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Jornal Folha Regional

Em reação ao tarifaço, BNDES aprovou R$ 1,08 bilhão em créditos para empresas afetadas em Minas

Em reação ao tarifaço, BNDES aprovou R$ 1,08 bilhão em créditos para empresas afetadas em Minas – Foto: Ale Silva/Estadão Conteúdo – 28.01.2015

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,08 bilhão em crédito para empresas mineiras afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O montante representa 100% de todos os pedidos de crédito protocolados no banco estatal para Minas Gerais desde o dia 18 de setembro.

Os recursos foram disponibilizados no âmbito do programa Brasil Soberano, criado pelo governo federal para socorrer as empresas exportadoras do país diante das tarifas norte-americanas.

Foram R$ 366 milhões para a linha Giro Diversificação, destinada para a busca de novos mercados, e R$ 719 milhões para a linha Capital de Giro, para despesas gerais das empresas do estado. Em todo o Brasil, o BNDES aprovou 99,75% de todos os pedidos de crédito protocolados, o que resultou em R$ 16,18 bilhões dos R$ 16,22 bilhões solicitados.

A linha Giro Diversificação foi o destino de mais da metade do valor dos créditos disponibilizados pelo banco em todo país – R$ 8,37 bilhões. Outros R$ 7,48 bilhões foram aprovados por meio da linha Capital de Giro e R$ 295,6 milhões para a linha Bens de Capital.

As operações do BNDES alcançaram empresas de todos os portes impactadas pelo tarifaço. As micro, pequenas e médias empresas (MPEs) impulsionaram a liberação de crédito da instituição, com 810 das mais de mil operações realizadas.

A indústria de transformação, segmento que conta com a siderurgia, bastante afetada pelas tarifas dos Estados Unidos, foi atendida com R$ 12,4 bilhões. O banco ainda aprovou R$ 2 bilhões em créditos para o setor de comércio e serviços, R$ 1 bilhão para a agropecuária e R$ 203 milhões para a indústria extrativa.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (PT), declarou que o banco de desenvolvimento cumpriu, com agilidade, o plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o programa Brasil Soberano, criado para mitigar os prejuízos dos setores afetados pelo tarifaço de Trump.

“O tempo para a aprovação do crédito no Brasil Soberano pelo BNDES foi de apenas 26 dias, sete vezes mais rápido do que a média. Uma atuação fundamental para garantir a manutenção dos empregos no Brasil”, afirmou.

Lula diz que vai liberar R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço

Lula diz que vai liberar R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço – Foto: reprodução

As empresas afetadas pelo tarifaço do governo de Donald Trump receberão 30 bilhões de reais em linhas de crédito, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (12). Em entrevista ao canal Band News, ele adiantou o valor da ajuda em crédito que será anunciada nesta quarta 13.

“Amanhã, vou lançar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de 30 bilhões de reais para as empresas brasileiras que porventura tiveram prejuízos com a taxação do Trump. [Essa quantia de] R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é”, declarou Lula, indicando que o valor pode aumentar, caso seja necessário.

De acordo com Lula, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis. “A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar [a medida provisória] amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.

Segundo Lula, o plano procurará preservar os empregos e buscar mercados alternativos para os setores afetados. “Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou.

O presidente também anunciou que ajudará os empresários afetados a brigar, na Justiça americana, contra o tarifaço aos produtos brasileiros. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, explicou.

Créditos extraordinários

Também nesta terça, pouco após audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Sem dar detalhes sobre o plano, Haddad afirmou que as medidas estão 100% prontas e que contemplam as demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que a formulação das propostas ocorreu após reuniões com vários representantes e que deve ser “o necessário para atender aos afetados”.

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