido pelo acordo será enviado ao Fundo Municipal de Proteção de Defesa do Consumidor.
Os bloqueios de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua maioria caminhoneiros, em rodovias do país começaram a impactar no abastecimento em supermercados. A informação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, nesta terça-feira (1º).
O presidente da associação pediu apoio a Bolsonaro “a respeito das dificuldades de abastecimento que já começam a enfrentar os supermercadistas em função da paralisação dos caminhoneiros nas estradas do país”, segundo nota divulgada pela Abras.
Desde o último domingo (30), bolsonaristas insatisfeitos com o resultado das eleições estão ocupando e interditando rodovias, dificultando assim, principalmente, a passagem de veículos de cargas.
A Abras informou ainda que João Galassi fará um pronunciamento a respeito dos efeitos da paralisação no setor supermercadista na tarde desta terça-feira.
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