Paciente em surto foge de hospital dirigindo ambulância e causa acidente em Ibiraci – Foto: redes sociais
Um paciente internado em observação no hospital de Ibiraci (MG) protagonizou uma ocorrência incomum e de risco na tarde do último domingo (28). Após sofrer um surto psicótico, ele conseguiu deixar a unidade de saúde conduzindo uma ambulância pertencente ao próprio hospital.
Durante a fuga, o homem percorreu várias ruas da cidade até perder o controle da direção. A ambulância acabou atingindo um imóvel que abriga um estabelecimento comercial e também serve como residência.
Com a força da colisão, o paciente, que era o único ocupante do veículo, ficou desacordado. Equipes de atendimento prestaram socorro no local e o encaminharam de volta ao hospital, onde permanece internado sob cuidados médicos e vigilância.
A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência, realizou o isolamento da área e aguardava a chegada da perícia técnica, que ficará responsável pelos levantamentos necessários para esclarecer as circunstâncias do acidente.
As investigações também deverão apurar de que forma o paciente conseguiu acesso às chaves da ambulância e quais falhas nos protocolos de segurança da unidade de saúde possibilitaram a fuga.
Surto de Ebola: OMS declara emergência internacional – Foto: reprodução
Uma epidemia de ebola foi declarada na sexta-feira (15) na República Democrática do Congo (RDC). Embora as autoridades congolesas e internacionais ainda avaliem sua dimensão, a OMS emitiu uma emergência sanitária internacional diante da rápida evolução do número de mortes.
O ebola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus causou mais de 15 mil mortes na África.
Mais de 90 mortos
Até o momento, as autoridades congolesas registraram 91 mortes provavelmente relacionadas a esta nova epidemia. Além disso, informaram cerca de 350 casos suspeitos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos, e mais de 60% são mulheres.
Até agora, poucas amostras puderam ser analisadas em laboratório, de modo que os balanços se baseiam principalmente nos casos suspeitos.
O epicentro da epidemia está em Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul. Nesta região rica em ouro, há intensos deslocamentos diários de população ligados à atividade mineradora.
Algumas partes da província também são devastadas pela violência de vários grupos armados, o que dificulta o acesso por motivos de segurança.
Risco regional e internacional
O vírus já se espalhou além de Ituri e das fronteiras da RDC, com duas mortes registradas em Uganda, segundo a OMS. Trata-se de pessoas que viajaram a partir da RDC, sem que tenha sido identificado um foco epidêmico local.
A agência sanitária da União Africana, Africa CDC, considera “alto” o risco de propagação para os países da África Oriental vizinhos da RDC. A OMS ativou no domingo seu segundo nível mais alto de alerta internacional diante de um surto de ebola.
Doença ainda não possui vacina
A cepa do vírus responsável pelo atual surto se chama Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para esta variante.
As medidas para tentar frear sua propagação se baseiam essencialmente no respeito às medidas de prevenção e na rápida detecção dos casos para limitar os contatos.
As vacinas contra o ebola existentes são eficazes apenas contra a cepa Zaire do vírus, responsável pelas maiores epidemias registradas.
Antes do surto atual, Bundibugyo havia provocado apenas duas epidemias: uma em Uganda (2007) e outra na RDC (2012). A taxa de mortalidade ficou entre 30% e 50%.
Propagação rápida
A epidemia de ebola mais letal na RDC deixou quase 2.300 mortos entre 3.500 doentes entre 2018 e 2020.
O episódio anterior à atual epidemia provocou 45 mortes entre setembro e dezembro de 2025, segundo a OMS.
Este vasto país da África Central, com mais de 100 milhões de habitantes, possui grande experiência na gestão do ebola, sendo esta a 17ª epidemia registrada.
No entanto, as particularidades do atual surto preocupam os especialistas.
“É uma epidemia que vai se propagar muito rapidamente, sobretudo porque ocorre em uma província muito populosa”, declarou à AFP o virologista Jean-Jacques Muyembe, codescobridor do ebola em 1976 e diretor do instituto de pesquisa congolês que confirmou o reaparecimento do vírus.
Se todos os casos suspeitos registrados forem confirmados, esta epidemia estará entre as sete maiores já conhecidas e será a segunda mais grave entre as cepas que não são Zaire, segundo vários especialistas.
“Bruxaria”
Investigações epidemiológicas estão em curso para determinar a origem da epidemia. O primeiro caso identificado até agora é o de um enfermeiro que procurou um centro de saúde de Bunia, capital da região de Ituri, em 24 de abril.
Apesar disso, o foco está a cerca de 90 km dali, na região de Mongbwalu, o que leva à hipótese de que a epidemia tenha surgido nessa localidade e que os casos tenham migrado posteriormente.
A OMS foi alertada sobre o aparecimento de uma doença com alta mortalidade em 5 de maio, após a morte de quatro profissionais de saúde em apenas quatro dias na região de Mongbwalu.
As pessoas infectadas pela cepa Bundibugyo apresentam inicialmente sintomas semelhantes aos de gripe ou malária, o que pode atrasar a detecção.
Além disso, segundo o ministro da Saúde congolês, a identificação do surto demorou porque as comunidades afetadas acreditaram inicialmente que se tratava de uma “doença mística” ou de “bruxaria”, o que levou os doentes a procurar “centros de oração” em vez de profissionais de saúde.
A rápida ação da Polícia Militar evitou um episódio de violência e possível tragédia na manhã do último sábado (6), após um homem em surto psicótico subir nos telhados de diversos galpões na Avenida Francisco Machado, em Piumhi (MG).
Segundo a corporação, o indivíduo apresentava comportamento totalmente desorientado e corria de um telhado a outro, oferecendo risco tanto a si mesmo quanto às pessoas que passavam pela região. Quando a equipe chegou ao endereço, encontrou um grande número de populares cercando a área. Muitos carregavam pedaços de madeira, barras de ferro e pedras, demonstrando intenção de tentar contê-lo por conta própria.
A PM interveio imediatamente para impedir que os moradores subissem nos telhados e entrassem em confronto com o homem, retirando os objetos das mãos do grupo e afastando todos do local. Com a situação controlada no solo, os policiais subiram até os telhados e iniciaram tentativas de diálogo. Mesmo assim, o homem não atendia às orientações e permanecia correndo descontroladamente, chegando a danificar telhas de uma marcenaria e de um lavador próximos.
A movimentação seguiu por diversos pontos até alcançar o telhado do Restaurante Velho Chico, em área próxima à avenida principal. Encurralado, o indivíduo passou a ameaçar se jogar, aumentando ainda mais o risco de queda e exigindo atenção redobrada dos militares.
A Secretaria Municipal de Saúde de Formiga, na região Centro-Oeste de Minas, informou nesta semana que 30 idosos que vivem no asilo São Francisco de Assis tiveram que ser internados. Há três semanas a prefeitura confirmou que a instituição enfrenta um surto de Covid-19. Um dos moradores do local morreu em decorrência da doença.
Conforme o executivo, os idosos estão hospitalizados em Formiga e também em outras cidades da região, como Arcos, Lagoa da Prata, Campo Belo e Divinópolis. De acordo com o secretário municipal de saúde, Leandro Pimentel, as internações foram preventivas para melhor acompanhamento da evolução do quadro clínico dos idosos. A maioria deles está estável e responde bem ao tratamento.
No total, o município tem 46 moradores internados com a doença, incluindo os 30 idosos do asilo.
Surto
O primeiro caso positivo da doença no asilo foi confirmado em um funcionário, no dia 16 de setembro. O surto foi notificado à Secretaria de Estado de Saúde no dia 21 de setembro, depois que mais funcionários e idosos testaram positivo para a doença.
Ao todo, desde o início do surto, 35 idosos e nove funcionários contraíram o novo coronavírus. Um dos idosos veio a óbito em decorrência de complicações da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o local será monitorado até 42 dias após a data do último caso positivo.
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